Oração Sacerdotal de Jesus (João 17)

“Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique.
Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.
Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.
E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.
“Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra.
Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti.
Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste.
Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus.
Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles.
Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um.
Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei pelo nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura.
“Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria.
Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou.
Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.
Eles não são do mundo, como eu também não sou.
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo.
Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.
“Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles,
para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um:
eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
“Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo.
“Pai justo, embora o mundo não te conheça, eu te conheço, e estes sabem que me enviaste.
Eu os fiz conhecer o teu nome, e continuarei a fazê-lo, a fim de que o amor que tens por mim esteja neles, e eu neles esteja”.

Alegria é…

Alegria é…
Ricardo Gondim
Desarticulado, mal conseguiria descrever o que é alegria. Talvez se pareça com uma leve coceira na alma, que dá vontade de rir. Quem sabe seja o que transforma o coração em jardim onde borboletas brincam. Alegria suscita, sim, uma ansiedade deliciosa. Quando estou feliz, surpreendo-me sussurrando: “Não preciso de mais nada”.
Alegria é granada que explode no peito com estilhaços que ferem sem magoar.
Alegria é bomba que irriga a pele com arrepios de satisfação.
Alegria é rede branca estendida no alpendre, que contempla as montanhas.
Alegria é cafezinho no balcão da padaria.
Alegria é som da taça robusta que brinda o encontro, olho no olho.
Alegria é sorriso agradecido do neto que acabou de ganhar o primeiro estilingue.
Alegria é tempero que se espalha pela casa.
Alegria é música que lembra o amor adolescente.
Alegria é estrela cadente que risca o céu, e convida a fazer um pedido.
Alegria é exame de laboratório dizendo que não é preciso alongar o tratamento.
Alegria é livro relido depois de dez anos.
Alegria é elogio do pai.
Alegria é crepúsculo que colore o céu de um Apocalipse deslumbrante.
Alegria é fúria do mar contra as rochas.
Alegria é colibri que se aproxima e foge num piscar de olhos.
Alegria é feriado chuvoso para ler poesia em voz alta.
Alegria é lágrima de amor.
Alegria é tapioca com manteiga em dia frio.
Alegria é silêncio na catedral vazia, que acolhe a meditação.
Alegria custa tão pouco, meu Deus!

 

Soli Deo Gloria.

Perdoar é humano

[Imagem 1]
[Imagem 2]

 

08/Janeiro/2003
Transcrição da Entrevista – PERDOAR É HUMANO
Novo livro reforça tese de que o perdão ajuda o organismo a ficar mais fortalecido contra as doenças

Perdoar é um verbo importante em crenças como o catolicismo, a doutrina espírita e o budismo. Mas é alvo de interesse em outras áreas. Cientistas, líderes políticos e intelectuais advogam a seu favor. A filósofa Hannah Arendt, por exemplo, considerava-o “a chave para a ação e a liberdade”. Agora, o perdão passou também a ser investigado pela medicina. Os vários estudos em andamento seguem a tendência de analisar a influência das emoções na saúde. Perdoar imagina-se, livra o corpo de substâncias que só fazem mal.
Essa tese faz parte do livro O poder do perdão(256 págs., R$38,50, W11 Editores), lançado há um mês no Brasil. O autor, o psicólogo americano Frederic Luskin, faz uma ligação entre o bem-estar trazido pelo perdão e a saúde. Luskin afirma que guardar ressentimentos, culpar os outros ou apegar-se às mágoas estimula o organismo a liberar na corrente sanguínea as mesmas substâncias químicas associadas ao stress, que prejudicam o corpo. “Manter rancor faz mal à saúde. Com o tempo, o acúmulo de compostos nocivos gerados por esse sentimento causa danos ao sistema nervoso, ao coração e diminui a imunidade”, garantiu Luskin a ISTOÉ. O ato contrário – ou seja, o exercício do perdão -, desencadearia as reações desejadas para a manutenção da saúde, do bem-estar e para o controle das doenças. O especialista apóia suas teorias em trabalhos recentes realizados nas universidades de Wisconsin, Tenessee e Stanford, onde ele dirige o Projeto Perdão, um centro de estudos sobre o assunto.
Uma de suas pesquisas foi feita com 260 pessoas. Parte delas foi orientada a perdoar. A outra, não. Depois, o grupo todo foi instruído a alternar atitudes de boa vontade com pensamentos preestabelecidos que trouxessem ressentimentos. Durante o período de fantasias rancorosas, os especialistas verificaram que os indivíduos que não se voltaram para o perdão tiveram aumento na pressão arterial, nos batimentos cardíacos, na tensão muscular e na transpiração.
“O estudo mostrou que o ressentimento pode, a curto prazo, estressar o sistema nervoso”, conclui Luskin. Outro trabalho do psicólogo indicou que as pessoas mais inclinadas ao perdão sofriam menos enfermidades e tinham menos doenças crônicas diagnosticadas.
Apesar dos resultados positivos, os estudos sobre o assunto ainda são embrionários. “Até agora, uma quantidade limitada de pesquisas foi concluída”, admite psicólogo Luskin. De fato, um levantamento realizado pelo cardiologista Sérgio Timerman, do Instituto do Coração, revelou que não há estudos conclusivos publicados em revistas médicas importantes. “Não é novidade que a raiva aumenta o stress, fator desencadeante de quadros que pioram a saúde cardiovascular. Mas considero a investigação dos efeitos do perdão uma linha de pesquisa promissora”, diz Timerman.
Além das recomedações religiosas e acadêmicas, há grupos de discussão que têm no perdão um dos seus principais focos de interesse. O advogado paulista Antoin Khail, 38 anos, é um exemplo da capacidade de mobilização do tema. Há mais de cinco anos ele coordena encontros para discussão sobre o conteúdo do livro Um curso em milagres, febre que começou nos Estados Unidos em 1975 e chegou ao Brasil dez anos depois. O texto, que teria sido psicografado por uma psicóloga americana, aborda o perdão como ferramenta para a transformação interior. Khalil garante que se beneficiou muito quando aprendeu a perdoar. “Entendi que não guardar rancor nos encaminha para a cura. Quando deixei de lado ressentimentos, sumiu uma irritação crônica que tinha nas mãos”, assegura.
Atualmente, há mais de 40 grupos de discussão sobre o livro no Brasil. Na livraria Nova Era, em Florianópolis, as reuniões são coordenadas por Jorge Brandt, 48 anos, proprietário do local. A técnica em enfermagem Regina Souza, 45 anos, frequentou muitos desse encontros até se libertar de mágoas antigas às quais credita boa parte dos seus problemas de saúde. Nos últimos anos, ela enfrentou dores, depressão, síndrome do pânico e teve o útero retirado. Em 2001, voltou a ter dores fortes e sem diagnóstico no baixo ventre. “Descarreguei no corpo o ódio que sentia por uma médica que diagnosticou em mim um câncer linfático que não existia. Na época, sofri muito e fiquei ressentida”, conta. Este ano, o destino colocou novamente Regina diante da mesma médica para pegar os resultados dos exames da irmã, que tinha alguns nódulos na mama. “Tomei coragem e fui lá. No caminho, minha intuição dizia que os exames da minha irmã nada apontariam e que esse era o momento de desfazer tudo o que sentia de ruim pela médica. Chamei-a, contei o que tinha acontecido comigo e disse que finalmente a tinha perdoado. Ela me abraçou e começou a chorar. As dores no corpo sumiram, não estou mais deprimida, rejuvenesci. Acho que o perdão me curou”, diz Regina.
Remédio – Não guardar mágoas livra o corpo de substâncias que diminuem a imunidade e fazem mal ao coração.

