"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

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Não há problema em aproveitar a vida; o segredo da Felicidade é não ser apegado a nada. Sinta o cheiro da flor, mas veja Deus nele. Eu mantive a consciência dos sentidos somente até o ponto em que, utilizando-a, eu possa sempre perceber e pensar em Deus….

Posted by José Eduardo Glaeser em 01/03/2011

Não há problema em aproveitar a vida; o segredo da Felicidade é não ser apegado a nada. Sinta o cheiro da flor, mas veja Deus nele. Eu mantive a consciência dos sentidos somente até o ponto em que, utilizando-a, eu possa sempre perceber e pensar em Deus. “Meus olhos foram feitos para observar tua beleza em todo lugar. Meus ouvidos foram feitos para ouvir tua voz onipresente”. Isso é yoga. União com Deus. Não é necessário ir até a floresta para encontrá-Lo.
Hábitos mundanos nos deterão rápidamente onde quer que possamos estar,até que nos libertemos deles. O yogi aprende à encontrar Deus na caverna do seu coração. Onde quer que ele vá, ele carrega consigo a extática consciência da presença de Deus.
(Paramahansa Yogananda, “A Eterna Busca do Homem”)

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A FESTA NUPCIAL (Mt 22,1 ss)

Posted by José Eduardo Glaeser em 23/12/2010

PELAS NÚPCIAS HUMANAS SE PERPETUA A VIDA RACIAL TERRESTRE – PELAS NÚPCIAS DIVINAS SE REALIZA A VIDA INDIVIDUAL CELESTE

Jesus voltou a falar em parábolas aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. Ele dizia: “O Reino do Céu é como um rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Falem aos convidados que eu já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos, e tudo está pronto. Que venham para a festa’. Mas os convidados não deram a menor atenção; um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios, e outros agarraram os empregados, bateram neles, e os mataram. Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos, e puseram fogo na cidade deles.
Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram. Portanto, vão até as encruzilhadas dos caminhos, e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem’. Então os empregados saíram pelos caminhos, e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados.
Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. E lhe perguntou: ‘Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos.”

(Mateus 22:1-14)

