"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

Archive for the ‘UCEM E EVANGELHO’ Category

OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO A DEUS

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave do significado em um mundo que parece não fazer sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem ameaçar-te a cada esquina, trazendo a incerteza para todas as tuas esperanças de jamais achar a quietude e a paz. Aqui, todas as perguntas são respondidas, aqui está finalmente assegurado o fim de toda incerteza.
A mente que não perdoa é cheia de medo e não oferece espaço ao amor para ser ele mesmo, nenhum lugar onde ele possa estender as suas asas em paz e elevar-se acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, sem esperança de descanso e de liberar-se da dor. Ela sofre e habita na miséria, espreitando a escuridão sem ver, mas certa do perigo que lá a ronda.
A mente que não perdoa é dilacerada pela dúvida, confusa a respeito de si mesma e de tudo o que vê; medrosa e com raiva, fraca e ameaçadora, com medo de seguir adiante, com medo de ficar; com medo de acordar ou de adormecer ,com medo de qualquer som, todavia com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pela escuridão e no entanto mais aterrorizada ainda com a aproximação da luz. O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode contemplar, senão a prova de que todos os seus pecados são reais?
A mente que não perdoa não vê equívocos, só pecados. Olha para o mundo com olhos que não vêem e grita ao ver as suas próprias projeções erguerem-se para atacar a sua miserável paródia de vida. ela quer viver, mas deseja estar morta. Quer o perdão, mas não vê esperança alguma. Quer escapar, mas não pode conceber nenhuma saída, porque vê o pecado em toda parte.
A mente que não perdoa está em desespero, sem a perspectiva de um futuro que possa lhe oferecer alguma coisa que não seja mais desespero. No entanto, considera o seu julgamento do mundo como irreversível e não vê que ela própria se condenou a esse desespero. Pensa que não pode mudar, pois o que vê dá testemunho de que o seu julgamento é correto. Não pergunta, porque pensa que sabe. Não questiona, pois tem certeza de que está certa.
O perdão é adquirido. Não é inerente à mente que não pode pecar. Como o pecado é uma idéia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem que ser aprendido por ti, mas com um Professor diferente de ti, Aquele que representa o outro Ser em ti. Através Dele, aprendes a perdoar o ser que pensas que fizeste e a deixá-lo desaparecer. Assim, devolves a tua mente unificada. Àquele Que é o teu Ser e Que jamais pode pecar.
Cada mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade para ensinar à tua própria mente como perdoar a si mesma. Cada uma delas espera a liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando-te o Céu aqui e agora. Ela não tem esperança, mas vens a ser a sua esperança. E sendo a sua esperança, vens a ser a tua própria. A mente que não perdoa tem que aprender através do teu perdão que foi salva do inferno. E, ao ensinares a salvação, aprenderás. No entanto, todo o teu ensino e o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para mostrar-te o caminho.” (E-pI.121,1-7)

“É possível que isso seja justiça? Deus nada sabe a respeito disso. Mas a justiça Ele conhece e conhece bem. Pois Ele é totalmente justo para com todas as pessoas. A vingança é alheia à Mente de Deus porque Ele conhece a justiça. Ser justo é ser capaz de eqüidade, não sendo vingativo. Eqüidade e vingança são impossíveis, pois cada uma contradiz a outra e nega que ela seja real. É impossível para ti compartilhar a justiça do Espírito Santo com uma mente que é capaz de conceber qualquer especialismo. Entretanto, como pode Ele ser justo se condena um pecador pelos crimes que ele não cometeu, mas pensa que cometeu? E onde estaria a justiça se Ele exigisse daqueles, que estão obcecados com a idéia do castigo, que a pusessem de lado sem ajuda e percebessem que ela não é verdadeira?” (T-25.VIII.5)

