"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

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CARTA DE JOEL S. GOLDSMITH A SEU FILHO SAMMY

Posted by José Eduardo Glaeser em 09/02/2011

CARTA DE JOEL S. GOLDSMITH A SEU FILHO SAMMY

Ofereço-te aqui, Sammy, uma lição importante, não só para um dia, mas suficiente para toda tua existência, se a praticares fielmente – ainda que não recebesses nenhuma outra de mim ou de qualquer instrutor espiritual. Se a gravares no íntimo, ainda que ficasses só num deserto ou num barquinho, no meio do oceano, sem qualquer pessoa ou livro por perto, poderias sobreviver, encontrando salvação e segurança, alimento e vestuário, paz e tudo o mais que te fosse necessário. Quero revelar-te o segredo de minha felicidade, alegria, êxito, prosperidade e capacidade de servir a crianças e adultos ao redor do mundo inteiro, como sabes. Desejo que conheças este segredo, para que possas agir como eu. Em primeiro lugar, quando defrontares algum problema, seja de saúde, estudos, desentendimentos com os colegas ou mestres. Retira-te a um lugar tranqüilo, senta-te com os pés no chão e mãos descansando nas coxas, fecha os olhos e lembra-te de que Deus está mais perto do que tua respiração: mais próximo do que teus pés e mãos. Ele está exatamente onde estiveres. Aquieta-te por um momento e Deus resolverá teu problema. Pode parecer estranho que não tenhas, pelo menos mentalmente, de expor teu caso a Deus, de não pedir-Lhe nada e nem fazeres qualquer afirmação.
No entanto, basta fechar os olhos, aquietar-te por um momento e saber que Deus está bem perto de ti: no centro de teu ser. Depois, sem ansiedade ou pressa, espera alguns minutos. O Espírito, Ele mesmo, se incumbirá de tudo. Se for um problema ou fórmula que não entendes, Ele te esclarecerá, como sucedeu uma vez aqui em casa, em que pediste ajuda em matemática: sentamo-nos e meditamos e quando voltaste ao livro, encontraste a resposta plena, como se a tivessem escrito ali para ti. Sempre que tiveres alguma dificuldade, pára o que estavas fazendo e conscientiza Deus exatamente ali onde estás, em teu íntimo. Espera alguns minutos e verás que Ele é a Inteligência de teu ser e sabe por que O estás procurando.
Não receies: de bom grado Ele sempre te responderá, se estiveres “ligado”. Se Lhe perderes a sintonia, não poderás receber ajuda. Isto é compreensível. Digamos que estivesses aqui perto de mim, recebendo instrução espiritual. Se te distraísses, pensando em outra coisa ou saísses a passear, como poderia receber a lição que eu tinha a oferecer-te gostosamente? Como pai humano, bem gostaria de oferecer-te cada segredo espiritual que possuo, como dou dinheiro quando dele necessitas. Mas não lhos poderei dar, se não estiveres receptivo e atento.
A mesma coisa se dá em nossa relação com Deus: temos que dar-Lhe plena atenção, amor, obediência e gratidão. Não é propriamente amar um Deus que não vês, senão amá-Lo nos colegas e professores com quem convives. Ainda que Deus esteja em teu íntimo, só Lhe podes receber a graça se tiveres amor, júbilo e respeito, em tua mente, em teu coração e em tua alma. Cada pessoa é responsável por si mesma. Não há um Deus sentado no céu a olhar e julgar os que estão aqui embaixo. A Consciência divina está em nosso íntimo e sabe tudo o que pensamos, sentimos, falamos e fazemos, atraindo imediatamente de fora tudo o que mandamos para lá. Portanto, o amor e respeito que exprimes aos outros, logo os recebes de volta. Mas, tudo isto ainda é pouco. Mesmo que sejas humanamente bom em todos os sentidos, estás simplesmente cumprindo os Dez Mandamentos. Agora te estou instruindo a cumprir o Sermão da Montanha, pois o Caminho espiritual é uma revelação mais alta: diz que não precisas de falar com Deus, senão apenas reservar pequenos períodos, durante o dia e à noite, para ouvi-Lo dentro de ti. Mesmo que não ouças literalmente uma voz, ao abrir os ouvidos a Deus e silenciar por um minuto ou dois, permitir-me-ás encher o vácuo que formaste internamente.