Uma Única Mente – Parte 8 de 20 – David Hoffmeister

UMA ÚNICA MENTE
Diálogos com David na Argentina – Parte 8

D: Agora eu gostaria de discorrer sobre um tópico que certamente irá surgir em seus grupos do Curso: cura. Isto é muito prático. Muitos terão questões sobre a cura. Como a canção de Resta [Metaphysical G.A.S.] acabou de dizer: “Não há necessidade de cura num coração não ferido. E nem necessidade de união para o que não pode se separar.” Isto se relaciona com o que eu quero compartilhar sobre a cura – e “união”, esta é uma outra palavra que você irão encontrar em seus grupos. Este é o ensinamento sobre forma e conteúdo.

União geralmente implica corpos se unindo, como grupos do Curso, conferências do Curso. Mas a união nunca é na forma. Você só pode se unir no propósito.

Unidos em um único propósito para curar o que nunca foi.
Paz é o nosso propósito, perdão e viver no amor.
(da Música de Cristo “Sharing The Joy”)

Até que você esteja ciente do propósito, pode parecer que você se une com seus irmãos e irmãs e se sentem tristes quando os corpos se separam. Assim como num relacionamento quando parece haver uma separação. Mas, aquilo que poderia se separar nunca foi verdadeiramente unido. É o mesmo com a cura. A cura é associada com o corpo, porém em Um Curso Em Milagres, Jesus diz: “Não peça ao Espírito Santo para curar o corpo.” Isso pode parecer uma declaração impressionante, mas ela aponta para uma compreensão mais profunda da cura. Como eu disse anteriormente, o Espírito Santo vê o corpo como neutro. É apenas um instrumento neutro. Ele não pode ser dotado com atributos do espírito ou do ego. Ele não pode estar doente ou saudável. Ele realmente não nasceu e realmente não morre. Você pode pensar nele como um objeto, como uma caneta. (David pega a caneta de Resta e começa a falar com a caneta. Muita gargalhada por toda parte). Seria ridículo dizer “Resta, sua caneta parece muito bem hoje.” Ou “Sua caneta parece pálida hoje.” Ou “Eu acho que a sua caneta está morta. Ops – não ela ainda está viva! Ela estava morta, mas eu a trouxe de volta à vida.” Isto é tão ridículo quanto pensar em um corpo do mesmo modo. Enquanto você tenta curar o corpo, você está tentando curar algo que não pode ser curado. Toda cura é da mente, e você saberá que está curado pela paz e alegria e felicidade que você sente.

Doce Magnitude: venha unir-se a sua canção de alegria
Que o Céu canta unido em uma única Voz.
Todo sacrifício e dor acabam quando lembramos que somos um.
(da Música de Cristo “Sweet Magnitude”)

Não há sensação de dor. Não há sensação de conflito. Você até mesmo perderá a sensação de fatiga ao ouvir com o Espírito Santo. Você terá uma sensação de vitalidade, uma sensação de prontidão, e isto é cura. É a percepção fragmentada que é a doença. O cosmos inteiro é uma única tapeçaria linda para o Espírito Santo. O Espírito Santo não puxa nenhum fio e diz, “Eu gosto mais deste aqui.” O Espírito Santo não compara um fio com o outro. O Espírito Santo vê a tapeçaria como íntegra. Se você ler a Lição 136 com muita atenção, que diz: “A doença é uma defesa contra a verdade”, você verá que a doença é uma tentativa de puxar uma parte do todo. O ego tenta fazer isso e, por exemplo, puxa um corpo para fora do cosmos dá a ele um nome, coloca todos os tipos de características nele – masculino ou feminino, jovem ou velho, alto ou baixo – e doente ou saudável. Apenas puxar a parte para fora do todo é a doença. Portanto, o que é projetado sobre a parte é apenas um erro adicional. É por isso que o reconhecimento mais importante no despertar para o céu é que o problema é um problema de percepção, olhar através de um “vidro escuro”, como está escrito no Coríntios. Você não pode ver com a visão de Cristo se você continua olhando através dos olhos do ego. Então Um Curso Em Milagres é simplesmente um modo de limpar o vidro e aprender a ver o todo como todo.

Tapeçaria, tapeçaria de imagens dentro da minha mente.
Tapeçaria, vídeo caseiro. Minha mente é a tela.
Tapeçaria, não se agarre. Assista-as fluir. Algumas figuras vêm, algumas figuras vão.
Não tente consertar ou arrumar. Nenhuma diferença. Elas são todas a mesma.
Esqueça seus nomes. Deixe que todas sejam sem costuras, gentil tapeçaria.
(da Música de Cristo “Tapestry”)

P: O Espírito Santo dá instruções específicas de como lidar com doenças percebidas como, por exemplo, procurar um médico em particular?

