Regras para a vida cristã – Padre Thomas Hopko

Há poucos anos, me foi perguntado: Padre Thomas, se o senhor pudesse resumir da forma mais curta que vida prática teria um crente cristão, um ser humano que creia em Deus e em Cristo, como seria ela? Que tipo de máximas, ou regras, ou qualquer termo que seja, o que ela incluiria? E, em resposta àquele pedido, eu preparei uma lista do que chamo de cinqüenta e cinco máximas; cinqüenta e cinco coisas que um crente muito simplesmente faria se realmente fosse crente, e realmente obediente a Deus, e quisesse viver do jeito como Deus gostaria que vivêssemos. E eu gostaria agora de ler essas máximas para vocês.
1. Esteja sempre com Cristo; confie em Deus em tudo; nunca se esqueça de Deus.
2. Reze como puder; não como pensa que deve; reze como Deus inspirar-lhe a rezar; não como quiser, mas como Deus conceder; e, para um cristão, isso quer dizer: em seu coração, em seu quarto e em sua igreja.
3. Tenha uma regra de oração possível de ser mantida, que você siga por disciplina; você não pode rezar só quando sentir vontade; você deve rezar por disciplina, a certas horas do dia, quando você se lembra de Deus e diz suas orações.
4. Diga a Oração do Senhor muitas vezes ao dia. Quando estiver entrando no carro, ou no escritório, ou na sala de aula, ou antes de fazer uma refeição, quando se levantar pela manhã, quando for dormir à noite, apenas diga a Oração do Senhor, é a oração que o Senhor nos deu, a oração curta, mas contém tudo o que um ser humano precisa rezar, se Cristo foi crucificado, ressuscitado e glorificado.
5. Tenha uma oração curta que você repita constantemente quando sua mente não estiver ocupada com outras coisas. A oração curta pode simplesmente ser: “Senhor, tem piedade”, “Senhor Jesus Cristo, tem piedade”… Uma pessoa pode apenas dizer “Jesus”, pode dizer “Deus”, mas apenas alguma oração curta que encha a mente quando ela não estiver trabalhando, para ter a lembrança de Deus em sua vida, em seu coração.
6. Faça algumas prostrações quando rezar. Ajoelhe-se, incline-se, curve-se, use seu corpo. Como Santo Efrém disse, “se teu corpo não está rezando quando rezas, não estás realmente rezando”. A oração não é só uma atividade da mente e do coração, é uma atividade da pessoa toda.
7. Coma bons alimentos com moderação, e jejue nos dias de jejum. É claro que na Quaresma é um jejum integral. Mas coma bons alimentos, não o tipo de alimento que lhe possa fazer mal, e coma com moderação. E quando jejuar, jejue em segredo.
8. Pratique o silêncio, interno e externo.
9. Apenas sente-se por poucos minutos todo dia, em total silêncio, desligue todos os aparelhos, abra-se para Deus, não pense sobre nada, assista os pensamentos que vierem e entregue-os para Deus.
10. Faça atos de misericórdia em segredo. Apenas faça algumas coisas boas sobre as quais ninguém saiba.
11. Vá aos ofícios litúrgicos regularmente. Vá à igreja, fique lá de pé, escute, reze, não preste atenção nas pessoas; oh, sim, seja atento à presença delas, mas esteja lá por causa do ofício em si.
12. Vá à confissão e à Santa Comunhão regularmente. Participe da vida sacramental da Igreja.
13. Não se deixe levar por pensamentos e sentimentos intrusivos. Quando sentimentos ou pensamentos vierem sobre você, não embarque neles. Se você os aceitar, eles lhe terão capturado, e você pecará, então você deve cortá-los logo de início.
14. Revele todos os seus pensamentos e sentimentos para uma pessoa confiável regularmente. Normalmente, esta pessoa seria seu padre, ou pai ou mãe espiritual, ou ancião, mas todo ser humano, todo cristão, deve ter alguém que saiba tudo sobre ele, e a quem regularmente reportemos o que está acontecendo na nossa vida.
