"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

Padre Henrique – O Espírito Santo gera corações adoradores 1/3

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/01/2011

Caro internauta, ofereço-lhe três palestras que apresentei no Encontro de Pentecostes, promovido pela Renovação Carismática aqui em Maceió. Espero que lhe sejam de proveito espiritual.

Ninguém pode dizer “Jesus é Senhor” a não ser no Espírito

“Ninguém, falando com o Espírito de Deus, diz: ‘Anátema seja Jesus’, e ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito de Deus” (Rm 12,3). Esta afirmação de São Paulo é de uma importância capital para compreendermos nossa experiência cristã. Às vezes, somos tentados a pensar que é normal chegar a crer em Jesus, quase como se fosse a conseqüência de uma lógica humana, de um simples exercício de nossa razão e nossa inteligência ou a simples continuação da experiência de termos nascido numa família cristã e numa sociedade ao menos com um verniz cultural cristão. Então, ser cristão seria o normal, o natural, a coisa mais simples e esperada do mundo! Até prova em contrário, todos nós seríamos naturalmente cristãos. E, no entanto, não é assim! Experimentar Jesus como Deus, Senhor da nossa vida, alguém vivo e presente a nós, que nos seduz e nos encanta, que nos interpela, que nos convida a caminhar com ele, que nos coloca em crise, alguém que realmente faz parte do nosso caminho e conta para nós, é uma experiência sobrenatural, impossível ao homem somente com as suas forças. Somente na potência do Espírito Santo, Dom do Cristo morto e ressuscitado à sua Igreja, é possível experimentar tal realidade e viver essa fé no senhorio de Cristo: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’ a não ser no Espírito de Deus” (Rm 12,3) – eis aqui uma palavra que não é brincadeira!
Recordemos que o próprio Jesus havia dito: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à Verdade plena, pois não falará de si mesmo: ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará” (Jo 16,13.14). É uma afirmação tremenda, essa de Jesus: o Espírito da Verdade é o seu próprio Espírito; Jesus mesmo é a Verdade (cf. Jo 14,6). O Espírito, segundo a promessa do Senhor, irá conduzindo a Igreja e os discípulos a experimentar cada vez mais Jesus morto e ressuscitado como o Senhor. Essa experiência é viva, dinâmica: nunca deixaremos de crescer nesse conhecimento “espirituado”, isto é, fruto da ação do Espírito. Conduzir à Verdade plena é conduzir à plenitude do encontro com o Senhor, conduzir a um conhecimento profundo e espiritual de Cristo, é conduzir à própria vida eterna… É esta, portanto, a ação do Espírito na Igreja e na vida dos fiéis: fazer-nos crescer de tal modo na intimidade com Cristo, na experiência do seu senhorio, na assimilação aos seus sentimentos, na participação na sua morte e ressurreição, que sejamos totalmente conformados a ele na sua glória.
Na afirmação de Jesus chama atenção a humildade do Espírito: “ele não falará de si mesmo, ele me glorificará, ele receberá do que é meu e vos anunciará…” Este Espírito dado por Jesus é a Testemunha de Jesus, como Jesus é a Testemunha do Pai, Testemunha fiel e verdadeira (cf. Ap 3,14). Agindo em nós, o Espírito nos une totalmente a Cristo. Ele não se coloca entre Cristo e nós, mas, estando todo em Cristo e sendo dado todo a nós, nos une numa só comunhão com Cristo, quase que num só ser: ele em nós e nós nele: “Nesse dia, compreendereis, experimentareis no Espírito, que eu estou em meu Pai e vós em mim e eu em vós” (Jo 14,20). Não tenhamos dúvida: é o Espírito o “ambiente”, o “laço”, o “abraço” que provoca esta união que, mais que união, é como que uma interpenetração! Por isso, na ação do Espírito, experimentamos realmente, quase que diria, sentimentalmente, existencialmente, que Jesus é Vivo e é Senhor da nossa vida, da minha vida! Sem essa ação do Espírito, Jesus fica preso no passado, preso nos livros de história ou nas páginas mortas, materiais, da Sagrada Escritura! Sem a unção do Espírito, eu poderia saber tudo sobre Jesus, até admirá-lo, mas não o conheceria, não seria seu conviva! Eis, portanto: o Espírito Santo é Espírito de Cristo, testemunha de Cristo! Ele nos evangeliza, porque anuncia ao nosso coração que Jesus vive e está em nós e nos conhece e nos interpela! Espírito humilde, que não fala de si mesmo e que não se glorifica a si mesmo, mas glorifica o Cristo em nós; Espírito fiel, que recebe o que é do Cristo e nos transmite fielmente; Espírito da Verdade, Espírito missionário, que dilata no nosso coração e na nossa vida, em cada fibra do nosso ser, o senhorio de Cristo ressuscitado!