D: Quando você se abre para a orientação do Espírito Santo, você receberá instruções específicas. Essas instruções parecem muito individualizadas, baseadas naquilo que você acredita. O Espírito Santo tem que alcançar a mente em uma linguagem que ela possa compreender e com conceitos que ela possa compreender. É como subir uma escada. Uma vez que você alcança um degrau e dá a partida, você se move para o próximo. Eu me recordo de uma mulher que veio para uma reunião minha e estava muito aflita. Ela tinha estudado metafísica por toda sua vida, sempre dizendo para seus amigos e família que a doença está toda na mente. Ela tinha acabado de ir ao médico que a diagnosticou com câncer. Ela sentiu que não poderia ir para casa e encarar sua família e amigos, pois eles poderiam ridicularizá-la em vez de ter pena dela. Ela me contou sobre uma regressão de vida passada que ela fez, na qual ela foi decapitada pela guilhotina, e agora tinha câncer nas glândulas linfáticas em seu pescoço. Eu disse a ela para seguir em frente, ir para o hospital e proceder com a cirurgia e ver que o bisturi ou a faca, que estaria vindo no mesmo lugar do corpo, seria um símbolo da cura. E que ela deveria ver os médicos e enfermeiras como anjos, e compartilhar todas as suas idéias maravilhosas com eles no hospital. Este é um exemplo com o sistema de crença. Se a mente não estivesse tão amedrontada com a cura, ela seria curada em um instante. O Espírito Santo nunca irá forçar a cura a menos que ela seja bem vinda. A cura parece requerer um abandono de tudo que é percebido, e algumas vezes a mente é resistente demais para isso. A mente adormecida preferiria permanecer diminuta e evocar uma testemunha da doença e provar que ela está certa sobre a sua diminutez. Esta é a insanidade do ego. Ele nunca fará sentido, mas pode ser perdoado.

Leve-me para depois do meu terror da luz,
As nuvens da culpa que faz uma noite sem fim…
Carregue-me para o profundo interior,
Onde a santidade em silêncio cintilante canta,
Onde Deus em amor me clama como Seu,
Onde eu estou verdadeiramente em casa, no profundo interior.
(da Música de Cristo “The Deep Within”)

P: “Pensamento positivo” é útil para fazer um mundo melhor, apenas tendo pensamentos positivos?

D: Pensamentos positivos sempre pressupõem um oposto. É por isso que afirmações positivas não é o quadro completo. Se você usa pensamentos ou afirmações positivas e ainda tem crenças inconscientes do ego, é como colocar glacê num bolo de lama! É por isso que o caminho do Curso e de todas as verdadeiras espiritualidades é trazer a escuridão para a luz – em vez de tentar encobrir a escuridão e empurrá-la para baixo. A jornada é geralmente molhada com lágrimas, e há muitas emoções intensas à medida que você permite que os sentimentos aflorem. Uma das coisas que eu estou apreciando muito na Argentina é a disposição de expressar as emoções e chorar. Em muitas reuniões que eu tenho nos Estados Unidos, as pessoas não se permitem chorar. Mas isso é muito curativo e catártico. Na verdade, é mais proveitoso do que colocar uma máscara e fingir. Meu amigo, David Powell estava notando nas reuniões, que há na maioria mulheres e ocasionalmente há um ou dois homens. Nós estávamos discutindo isso ontem à noite na casa da Marcela, e eu estava relacionando isso com os estereótipos sexuais, é mais aceitável para mulheres chorarem. O marido da Marcela declarou que os “macho men” nunca vêm a esses grupos (risadas). Isso é apenas uma outra demonstração de que é tudo baseado em crenças e não é realmente uma questão masculina / feminina. Chorar pode ser um símbolo de abertura.

Ame, nas lágrimas do perdão, desfazendo lembranças tristes:
Purificar e curar é amor. Amar é derramar lágrimas.
(da Música de Cristo “Water Meditation”)

P: Há mais homens nos grupos do Curso Americano?

D: Há lugares onde parece haver mais homens, mas geralmente eu não noto. Eu cheguei ao ponto onde eu vejo tudo como o mesmo – pessoas, cães, objetos – a tapeçaria é íntegra. Não existe nenhum objeto animado versus inanimado, nenhum orgânico ou inorgânico, grande ou pequeno. Eu não vejo nenhuma diferença entre a cidade e o interior, ou altamente populosa e rural. É tudo uma questão de propósito. Há uma seção maravilhosa em Um Curso Em Milagres chamada “Estabelecer a meta”. Se você coloca a sua meta bem na frente, é como carregar uma tocha de luz. Quando a sua meta estiver claramente estabelecida, você perceberá todos e tudo testemunhando a meta que você estabeleceu. Você não verá nenhuma exceção. Quando você não estabelece uma meta clara, a situação em sua vida apenas parece acontecer, e então o ego sempre olha para trás para aquilo que acabou de acontecer e decide se gosta ou não gosta disso. Isso é sempre frustrante. Na estória da mulher de Ló na Bíblia, foi dito a ela para não olhar para trás ou ela se transformaria em uma estátua de sal. Pense nisso da próxima vez que você começar a olhar para alguma coisa que já aconteceu. Esse é o ego, ele congela a sua mente no passado.

Largue os seus fardos. Livre-se dos seus pesos.
Diga sim para a misericórdia. Diga não ao ódio.
Deixa pra lá. Deixa pra lá. Deixa pra lá.
Esqueça os pesadelos da culpa e lágrimas.
Libere as defesas. Jogue fora teus medos.
Deixa pra lá. Deixa pra lá. Deixa pra lá.
(da Música de Cristo – “Let It Go”)

P: Eu quero voltar para a imagem do bolo de lama e o glacê. Há muita disponibilidade para desencobrir a escuridão, mas ocasionalmente nós reconhecemos quão pouco nós realmente desencobrimos. Qual é a melhor maneira de proceder com o desencobrimento? Eu sinto que eu não estou fazendo muito progresso.

D: Muito da cobertura doce é afirmações e pensamento positivo e o que eu chamo de “agradar-pessoas” – andar sobre cascas de ovos para suavizar as coisas na família, ou no grupo do Curso, para não balançar o barco. Então a cobertura doce e o agradar-pessoas parecem servir o propósito de manter as coisas rolando suavemente. Então você chama o Espírito Santo e Ele força toda a escuridão subir para a consciência, como uma gigantesca geleira de luz, forçando os pensamentos para dentro da consciência. Isso é muito mais útil do que o ‘agradar-pessoas’.

P: Mas nós sempre queremos ser amados, esta é a razão para o agradar-pessoas.

D: Certo, certo.

P: Mas não somos merecedores do seu amor.

D: Muito bem.

P: Nós duvidamos. Por que sempre duvidamos que os outros nos amam?

D: É assim que os relacionamentos especiais vieram a ser. Havia uma profunda sensação de incompleteza e falta na mente.

P: Carências imaginadas.

