"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

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SEDE DE DEUS – CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID (Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro)

Posted by José Eduardo Glaeser em 14/12/2011

SEDE DE DEUS

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Nosso mundo vive uma grande sede de Deus e uma sentida saudade de Deus. O ser humano buscou o encontro com o Absoluto, procurou a resposta definitiva para as perguntas primeiras e últimas de sua existência. A busca de sentido para seu passado, seu presente e seu futuro, caracteriza a história das pessoas e dos povos. A memória do passado, a consciência do presente e a esperança do futuro, faculdades humanas moldadas pela sede e pela saudade de Deus, revigoram continuamente as civilizações. O íntimo de cada cultura é assinalado pela busca de Deus. As religiões, que perpassam o tecido de todas as culturas, em suas entranhas mais profundas, definem, de certa maneira, o modo de ser e de agir das civilizações e sociedades, as escolhas e comportamentos das pessoas e grupos. Não se conhece, em toda a história da humanidade, algum povo que não tenha recorrido à dimensão religiosa para responder às questões mais intrigantes da existência humana: “Por que e para que vivemos, de onde viemos e para onde vamos?”
Também a civilização ocidental, por mais que se defina agnóstica ou atéia, é marcada pela sede de Deus. Um século depois de grandes filósofos e críticos da religião terem previsto seu fim, em favor do predomínio absoluto da razão, eis que vivemos o retorno do sagrado, ouvimos o ruflar de anjos. Vivemos numa época em que os deuses combatem entre si pela posse do coração humano. De um lado, o Deus único e verdadeiro das religiões monoteístas e das grandes religiões orientais que ajudam o ser humano a situar-se no mundo, a buscar a verdade, a empenhar-se pela paz e pela justiça. De outro, os deuses do mercado, os ídolos do ter, do poder e do prazer, o dinheiro –deus-ídolo por antonomásia, o anti-Deus (Lc 16,13) – a dividir o coração humano, a massacrar multidões de vítimas em seus altares sanguinários. Teria o dinheiro tanto prestígio, não fossem as vítimas a ele oferecidas, por ele exigidas, em mortes estúpidas, por acidentes de trânsito e de trabalho, por doenças crônicas, por guerras e atos terroristas?
De certa maneira, pode-se até dizer que nunca, como na passagem de século e milênio que vivemos, o ser humano esteve tão ansioso pelo encontro com Deus. Nunca foi tão intensa a sede de Deus. É o que estão a revelar o pluralismo religioso, o mercantilismo religioso, o fanatismo religioso, o fundamentalismo religioso de nossos dias. Essa insistência no adjetivo “religioso” faz sentido. No âmbito da Igreja Católica, surgem, de tanto em tanto, novos movimentos eclesiais, de caráter apostólico ou espiritual. No âmbito do cristianismo, criam-se, a cada dia, novas igrejas ou pequenos grupos, que se referem, alguns sem o mínimo de rigor, ao Evangelho de Jesus Cristo. Num contexto mais amplo, difundem-se expressões e fenômenos religiosos, ligados a uma ou outra das grandes religiões universais. A religião está, continuamente, presente na mídia, através de reportagens, de notícias de entrevistas. Busca-se relacionar, de modo certamente injusto, a religião com o terrorismo e com a guerra. A religião está no mercado: há muita gente ganhando dinheiro às custas dessa sede de Deus. Afinal, uma igreja-empresa carece de pouco investimento, tem retorno financeiro garantido, tem clientela fiel, sobretudo no meio juvenil e nas camadas populares.
