O PARADIGMA DO EMPREGO (DeRose)

O PARADIGMA DO EMPREGO
DeRose

Que época rica em almas inspiradas! Alexandre Dumas, Victor Hugo, George Sand, Honoré de Balzac, Lizst… Esses e tantos outros, todos juntos numa só época e num só lugar!
Balzac já havia escrito uma carrada de livros, era o mais lido em Paris e suas obras um sucesso pelo mundo afora. A essa altura sua mãe lhe disse: “Honoré, você não nasceu para escrever. Maldita hora em que enfiou essa idéia na cabeça. Você deveria ter um emprego regular e receber um salário, ao invés de viver cheio de dívidas e ser insultado nos jornais pelos críticos que o ridicularizam com suas caricaturas!” Até a Igreja colocou o nome de Balzac na lista negra, considerando seus livros perniciosos. Balzac, o herege, o maldito.
Ah! Se Balzac tivesse ouvido sua mãe… Ah! Se eu tivesse ouvido a minha mãe… Hoje a literatura não teria La Comédie Humaine e eu seria um empregado numa empresa qualquer. Não teria escrito mais de vinte livros, não teria viajado o mundo todo tantas vezes, não teria mudado para melhor a vida de tanta gente. Teria me limitado a trabalhar para viver e viver para trabalhar como as legiões de empregados infelizes, sem motivação, que viveram e morreram sem nunca saber a que vieram ao mundo. Nesta idade, provavelmente, eu estaria velho, pobre e doente, como em geral estão os empregados nessa fase da vida, ansiando por uma aposentadoria que, longe de ser libertadora, constituiria o prenúncio do fim.
Mas, se a instituição do emprego é nociva, por que nossos pais nos aconselham a sermos empregados? Pior: eles nos doutrinam, pressionam e, muitas vezes, obrigam a esse destino desafortunado e sem perspectivas.
Conscientize-se desta realidade humilhante. Um amigo pergunta: “O que o seu filho faz?” E o pai tem que responder: “Ele é um empregado.” Numa situação assim embaraçosa, é normal que esse genitor justifique: “Mas ele está muito bem. É uma carreira de futuro. Uma grande empresa.” (Com sorte e se trabalhar direito, dentro de vinte anos ele poderá estar ganhando bem, se não for despedido antes.)
Quando escuto isso sinto como se o pai de um escravo no Império Romano estivesse respondendo: “Meu filho é escravo. Mas ele está muito bem. Trabalha para um rico senhor, muito conceituado.”
E se o filho ou filha encontra um caminho melhor, instala-se em casa um clima de tragédia e tortura psicológica. Mas os pais não querem justamente o bem dos seus filhos?
Querem. Contudo, são condicionados pelo Sistema e acham honestamente que o melhor é ser empregado.
PRIMEIRO PARADIGMA: O SISTEMA DE ESCRAVAGISMO
Os historiadores estimam que nos últimos 50.000 anos, desde o período pré-histórico até o final do século XIX, o escravagismo era um princípio aceito e praticado por quase todos os povos. Pode-se declarar, então, que a humanidade sempre explorou a escravatura e que a supressão dela no século XX foi um pequeno espasmo, um soluço na história laboral. Era considerada uma prática natural, pois, se não fossem os escravos, quem construiria as grandes obras e quem trabalharia nas residências? O trabalho escravo parecia ter todas as vantagens e sempre contou com o beneplácito da religião. Mesmo pessoas tidas como bondosas e inteligentes não viam nada demais em ter escravos.