Então, Pedro chegou perto de Jesus e lhe perguntou: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu tenha de perdoá-lo? Até sete vezes?” E Jesus lhe respondeu: “Não te direi até sete vezes; mas, sim, até setenta vezes sete”. A parábola do servo que não perdoou “Portanto, o Reino dos céus pode ser comparado a certo rei, que decidiu acertar contas com seus servos. Quando teve início o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia dez mil talentos. Porém, não tendo o devedor como saldar tal importância, ordenou o seu senhor que fosse vendido ele, sua mulher, seus filhos e tudo quanto possuía, para que a dívida fosse paga. O servo, então, com toda a reverência, prostrou-se diante do rei e lhe implorou: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei!’ E o senhor daquele servo, teve compaixão dele, perdoou-lhe a dívida e o deixou ir embora livre. Entretanto, saindo aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe estava devendo cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, esbravejando: ‘Paga-me o que me deves!’ Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe suplicava: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei’. Mas, ele não queria acordo. Ao contrário, foi e mandou lançar seu conservo devedor na prisão, até que toda a dívida fosse saldada. Quando os demais conservos, companheiros dele, viram o que havia ocorrido, ficaram indignados, e foram contar ao rei tudo o que acontecera. Então o rei, chamando aquele servo lhe disse: ‘Servo perverso, perdoei-te de toda aquela dívida atendendo às tuas súplicas. Não devias tu, da mesma maneira, compadecer-te do teu conservo, assim como eu me compadeci de ti?’ E, sentindo-se insultado, o rei entregou aquele servo impiedoso aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também o meu Pai celestial vos fará, a cada um, se de todo o coração não perdoardes cada um a seu irmão.” (Mt18:21-35)

O perdão é a única forma que temos de podermos nos abrirmos para a pratica fluente do Grande Mandamento de Jesus (cf. Mt22:34-40; Rm13:8-10) pois a nossa consciência está contaminada pelo sistema de pensamento do ego, onde Paulo em 2Co4:4 fala que é o deus deste presnte século ou era, esse sistema de pensamento baseado em vingança, condenação, julgamento, roubo, destruição, e outros é aquilo que os apóstolos chamam de ‘mundo’ com a qual nós não devemos ter participação. O perdão vai limpando nosso interior e com isso passaremos a ter um entendimento das recomendações de Deus e elas começarão a fazer sentido em nossas vidas, e com essa prática o véu que nos dificulta de ver Deus nas Escrituras, no nosso próximo começam a ser gradualmente removidos, purificando nosso coração (interior) e assim começaremos a viver a bem-aventurança que diz que os puros de coração verão a Deus (Mt5:8), e assim os outros frutos do Espírito agirão em nossa vida, provando para nós mesmos que realmente somos nova criatura em Cristo Jesus.

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NELE HABITA CORPORALMENTE A PLENITUDE DA DIVINDADE

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, então, se assentará em seu trono na glória nos céus. Todas as nações serão reunidas diante dele, e Ele irá separar umas das outras, como o pastor separa os bodes das ovelhas. E posicionará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me’. Então, os justos desejarão saber: ‘Mas, Senhor! Quando foi que te encontramos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te saciamos? E quando te recebemos como estrangeiro e te hospedamos? Ou necessitado de roupas e te vestimos? Ou ainda, quando estiveste doente ou encarcerado e fomos ver-te?’. Então o Rei, esclarecendo-lhes responderá: ‘Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o fizestes para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o fizestes’. Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porquanto tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e nada me destes de beber. Sendo estrangeiro, não me hospedastes; estando necessitado de roupas, não me vestistes; encontrando-me enfermo e aprisionado, não fostes visitar-me’. E eles também perguntarão: ‘Mas Senhor! Quando foi que te vimos com fome, sedento, estrangeiro, necessitado de roupas, doente ou preso e não te auxiliamos?’ Então o Rei lhes sentenciará: ‘Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o deixastes de fazer para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o deixastes de fazer'” (Mt25:31-45)

“Entretanto, durante sua viagem, quando se aproximava de Damasco, subitamente uma intensa luz, vinda do céu, resplandeceu ao seu redor. Então, ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe afirmava: ‘Saul, Saul, por que me persegues?’ Ao que ele inquiriu: ‘Quem és, Senhor?’ E Ele disse: ‘Eu Sou Jesus, a quem tu persegues.” (At9:3-5)

“Pois somente em Cristo habita corporalmente toda a plenitude de Deus.” (Cl2:9)