Atenta bem para o que deves fazer, para formar este vazio expectante: logo ao acordar senta-te confortavelmente, pés no chão, braços apoiados relaxadamente nas coxas, olhos fechados, sintonizando o Cristo interno em silêncio, escutando o íntimo por alguns minutos. Em seguida, lembra-te de que o dia que se estende diante de ti será governado e protegido por Deus. Serás então mantido e inspirado por Ele, porque abriste, anelante e conscientemente, tua consciência à Presença e Direção de Deus. Mas se não fizeres cada manhã, fielmente, teu contato com Deus, o teu encontro com o mundo será como de um ser humano comum, sujeito a todas as surpresas e desencontros da vida, sem a assistência divina. Em tua idade atual, com o preparo que já recebeste aqui, estás apto a quatro pequenos exercícios diários: de manhã cedo, ao meio-dia, ao anoitecer e antes de dormir. Sentado, relaxado e quieto, podes dedicar dois minutos de cada vez a Deus. Inicialmente, para facilitar, podes mentalmente dizer: “Aqui estou, Pai. Fala que Teu filho escuta. Desejo fazer a Tua vontade”. Em seguida, aquieta-te. Se fores fiel nesta prática, garanto que tua vida na universidade e de modo geral, será um sucesso e ainda mais do que isso: uma bênção. Estarás preparando os fundamentos para uma vida inteiramente governada por Deus. Procure estar em harmonia com teus colegas em tudo que seja bom. Se te convidarem a cerimônias religiosas, sugiro que os acompanhes. Entra em cada templo com a mente aberta, agradecendo à oportunidade de aquietar e ouvir a “pequenina e silenciosa voz”.
Não te esqueças de que a sintonia com Deus é mais importante que o ritual. A união com os colegas no que seja construtivo suscita o bem, embora o verdadeiro bem te venha porque reconheces a graça e a glória de Deus em tudo e em todos. A coisa mais importante que desejo sublinhar-te é que, em qualquer instante do dia ou da noite, Deus é instantaneamente acessível. Basta que O sintonizes e ouças.
Enfatizo este ponto para que compreendas que não precisas falar, fazer afirmações ou lembrar a Deus tuas necessidades. O segredo que recebi é que Deus, como Inteligência infinita, já conhece tuas necessidades, antes mesmo de Lhas pedires. Ele vê nosso íntimo quando Lho abrimos em atitude receptiva e confiante. Não é por nosso falar ou pensar, pois o Mestre ensinou: “não vos preocupeis por vossa vida, pelo que tendes de comer: nem por vosso corpo, pelo que tendes de vestir. Vosso Pai sabe que necessitais destas coisas. É do bom agrado d’Ele dar-vos todas elas”. Compreendes, Sammy? É do agrado do Pai dar-te o Reino! Deus não te castiga quando te arrependes sinceramente do erro ou pecado que acaso cometas. No instante em que reconheces que não agiste bem, estás perdoado. Não carregarás a penalidade quando em teu coração vibra o reconhecimento do mal que fizeste e te arrependeres. Mas deves compreender que ao reconhecer as falhas, não deves repeti-las. Caso contrário, perderás a sintonia com a graça divina. Tu mesmo é que te cortas dela. Quando isto acontecer, procura reatar com a graça, reconhecendo verdadeiramente: “Sei que errei!” ou talvez: “Não sei se agi erradamente, mas se o fiz, ajuda-me a compreender e limpa isto de mim, Pai. Não tive má intenção. Não quero fazer o mal. Ao contrário, desejo fazer aos outros o que gostaria que me fizessem”.
Dessa maneira te purificas. Tenho-me curado de diversas enfermidades, pedindo simplesmente a Deus perdão por meus pecados. É claro que meus pecados não são graves. Conheces nosso modo de viver. Mas sempre que cedemos à crítica e condenação, não estamos amando e perdoando suficientemente. Assim, é recomendável que nos voltemos de vez em quando e digamos: “Reconheço, Pai, que não estou agindo perfeitamente. Perdoa meus pecados. Limpa as minhas transgressões, para eu começar tudo de novo”.
Grava bem, Sammy, a mais importante lição que me foi dada: “que o lugar em que estás é solo santo”, ou seja, Deus está exatamente onde estás, disponível, no instante em que páras de pensar, de falar e de te identificar com as coisas externas, e te voltas ao íntimo, reconhecendo-Lhe o Poder e a graça. Conscientiza o Espírito de Deus em ti e, em seguida, relaxa-te por um ou dois minutos, deixando que Ele Se manifeste. Isto é tudo. Todo o nosso propósito é o de levar as pessoas à realização da onipresença de Deus e sua constante disponibilidade; de nos dirigir a Ele sem pensamento nem palavras: basta a humildade de sentar-nos (ou mesmo em pé ou deitado), fechar os olhos e reconhecer: “Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é Quem faz as obras. Fala, Senhor, que teu filho escuta”. Em seguida, aguardar um ou dois minutos em silêncio expectante, antes de levantar e prosseguir as tarefas. Se aprenderes a praticar corretamente este exercício quatro vezes ao dia, como lhe estou sugerindo, não demorará muito para que o faças mais vezes ao dia, para teu inteiro benefício.

