AMOR SEM LIMITES – 9. O Deus Vivente

AMOR SEM LIMITES
9. O Deus Vivente

Senhor-amor, se te chamo amor, se descubro em ti o amor sem limites, não quero com isso deificar um “sentimento”.
O amor sem limites não é um sentimento de amor, um sentimento humano e subjetivo.
Meu amor, Tu não és um atributo metafísico; Tu não és uma experiência psicológica; Tu não és um imperativo moral; Tu não és uma entidade impessoal; a sombra que passa, a imagem que empalidece.
Meu amor sem limites, Tu és o vivente supremo, o Deus vivente. Vou a Ti como ao primeiro amante. Vou a Ti como ao amante apaixonado (um amante apaixonado que não pode sofrer nenhuma paixão, mas que carrega dentro de si, ao máximo, o impulso apaixonado ativo). Vou a Ti como ao amante de quem flui todo amor.
Meu bem-amado vem a mim. E porque vem a mim, eu posso ir até ele. Eu ouço o ruído de seus passos, Escuto sua voz. Ele vem para sempre.

FONTE: ECCLESIA

AMOR SEM LIMITES – 8. O vínculo substancial

AMOR SEM LIMITES
8. O vínculo substancial

Filho meu, dilata a tua visão até às dimensões do amor universal, às dimensões do meu coração.
O amor sem limites não de detém no homem. Meu amor sustenta o universo inteiro. É o vínculo substancial entre todos os seres, entre todas as coisas, e o que as anima.
Deixa-te levar pela imensa corrente do amor sem limites. Deixa-te levar por esse impulso, por esta aspiração da natureza inteira, que espera com gemidos ser libertada das conseqüências da queda.
Há uma ascensão do homem em minha direção. Mas não perca de vista minha descida ao homem, às coisas.
Tome uma flor entre as mãos. Tome uma pedra. Contemplá-as, não do ponto de vista científico, mas do amor. São uma síntese da evolução do mundo. São sinais de amor que aspira os cumes, e também ao amor que vem até nós através dos séculos, manifestando-se a nós, doando-se a nós, aproximando-se de cada mais de nós.
Contemple a beleza do amor em uma pequena relva, em uma folha, em um ramo. Há oferenda de um perfume ou de uma cor. Insira tua vida na vida do Universo, em fidelidade ao próprio designio divino.
Pensa na montanha e no mar, nos ventos e nas tempestades, nos animais ferozes, e nos
pequenos indefesos. Todos têm um lugar em meu coração. Dê-lhes também um lugar na tua oração. Que essas criaturas guiem tua oração por avenidas mais amplas que os de uma piedade na que o universo não tem parte nenhuma.
Em cada criatura reconhece uma intenção de amor. Eu amei cada grão de areia, cada árvore, cada animal. Cada um representa uma ascensão e uma condescendência. Una-te a tudo isto Dá graças em nome da natureza que não pode falar. Que uma piedade ampla como o mundo seja a tua resposta ao amor sem limites.
Amas o sol? Amas as estrelas? Amas as galáxias? Tu me dás graças por sua criação e sua
presença? Penetras no amor divino através de tudo o que existe?
Isso pode ser difícil para ti, amar a serpente … Mesmo que uma serpente tenha te mordido, deves provar o amor por ela no momento mesmo em que te morda. Os animais não são culpáveis. Apenas cumprem uma necessidade de seu organismo. São eles também vítimas da queda original. Porém, eu não deixo de amar a todos.
A pedra jogada na água faz círculos concêntricos que se vão ampliando. Este movimento
invisível afeta todas as moléculas do universo. Assim se passa com meu amor sem limites. Meu amor é uma emoção que se propaga até o infinito e une substancialmente tudo o que é.

FONTE: ECCLESIA

AMOR SEM LIMITES – 7. A Fonte

AMOR SEM LIMITES
7. A Fonte

O amor recebeu um nome pessoal. Assumiu o rosto de um homem. Pisou nossos caminhos. Fez-se um de nós sem deixar de ser divinamente Ele mesmo. JESUS-AMOR…
Porém, a reflexão presente está para além de uma pessoa ou das pessoas divinas. Diz respeito ao que há nelas, em seu comum interior, não ao que é próprio a cada uma delas. Trata-se, neste mundo, de contemplar a «essência divina», de entrever o que há em Deus, o que foi esta emoção geradora primeira. É isto o que temos denominado amor… amor sem limites.
Queremos subir até à fonte mesma. Sem dúvida, seria motivo de inspiração discernir, seguir nesta fonte, os mananciais orientados e distintos; determo-nos junto às três figuras simbólicas, igualmente jovens, igualmente belas, sentadas à mesa de Abraão sobre os carvalhos de mambré; ouvir a cantata a três vozes, em que cada um canta o mesmo amor com suas próprias modulações. Porém, não trataremos aqui das relações pessoais no interior da essência divina. Sairíamos de nosso propósito e de nossas possibilidades. Falaremos, pois, do Senhor-amor, sem diferenciação. Falaremos do amor da maneira mais simples. Falaremos dele a partir de seus aspectos mais simples.
Nesta aproximação primeira, imediata, livre (ainda que não descomprometida) do sensível e das formas, encontramo-nos no mesmo plano de muitas almas, muito simples também, que desconhecem as teorias e sabem unicamente amar, e suspiram pelo encontro com o Amante. encontro da alma com o Amor.
— Não é verdade, meu filho, que não desejas outra coisa que o amor?
— Sim, é verdade, Senhor.
— Então, filho meu, já que tens sede, vem às águas. Vem à àgua primeira. Vem beber na fonte.

FONTE: ECCLESIA