"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

MENSAGEM DE JEAN YVES LELOUP

Posted by José Eduardo Glaeser em 10/02/2011

A linguagem do poeta, a linguagem da arte, é , talvez uma das linguagens que poderia ser utilizada para ousarmos falar a respeito de Deus porque trata-se de uma linguagem que não nos confina, não conceitualiza,, não distribui rótulos, mas nos deixa livres e nos convida a fazer uma experiência, a empreender uma transformação.
A imagem que me ocorre, é a de alguém que escava em busca de uma nascente que jorra; não basta falar de nascente, não basta falar de água, é também necessário escavar seu poço, avançar em direção à água viva que está no fundo, assim como em direção à água viva que jorra. Não basta escavar para que apareça a água viva , mas o fato de escavar irá permitir que reencontre a água viva que jorre. Além de nossa tentativa, de nossa busca em direção às profundezas, temos que reconhecer que não é o fato de escavarmos, não são nossas enxadas que irão criar a água. Do mesmo modo que não é o despertador que fará o dia nascer… No entanto, convém tomarmos consciência de que o dia está aí!
Trata-se de despertarmos, de escavarmos, de avançarmos em direção à nascente e de sabermos que essa não é nossa propriedade: ela jorra, ela nos é oferecida. Nesse momento surge a palavra graça. independentemente de seguirmos uma via zen ou de ioga, o autêntico mestre ou discípulo sabe perfeitamente que não é esse exercício que irá provocar a iluminação. O exercício, a meditação, o método, todas as técnicas utilizadas tornam-se somente disponíveis à experiência.
Aqui identificamo-nos com a tradição antiga dos Padres do deserto que dizia: “Existe o trabalho do homem, a ascese, a liberdade do homem, e , ao mesmo tempo, a graça.“ E´como um pássaro que para voar, tem necessidade de duas asas, ou seja, de sua liberdade, de seu trabalho, interior e, ao mesmo tempo, da graça, isto é, da nascente que jorra em direção ao seu esforço, ao ato de escavar. Por um lado, o trabalho do homem procura Deus; por outro, como uma fonte de água viva, Deus empenha-se unicamente em comunicar-se e manifestar-se a cada um de nós.

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