D: Sim, em vez de aprofundar dentro da mente e encarar esta falta, e ego disse, “fuja disso”. Então a separação foi esquecida e empurrada para fora da consciência, e a Resposta de Deus, que foi dada imediatamente e resolveu o problema num instante, foi também empurrada para fora da consciência. E o ego disse: “Corra! Você fez algo terrível. Corra para fora, dentro do tempo e espaço. Deus não vai te caçar lá. Deus não entrará na escuridão. Você estará seguro na escuridão.”

P: Cheio de culpa! (Gargalhadas)

D: O ego não te conta isso. Então, o ego diz para a mente: “você jogou fora o céu.” O ego conta para a mente, “Deus está bravo. Você não pode voltar sem ser punido. Você não pode pensar que Deus permitirá que você corte a sua mente Dele sem um preço a ser pago. Então se esconda no pó.” Agora, a reviravolta vem quando você pega a mão de Jesus, desce no porão escuro, passo a passo, e reconhece que nada dessa escuridão é verdadeira. O ego diz para mente: “Você fez uma barganha. Você não pode mudar a sua mente agora. Você está preso.” O Espírito Santo diz que isso não é uma barganha real. Deus não tem nada a ver com a barganha. Venha comigo até a última pedra angular na qual este cosmos inteiro é construído. Nós a ergueremos juntos. Você verá que Deus te ama. Ele não está bravo.

Irmão, eu irei com você. Você não estará sozinho.
Irmão, eu irei com você e iluminarei sua jornada para casa.
Irmão, eu irei segurar a sua mão, caminhando com você lado a lado.
Irmão, eu irei segurar a sua mão e me unirei com você em Cristo.
(da Música de Cristo “Brother, I Will Go With You”)

Então, em resposta a sua questão, eu diria – deixe seus sentimentos virem. Reconheça o seu poder da interpretação. Veja que ao ser honesto com você mesmo e seus sentimentos, você irá adiantar o despertar para todos. Onde a mente antecipa a perda do amor, em vez disso encontrará uma benção. O agradar-pessoas é como falso contratos que você fez para manter a ilusão do amor no lugar. Quando você abandona esses contratos, você encontra enormes bênçãos, além do que você poderia imaginar. Você não mais mantém os seus irmãos nas expectativas e, portanto, sua mente é liberada. Os antigos papéis que pareciam ser o amor eram parte da cobertura no topo.

Você não tem que fingir ser alguém que você não é,
Uma marionete que se move com as cordas dos meus pensamentos.
O papel que eu designei para você tem nos enganado
Da luz e da glória que vive na alma.
Mas que pacientemente cede a cada máscara que colocamos
Que proclama que não somos filhos de Deus.
(da Música de Cristo “I Release You”)

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18 Lições Semanais – CCA – Gerald Jampolsky – 4/18

4. A percepção é um espelho, não um fato. O que eu penso é o que eu vejo, porque os pensamentos de raiva projetam um mundo de raiva e os pensamentos de paz propagam a paz no mundo
Aplicação: Se hoje eu me sinto preocupado por causa do que vejo no mundo exterior, irei me lembrar de que aquilo que percebo e vivencio é o resultado da projeção dos pensamentos da minha própria mente. Tudo o que vejo é filtrado pela lente das minhas experiências anteriores, e isso se revela no mundo à minha volta. O que percebo no mundo exterior são, na verdade, os meus pensamentos convertidos em imagens e projetados como se eu estivesse me olhando num espelho. À medida que reconheço essa realidade, posso olhar para dentro de mim mesmo e ver de que maneira estou preso e pensamentos implacáveis e agressivos em relação a mim mesmo ou aos outros. Ao me decidir transformar os pensamentos que guardo dentro de mim, a minha percepção do mundo também se transforma.

18 Lições Semanais – CCA – Gerald Jampolsky – 3/18

3. O alívio de todas as tensões provém da Cura das Atitudes em minha mente.
Aplicação: Posso me livrar do cansaço e da tensão que estou sentindo neste exato momento se me lembrar de que não são as pessoas nem as circunstâncias ou os acontecimentos exteriores a mim que causam a minha perturbação. São as minhas atitudes, pensamentos e julgamentos a respeito dos outros e das coisas que me deixam esgotado e cheio de tensão.

David Hoffmeister – Aceitando a Expiação Para Si Mesmo – Parte 2 (Perguntas & Respostas)