É ele – insisto – quem nos convence, de coração e de mente, que Jesus é a Verdade da nossa vida, o único Senhor e Salvador. No Espírito podemos dizer com cada nossa fibra: só Jesus é a vida, só Jesus é a paz, só Jesus é o sentido da nossa existência, só ele é a salvação, pois “não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12). No Espírito do Ressuscitado, nós respeitamos todas as religiões, podemos apreciar o que há de correto ou verdadeiro em todas as tradições religiosas e em todas as correntes filosóficas, porque sabemos que “o Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém unidas todas as coisas e conhece todas as línguas” (Sb 1,7), mas, ao mesmo tempo, impelidos pelo mesmo Espírito, professamos com toda a convicção, que somente no Cristo existe salvação para a humanidade: se alguém no mundo – cristão ou não – pode ser salvo, é porque Cristo morreu e ressuscitou por todos e confiou à Igreja o ministério da reconciliação da humanidade com o Pai. Os cristãos, impulsionados pelo Espírito, jamais dirão que todas as religiões são iguais, que todos os caminhos levam a Deus do mesmo modo ou que não é preciso anunciar o Cristo crido, adorado e professado pela Igreja católica a toda a humanidade: “Nisto reconhecemos que permanecemos nele e ele em nós: ele nos deu o seu Espírito. Nesse Espírito, nós contemplamos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus (1Jo 4,13-15). Nisto reconhecemos o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; e todo espírito que não confessa Jesus não é de Deus; é este o espírito do Anticristo” (1Jo 4,2-3). Esta afirmação é gravíssima! “Teólogos” que pensam que ainda são cristãos, como o ex-frade Leonardo Boff e o monge Marcelo Barros, o jesuíta americano Roger Haight ou o suíço Hans Küng, deveriam pensar nisso. Com toda certeza, eles não agem movidos pelo Espírito do Cristo! Aqui está em jogo o núcleo mesmo da nossa fé, a certeza do senhorio absoluto do Senhor Jesus, que somente a ação do Espírito – e não uma falsa teologia, fundada na pura razão humana – pode dar! Só o Espírito Santo nos convence do absoluto senhorio do Cristo, só o Santo Espírito nos revela Jesus como Senhor e Salvador, só o Espírito ilumina nosso entendimento tão incerto e periclitante, só o Espírito nos faz dobrar os joelhos e abrir o coração à presença viva e vivificante do Ressuscitado! “Sem a Luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele!”
É também somente no Espírito que seremos convencidos de que nada pode competir o senhorio de Cristo no nosso coração e na nossa vida. Afirmar com cada fibra do nosso ser que Jesus é o Senhor, exige que digamos com a carne nossa existência que o dinheiro não é nosso senhor, o sexo e a indecência não são nossos senhores, o poder não é nosso senhor, as pessoas de quem gostamos e às quais amamos não são nossas senhoras, nossas idéias não são nossas senhoras! Só Jesus é Senhor! Só Jesus é absoluto! Também não são um bem absoluto para mim, não são meu senhor a minha saúde, a minha família, o meu emprego, meus planos, nem mesmo minha vida! Só Jesus é Senhor! Uma tal experiência é tão forte, tão grande, tão radical, que somente o Espírito Santo pode provocá-la em nós! Podemos somente suplicar: “Vem Espírito Santo! Convence-nos de que Jesus – e só Jesus – é Senhor! Fechar-se para ti é dizer: ‘Anátema seja Jesus!’ (cf. 1Cor 12,3a), é matar Jesus no nosso coração e viver uma vida de morte, sem Jesus! Espírito de Verdade! Espírito de Vida, vem! Que Jesus reine em nós, na nossa vida, na vida da Igreja! Liberta-nos das paixões e das cegueiras que nos impedem de contemplar Jesus-Senhor, que nos impedem de correr para Jesus-Senhor, que não nos permitem proclamar com a vida e a palavra que Jesus é o único Senhor e o único Deus verdadeiro! Que, na tua força, a Igreja seja testemunha do senhorio de Jesus!” Foi isso que o próprio Jesus nos prometera: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8).

VIA PADRE HENRIQUE

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