Essa sede, porém, não é jamais saciada. A sede de Deus é, de fato, permanente. Diz o salmista: “De ti tem sede a minha alma” (Sl 63,2). Nunca o ser humano conseguirá, neste mundo, saciar sua sede do infinito, responder às perguntas últimas de sua existência. Aqui está o drama da vida humana: procurar, sem encontrar. Melhor seria dizer: procurar sempre, sem jamais se satisfazer com o que se encontra. Porque o mistério de Deus só se deixa encontrar e experimentar na forma de aperitivo, por meio de apalpadelas, de toques e sinais. Deus vem a nós pela mediação dos sacramentos – da criação, da história ou da Igreja -, os quais são sinais, que, ao mesmo tempo em que nos revelam o mistério de seu amor, também nos esconde a clareza de sua plenitude e, mais ainda, nos fascinam, nos atraem e nos provocam a continuar a procurá-lo. Como um diafragma que controla a quantidade da luz, enquanto permite ver o sol, assim são os sinais de Deus. Em nossa busca permanente de Deus, caminhamos nos albores da madrugada e não na manhã clara, tateamos, às apalpadelas, vivemos de esperança em esperança. Como nos declara o Vaticano II, “só no mistério do Verbo Encarnado se esclarece, verdadeiramente, o mistério do ser humano” (G.S., n° 22).
O problema da atual sede de Deus é que se pretende acabar com ela, quer-se saciá-la de modo definitivo. Busca-se, então, um Deus-objeto, um tapa-buracos, um quebra-galhos. Cria-se uma religião de resultados, que solucione todas as crises, cure todas as doenças, resolva todos os problemas. Uma religião-terapia e não uma religião-aliança. Em vez de relacionar-se com Deus, como um amigo íntimo, um companheiro fiel, um pai extremoso, faz-se dele objeto de uso. Busca-se um deus feito pelo homem, que esteja sempre à disposição do homem. Criado à imagem de Deus, o ser humano quer agora criar seu deus, à sua imagem, invertendo as relações. Pretende possuir o mistério, delimitá-lo em suas categorias limitadas e mesquinhas, comprá-lo com suas posses, prendê-lo em suas instituições, usá-lo em seu favor. Por isso, a atual sede de Deus torna-se angustiante.
Com a presunção de ser religiosa, a atual sede de Deus é falsa, porque não busca o Deus vivo. Ela esconde, na verdade, a máscara dos modismos fáceis, dos devocionismos baratos, das soluções apressadas. Foi essa a denúncia que fez Jesus de Nazaré: “Uma geração perversa e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas” (Mt 12,39). O sinal de Jonas revela-se no escândalo da “quenose”, no rebaixamento de Deus, na cruz. Enquanto se procura Deus no poder e na grandeza, ele se esconde e se encontra na simplicidade e nos pequenos atos de amor de cada dia. Enquanto se busca saciar a atual sede de Deus com mega-shows, vendas de produtos religiosos, estéreis elucubrações filosóficas e teológicas, ele se esconde e se encontra na celebração, na promoção e na defesa da vida, em gestos de solidariedade.
Como a sede, também a saudade de Deus sempre acompanhou a história da humanidade. Trata-se, porém, de uma saudade que não se volta somente para o passado. A História de Israel, de Jesus de Nazaré e das primeiras comunidades cristãs, mostra que Javé-Abbá é um Deus que cumpre, fielmente, as promessas feitas. Assim, de promessa em promessa, o povo e as pessoas vão aprendendo a se relacionar com Deus, no modo da aliança. Cada promessa cumprida torna-se motivo de nova esperança. Por isso, a verdadeira saudade, seja do povo judeu, seja dos cristãos, aponta, sobretudo, para o futuro. A memória do passado torna-se consciência do presente e esperança do futuro. A saudade torna-se esperança. Não é, pois, uma saudade nostálgica que faz chorar por coisas, lugares, situações e pessoas perdidas. É uma saudade que, como a sede, atrai, fascina e provoca a ir adiante, a buscar sempre mais. Na verdade, é uma saudade de quem se deixa encontrar por Deus. Afinal, é ele quem vem ao nosso encontro, agora e sempre.