Questionador: Eu quero perguntar sobre a questão da confiança. Qual tem sido a sua experiência com a confiança quando se refere às pessoas com doenças terminais, com pessoas que estão morrendo. Quais são seus pensamentos?
David: Para aqueles que não ouviram – quando você está lidando com a confiança, o que acontece quando você confronta com alguém com uma doença terminal? Como a confiança enfrenta a doença terminal neste mundo?
Eu tive essa experiência nos anos 90. Estava visitando um estudante meu em Michigan. Ele estava ficando com a sua namorada que fazia parte de uma comunidade. Um dos membros da comunidade tinha sido diagnosticado com uma doença terminal e estava realmente em seu leito de morte. Literalmente, ele estava no sofá da casa da sua irmã, e estava morrendo. Ele estava nos estágios finais da doença terminal.
Vocês viram o comercial de cereais, “Vamos fazer o Mikey fazer isso?” Meu estudante, disse, isso é ótimo, vamos fazer o David ir lá na casa do homem que está morrendo e ver o que acontece! Talvez veremos um tipo de coisa de Lázaro, vamos ver o que acontece quando colocamos David junto com uma doença terminal!
O modo que eu me preparei para isso foi rezando. Era uma cena muito sombria no mundo da percepção e o pesar tinha começado. O homem estava deitado no sofá e sua irmã estava lá. Simplesmente entrei lá e sentei e comecei a orar. Neste estado de prece, estou sempre disposto a ser usado pelo Espírito Santo. Mas eu não sei o que irá acontecer, eu nunca tenho nenhuma pista. O Espírito Santo é o como.
Parte do roteiro era que a irmã dele era Católica. Depois de orar por vários minutos todas aquelas palavras começaram a jorrar através de mim. Comecei a falar, comecei a compartilhar, e algumas idéias do Curso em Milagres começaram a sair. A irmã estava ficando nervosa. Num certo momento ela disse, “Eu me sinto muito desconfortável com o que quer que esteja acontecendo aqui. Você e seus amigos vão ter sair.” O homem que estava no sofá, que está morrendo, com todas as suas forças levantou seu braço e disse, ‘NÃO. Deixe-o continuar.”
Acontece que este homem que estava morrendo no sofá tinha sido um estudante de Um Curso Em Milagres. Eu não sabia disso; eu só fui convidado a ir lá. Ele disse, “Eu quero ouvir o que ele tem a dizer. Eu estudei este Curso e havia coisas que eu tinha dificuldades em aceitar. Eu sinto que este é o Espírito Santo falando comigo agora.”
Toda a situação mudou.
Eu conto este exemplo porque nós precisamos ter tanta fé para confiar no Espírito Santo e não pré-julgar as situações onde seremos chamados para falar. Esta foi uma situação onde o Espírito Santo queria vir e pareceu mudar toda a complexão de tudo.
Eu tive uma outra situação com um homem que estava no sofá e aparentemente diagnosticado com os estágios avançados do câncer. Nós tivemos um encontro tão poderoso e tão Santo que seus olhos brilhavam quando eu saí porque nós tínhamos nos unido tão profundamente no propósito que ele reconheceu que tinha uma escolha. Ele não estava perdendo seu tempo e querendo morrer, ele estava interessado em orar e ler materiais metafísicos em seu sofá.
Você começa a reconhecer que tudo é o resultado de uma decisão. Quando nós usamos a frase “doença terminal” isso significa uma doença que está destinada a levar à morte. Você chega num estado de tal confiança que você é ensinado por Jesus que não existe nenhuma morte. De fato, essa é uma lição do Livro de Exercícios, “Não há morte. O Filho de Deus é livre.” O que você faz é trazer essa atitude, você traz a alegria. Quando você transcendeu a morte na sua própria mente, você transcendeu o pesar.
Um outro exemplo é que me pediram para falar no funeral da minha Avó. Minha Avó, Lílian viveu até os 99 anos de idade. Mas em toda a minha vida nós tivemos essas conversas profundas sobre Deus. Ela dizia, “Eu simplesmente não acredito que Deus enviaria alguém para o inferno. Eu simplesmente não acredito nisso.”
Eu dizia, “Nem eu.” Ela era uma mulher tão amorosa que em todos os anos que eu a conheci, eu nunca pude fazer nada de errado. Eu nunca fiz nada de errado em seus olhos. Para mim foi um símbolo do amor incondicional.
Fui solicitado para falar em seu funeral. Fui lá e estava orando para isso. Ela estava na minha mente e o que eu ouvi foi, “Eu quero falar no meu próprio funeral.” Eu pensei, ok, isso vai ser interessante. Eu tinha ouvido falar de ventriloquismo, mas aparecer num funeral… Eu me levantei e havia um ministro que já tinha feito a maior parte do serviço, e Lílian simplesmente veio jorrar-se através de mim. As pessoas foram tocadas e começaram a chorar porque ela tinha tocado muitas vidas. O que quer que foi dito, as pessoas a reconheceram. Elas começaram a chorar e todo mundo estava chorando.
Eu falei por cinco minutos. Foi uma celebração. Não havia uma sombra do pesar nisso. Ela realmente não acreditava na morte! Ela estava deixando todos saberem disso. “Agora que estão todos aqui, agora que vocês não podem mais me ver, eu tenho uma boa notícia para vocês. A morte não existe.” Depois, o ministro veio até mim e disse, “Eu queria ter um bloco de notas para ter anotado o que foi dito.” No cemitério havia todas aquelas flores que todos tinham enviado e eu dizia, “Peguem essas flores. Levem com vocês e celebre este dia. Este é um dia de alegria e celebração. Lembrem-se da Lílian por quem ela realmente é. Ela vive em seus corações para sempre.”
É isso que eu quis dizer sobre não acreditar em doença terminal ou na morte em si. Neste mundo um funeral pode ser uma coisa muito sombria. Neste mundo o pesar parece quase natural, um período de luto. Mas quando você alcança um estado do perdão, do “Tende bom ânimo, eu venci o mundo”, você pode ser verdadeiramente útil.
Um outro exemplo de doença terminal é quando fiz um treinamento para ser voluntário em um hospital para pacientes terminais. Eu me preparei como um voluntário junto com um ministro que tinha sido diagnosticado com leucemia. Nós fomos à Wendy’s para tomar um frosty. Ele estava me contando que tinha sido diagnosticado com leucemia e ela tinha se espalhado por todo o sistema sangüíneo e ele tinha somente um certo tempo de vida e isso e aquilo. Eu orei e olhei em seus olhos e disse, “Existe alguém na sua vida, uma pessoa querida, uma pessoa amada que vocês não estão se falando?” Ele olhou para mim chocado. Ele disse, “Oh, meu Deus, como você sabia sobre a minha irmã?” Eu perguntei a ele se ele estava falando com sua irmã e ele disse que eles não se falavam há anos. Eles tiveram uma grande briga.
Eu disse para ele que o seu problema não era leucemia. É interessante conversar com alguém que foi diagnosticado com leucemia e ser honestamente capaz de dizer, “Seu problema não é leucemia; há uma mágoa que você está guardando na sua mente contra a sua irmã. É com isso que você tem que trabalhar. Não se preocupe com o que os médicos dizem, com quanto tempo você tem para viver.” Eu dei uma tarefa para ele. Eu disse que eu queria que ele fosse para casa e ligasse para a irmã.
Eu o vi duas semanas depois, já que estávamos nos preparando para o hospital. Era interessante que estávamos treinando para trabalhar com pessoas com doenças terminais e ele tinha sido diagnosticado com uma. Ele veio duas semanas mais tarde e disse, “Você não vai acreditar no que aconteceu. Fui para casa e liguei para minha irmã. Deixamos tudo para trás. Demos risadas e choramos e então, fui fazer alguns outros testes e eles não conseguiram encontrar nenhum traço de leucemia. Os médicos ficaram atônitos.” Eu disse que é isso que os médicos fazem. Eles são como os curadores não curados. Eles tentam e fazem o melhor que podem, mas não reconhecem que a cura está na mente e não no corpo.
Ele ficou tão feliz.
Finalmente cheguei à ala do hospital. Eu estava com os médicos e enfermeiras e eles estavam se sentindo pesados. Eu conversava com eles e eles diziam que eles se sentiam como se estivessem na linha de frente de uma zona de guerra. Não com os pacientes, porque eles estavam lá para dar a eles analgésicos e administrar amor e compaixão. Mas, quando as famílias vêm e todos desmoronam em pesares, eles se sentiam como se estivessem no Vietnã, na linha de frente. Era simplesmente pesado. Quanto mais eu estava lá, mais me perguntavam, “O que há com você? Você valsa por aí como se fosse Fred Astaire dançando num hospital de doentes terminais! Há alguma coisa que você sabe? Você nos deixaria participar do seu segredo? Por que você está tão feliz?”
Eu disse, “A vida é real. A vida é eterna. Ela está além do corpo.”
Eles disseram, seja lá o que for, nós sentimos isso. Alguns dos pacientes tinham entrado em coma e não estavam respondendo. Estão deitados lá num estado de coma e eu entro no quarto e eles se animam. Eles diziam, “Oi”, eu dizia, “Ei, oi aí.” Então eles diziam, “Posso te fazer algumas perguntas? Eu quero conversar sobre a minha irmã e isso e aquilo.” Eles saiam da coma para a animação comigo e faziam essas perguntas. Basicamente, o que eu sempre dizia a eles é que eles eram amados, eles eram inocentes, eles não tinham feito nada de errado, “Você fez um ótimo trabalho, vá para a luz, você é a luz.”