Hoje aprendo a lei do amor: o que dou
ao meu irmão é a minha dádiva para mim.
Essa é a Tua lei, meu Pai, e não a minha. Eu não compreendia o que significava dar e pensava guardar o que desejava só para mim. E, ao olhar para o tesouro que pensei ter, achei um vazio onde não há nada, jamais houve e jamais haverá. Quem pode compartilhar um sonho? E o que uma ilusão pode me oferecer? No entanto, aquele que eu perdôo me dará dádivas muito além do valor de tudo na terra. que os meus irmãos perdoados encham as minhas reservas com os tesouros do Céu, os únicos que são reais. Assim é cumprida a lei do amor. E assim o Teu Filho se ergue e retorna a Ti.
Como estamos próximos um do outro ao caminharmos para Deus! Como Ele está perto de nós! Como estão próximos o fim do sonho do pecado e a redenção do Filho de Deus!” (E-pII.344)

“Ao aproximar-te de um irmão, tu te aproximas de mim e ao afastar-te dele, eu venho a estar distante para ti. A salvação é um empreendimento de colaboração. Não pode ser empreendida com sucesso por aqueles que se desengajam da Filiação, porque estão se desengajando de mim. Deus só virá a ti na proporção em que tu O deres a teus irmãos. Aprende primeiro com eles e estarás pronto para ouvir a Deus. Isso é assim porque a função do Amor é una.” (T-4.VI.8)

Porque o mandamento do amor a Deus e ao próximo cumpre toda lei e os profetas (as Escrituras Sagradas). Pois a humanidade é toda uma criação de Deus, portanto portadora da mesma essência, embora maculada por ilusões, impulsos falsos, erros, mas ainda assim é algo que Deus dedica todo seu amor. Por isso que o amor é a unica régua que podemos usar para medir o quanto alguém está próximo ou não de Deus. Os líderes religiosos que que mandaram matar Jesus, conheciam toda a lei de ponta a ponta, mas como não tinham o amor em seus corações, não O reconheceram, pois estavam cegos em suas interpretações da lei que era usada como uma ferramenta de controle e poder. enquanto que os humildes e até mesmo pagãos se deixaram tocar por sua vida e mensagem. Pois o homem é uma extensão de Deus em seu espírito, em sua parte mais interior pois a Bíblia diz na genealogia de Jesus de Lucas que Jesus é “filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.” (Lc3:38). Se vê aqui que está dito que Adão (e por tabela, a humanidade toda) é filho de Deus. Quando Paulo estava indo para Damasco para prender mais cristãos Jesus aparece a ele e não que Paulo está perseguindo seus seguidores, mas diz que uma perseguição a seus seguidores é uma preseguição a Ele mesmo, o que demonstra mais uma vez o ensino de que o homem é uma extensão de Deus, sendo em tese o corpo de Cristo, e se praticarmos as verdades do amor que Jesus nos legou, poderemos ver a divindade (através do Espírito Santo), habitando plenamente em nós.

 

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CRUZ: A REVELAÇÃO DO AMOR TOTAL DE DEUS

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“A declaração ‘A mim pertence a vingança, diz o Senhor’ é uma percepção errada através da qual a pessoa atribui o seu próprio passado ‘mau’ a Deus. O passado ‘mau’ nada tem de ver com Deus. Ele não o criou e não o mantém. Deus não acredita em retribuir o mal com o mal. A Mente Dele não cria deste modo. Ele não guarda os teus feitos ‘maus’ contra ti. É provável que os tivesse guardado contra mim? Certifica-te de que reconheces como esta suposição é completamente impossível e como surge inteiramente da projeção. Este tipo de erro é inteiramente responsável por um batalhão de erros relacionados com isto, incluindo a crença de que Deus rejeitou Adão e o forçou a deixar o Jardim do Éden. É também por isso que, de tempos a tempos, podes acreditar que estou a dirigir-te erradamente. Tenho feito um esforço para usar palavras que quase não têm possibilidade de serem distorcidas, mas é sempre possível distorcer símbolos, se tu o desejas.” (T-3.I.3)