15. Leia as Escrituras regularmente. Não as leia para brigar com os outros, nem para aparecer com citações, mas leia-as como combustível, como comida, porque se não lemos as Escrituras regularmente, morremos. Seria como tentar viver sem comer, ou dirigir um carro sem abastecê-lo.
16. Leia bons livros, um pouco de cada vez. Não os devore, não leia tudo para dizer que leu, lentamente leia livros. Às vezes, leia o mesmo livro, duas ou três vezes novamente, tentando pôr em prática o que ele diz.
17. Cultive a comunhão com os santos. Aprenda quem foram as pessoas santas na história cristã. Aprenda quem foram os que ensinaram, sofreram, morreram, que viveram uma vida cristã, e os imite. Como uma vez São João da Escada disse, “qualquer um que não imite os santos é tolo”. Mas também seria tolo alguém que tentasse imitar outra pessoa nos detalhes da sua vida. Não podemos fazer isso, mas devemos aprender com as pessoas santas.
18. Seja uma pessoa comum, seja alguém da raça humana. Nunca diga: “Deus, eu Te agradeço porque não sou como as outras pessoas”. Tente ser como os outros tanto quanto puder. Seja comum. Como o escritor russo Tchekov disse, “tudo o que é fora do comum é do diabo”.
19. Seja educado com todos, acima de tudo com os membros da sua própria família. Às vezes sentimos que podemos ser rudes com os membros da nossa própria família, mas legais com as pessoas de fora; não, devemos começar com gentileza para aqueles mais próximos de nós, primeiro.
20. Mantenha a limpeza e a ordem na sua casa. Deus não vive em bagunça, ou imundície, ou sujeira, ou… Sim, não temos de ser fanáticos quanto a ter tudo minuciosamente limpo, mas temos de ter algum tipo de ordem, ao menos em algumas partes da nossa casa, onde vivemos, comemos, e especialmente onde rezamos.
21. Tenha um passatempo saudável e proveitoso. Tenha algo em que exercite seu cérebro apenas pela pura alegria de fazer isso.
22. Exercite-se regularmente. Você tem que se mexer.
23. Viva cada dia e mesmo cada parte do dia de cada vez. Não fique no passado e não fique no amanhã. São Benedito disse: “faça o que estiver fazendo, esteja presente onde estiver”. O que Deus quer que eu faça exatamente agora? Não mais tarde, à noite, amanhã de manhã, nem ontem, mas agora mesmo.
24. Seja totalmente honesto, antes de tudo consigo mesmo. O maior pecado é a mentira, e a maior mentira é a mentira sobre Deus, e a mentira sobre si e Deus. Seja totalmente honesto.
25. Seja fiel em pequenas coisas. Jesus disse: “Aquele que é fiel no pouco, herda muito e lhe é acrescentado muito, e aquele que não é fiel no pouco, perde o pouco que tem”. E no Evangelho de São Lucas, o Senhor inclusive disse: “Perde o pouco que pensa ter”. Fidelidade em coisas pequenas e comuns.
26. Faça seu trabalho, e então o esqueça. Não o carregue por aí consigo. Seja totalmente atento ao que estiver fazendo, mas não o carregue em sua mente, tenha a mente concentrada no que estiver fazendo no momento presente.
27. Faça as coisas mais difíceis e dolorosas primeiro. Tendemos a fazer as coisas mais fáceis, aquelas de que gostamos, e adiar as de que não gostamos; devíamos tentar inverter isso, e fazer as coisas mais difíceis e chatas primeiro.
28. Encare a realidade, não viva na fantasia. Como diz um ditado russo, “Deus está em todo lugar, exceto na imaginação e na fantasia”. Encare as realidades da sua vida.
29. Seja grato, seja grato por tudo.
30. Seja alegre, aja alegremente, mesmo que você não se sinta assim, especialmente na presença dos outros.
31. Seja simples, escondido, quieto, pequeno. Os Santos Padres dizem: “Se você quer ser conhecido por Deus, não busque ser conhecido pelas pessoas”. E novamente, é simplicidade, escondimento, quietude, pequenez.