SEGUNDO PARADIGMA: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Num dado momento, ocorreu um espasmo de transição reforçado, em grande parte, pela revolução industrial. A maior parte das nações e todos os intelectuais, repentinamente, despertaram da sua letargia e declararam-se contra a escravidão. A nova onda era o emprego! O que eles não confessaram – talvez nem se tenham dado conta – é que a legião de empregados era apenas uma leve adaptação do sistema de escravagismo. Ninguém quis reconhecer que a instituição da mão de obra descartável beneficiava a todos, menos aos empregados que eram explorados para que o Sistema se mantivesse em movimento. Sem a massa anônima de empregados, as indústrias não funcionariam; o comércio entraria em colapso; e os serviços, quem os faria? Portanto, o melhor sempre foi usar um tapa-olho e enxergar só a metade que convinha à sociedade. Nessa ótica, os empregados são como os soldados de um exército. Os generais sabem que os soldados estão ali para ser sacrificados. Antes de uma batalha são avaliadas as expectativas de baixas: 30%, 50%, 70% – mas a batalha precisa ser ganha. Para a instituição militar, se o comandante tivesse pena de enviar seus comandados para a carnificina, estaria subvertendo o Sistema e seria, ele próprio, sacrificado. Na instituição do emprego é a mesma coisa. Os empregados ganham mal, são humilhados, contraem doenças laborais e vivem na corda bamba, já que a qualquer momento podem ser demitidos. E o serão, indiscutivelmente. Todo empregado já esteve desempregado e sabe que o estará outras vezes. Então, por que cargas d’água nossos pais nos empurram para esse destino impiedoso? Porque toda a sociedade tem que ser condicionada, mediante uma verdadeira lavagem cerebral sistemática, a considerar que a única opção é ser empregado.
É a mesma coisa com o militarismo. É melhor achar bonito um batalhão marchando ao som de hinos marciais, com seus uniformes e armas viris; é melhor louvar o heroísmo e condecorar os mortos. Porquanto, se questionássemos isso, o que poríamos no lugar? Como garantiríamos a soberania nacional? Como defenderíamos nossos lares?
Assim, mandamos nossos filhos para o sacrifício do emprego, um verdadeiro holocausto, achando que é para o bem deles. Não é. É para o bem da sociedade, que se nutre das vidas dilaceradas de tantos jovens que são obrigados a humilhar-se por um salário ofensivo, em um emprego sem segurança. Mas, se não tem segurança, por que nossos pais aplicam o chavão “a segurança de um emprego”?
É sabido que as empresas demitem. É sabido que se você for demitido com mais de trinta anos de idade será difícil conseguir outra colocação. Com mais de trinta e cinco será quase impossível. Conheço profissionais capacitados, com vários diplomas, que ficaram desempregados por vários anos. Por que ocorre isso? Primeiro, porque o Sistema educa as pessoas para ser empregadas como ideal de vida. Os cursos técnicos e as faculdades todos os anos despejam milhões recém-formados no mercado de trabalho. Isso cria uma oferta maior que a procura, o que desvaloriza o profissional e o obriga a aceitar condições indignas. Segundo, porque um recém-formado tem mais entusiasmo, dedica-se mais, exige menos regalias e aceita um salário mais modesto. Tudo isso, porque ele é jovem, cheio de esperanças, está ali para vencer e quer tomar o lugar dos mais antigos. Como vantagem adicional, tendo sido formado mais recentemente, deve estar mais atualizado. Quem você acha que o empregador vai preferir? O veterano que tem quase dez anos de casa, está mais velho, mais acomodado, já tem família, precisa ganhar mais, exige regalias e não aceita certas tarefas nem hora extra. Quem você acha que o empregador vai preferir? Isso mesmo. Qualquer um escolheria o mais novo. A tão propalada segurança do emprego é uma balela.