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NUNCA EXISTE UM CONFLITO COM UMA PESSOA OU CONDIÇÃO…

Posted by José Eduardo Glaeser em 23/01/2011

“Nunca existe um conflito com uma pessoa ou condição, e sim com o falso conceito mentalmente mantido acerca de uma pessoa, coisa, circunstância ou condição. Por isso, faça a correção dentro de você mesmo, no lugar de tentar mudar alguém ou algo externo.”

(Joel S. Goldsmith, in O Caminho Infinito)

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“ORAR A DEUS” – “JOEL S. GOLDSMITH”

Posted by José Eduardo Glaeser em 15/01/2011

Joel S. Goldsmith

A essência de nosso trabalho é que DEUS É! Todos falamos sobre Deus, pensamos em Deus, oramos a Deus; mas, ao percebermos que Deus não está existindo para receber nossas orações saberemos os motivos que tornam tão infrutíferos o nosso falar e grande parte do nosso pensar sobre Deus.
O primeiro ponto a ficar claro, quando percebemos que DEUS É, é que Deus não existe para estar recebendo nossas orações. Se simplesmente tivéssemos captado o que nos revelou Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, já teríamos percebido isso há muito tempo. Observemos suas palavras:
“Deus não é movido pelo bafejo louvaminheiro a fazer mais do que já fez, nem pode o infinito fazer menos do que conceder todo o bem, porquanto Ele é sabedoria e Amor imutáveis. Deus é Amor. Podemos pedir-Lhe que seja mais? Deus é Inteligência. Podemos passar à Mente infinita algo que ainda não compreenda? Pedir a Deus que seja Deus é vã repetição. Deus é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre; e Aquele que é imutavelmente justo, fará o que é justo sem que seja preciso lembrá-Lo de Seu ofício. Quem se colocaria diante de uma lousa para rogar ao princípio da matemática que lhe resolvesse o problema?”
O primeiro passo é aprendermos a não pedir ou orar a Deus, nem esperar algo dEle. O passo seguinte é aprendermos a nos voltar ao Reino dentro de nós, que é o Reino de Deus. Não por alguma coisa, mas em reconhecimento da harmonia e perfeição presentes em tudo que Deus governa. E Ele governa a Realidade inteira.
Aprendemos, também, que não existe mal em nenhuma pessoa, lugar ou coisa, mas que o mal está no CONCEITO universal de pessoa, lugar ou coisa. Saber que inexiste mal em toda circunstância ou condição nos liberta dos efeitos malignos que poderiam advir da crença no mal.
Se o sentido espiritual é o que dissolve cada chamado problema humano, também é verdadeiro que uma percepção consciente da verdade do ser resulta em harmonia que nunca nos deixa, e que experienciamos conscientemente. Portanto, devemos “conhecer a Verdade”, para que “a Verdade nos liberte” de tudo que aparente nos ocultar a nossa real identidade.
Se somente habitarmos na infinitude e natureza eterna do governo divino e do Universo, reconheceremos e experienciaremos a natureza imutável de toda a criação de Deus. A dependência a um poder supostamente externo a nós mesmos é sempre o erro.
Todo o nosso objetivo é a realização da presença e poder de Deus. “Eu, de mim mesmo, não posso fazer nada”, mas perdura o fato de que “o Pai interior faz a obra”. Como ter consciência do “Pai interior”? Aquietando os sentidos humanos e ouvindo a “pequenina voz suave”. “Eu ouvirei Tua Voz”, pois, a transmissão deve sempre provir da Mente.