“Com o propósito de aprender, vamos considerar mais uma vez a crucificação. Eu não me alonguei nisso antes devido às conotações amedrontadoras que podes associar a ela. A única ênfase que lhe foi dada até aqui tem sido dizer que não é uma forma de punição. Porém, nada pode ser explicado somente em termos negativos. Há urna interpretação positiva da crucificação que está totalmente destituída de medo e, portanto, é totalmente benigna no que ensina se é propriamente compreendida. (…)
A crucificação não pode ser compartilhada porque é o símbolo da projeção, mas a ressurreição é o símbolo do compartilhar porque o re-despertar de cada Filho de Deus é necessário para que a Filiação seja capaz de conhecer a sua integridade. Só isso é conhecimento.
A mensagem da crucificação é perfeitamente clara:
‘ensina só amor, pois é isso que tu és.’
Se interpretares a crucificação de qualquer outro modo, tu a estás usando como uma arma para agredir em vez do chamado para a paz para o qual ela foi destinada. Os Apóstolos muitas vezes a compreenderam de forma equivocada pela mesma razão que qualquer pessoa a compreende de forma equivocada. Como o próprio amor que tinham era imperfeito, isso fez com que fossem vulneráveis à projeção e em função de seu próprio medo, falaram da “ira de Deus” como Sua arma de retaliação. E nem poderiam falar da crucificação inteiramente sem raiva, porque seu senso de culpa tinha-os tornado raivosos.” (T-6.I.1,12-14)

“A não ser que penses que todos os teus irmãos, assim como tu, têm o mesmo direito aos milagres, não reivindicaras teu direito a eles porque foste injusto para com alguém com direitos iguais. Busca negar e te sentirás negado. Busca privar e terás sido privado. Um milagre nunca pode ser recebido porque um outro não pode recebê-lo. Só o perdão oferece milagres. E o perdão tem que ser Justo para com todos
Os pequenos problemas que guardas e escondes vêm a ser teus pecados secretos, porque não escolheste deixar que eles fossem removidos para ti. Assim, eles ajuntam pó e crescem até que cubram todas as coisas que percebes e não te deixam ser justo para com ninguém. Não podes acreditar que tenhas qualquer direito. E a amargura, com a vingança justificada e a misericórdia perdida, te condena como indigno do perdão. Os não-perdoados não têm misericórdia para conceder uns aos outros. E por isso que a tua única responsabilidade tem que ser receber o perdão para ti mesmo.” (T-25.IX.8-9)

“Não nos trata segundo os nossos pecados nem nos retribui de acordo com as nossas culpas.” (Sl103:10)

“Quando chegaram a um lugar conhecido como Caveira, ali o crucificaram com os criminosos, um à direita e o outro à sua esquerda. Apesar de tudo, Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo!” A seguir, dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando sortes.” (Lc23:33-34)