TERCEIRO PARADIGMA: A OBSOLESCÊNCIA DA RELAÇÃO PATRÃO/EMPREGADO
Em pleno século XXI, podemos afirmar sem margem de erro que o conceito de emprego e a relação patrão/empregado estão obsoletos. Ainda vão durar bastante, pois a mudança de paradigma demora muito para se processar. Contudo, hoje já existem plenas condições de sucesso para os jovens que optarem por carreiras não convencionais. Aliás, é onde se encontram as maiores e melhores oportunidades.
Fazer faculdade é importante, mas só para quem quer ser empregado.
Acontece que toda a sociedade está estruturada para produzir um contingente humano que constitua força de trabalho. Por isso, desde pequenos sempre escutamos: “Você tem que estudar para conseguir um bom emprego.” Tudo gira em torno disso. Emprego para o homem e casamento para a mulher. Até parece que estamos escrevendo no início do século passado! No entanto, as coisas continuam assim. É como os cadarços dos sapatos. Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lançaram os primeiros calçados sem cordão. Eram os sapatos de fivela. Tempos depois introduziram o elástico. Depois, o velcro. Depois, o zíper. E até hoje a maior parte dos sapatos continua usando os absurdamente unpractisch cadarços que dão trabalho para calçar, para descalçar e desamarram-se o tempo todo, fazendo crianças e adultos tropeçar e cair. Por que continuam usando uma coisa dessas, trabalhosa, sem praticidade e perigosa, ao invés de substituí-la por alguma das muitas alternativas mais modernas? A explicação é que o humanóide demora a incorporar as mudanças.
Com a universidade é a mesma coisa. Antigamente, poucos tinham o privilégio de estudar. O diploma era cobiçado. Os tempos mudaram, não obstante, ainda hoje é assim, especialmente para aqueles que não puderam estudar na época em que ter diploma era chique. Naquela época era um diferencial. Hoje todo o mundo tem diploma. E ele não vale mais nada. Foi banalizado. Quem cursa uma faculdade “para conseguir um bom emprego” vai ficar desempregado se não fizer uma pós-graduação no exterior, mestrado, doutorado, especializações, etc. Isso custa caro. Custa tempo. Anos verdes de vida, anos preciosos de início de carreira na juventude. Quando o brilhante e esforçado estudante consegue ingressar no mercado de trabalho terá perdido tanto tempo que jamais aprenderá a ganhar dinheiro, como o aprenderam aqueles que, sem diploma algum, começaram a trabalhar em tenra idade.
Estaríamos pregando que os jovens deixassem de estudar? De forma alguma. Mas defendemos o direito de quem quiser estudar para ser empregado numa carreira comum, que o seja; mas, por outro lado, que respeitemos a liberdade de escolha de quem quiser seguir uma carreira nova, criativa, inusitada, que o realize e gratifique mais. Ainda que seja a de saxofonista ou a de instrutor de Yôga!