VIA AMAI-VOS

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PARA AQUELES COMPANHEIROS DE JORNADA GOSTARIA DE COMPARTILHAR O QUE DESCOBRI NOS ÚLTIMOS ANOS

Posted by José Eduardo Glaeser em 10/12/2011

Para aqueles companheiros de jornada, gostaria de compartilhar o que descobri nos últimos anos………
Como todos sabemos, uma jornada espiritual e uma viagem interna. Esta jornada pessoal começou ha muitos séculos atrás e provavelmente vai continuar por um tempo. Pessoalmente, acho esta jornada uma aventura. Adoro. Muitas vezes pode ser dolorosa, dar medo e acima de tudo requerer fe e perseverança. Mas no fim vale pena, porque a paz começa a substituir o caos interno.
Enquanto este processo vertical vai progredindo, outra coisa vai acontecendo horizontalmente. O coração vai se abrindo, a compaixão vai aumentando, o amor vai crescendo, a vontade de abrir os braços para incluir todos e tudo vai ficando cada vez maior.
Quanto mais a jornada vertical vai se aprofundando, mais aberta a pessoa fica para a vida. O medo que parecia inabalável, vai perdendo a sua forca, dando espaço para o amor universal.
Quando esta abertura horizontal começa, o processo exige que os braços sejam abertos para receber a humanidade, o universo, os planetas, as plantas, as montanhas, os animais neste abraço gigantesco. O sentimento de conexão e real e profundo.
De repente, no meio desta jornada comecei a entender que o que penso, sinto, faço, afeta a mente coletiva. Estou ciente que tenho muito que caminhar, mas sei também que esta viagem tem um fim.
Sou muito grata ao universo por esta experiência. Para aqueles que começaram a estudar o Curso, ou não, desejo que seus caminhos sejam cheios de luz e alegria.
VIA HARMONIA E PAZ

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NAO ESTRANHE. VOCE PRECISA SER DIFERENTE

Posted by José Eduardo Glaeser em 09/12/2011


(Pe. Jonas Abib)