No dia seguinte eu entrava e ouvia, aquele paciente, fulano de tal, se foi. Então, em vez de tentar salvar vidas, você começa a reconhecer que você não está tentando salvar o corpo, apenas querendo compartilhar inocência. Você está dando a mesma dádiva para você mesmo. Você é perfeitamente inocente. Você não fez nada de errado. É isso o que é a cura. O corpo é apenas um veículo temporário que você usa. É como um lápis. Você pode usá-lo. Mas a sua vida é a Ressurreição na sua mente. Quando se refere a algo como doenças terminais há uma grande declaração no Curso que ajuda a me poupar toda vez que sou pego. Jesus diz, “a mente que pensou que o corpo pudesse estar doente é que estava doente.”
O que Jesus fez foi simplesmente ressuscitar a Sua mente. Todos estão familiarizados com a estória de Jesus. Trinta anos de pregação pública, uma crucificação e uma cena de ressurreição. Mas o que nunca nos contaram, os pregadores e os ministros, foi que a ressurreição ocorreu antes da crucificação. Antes da crucificação? Espere um minuto, David, você está contando a estória errada! Antes? Sim, lembram quando Jesus estava no rio Jordão com João? Jesus caminhou até João e disse para batizá-lo e João disse, “Não, você deveria me batizar, você é o Escolhido.”
Jesus disse a ele, “Não, batize-me.”
João batizou Jesus e uma pomba veio voando e pousou na cabeça de Jesus. E uma Voz falou, “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo … Vocês algum dia notaram o que aconteceu depois dessa cena? Jesus começou a andar por aí e falar com as pessoas num tom muito diferente. “Antes que Abraão existisse, Eu Sou.” Isso parece um ser humano para você? “Eu sou o caminho, a verdade e a luz. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Isso parece um ser humano? A mente de Jesus foi ressuscitada antes de sua pregação pública. E essa pequena paródia no fim de sua ‘vida’ terrena foi uma paródia tão diminuta. “Bem, nós temos que deixar um exemplo. Que tipo de paródia podemos fazer? Judas, vem cá, nós queremos que você faça essa parte. Nós te daremos algumas pratas. Mas o que quer que você faça, vamos fazer isso rapidamente, vamos acabar logo com isso. Nós vamos fazer disso uma rápida paródia.
Jesus estava dizendo aos Apóstolos exatamente o que ia acontecer antes de acontecer.
“Quando o templo for derrubado ele será reconstruído em três dias.” Hummm, ressurreição. Jesus sabia exatamente qual era o roteiro. Não houve nenhuma traição. Isso foi apenas um bando de personagens atuando a paródia para demonstrar inocência, impecabilidade.
Outra Pergunta
Questionador: Eu estou estudando o Curso há alguns anos. Ele me tirou de uma condição de perda para uma condição de riqueza muito feliz, saudável. Mas uma coisa surgiu que está me perturbando. Talvez você pudesse me ajudar. Eu fico perguntando, “E então? O que você quer que eu faça em seguida?”
Agora Jesus parece dizer, romance e prazer sexual, é hora de abandonar isso. Isso simplesmente não parece certo porque eu realmente gosto de garotas.
Este não é um Curso que quer tirar o pouco que nós temos, é?
David: Sim, isso me faz lembrar de quando estive na América do Sul. Eu estava num grupo de mulheres e havia um homem lá que caiu de joelhos no meio do círculo em que todos estávamos sentados, na frente de todas aquelas mulheres e disse, “E quanto ao sexo?” Ele estava de joelhos. Essa é uma boa pergunta. O que vou dizer é isso. O ego é a crença na falta dentro da mente. É como um prisma e quando a luz entra num prisma e ele espalha em todas aquelas cores, similarmente quando um impulso milagroso entra, irradiando em sua mente, ele passa pelo filtro do ego. Já que o ego é a crença na falta, quando a mente está acreditando no ego o impulso sai para a superfície da consciência como Jesus chama de “… um impulso milagroso distorcido.”
Em outras palavras, é realmente um chamado para ir para casa, para Deus. Isso é quando você tem um desejo muito forte, quando você sente uma atração por uma mulher, quando você sente a cobiça, ou chame isso do que quer que você quiser, é realmente Deus chamando. Pense nisso como Deus discando o seu número e dizendo, “Volte para casa. É hora de voltar para casa, hora de pegar a estrada para o céu.” Quando essa luz, quando essa luz brilhante, esse impulso milagroso vem através do ego, que é a crença na falta, ele vem para a superfície como um desejo muito forte. É por isso que todos os apetites envolvem obtenção. Realmente não importa se você está com fome, você está com sede, você está excitado, você está com calor, você está com frio, você está inquieto: ele vem de muitas maneiras diferentes.
Na verdade, quando Jesus ditou o Curso, o primeiro texto anotado em taquigrafia, o Texto Original, diz “impulsos sexuais são impulsos milagrosos distorcidos”. Então Jesus decidiu fazer com que Helen voltasse e mudasse “sexual” para “físico” porque Ele estava simplesmente abordando isso mais no geral. Como eu estava dizendo, é porque você acredita no ego, que é a falta. Você está simplesmente seguindo o que parece ser uma necessidade ou um desejo.
O Espírito Santo é uma presença tão gentil, Ele diz, “Eu sei que você acredita em falta. Esta tudo bem.” Nós temos um Curso aqui com um livro de exercícios e um programa de treinamento da mente para trabalhar com essa coisa. Nada será tirado de você (no sentido) de que você precisa vivenciar milagres. [Você só precisa aprender a ouvir e seguir.] Você precisa ligar para fulano, abraçar fulano, confortar a pessoa, enxugar suas lágrimas, ser um instrumento transparente por amor de Deus. Quanto mais você faz isso, mais você fica preenchido lá dentro com os seus impulsos milagrosos. Você vai ser um trabalhador de milagres.
Tivemos exemplos através da historia. Alguns de você conhecem a estória de São Francisco. São Francisco e seu bando de homens alegres fizeram o voto de castidade. Você deve ter visto o lindo filme, “Irmão sol, Irmã Lua” onde Giacondo está tendo esses pensamentos de cobiça por uma mulher e São Francisco ouve ele dizendo, “Eu não posso fazer isso, arruinarei tudo.” São Francisco essencialmente diz que todos estão tentando se abrir e amar a Deus dentro da sua capacidade. E se celibato parece uma distração para amar a Deus, então dê frutos e multiplique. “Mas com uma esposa”… Francisco diz isso e sai.
Em outras palavras, você precisa confiar no Espírito Santo para tudo. O Espírito Santo não vai te dar uma trilha que parece privação e sacrifício, porque você irá parar de ouvir o Espírito Santo se você começar a sentir isso. Seria como, “Eu não quero me sentir como São João da Cruz. O que eu vou fazer, Noite Escura da Alma? Pelo que eu tenho que passar?” Tem que te ser dado um currículo cuidadosamente desenvolvido, passo a passo, para desenvolver a sua confiança para trabalhar com milagres. O que Jesus diz no Curso é que “todo prazer real vem de fazer a Vontade de Deus.”
À medida que nos abrimos para o que isso é, aumentamos a nossa confiança. Crescemos no espírito. As pessoas podem olhar para a minha vida e dizer, ele confiou no Espírito Santo. Sem emprego, sem namorada, sem dinheiro eu sua conta bancária para chamar de seu, sem casa, sem carro para chamar de seu, como é que é isso? Eu posso dizer honestamente que quando você está em um estado de alegria não há nenhuma sensação de sacrifício de coisa alguma. E o que a alegria vai te custar? Não custará nada de valor real. Mas você tem que deixar o Espírito Santo te convencer. Eu tive que deixar o Espírito Santo me convencer.
Não existem regras fixas. Não é como uma igreja. Não há nenhum “faça” e “não faça”. Não nenhuma diretriz, não há o que é pecado e o que não é pecado. Você será guiado pelo Espírito Santo pela situação em que está a sua mente. Esta orientação é só para você. Não há uma resposta padrão que é como uma coisa rígida e moralista onde você tem que fazer isso ou aquilo.
Eu trabalhei com um casal uma vez que estava tendo problemas sexuais. A esposa estava estudando Um Curso Em Milagres e sua libido estava caindo. O marido era Judeu e estava dizendo que eles deveriam fazer sexo e que ele queria isso pelo menos três vezes por semana e queria na segunda-feira à noite e na quinta-feira à tarde e no sábado à noite, e ela dizia, ‘sem chance’.
Basicamente, eu trabalhei com eles para dizer: “Que tal se nós conseguíssemos ter uma meta em comum para serem espontâneos. Sabe, que tal se vocês conseguissem se unir e tentar se sintonizar um com o outro para que vocês possam receber intuições espontâneas e tentar praticar isso em vez de dizer que um deveria mudar ou que o outro deveria mudar.”
Parece que o nosso tempo para esta sessão está chegando ao fim. Muito obrigado por terem vindo. Deus abençoe Vocês.