 

VIA TEMPLO DOS ILUMINADOS (VISITEM!).

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OS DOIS PACTOS

Posted by José Eduardo Glaeser em 09/01/2011

“Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos (pactos); um do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, essa Agar é Sinai, um monte da Arábia que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós”. (Gálatas 4: 22, 23, 24, 25, 26)

Joel S. Goldsmith
Em nossa humanidade somos filhos da escrava, subjugados pela carne e suas imposições, presos às coisas, aos pensamentos e às atividades da carne, quer se trate da carne do corpo, quer seja a carne chamada dinheiro ou outras formas do humano viver.
Vivendo na e pela carne, como descendentes da escrava, estamos sob as leis da matéria, as leis da economia, da raça, da religião e da nacionalidade – sob o contrato “que foi gerado pela escravidão”. O outro pacto, que é o de nossa adoção espiritual, que acontece pela atividade consciente dentro de nosso próprio ser e no momento em que estivermos prontos para a transição, já que a transição de humanidade para a filiação espiritual se dá exclusivamente pela Graça.
Quando alguém diz que gostaria de ser um filho de Deus e de ser livre das mazelas da carne, geralmente não quer dizer exatamente isso. Quer dizer que gostaria de ser livre das mazelas da carne, mas sem abrir mão de seus proveitos e prazeres. É por essa razão que, como seres humanos, não podemos escolher ser filhos de Deus.
Mas virá um dia, na consciência de cada um de nós – para alguns agora mesmo e para outros daqui a diversas existências -, quando pela Graça interior seremos capazes e desejosos não só de nos livrar dos desgostos da carne, mas também de seus proveitos e prazeres; desejaremos nos familiarizar com nossa identidade espiritual, ou seidade, com essa nova criatura, outra que não a antiga, saudável e honrada, uma criatura nova nascida do Espírito. Essa é a experiência de transição.
Ser nascido pelo Espírito significa renascer por uma transformação da consciência, e esse renascimento pode ocorrer enquanto estamos neste plano de existência terrena, assim como pode ter lugar após termos deixado esta esfera.
É bom lembrar que se não conseguirmos fazer a transição aqui, sempre haverá para nós uma oportunidade em outro momento, pois no reino de Deus não existe tempo. Ali é sempre o agora, e o agora sempre se nos apresenta com novas oportunidades. Esse momento é agora. Esse momento, esse agora, nos dá a oportunidade de abdicar de nossa humanidade para aceitar a divindade do nosso ser. Se porém isso estiver além de nossa capacidade imediata de fazê-lo neste momento, mais tarde descobriremos que também é agora, e nesse novo agora estaremos de novo diante da oportunidade de aceitar ou não a divindade do nosso ser.
Se não estivermos preparados para um tal recebimento, haverá amanhã, o ano que vem ou o seguinte; e a cada vez que se apresentar a oportunidade de descobrir nossa filiação divina, será o agora. Daqui a cem anos, será agora para nós.
Agora é sempre o momento de aceitar nossa divindade, embora para alguns possa ter ocorrido anos atrás e para outros possa acontecer daqui a anos. Quer ocorra neste exato momento ou a qualquer outra hora, quando acontecer será agora.
Cada um de nós terá de o defrontar, a qualquer momento de qualquer dia da eternidade, e aqueles de nós que, por uma razão ou outra forem incapazes de aceitar o “convite” de nossa liberdade nesse momento particular – liberdade com que estaremos revestidos quando da aceitação do Cristo – tranquilamente terão uma nova oportunidade ao longo do tempo. Para aqueles que se foram antes de nós – alguns dos quais em profunda escuridão espiritual, outros em estado de pecado mortal e de degradação – também existe o agora e eles também têm a mesma oportunidade agora que tiveram e rejeitaram aqui na terra; e agora podem ter desenvolvido uma maior capacidade de aceitação.
O que significa aceitar a revelação espiritual em nossa experiência? Sem a compreensão do que seja a revelação espiritual não podemos estar preparados para aceitá-la. Apesar de a maioria das pessoas afirmar acreditar em Deus, na verdade muitas delas não acreditam. De fato, podem acreditar que há um Deus ou ter uma crença acerca de Deus, mas não têm fé, nem percepção e nem convicção; isso porque a natureza do escravo é estar ligado aos efeitos – ao amor, à adoração, e ao temor de qualquer coisa que tenha forma, que tenha efeitos visíveis. Podem ser fisicamente saudáveis, de coração, fígado ou pulmões; podem ter montanhas de dinheiro, investimentos ou imóveis, porém o amor, a devoção ou o medo de muitos seres humanos está sempre voltado para algo ou para alguém do reino do visual. O filho da escrava está ligado a algum pensamento, coisa ou pessoa, e é o que constitui a humanidade em sua quase totalidade.