“O Reino dos Céus é semelhante a um rei que celebrava as núpcias de seu filho”.
Em todas as literaturas, dentro e fora do cristianismo, a experiência mística aparece invariavelmente em roupagens de vivência erótica. Na Bíblia, não é somente no “Cântico dos Cânticos” de Salomão, mas também no Evangelho do Cristo, que mística e erótica figuram uma ao lado da outra.
Eros e Logos aparecem sempre de mãos dadas.
Para, de algum modo, compreender tão paradoxal mistério, é necessário que assumamos a perspectiva seguinte:
A vida é a quintessencia do Universo. A vida é a Divindade, Brahman, Tão, Yahveh. A realidade do Universo é Vida.
É da íntima natureza da Vida, Uma e Única, que ela se manifeste em forma de Vivos; que o Eterno Uno se revele sem cessar em Verso temporário, formando o Universo, a Unidade na Diversidade.
O Universo é Vida manifestada em Vivos.
Mas, os Vivos, não podendo perpetuar-se individualmente, têm a irresistível tendência de se perpetuarem racialmente, na imortalidade da espécie.
A impossibilidade da imortalidade individual é substituída pela possibilidade da imortalização racial.
O instinto sexual – libido, no mundo animal, erótica, no mundo hominal – está a serviço da imortalização da espécie; daí, a sua irresistível veemência. É imperativo categórico da Vida que os Vivos se perpetuem.
No mundo hominal superior, a mística realiza, no plano individual, o que a erótica procura realizar no plano inferior da raça. A mística realiza a imortalidade simultânea do indivíduo, ao passo que a erótica realiza a imortalidade sucessiva da espécie.
Erótica e mística, como se vê, estão a serviço da imortalidade, cada uma na sua esfera.
Por isso, a estranha afinidade entre o imperativo sexual, que visa procrear a imortalidade racial, e o imperativo espiritual, que crea a imortalidade individual. O crear supera o procrear.
No plano superior, a tendência erótica decresce na razão direta do crescimento da experiência mística; quando esta atinge o mais alto zênite, aquela baixa ao mais profundo nadir. A imortalidade qualitativa extingue o desejo da imortalização quantitativa.
Os grandes místicos são, geralmente, dotados de uma veemente potencialidade erótica – não no sentido de que, antes de se tornarem místicos, devam ter sido atualmente eróticos, como vemos na vida de Santo Agostinho e de Mahatma Gandhi; mas no sentido de que uma intensa vitalidade, que se revela em potencialidade erótica, se pode manifestar em potencia mística, como no caso de Francisco de Assis, e, sobretudo, de Jesus de Nazaré, nos quais não aparece nenhuma erótica atual, mas a erótica potencial se manifestou diretamente em mística atual. Uma erótica sadia, não eclodida, pode eclodir numa grande mística.
À luz destas premissas, é possível compreender, de algum modo, o constante paralelo entre erótica e mística, entre as núpcias humanas e as núpcias divinas.
Mestres hindus de Yoga Tântrica vão ao ponto de recomendar a seus discípulos a prática de interromperem o orgasmo sexual da erótica humana no ponto culminante, antes de o consumarem, a fim de entrarem subitamente no entusiasmo espiritual da mística divina. Semelhante prática parece quase um desafio sádico para o homem e a mulher comum; mas baseia-se na suposição tácita de haver uma afinidade latente entre Eros e Lógos. E, na realidade, tanto a erótica como a mística giram em torno do início de uma vida nova, seja no plano horizontal dos egos humanos interessados em perpetuar a vida racial da humanidade, seja na dimensão vertical do Eu divino responsável pela imortalização da vida individual do homem. Aquela se realiza no infra-consciente, esta no supra-consciente.
No orgasmo erótico ocorre um mergulho momentâneo de duas vidas individuais – homem e mulher – no oceano cósmico da Vida Universal, onde se acende uma terceira vida, a do filho.
No entusiasmo místico há um mergulho-relâmpago duma vida individual humana no mar imenso da Vida Universal da Divindade, e, neste momento, se acende na creatura humana a vida imortal, integrada na Divindade; o filho concebido não é uma entidade alheia separada do místico, mas é ele mesmo numa nova dimensão de existência. Pode-se dizer que, na experiência mística, ocorre uma auto-concepção: o homem imortalizável se torna imortalizado; o ponto culminante na vida humana é essa auto-concepção, que se consumará na auto-parturição, em “dar a luz a si mesmo”, como diz um autor moderno. “Quem não nascer de novo pelo espírito não pode ver o Reino de Deus”.
A erótica, que é a mística da carne, perpetua a imortalidade racial da humanidade.
A mística, que é a erótica do espírito, realiza a imortalidade individual do homem.
Freud escreveu um livro entitulado “Eros e Thánatos” (Eros e Morte), como que sentindo a afinidade entre Amor e Morte. Se não houvesse a morte dos indivíduos, não haveria necessidade para Eros, destinado a preencher com vida nova as lacunas que Thánatos abre nas vidas individuais. Eros equilibra o déficit que Thánatos causa incessantemente.
Mas, quando o Eros do ego culmina no Lógos do Eu, não há mais lugar para Thánatos, porque Lógos é Athánatos, imortalidade. Quando a mística atinge o seu zênite, a erótica desce a seu nadir.
A mística, em sua plenitude, não é uma erótica sublimada, mas sim uma erótica totalmente superada pela mística.
“Um rei fez as núpcias para seu filho”…
a Divindade, enviando ao mundo o “Unigênito do Pai”, o “Primogênito de todas as creaturas”, realizou as núpcias místicas do Cristo Cósmico, do Verbo, do Logos, com a natureza humana de Jesus de Nazaré. E o Jesus humano, integrando-se totalmente no Cristo divino, redimiu a sua humanidade individual, divinizando a natureza humana.
Desde então, existe uma humanidade Cristo-redimida – não a humanidade coletiva do gênero humano, que continua irredenta, mas sim, a humanidade individual em Jesus.
Estas núpcias místicas do Cristo Cósmico com a natureza humana de Jesus, esse conúbio metafísico do Verbo com a carne, pela Encarnação, foram o prelúdio e o penhor para que a carne se fizesse Verbo, na Ressurreição; e, na Ascensão, o Verbo encarnado e a carne verbificada subiram aos céus.
Ora, essa theosis, que aconteceu uma vez, em Jesus, pode acontecer mais vezes; a humanidade, uma vez Cristo-remida em Jesus, pode ser Cristo-remida em outras creaturas humanas. Um ser humano disse “Está consumado”, está realizada a tarefa de cristificação pelas núpcias místicas com o Verbo.
A parábola do pai que fazia as núpcias de seu filho tem uma perspectiva cósmica de infinita profundidade e amplitude…

http://asabedoriadejesusdenazare.blogspot.com/

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