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David Hoffmeister – Aceitando a Expiação Para Si Mesmo – Parte 1 (Discurso)

Muito obrigado por terem vindo. É realmente uma honra estar aqui e estar unido a vocês. O tópico sobre o qual vamos falar esta noite é aceitar a Expiação. Todos que estão familiarizados com Um Curso Em Milagres sabem que se Um Curso Em Milagres fosse uma sinfonia, então a Expiação é o crescendo. Se pensarmos em termos de notas, você poderia dizer que a Expiação é a tônica. É para ela que tudo em seu trabalho com Um Curso Em Milagres está conduzindo.
Eu não sei quanto a vocês, mas para mim simplicidade é importante. Anos atrás eu pensei comigo mesmo, se vou vivenciar a verdade ou realidade, ela deve ser muito, muito simples. Este mundo é muito complicado e o céu não é nada parecido com este mundo, ele não é fragmentado. Então, ele dever ser o grande “AHA”. Quase como se isso estivesse sob o seu nariz o tempo todo, como se você estivesse correndo freneticamente tentando ser bom o bastante ou se esforçando o bastante ou praticando o bastante. A Expiação tem estado sob o seu nariz o tempo todo. Ela tem estado aí e é apenas uma questão de parar, em vez de correr por aí e procurar e buscar com tanto esforço: é apenas relaxar e contemplar.
Eu daria início a esta conversa dizendo que a Expiação é compromisso total. O ego nem mesmo sabe o que é compromisso. Ele é tão impulsivo. O ego é como uma criancinha rebelde, ele não tem um pai. Isso é porque ele realmente não tem um pai. Ele não tem uma fonte. Ele é como este rebelde, frenético pensamento amedrontado que não tem pai. Ele não tem senso de estabilidade. Ele é impulsivo, é complexo, e o Espírito Santo é como a resposta na mente, aquele que traz a Expiação, colocando o princípio da Expiação em ação para mente que adormeceu.
É tão tranqüilo e quieto e sossegado, que a Expiação e o Espírito Santo literalmente não fazem nada. Apenas olham e observam e esperam, e não julgam. É apenas um estado de pura quietude. Mas, a fim de abrir a mente para aceitar a Expiação você tem que estar pronto e disposto para algo completamente diferente de qualquer outra coisa que você já conheceu neste mundo.
Um Curso Em Milagres é uma ferramenta para sua mente usar. Você poderia dizer que o primeiro passo é: Jesus e o Espírito Santo têm ganhar a sua atenção. Eles têm que prender a sua atenção com o desejo de ver alguma coisa de modo diferente ou ter uma mudança da mente. Você poderia dizer que a primeira parte deste plano do despertar e aceitar o plano da Expiação é permitir que eles ganhem a sua atenção, custe o que custar.
Você realmente tem que estar pronto para o Curso. Viajei ao redor do mundo muitas vezes e estive em 19 países e ouço as mesmas estórias. Algumas pessoas usaram o Curso e ele está na estante ou sendo usado como breque de porta, como suporte para plantas, e então um dia repentinamente, elas simplesmente pensam “Hummm, eu acho que deveria ler este livro.” E alguma coisa chama a atenção delas. Algumas vezes ele despenca da estante e bate em suas cabeças, ou algo muito mais dramático, mas primeiro Jesus tem que atrair a sua atenção.