No passado, quando Israel saiu do Egito e também os povos que viviam nas cercanias de Israel, possuiam varios deuses, cada um com um tipo de temperamento, e humores muito similares aos nossos, e muitos deles exigiam adoração adoração e rituais com o objetivo de terem seus egos satisfeiros (temperamento muito similar a muitos de nosso ditadores da história). Deus através de Moisés estava preparando Israel para o recebimento de um conhecimento cada vez maior do amor de Deus, e desintoxicando-os dos ensinos pagãos que tem deuses a nossa semelhança. Como declara no Decálogo “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem esculpida, nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou mesmo nas águas que estão debaixo da terra.” (Exo 20:4). Mas muitos cristãos sinceros e bem-intencionados mantém ainda uma imagem de um Deus que se ira, se vinga, com temperamentos iguais aos nossos. Sendo que não entendem que a revelação bíblia é progressiva, não foi dado tudo de uma vez, o conhecimento de Deus foi progredindo através dos séculos na história a medida que o povo fosse se tornando mais apto a receber ensinamentos mais profundos. Na verdade, uma idéida de um Deus punitivo era e é ainda um reflexo do interior da pessoa ainda não regenerada pelo perdão e pelo amor.
Hoje muitos cristãos sinceros não vêem a cruz como um ato de amor incondicional, crêem que Deus pai estava irado com a humanidade, e que em Cristo aplicou a punição que caberia a nós, causando em muita gente um grande terrorismo psicológico, mas ao analisarmos bem os relatos da cruz de Cristo sem essas idéias pré-concebidas, veremos que ali foi a maior revelação do amor incondicional de Deus, pois Cristo foi crucificado como um criminoso a mando daqueles que eram seus sem ter feito nada para merecer aquilo e ainda assim derramou seu amor por nós, a cruz de Cristo deveria ser o memorial a força total do amor e do perdão como capazes de destruir toda malignidade, enfermidade, Pois Jesus é da mesma Essência do Pai, pois Ele mesmo disse “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós, de fato, tivésseis me conhecido, teríeis conhecido também a meu Pai; e desde agora vós o conheceis e o vistes” (Jo14:6-7). Então esse trecho mostra que o Pai tem exatamente a mesma essência de Jesus, ele não estava nos punindo em Jesus como muitos dizem, mas mostrando o verdadeiro poder do amor e do perdão, que é a verdadeira essência da mensagem da salvação e nos libertando do cativeiro do medo e da culpa e nos tornando livres para termos comunhão com Deus e com nosso semelhante.
Infelizmente essa citação da lição 170 do Curso em Milagres é o retrato de Deus que muitos têm e pregam aos outros: “De onde vem a crença totalmente insana em deuses de vingança? O amor não confundiu os seus atributos com os do medo. Mesmo assim, os adoradores do medo não podem deixar de perceber a própria confusão no ‘inimigo’ do medo e a sua crueldade é agora uma parte do amor. E o que poderia ser mais amedrontador agora do que o próprio Coração do Amor? O sangue parece estar em Seus Lábios, o fogo vem Dele. Ele é mais terrível do que tudo, mais cruel do que qualquer coisa que se possa conceber e fulmina todos aqueles que O reconhecem como seu Deus” (E-pI.170.10). E muitos hoje ditos ‘liberais’ quando pregam sua teologia, na verdade estão reagindo a um padrão inconsciente que receberam em sua criação seja em casa ou na igreja, eles na verdade não estão revoltados com o verdadeiro Deus revelado em Jesus e na Bíblia, mas contra uma caricatura muito horrível, gerando no meio cristão um movimento pendular, pois se tivessem sido apresentados ao Deus de amor, talvez hoje seriam grandes mensageiros da inspiradora mensagem do amor de Deus. o liberalismo excessivo de hoje é como se fosse uma flecha lançada pelo arco engendrado pelos abusos de visão de Deus que é mais pagã do que bíblica, e em casos piores levando a uma negação total de Deus e do mundo sobrenatural.
E a simbologia cordeiro e leão não significa como muitos dizem que Jesus tem uma natureza pacífica e uma vingativa, mas significa que a mansidão, carater de perdão e de amor (cordeiro) nos torna realmente fortes (leão), em resumo, demonstra que a força daquele que serve a Deus está em amar, perdoar, retribuir mal (não importa o tamanho) com o bem.

“Pai, somos como Tu és. A crueldade não habita em nós, pois ela não existe em ti. A Tua paz é a nossa. E abençoamos o mundo com o que recebemos só de Ti. Escolhemos outra vez e fazemos a nossa escolha por todos os nossos irmãos, sabendo que são um conosco. Trazemos a eles a Tua salvação assim como a recebemos agora. E agradecemos por eles, que nos tornam completos. Neles vemos a Tua glória e achamos a nossa paz. Somos santos porque a Tua santidade nos libertou. E damos graças. Amém.” (E-pI.170.13)

“Portanto, dessa forma conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos plenamente nesse amor. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (1Jo4:16)

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O VERDADEIRO PODER TRANSFORMADOR DE DEUS

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“Um milagre é um serviço. É o serviço máximo que podes prestar a um outro. E uma forma de amar o teu próximo como a ti mesmo. Reconheces o teu próprio valor e o do teu próximo simultaneamente.” (T-1.I.18)

