"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

O SILÊNCIO DA SALVAÇÃO: OUVINDO A MELODIA – 5

Posted by José Eduardo Glaeser em 24/01/2011

[…] não sente esse amor dentro de si. No entanto, se esse amor está realmente ali, como tem que estar em todos – “Nós somos mais humanos do que diferentes” -, então, tem que ser o medo desse amor que nos leva a nos defender contra ele, atacando – de forma ostensiva ou sutil – em pensamentos, palavras ou atos. Portanto, nós todos realmente sofremos o mesmo medo, defendendo-nos contra o amor, assegurando-nos de que permaneçamos separados, para sempre protegidos contra sua invasão.
A regra seguinte é um indicativo para nos guiar ao longo do caminho silente do não julgamento da salvação: Qualquer julgamento que façamos em relação à outra pessoa que também não faríamos em relação a todos vem do ego. Essa regra não tem exceção, pois o Amor de Deus não faz exceções. E, então, se formos tentados a julgar um Filho de Deus – figuras públicas ou pessoais em nossos sonhos individuais – como mau e além da redenção, precisamos parar e considerar se faríamos o mesmo julgamento em relação a Jesus, ou a qualquer outro símbolo de uma pessoa totalmente amorosa e livre do ego. De forma similar, se nós julgarmos Jesus como amoroso e bom – o Filho inocente de Deus -, iríamos excluir aquele que tornamos nosso símbolo do mal desse julgamento benevolente? Não pode ser que um Filho seja bom e outro mau, se a unicidade da criação de Deus vai ser trazida novamente à memória. Para nos certificarmos, dentro da ilusão do tempo existem diferenças, mas elas são inerentemente transitórias e, portanto, superficiais. Como Jesus diz sobre si mesmo: “não significa que eu seja de qualquer modo separado ou diferente de ti exceto no tempo, e o tempo realmente não existe” (T-1.II.4:1-3). E ele acrescenta: “Todos os meus irmãos são especiais” (T-1.V.3:9), o que claramente significa que somos todos especiais, juntamente com ele, portanto, anulando o uso exclusivista comum da palavra.
Uma vez que o amor é perfeita unicidade, nossa defesa contra esse amor é ver apenas a separação e as diferenças – a marca do especialismo -, no entanto, quando as portas da percepção estão purificadas, para usar uma frase evocativa de William Blake, será esse medo do amor que podemos reconhecer, em nós mesmos e em todas as pessoas. Para ouvir esse chamado universal, precisamos apenas estar quietos e ouvir o lamento por trás das palavras, sentir o desespero de desesperança além dos sintomas. Nossos sistemas de crenças diferentes são, no final das contas, irrelevantes para essa nova visão, pois eles não são nada além de veículos que usamos para transmitir a resposta subjacente de amor. E então, para ouvir essas canções de amor ou de medo, e apenas elas, nós precisamos estar quietos interiormente, para virmos sem necessidades até as figuras de nosso sonho. Nesse silêncio interior, nós reconhecemos que todos temos as mesmas duas melodias fluindo através de nossas mentes, determinando o que pensamentos, sentimos e fazemos. Portanto, precisamos esperar pacientemente, e a verdadeira paciência nasce da certeza do resultado (MP-4.VIII). A cura acontece quando somos capazes de lembrar aos outros que o amor espera quietamente além das nuvens de culpa, medo e ataque, e tudo o que eles precisam fazer é ser essa presença de quieta paciência. Eles realmente não fazem nada além de ser quietos.
Nesse silêncio, além das necessidades que distorcem a percepção, nós chegamos a entender que o que parecem ser problemas ou patologias são apenas formas especiais de medo, o mesmo medo do amor que se esconde em cada um de nós. Na extensão em que acreditarmos nessa identidade, vamos temer a melodia do perdão que recorda à mente – literalmente – a canção que o nosso Ser verdadeiro ainda canta para todos os que cruzam o nosso caminho, e que antes procuramos excluir do amor, assim como procuramos excluir a nós mesmos. No entanto, na presença da canção de amor sem som, o barulho discordante de identidades separadas e egoístas precisa se desvanecer e desaparecer. A visão de Jesus veio para substituir o julgamento do ego, e nós incluímos todas as pessoas – “em santo acolhimento” – em nosso abraço de perdão, emulando o Cristo do primeiro poema de Helen, “A Dádiva do Natal”:
Cristo não ignora ninguém. Dessa forma, você sabe […]

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