32. Nunca chame a atenção para si mesmo. Nunca, conscientemente, chame a atenção para si. Onde quer que esteja, faça o que as outras pessoas fazem, e isso é especialmente importante na igreja. Quando for à igreja, faça o que as pessoas estiverem fazendo lá. É o que Santo Ambrósio disse a Santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho, quando ela perguntou: “O que eu devo fazer quando for a Roma?”, ele disse: “Quando estiver em Roma, faça como os romanos fazem, jejue como os romanos jejuam, fique de pé como os romanos ficam, cante como os romanos cantam”.
33. Escute quando as pessoas falam com você. Ser atento aos outros é um dos maiores dons. Mantenha a mente desperta e preste atenção quando as pessoas falarem com você.
34. Seja desperto e atento. Esteja completamente presente onde estiver. Despertar, vigilância, atenção.
35. Pense e fale sobre as coisas não mais que o necessário. Devíamos falar somente quando for necessário falar. Na verdade, a Escritura diz que devíamos falar somente quando nos falarem. Os Padres dizem: “Freqüentemente nos arrependemos da conversa ociosa, mas muito raramente temos de nos arrepender por manter o silêncio”. Ás vezes o fazemos, porque temos de falar. Mas devíamos falar e pensar sobre as coisas não mais do que o absolutamente necessário.
36. Quando falarmos, falemos simplesmente, claramente, firmemente e diretamente. Nada supérfluo, nada de acrescentar enfeites, novamente a simplicidade é a regra.
37. Fuja da imaginação, da fantasia, da análise, de fazer idéia das coisas. De uma vez por todas, temos que parar de tentar fazer uma idéia das coisas. Deus pode iluminar nossas mentes e nos dar uma introspecção na natureza das coisas, mas não podemos fazer uma idéia delas, não temos o preparo mental para fazer isso, e devíamos parar de tentar.
38. Fuja de coisas carnais, sexuais, à sua primeira aparição. Não podemos dialogar com a luxúria, a pornia, a imoralidade da carne, ela sempre vence, sempre tem os argumentos do seu lado, fuja delas ao primeiro surgimento.
39. Não reclame, resmungue, murmure ou choramingue. Reclamar, pensar, olhar para as faltas dos outros, trabalhamos durante a Quaresma e toda a nossa vida para parar de fazer isso. Prestemos atenção a nós mesmos.
40. Não se compare a ninguém. O Julgamento Final não será por estatística, Deus não nos compara uns com os outros, cada um de nós se posiciona de acordo com quem somos, o que recebemos, o que nos foi dado, e qual a nossa vocação.
41. Não busque ou espere elogio de ninguém, nem piedade de ninguém. Eu e meu amigo padre Paul L. costumamos chamar de PP [em inglês]: nada de elogio, nada de piedade. Sempre queremos que as pessoas pensem: “Oh, como você é maravilhoso!”, ou “Nossa, como você trabalha duro” ou “Quanto você sofre!”. Busquemos fugir da piedade e do elogio dos outros.
42. Não julguemos ninguém, por coisa nenhuma, não importa o que seja; isso não significa dizermos que todos estão muito bem, isso não é verdade, mas não condenemos os outros, não nos intrometamos no que os leva a agir, não lhes digamos sempre o que fazer; o que eles fazem, nós fazemos. E nós mostramos às pessoas no que nós acreditamos pelo que fazemos, mas não julguemos ninguém por nada, e, se o fizermos, então o Senhor nos julgará da mesma forma.
43. Não tente convencer ninguém de nada. De uma vez por todas, temos de parar de tentar ensinar as outras pessoas. Eu não estou tentando ensiná-lo agora, espero; só estou tentando lhe dizer o que penso ser verdade, então você pode fazer disso o que quiser. Mas não pode ser meu desejo convencê-lo e vencê-lo por argumentos. Eu posso apenas, para usar palavras escriturais, prestar testemunho. Mas não posso ter como meu objetivo converter os outros, e isso é verdade inclusive na evangelização. Não estamos lá fora para converter pessoas, estamos lá para levar a elas a alegria da vitória de Deus em Cristo, o que elas fazem disso é entre elas e Deus.
44. Não se defenda ou justifique. Os Santos dizem: “Aqueles que tentam justificar-se cometem suicídio”. Não precisamos nos justificar, Deus nos vindica. Não precisamos nos defender, Deus é nosso defensor.