“Milagres são sinais naturais de perdão. Através dos milagres aceitas o perdão de Deus por estendê-lo a outros.” (T-1.I.21)

“Um dos mestres da lei achegou-se e os ouviu argumentando. Ao constatar como Jesus lhes houvera respondido esplendidamente, perguntou-lhe: “De todos os mandamentos, qual é o mais importante?” Esclareceu Jesus: “O mais importante de todos os mandamentos é este: ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor. Amarás, portanto, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força’. E o segundo é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não existe qualquer outro mandamento maior do que estes”. Então o escriba exaltou Jesus: “Muito bem, Mestre! Estás absolutamente certo ao afirmares que Deus é único e que não existe outro que se compare a Ele. E que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento, e com todas as forças, bem como amar ao próximo como a si mesmo é muito mais importante do que todos os sacrifícios e ofertas juntos”. Jesus, por sua vez, vendo que o homem havia respondido com sabedoria, revelou-lhe: “Não estás distante do Reino de Deus!”. E, a partir disto, não havia mais alguém que ousasse lhe questionar coisa alguma. Cristo é o Senhor de Davi.” (Mc12:28-34)

“Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. Toda pessoa que odeia seu irmão é homicida, e sabeis que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo. Nisto conhecemos todo o significado do amor: Cristo deu a sua vida por nós e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.” (1Jo3:14-16)

“Pois toda a Lei se resume num só mandamento, a saber: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.” (Gl5:14)

Qual a verdadeira prova de que uma pessoa esta sendo transformada por Deus? o quanto ela cresce no amor (tanto a Deus quanto ao próximo).
Pois o amor e também o perdão (que é uma manifestação do amor de Deus) prova que ela foi e está sendo realmente transformada pela graça e pelo poder de Deus. E do amor surge todas as outras virtudes e frutos do espirito e também dons que serão úteis no seu serviço ao próximo no avanço da causa do Evangelho de Jesus Cristo. Pois quem ama é um canal de cura e de bênção tanto para si quanto para os outros ao seu redor, sendo sal da terra e luz do mundo. No UCEM milagre não significa uma ocorrência exterior, significa uma mudança de percepção operada pelo perdão e pelo Espírito santo no interior da pessoa, fazendo-a ver o mundo e os outros de forma amorosa e a manifestação exterior quando ocorre é a apenas uma consequência da mudança interior da pessoa, e quando isso ocorre, começa a haver uma purificação do seu conceito de Deus que antes era de um ser com sentimentos do ego (ciume, vingatividade, ódio, ira) para um conhecimento da verdadeira natureza de Deus que é Amor Incondicional para com todos. O conhecimento do amor é superios a todos os livros sobre ciencia teológica juntos, que seguir um monte de regras dadas por um lider religioso, e quem faz essas coisas e não ama, está longe de Deus embora se engane achando que está perto, pois a falta de amor leva à escuridão e a enfermidade (tanto psíquica como física).

“Tu te identificarás com aquilo que pensas ser a tua segurança. O que quer que seja, acreditarás que és um com ela. A tua segurança está na verdade e não em mentiras. A tua segurança é o amor. O medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e achas o teu Ser.” (E-pII.q5.5)

“Mesmo que eu possua o dom de profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, e ainda tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei. Mesmo que eu dê aos necessitados tudo o que possuo e entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, todas essas ações não me trarão qualquer benefício real. (…)
Sendo assim, permanecem até o momento estes três: a fé, a esperança e o amor. Contudo, o maior deles é o amor!” (1Co13:2-3,13)

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UMA BELA EXALTAÇÃO DO PRIMEIRO MANDAMENTO (EX20:1-2)

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“E Deus falou todas estas palavras: ‘Eu Sou Yahweh, o SENHOR, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão!” (Ex20:1-2)

Não vos apavoreis, não temais; não vo-lo dei a conhecer há muito tempo e não o declarei Eu? Vós sois as minhas testemunhas. Porventura existe um Deus fora de mim? Não, não existe nenhuma outra Rocha; não conheço nenhuma!” (Is44:8)

Dizemos: “Deus é” e então deixamos de falar, pois nesse conhecimento as palavras são sem significado.” (E-pI.169.5:4)

