Quem é o seu Deus? (Fávia Vascon)

O tempo não é capaz de apagar a sabedoria da alma.
A vida, embora entrecortada por períodos de intensa inconsciência nunca se desfaz daquela quantidade de luz que um dia foi conquistada.
A eternidade é palco de inúmeras experiências e nós nos apegamos justamente naquela parte em que fecha o fluxo e limita a nossa real expressão.
Estamos conectados por fios invisíveis e, não é por outro motivo que o ódio de um, alimenta o do outro, assim como o amor de um alimenta o do outro.
Somos seres universais, somos, definitivamente, a parte do TODO.
A vida é a nossa chance, o nosso palco, a nossa preparação, não para usar estratégias, mas para usar o discernimento, unindo a razão e o coração.
É fato que viver, principalmente, nos dias de hoje, pressupõe que olhemos os outros de uma outra forma, com outros olhos, com maior respeito. Respeito pela singularidade.
Creio que a vida está, cada vez mais, nos convidando a abrir a mente e, é claro, o coração; está pedindo que aceitemos a diversidade do Ser e a respeitemos.
Não há dúvida que só existe essa insatisfação com o comportamento alheio e esse desrespeito com as diversidades, em razão de não aceitarmos a nossa própria singularidade.
A sociedade automatizou os seres humanos, limitou-os a um palco criado por um Deus inventado, um Deus que cuida de fantoches, que limita seus questionamentos e sua evolução.
Mas esse Deus da sociedade não é amoroso e compassivo, ele é julgador, sério e punitivo, não aceita o perdão, ele prima pelo castigo; em suma, criou-se um Deus radical, e, as pessoas o temem.
O meu Deus que se mostrou e se mostra tangível é mais leve que esse Deus que vocês creem. Meu Deus é alegre, ele canta, ele ri, conta piada, ele é flexível, ele ensina como um pai, incondicionalmente, amoroso e, não faz diferença entre mim e um assassino. Meu Deus é o Deus que só vê amor.
Meu Deus é o Deus que me ouve.
É o Deus que abre a minha mente, que me estende as mãos.
Que me tira dos atalhos errados.
Que me ensina a valorizar o bem e a transformar o pior em melhor.
Esse Deus, me ensina a sentir mais o que vai dentro de mim e a questionar mais as informações que brotam de fora.
Meu Deus não está nem aí para a coerência social, ELE é puro amor, não se preocupa com a lógica, com as máscaras e com os papéis desempenhados.
Para esse bom Deus o que me difere de um outro irmão é apenas o percurso, a distância do caminho.
E quer saber quando sinto esse Deus?!
Quando eu me permito ser eu mesma, falar o que quero, sentir o que sinto, sem me preocupar com o julgamento alheio, com os olhos que recaem sobre mim e com os ouvidos que espreitam a escuta…
Esse Deus é tão amoroso que permite que eu sinta raiva ou seja lá qual for a energia mais densa, e a transforme em paz e equilíbrio dentro de mim. Esse sim, é o Deus que permite que tudo flua dentro do meu ser, a noite e o dia, a vida e a morte, a luz e a sombra. No final, só o que resta é clareza, uma clareza tão forte que se torna inexprimível…
Meu Deus vai além das letras, porque ele está na grandeza do coração, e ele se mostra em cada lágrima de sinceridade que eu derramo.
Esse meu Deus é leveza, é pureza, é consciência, mas é também disciplina.
Ah, e Ele, esse meu Deus, não veste um manto adornado com ouro, ele veste unicamente Luz, uma intensa Luz e um largo sorriso.
Por isso, prefiro acreditar que esse Deus é o Deus que fala através da minha alma, é o Deus que me brinda com LUZ, com alegria, com silêncio e sabedoria, é, inclusive, o Deus que me permite carregar a sombra para ser transformada em luz.
Ao final, creio que o objetivo é sempre a transmutação em luz (consciência).

FONTE: BLOG ESTAÇÕES DA ALMA

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