45. Seja definido e constrangido por Deus somente, não por pessoas. Não deixemos ninguém definir nossa vida: Deus define nossa vida. E mesmo as pessoas mais próximas não deviam estar definindo nossa vida, nossos pais, nossos esposos, não, somente Deus está definindo quem nós somos, e somos comprometidos somente à Sua definição.
46. Aceite críticas com gratidão, mas ponha-as em prática cuidadosamente. Não somos obrigados a pôr em prática toda crítica que nos é feita, às vezes a crítica é falsa, mas certamente devemos dar-lhe as boas vindas, ser gratos por ela, testá-la, e São João Crisóstomo disse: “Mesmo se formos acusados de algo e pensarmos que não é verdade, devíamos aceitar a crítica como verdadeira e pô-la em prática, então nunca erraremos, porque então, se nosso acusador estiver certo, teremos nos arrependido e agradado a ele; se não estiver certo, sentirá vergonha”.
47. Dê conselho aos outros somente quando lhe for pedido ou quando for seu dever fazer isso. Isto é muito importante. Nós não saímos por aí dando avisos e conselhos de graça. Se as pessoas nos pedem, respondemos. Eu fui requisitado: “Padre Tom, diga algumas coisas na Ancient Faith Radio” e eu disse: “Ok. Porque você me pediu”. Então, quando nos é perguntado, podemos responder, se é nosso dever, se é nosso trabalho, como pais, ou padres, ou supervisores de uma operação, ou professores, então devemos fazer isso, é o nosso trabalho. Mas nunca damos conselho ou aviso, a não ser que isso nos seja pedido, ou a não ser que seja nosso dever fazê-lo.
48. Não faça nada por ninguém que a pessoa possa e deva fazer por si mesma. Não é caridade nossa fazer coisas pelos outros que eles deviam estar fazendo por si mesmos. Nós lhes roubamos a vida quando fazemos isso. Então devíamos ajudar as pessoas a fazer o que têm de fazer por si, e não fazê-lo por elas. Agora, está cheio de pessoas que não podem fazer por si mesmas o que precisam fazer, então as ajudamos, mas não devíamos estar ajudando pessoas a fazer coisas que elas deviam estar fazendo por si mesmas.
49. Tenha uma lista diária de atividades, evitando o capricho e a extravagância. Novamente os Santos Padres nos ensinam que a excentricidade, a extravagância, a idiossincrasia, é a causa de toda a nossa queda; temos de ser disciplinados, temos de ter uma regra para nós mesmos e tentar segui-la. É claro que a regra não é algum tipo de lei de ferro, no sentido em que é feita para ser modificada e quebrada, mas temos de tê-la, temos de tê-la. A cada noite, quando formos dormir, devíamos dizer a nós mesmos como o próximo dia devia parecer, e então tentar manter essa regra. Coisas acontecerão, mas devíamos tentar manter a regra.
50. Seja misericordioso consigo mesmo, e com os outros. É claro que devemos ser misericordiosos com os outros, mas devemos ser misericordiosos conosco mesmos também. Não podemos nos julgar mais asperamente que Deus o faz. E o pior pecado é o desespero. Devíamos estar vivendo pela misericórdia de Deus todo o tempo, tomando responsabilidade por nossa vida, mas não nos censurando severamente, ou nos atacando, Deus não quer isso, não há mérito nisso. Arrependimento é o que Deus quer, não remorso ou algum tipo de auto-flagelação.
51. Não tenha expectativas além da de ser ferozmente tentado até seu último suspiro. Santo Antônio disse: “Uma pessoa verdadeiramente sábia conhece a diferença entre certo e errado, bem e mal, verdadeiro e falso, e se prende ferozmente ao que é bom, verdadeiro e belo, mas espera totalmente ser testada, provada e tentada até seu último suspiro”. Ele disse que sem ser tentado, ninguém pode entrar no Reino de Deus. Sem tentação, não há salvação. A vida inteira do homem na terra é uma provação, de acordo com a Escritura, Jó disse isso. Então, estamos sendo provados a todo momento, devíamos esperar isso, mas nunca devíamos esperar que a provação fosse embora. Não pedimos a Deus que leve embora nossas cruzes, pedimos a Ele o poder de carregá-las. Deus não tenta ninguém, mas, na Providência de Deus, somos testados todo o tempo, para que nossa salvação possa ser nossa, e possamos ser vitoriosos pela vitória de Cristo.