Quando Moisés libertou os israelitas do jugo de escravidão do Faraó, depois de um tempo ele sobe o monte Sinai e recebe as tábuas da Lei que começa com o mandamento de um só Deus, que não é similar a nada criado, como declarado, “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem esculpida, nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou mesmo nas águas que estão debaixo da terra.” (Ex20:4). Pois o povo de Israel tinha saído de uma terra completamente idolátrica e repleta de ídolos, e também esses deuses pagãos tinham todo o tipo de impulso humano, tanto os elevados quanto os do ego. Será que hoje também não criamos ídolos mentais? Pois embora muitos religiosos hoje não acendam incenso mais a imagens de barro e madeira, eles tem ainda assim uma visão de Deus que tem um temperamento e reações similares as nossas (como ira, vingança junto do amor), sendo uma versão amplificada de nós mesmos. A Bíblia, assim como o UCEM, vêm nos mostrar que Deus é somente Amor (não o nosso amor condicionado), mas um tipo puro de amor incondicional e que seus atributos são derivados do amor, como vida, alegria, paz, inocência, como por exemplo: “E a mensagem que dele ouvimos e vos pregamos é esta: Deus é luz; nele não existe a mínima sombra de treva.” (1Jo1:5); “Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor. (…) Portanto, dessa forma conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos plenamente nesse amor. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.”  (1Jo4:8,16). Aqui João, autor também do evangelho que leva seu nome e também do Apocalipse, diz que a condição para conhecermos a Deus num sentido mais íntimpo é vivendo uma vida de amor ao próximo, o que inclui o ato de perdoar, orar e estender isso tambem a aqueles que são contra nós (inimigos). Pois Jesus também declarou que o Amor cumpre a lei e os profetas (a Bíblia toda), “Assim que os fariseus ouviram que Jesus havia deixado os saduceus sem palavras, reuniram-se em conselho. E um deles, juiz perito na Lei, formulou uma questão para submeter Jesus à prova: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Asseverou-lhe Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência. Este é o primeiro e maior dos mandamentos. O segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. A estes dois mandamentos estão sujeitos toda a Lei e os Profetas”. Jesus é o Senhor de Davi” (Mt22:34-40). Os judeus chamam esse princípio de Matan Torah, e que esse ensino é o essencial e que o resto da lei é apenas acessório e que esses dois mandamentos resumem todo o propósito da lei (torá). como diz o rabino cabalista Yehuda Ashlag:

“Essa afirmação exige explicação. Porque a palavra lei (a palavra lei em hebraico também significa total – Chaim Ratz) indica uma soma de detalhes que, quando reunidos, formam o total acima. Portanto quando ele diz, sobre a mitzvah ‘ama ao próximo como a ti mesmo’, que esta é uma grande regra na Torah, devemos entender que todas as outras 612 mitzvot (preceitos) na Torah, com todas as suas interpretações, não são mais nem menos que a soma dos detalhes inseridos e contidos nessa única mitzvah de ‘ama ao próximo como a ti mesmo’. Isso é surpreendente, porque pode ser dito quanto aos preceitos entre o homem e seu próximo, mas como é possível que esse único preceito dê fundamento a todos os preceitos entre o homem e o Senhor, que são a vasta maioria?”
(http://www.kabbalah.info/brazilkab/matan_torah.htm, item 1).

“Irmão, não dês nenhum passo para a descida ao inferno. Pois tendo dado um, não reconhecerás o resto pelo que eles são. E eles seguir-se-ão. O ataque, sob qualquer forma, colocou o teu pé sobre a escadaria tortuosa que conduz para longe do Céu. No entanto, a qualquer instante, é possível que tudo isso seja desfeito. Como podes saber se escolheste os degraus do Céu ou o caminho para o inferno? Bem facilmente. Como te sentes? A paz está na tua consciência? Estás certo da direção em que estás indo? E estás seguro de que a meta do Céu pode ser alcançada? Se não, caminhas sozinho. Pede, então, ao teu Amigo que se una a ti e que te dê a certeza de onde vais (T-23.II.22)

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