Você que tem caminhado numa vida no Espírito, que tem lido, meditado e lutado por viver a Palavra de Deus, tem falas, atitudes e comportamento diferentes das outras pessoas.
Imediatamente elas começarão a achar que você não é deste mundo. Irão achá-lo estranho. Isso vai acontecer entre parentes e amigos. Quem sabe entre marido e mulher: um está seguindo o Senhor de perto e com perseverança; o outro, não. Aquele que não segue o Senhor logo nota: seu cônjuge está diferente, estranho. Essa é uma feliz realidade! Realmente você mudou, já não é mais a mesma pessoa. Você se tornou diferente. Isso é uma confirmação da Palavra do Senhor: “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova” (II Cor 5,17).
Infelizmente, muitos irmãos vão caminhando bem, mas quando chegam nesse ponto, quando começam a ser considerados “diferentes”, voltam atrás, porque não querem ser “diferentes” nem parecer estranhos. Os próprios parentes e amigos, às vezes, até marido ou mulher, filhos ou pais, todos acham que você está estranho, diferente…e dizem que não pode ser assim fanático. Afinal de contas, você tem de ser uma pessoa normal, igual a todo o mundo!…
Muitas vezes, você está caminhando bem, como o Senhor quer que caminhe, orientado pela vontade d’Ele e, justamente para não ser diferente, acaba retrocedendo. É uma pena! O sal deixou de ser sal; a luz deixou de ser luz.
Não estranhe, você precisa ser diferente! Não porque você quer, mas porque o cristão é realmente diferente. O sal é diferente do restante dos alimentos. A luz é diferente da escuridão. “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova.”
Quando alguém disser: “Olhe, você está tão diferente, tão estranho! Parece que não está neste mundo”… responda com convicção: “Realmente, eu não sou mais deste mundo”. Não é estranho dizer isso, pois o próprio Jesus o fez:
“Eu não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu os envio ao mundo. E, por eles, eu me consagro a mim mesmo, a fim de que também eles sejam consagrados pela verdade” (Jo 17,15-19).
Jesus afirma claramente: “Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo”. Já no versículo, Cristo afirma: “Eu lhes dei a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não te peço que tires do mundo […]” (Jo 17,14).
Por quê?…Porque o mundo precisa deles. O mundo precisa de cristãos. “Eu não te peço que tires do mundo, mas que guardes do maligno.”
Jesus Cristo volta a afirmar no versículo 16: “Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo”. É exatamente isso! Talvez no passado você fosse “massa” como todo o mundo, mas o Senhor agora o fez sal. Sal para a massa. O sal é sal e não pode deixar de ser sal. Já imaginou o seguinte: “A massa disse assim para o sal: ‘Você está tão diferente, tão estranho, tão salgado. Não! Você precisa ser como todo o mundo!’?…” Já pensou se o sal, então, por causa disso, deixasse de ser sal, perdesse sua força e fosse como todos os outros? Já imaginou?! Seria um mal para o sal e para a massa. A massa precisa ser salgada.
Isso acontece com os cristãos, infelizmente. Os outros lhe dizem que você está diferente, estranho… e você volta atrás. Quem sai perdendo é você e também o mundo.
Cristo usa outra imagem: “Vós sois a luz do mundo!” (Mt 5,14). Claro que a luz é diferente das trevas. Não há nenhuma comunhão entre elas, luz é diferente das trevas. Não há nenhuma comunhão entre a luz e a escuridão: mas a escuridão precisa da luz. Logo, é preciso que a luz seja diferente da escuridão: a luz não pode retroceder. Ela não pode se apagar para ser igual à escuridão. Ao contrário, ela precisa ser luz para acabar com a escuridão.
Você foi tirado do mundo, feito diferente em Jesus e por Jesus: “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura”. Antes você era escuridão: estava nas trevas. Mas o Senhor o arrancou das trevas e o transladou para Seu Reino. Agora, em Cristo, você é luz como Ele. Assim como a luz é feita para as trevas, você foi feito para o mundo. Não para ser simplesmente luz, mas luz para os outros: para aqueles que não conhecem o Senhor, para aqueles que ainda estão nas trevas.
Se existem pessoas a seu lado, em sua família, em seu meio que não conhecem o Senhor ou que não O seguem de perto, e, justamente por isso, sentem-se incomodadas, não ligue. Se reclamam de você, de seu linguajar, de suas atitudes, de seu proceder, porque você é estranho, não se importe! É um sinal a mais de que eles estão precisando da luz e do sal de Jesus.
É preciso que os cristãos tenham coragem de ir aos escombros deste mundo, arrancar os filhos do reino e trazê-los de volta ao único Rei e Senhor: Jesus. O Senhor conta com você! Por isso você precisa ter esta convicção: não sou deste mundo! Estou neste mundo para servir a meu Senhor, mas não sou deste mundo.
Tenha certeza de que não é sendo igual a todo o mundo que você vai salvar aqueles que precisam, mas justamente sendo diferente. Você não precisa ser artificial. O próprio Senhor lhe dará nova linguagem, novas atitudes, novo comportamento, nova mentalidade: uma vida nova. Por quê? Porque “Se alguém está em Cristo é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova” (II Cor 5,17).
(Trecho retirado do livro “Pão da Palavra – vol.1” do monsenhor Jonas Abib)

VIA AD INFINITUM

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COMO LIDAR COM PESSOAS DIFÍCEIS?

Posted by José Eduardo Glaeser em 08/12/2011

Não olhe para elas! Ninguém é mau, egoísta, falso, grosseiro ou indiferente porque quer! Não é que elas devam ser ingenuamente desculpadas ou isentas de responsabilidades. Nada disso! Porém, se não as compreendermos, seremos os primeiros a ser prejudicados. É por isso que, antes de qualquer coisa, vale fazermos o exercício de olhar para as pessoas procurando enxergar bem mais do que são capazes de fazer, especialmente se nos causam medo, irritação e raiva. Há irmãos que, se não formos capazes de olhá-los assim, poderemos desistir deles; o que seria um grande mal.Por favor, experimente olhar para as pessoas indo além das aparências. É bem provável que você encontre alguém que precise de ajuda!
(Ricardo Sá,Comunidade Canção Nova)

VIA MINISTÉRIO SAGRADO CORAÇÃO

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