52. Concentre-se exclusivamente em Deus e na luz; nunca se concentre na escuridão, na tentação e no pecado. Este é um ensinamento clássico. Encha-se de boas coisas, não seja hipnotizado por coisas sombrias, não medite em coisas malignas, medite em coisas boas, e Deus cuidará do resto.
53. Suporte a sua provação e suas próprias faltas e pecados pacificamente, serenamente, sob a misericórdia de Deus. Isto é muito importante. São Serafim de Sarov disse: “Ter o Espírito Santo é ver nossa própria baixeza pacificamente, porque sabemos que a misericórdia de Deus é maior que nossa própria miséria”. Santa Teresa de Lisieux, uma santa católica romana que morreu aos vinte e quatro anos, escreveu para um amigo: “se você estiver disposto a suportar a provação da sua própria miséria serenamente, então você certamente será a dulcíssima morada de Jesus”. Temos de agüentar nossas próprias faltas serenamente. São Paulo disse: “Onde o pecado está abundante, a Graça está superabundante” e não podemos deixar o diabo regozijar duas vezes. Evágrio diz: “Quando caímos, os demônios rejubilam, quando ficamos caídos, os demônios continuam rejubilando, e nada envergonha mais os demônios do que, tendo caído, nos levantarmos de novo”. Então, devemos agüentar pacificamente, calmamente, nossas próprias maldades, nossas próprias faltas: esperá-las, não fazer com que aconteçam, mas esperá-las, nós não somos Deus.
54. Quando cairmos, levantemo-nos imediatamente e comecemos de novo; tanto quanto cairmos, nos levantemos novamente; e nós cairemos. Diz na Escritura que o homem sábio cai sete vezes por dia, isso é muito, mas ele se levanta de novo. O tolo não se levanta de novo e o tolo nem mesmo sabe que caiu. A pessoa sábia sabe quando cai, mas se levanta de novo. De fato, a tradição diz: “pertence só a Deus nunca cair, pertence aos demônios cair e não levantar de novo, mas pertence a seres humanos, certamente a cristãos, cair e levantar de novo, cair e levantar de novo”. Um Padre do Deserto até mesmo descreveu a vida humana, de acordo com a fé cristã, desse jeito, quando foi perguntado por um pagão: “o que significa ser cristão?”, e ele disse: “um cristão é uma pessoa que cai e se levanta de novo, que cai e se levanta de novo, que cai e é levantada de novo pela graça de Deus, para começar de novo, e podemos começar de novo a todo momento”.
55. Peça ajuda quando precisar, sem medo e sem vergonha. Nós todos precisamos de ajuda. Um ditado russo é: “A única coisa que você pode fazer sozinho é perecer, é ir para o inferno”. Se somos salvos, somos salvos com os outros. Então, devemos ter conselho, devemos ter amigos, devemos ficar com os outros. Às vezes, precisamos de ajuda específica, como se estamos presos a drogas, álcool ou sexo, então temos de ir e pedir essa ajuda específica, como iríamos ao médico se estivéssemos doentes. Às vezes, não sabemos o que fazer, então precisamos de ajuda, temos de ir a uma pessoa mais velha, mais experiente, para nos dar algum guiamento, mas não devíamos jamais sentir vergonha ou medo de pedir ajuda, é apenas uma parte normal da vida humana. E o tempo da Quaresma, como uma pequena mini-vida, é um tempo quando aproveitamos toda a ajuda que podemos ter, somos ajudados pelos escritores das Escrituras, pelos santos, pelos ofícios, pelos sacramentos, recebemos a ajuda que Deus providencia em todos os vários modos como Ele a providencia, pelo bem da nossa vida, nossa cura e nossa salvação.

Fonte: BLOG TRDUÇÕES ORTODOXAS

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