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DEUS É QUASE TOTALMENTE AMOR?

Deus é amor, mas nós não cremos nisto de verdade.
Nada poderia nos ser mais favorável. Todavia, parece que para muitos de nós não é.
Deus ser amor!… assim… sem acréscimos… parece algo perigoso… e que é contra nós. Pelo menos contra os que controlam a cabeça dos outros, construindo uma “Idéia de Deus” para os que não “pensam e não entendem”, segundo eles próprios.
Na realidade quase sempre quando ouço algum Teólogo ou Pregador confessar que Deus é amor, tal declaração se faz acompanhar de um “mas”.
Sim, sempre há um “mas”, como se Deus ficasse incompleto sendo amor. Seria como se Deus fosse “somente apenas amor”. Por isso, em geral, quando se diz que Deus é amor, se acrescenta com um “mas também é”, que Deus é sempre relacionado a “justiça e santidade”… visto que os demais “atributos”, como eles designam—todo poder, todo saber, e todo ser-estar—, já parecem estar convenientemente bem definidos. Afinal, sem eles, não haveria “um Deus”.
A impressão que me dá é sempre a de que se está tentando fazer Deus mais forte, mais parecido com a gente, que somos juizes e santarados, e somos aqueles sem os quais “Deus nada pode fazer na Terra”.
Diz o Homem a Deus: Sem mim nada podes fazer! Eu sou a Videira, Tu és o Ramo!
Ora, de repente apenas crer que “Deus é amor” deixa tudo livre, fora do nosso controle, sem a nossa ajuda ou necessidade, sem que tenhamos que nos preocupar com nada…
E nem nos deixa ao menos o imperativo da vingança, da luta, da guerra, da defesa, da honra, da desonra, do juízo, da verdade comprovada, do saber vaidoso, da conquista gloriosa. Afinal, no amor, conforme ele mesmo, “sem amor… nada aproveita”.
Mas “Deus é amor” soa fraco, romântico, desautorizador de despotismo, demolidor de juízos fixos, e parece elevar demais o padrão dos “fiéis”, tirando-os do espírito de juízo e religiosidade, para o nível do entendimento misericordioso, o que, para a maioria, é a tarefa mais desagradável possível.
“Deus é amor, mas é também justiça e santidade”, dizem a fim de não deixar as coisas fáceis; ou pelo menos para não serem infiéis na descrição de uma Formula de Deus ou um Retrato Teológico de Deus.
Pregadores e Teólogos são os que mais sofrem dessa necessidade de acrescentar um “mas” ao simples “Deus é amor” de João.
Os teólogos, que são os alquimistas que estudam a formula da natureza da divindade, querem enuncia-la com clareza química aos alunos.
Já os pregadores, que são os pintores do Retrato Popular de Deus, desejam apresenta-Lo de uma maneira a faze-Lo parecer semelhante a eles mesmos. Por essa razão Deus tem que ser injusto, exigente, impiedoso, e interessado em dinheiro.
Ora, isto tem que ser assim porque simplesmente viver na graça do amor é um “caminho estreito” demais para as naturezas auto-justificadas, e, sobretudo, para aqueles que de fato nunca conheceram a Deus, que é amor. Isto apesar de pregarem em casamentos e dias mais poéticos acerca do “caminho sobremodo excelente”.
Dessa forma, tanto o enunciado da “Formula Deus” quanto também o “Retrato de Deus” precisam se parecer com nossas formulas e nossos próprios retratos humanos: santidade de aparência e justiça perversa.
Nós achamos que damos conta do recado da justiça e da santidade, e fugimos do amor. Para nós amor só serve para cantada, mas não é bom pra viver e conhecer.
Todos temem o encontro arrebatador com o amor!
Por isso, sempre há o tal do “mas”.
Deus é amor. E Ponto Eterno! Jamais Parágrafo!
Ele é amor, pois somente o amor é justo, posto que somente Aquele que é amor a tudo discerne, e, portanto, é também Ele mesmo Aquele que realiza a justiça como Justificação, visto que aquilo que já está Entendido, também já está Justificado no próprio amor que o discerniu. Só não justifica quem não viu com amor total, pois quem o fez, esse sempre encobre multidão de pecados.
Deus é amor, pois somente o amor julga sem passionalidade, e a falta de passionalidade, sempre realiza, no mínimo, uma justiça elevadora, pois no amor de Deus a justiça faz melhor até o justiçado. E o amor regozija-se com a verdade.
Ele é amor, pois somente o amor passa por todos os caminhos sem se poluir com nada, e sem deixar que seu curso seja desviado por qualquer que seja a tentativa, sendo, portanto, impoluível, e, indesviável; e, desse modo, Santo, Santo, Santo.
O amor de Deus não se alegra com a injustiça, por isto jamais pune para sempre, pois, punir para sempre não é da natureza de Deus, posto que não é amor, visto que seria uma justiça sádica e uma alegria injusta praticar tal justiça, a menos que haja no tempo algum mal maior que o bem da eternidade.
No amor não existe medo porque o amor triunfa sobre qualquer juízo.
O amor tudo sofre, tudo crê e tudo suporta porque o amor já sabe o fim. O amor vence!
Deus é amor! Ponto Eterno!
Bem-aventurado quem nada tiver a acrescentar!

Caio
23/07/05

 

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18 Lições Semanais – CCA – Gerald Jampolsky – 2/18

2. Eu posso escolher a paz quando me oriento para ser interiormente pacífico, independentemente do que ocorre no exterior.
Aplicação: Toda que que eu acredito que minha paz de espírito depende do que outra pessoa faz ou deixa de fazer, ou depende de um acontecimento ou de uma experiência fazer ou não parte do meu caminho, sempre estarei em conflito. É útil lembrar-me de que, a cada momento, não importa o que esteja acontecendo no exterior, posso realmente escolher ficar em paz no meu interior. Hoje eu posso escolher como irei me sentir em relação a mim mesmo, aos outros e ao mundo.