O novo “contrato”, da nova criatura, começa a valer quando descobrimos que “Eu e o Pai somos um” e “Tudo o que o Pai tem, é nosso. Eu olho para uma única direção, a do Infinito Invisível. Então, o que vem de dentro eu reparto gloriosamente, com liberdade e júbilo”.
A transição para a filiação divina implica mudar a fé no que é visível para a fé no Infinito Invisível, no que jamais pderá ser visto, ouvido, saboreado, tocado, cheirado, ou mesmo pensado e argumentado. Tem de ser uma fé em si mesma, que não pede razões. Deve ser uma convicção avassaladora, condizente com essa fé, mesmo antes de se saber o que é – ou seja, um instinto profundo, uma intuição, uma graça interior.
“Não haverá sinais a seguir”: os sinais seguem aquele que crê. Quando a fé se instala, os sinais vêm. Se nos dedicarmos a qualquer sinal, qualquer coisa ou pensamento em que podemos nos apegar, então tal coisa ou pensamento é algo sobre o qual repousa a nossa fé, em vez de estasr no Invisível, que é Deus. É possível pensar e repensar na verdade – e até certo ponto isso é natural e certo -, porém virá o momento em que o pensamento pára, se faz um branco, quase um vazio, e então nesse vazio jorra a própria Presença e Força de Deus.
Podemos atingir essa Presença apenas estando despidos, num momento de completo silêncio, quando todo processo de pensamento estiver parado, quando nada tivermos para nos apoiar, nada em que fixarmos nossa felicidade, e tivermos nos tornado estéreis e vazios.
Esse é o momento em que percebemos que, mesmo sem poder conhecê-Lo, senti-Lo, ou pensá-Lo, aí está uma Presença invisível, um Algo inatingível que todavia é atuante, e que de dentro da própria invisibilidade manifestará tudo o que for necessário ao nosso desenvolvimento.
Se acharmos que somos alguma coisa, erraremos gravemente. Apenas quando atingirmos a renúncia a nós mesmos é que a divina Seidade de nosso próprio Ser revelar-se-á. E o caminho é o Silêncio. O silêncio não é ausência de som, mas um estado de consciência que nos torna capazes de refrear qualquer reação da mente ao que é visto ou ouvido. Por exemplo, podemos ver e reconhecer uma sombra na parede, uma figura assustadora, e não ter uma reação de medo, sabendo que é uma sombra. Quando a consciência tiver atingido o conhecimento de uma força, de uma lei, uma substânbcia, uma causa – a unidade – não mais responderemos com medo, dúvida ou horror a qualquer coisa vista ou ouvida; e então a consciência terá ido além da força e atingido o Silêncio – a cura da consciência.

http://busca-espiritual.blogspot.com/2011/01/os-dois-pactos.html

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