VIA BLOG CONSCIENCIA “EU SOU!”

A Fé Da Ressurreição

“Tudo o que desejo é conhecer a Cristo, e experimentar o poder que foi manifesto quando Ele ressuscitou dos mortos.”
(Filipenses 3:10, NTFL)
“A Escritura apresenta somente duas alternativas: ou você crê na ressurreição e crê em Jesus de Nazaré, ou não crê na ressurreição nem crê em Jesus de Nazaré.”
(Brennan Manning)

O que confere poder ao ensino de Jesus? O que o distingue dos ensinos do Alcorão, de Buda, de Confúcio? O Cristo ressurreto. Por exemplo: se Jesus não ressuscitou, podemos com segurança elogiar o Sermão do Monte como um tratado extraordinário de ética. Se, porém, ressuscitou, tal elogio não faz a menor diferença. O sermão torna-se o retrato de nosso destino final. O poder transformador da Palavra reside no Senhor ressurreto, que sustenta esse poder. Permita-me dizer outra vez: o poder dinâmico do evangelho flui da ressurreição. Quando pela fé aceitamos plenamente que Jesus é quem afirma ser, experimentamos o Cristo ressurreto. A Escritura apresenta somente duas alternativas: ou você crê na ressurreição e crê em Jesus de Nazaré, ou não crê na ressurreição nem crê em Jesus de Nazaré.
Para mim, a exigência mais radical da fé cristã reside em criar coragem para dizer “sim” ao caráter ressurreto de Jesus Cristo. Sou cristão por quase cinqüenta anos. Vivi tempo suficiente para saber que o cristianismo é vivido mais no vale que nos picos, que a fé jamais é livre de dúvidas e que, embora Deus se tenha revelado na criação e na história, o meio mais seguro de conhecer a Deus é, nas palavras de Tomás de Aquino, conhecê-lo como tamquam ignotum, como totalmente incognoscível. Nenhum pensamento pode contê-lo, nenhuma palavra pode expressá-lo. Ele está além de tudo o que possamos racionalizar ou imaginar.
Meu “sim” para a plenitude da divindade corporificada no atual estado ressurreto de Cristo é assustador por ser tão pessoal. Sim é uma palavra ousada que não pode ser tomada levianamente nem proferida frivolamente. Esse “sim” é um ato de fé, uma resposta decisiva e sincera de todo o meu ser ao Jesus ressurreto, presente ao meu lado, diante de mim, ao meu redor e dentro de mim; um grito de confiança de que minha fé em Jesus fornece segurança não somente na morte, mas diante de uma ameaça pior, a da minha própria malignidade; uma palavra que deve ser repetida milhares de vezes no cenário em constante transformação da minha vida.

(Brennan Manning em “O Obstinado Amor De Deus”)

A MENINA E O MAR

Conta uma lenda que, muito antigamente, no tempo quando nem existia televisão ainda. Quando viajar era de trem e para poucos, e a vida era ganha com muita dificuldade. Era um tempo onde as crianças brincavam de jogar bola de gude nas calçadas de barro, empinar pipa e pique-pega. A vida passava tão lentamente que crescer durava uma eternidade. Telefone e farmácia se escrevia com “ph” e para ligar para uma pessoa, em outra cidade, era preciso pedir à telefonista, que se conhecia pelo nome, para completar a chamada.
Havia uma pequena menina que morava no interior, numa cidadezinha cujo nome, até hoje, nem consta nos mapas. Um lugar no meio do nada, longe de tudo, na verdade, chamar de “cidade” poderia ser considerado um exagero. Estava mais para um pedaço de estrada, com um pequeno conglomerado de casas humildes que eram utilizadas como armazéns, bares e uma pequena pousada para quem passava por ali de viagem. Mas tudo bem. Deixa como está! Vamos chamar de cidade assim mesmo.
Esta menina observava os viajantes chegarem à sua casa e falar sobre os lugares por onde passavam, contavam histórias da cidade grande, mas havia algo que sempre a deixou intrigada. Eles falavam de uma coisa chamada “mar”. Para uma menina acostumada com a poeira da estrada de chão e a sequidão do sertão, onde água, quando tinha, só na torneira ou na bica. Tentar conceber a imagem de um lugar cheio de água que cobria todo o horizonte, até onde os olhos podiam alcançar, era um misto de curiosidade, incredulidade e temor.
Aos poucos, dentro daquele pequeno universo, a pequena menina foi crescendo. Um dia brincar de boneca já não era tão interessante e a vida naquele bucólico vilarejo ficava chata demais com o passar dos dias. Seu único desejo era poder sair daquele lugar para conhecer o tal do mar. Ela sempre ouviu falar sobre o barulho que ele fazia quando quebrava suas ondas nas rochas, de como conseguia engolir embarcações gigantescas e até mesmo o sol todos os dias. Ela ouvia histórias dos tesouros que o mar escondia e dos peixes que poderiam ser maiores do que a sua própria casa. A menina ficava curiosa, tentando imaginar como as pessoas conseguiam atravessar de um país para outro através das suas águas. Era uma imagem grande demais para sua pequena mente alcançar, mas mesmo assim ela se apaixonava cada vez mais por aquele sentimento. Chegava até sonhar com o que poderia ser o mar ou, pelo menos, com o que ela achava que seria o mar.
Seu aniversário de 15 anos se aproximava e ela pediu ao pai para não fazer festa. Queria uma viagem de presente. Naquela época, uma moça fazer 15 anos, era um acontecimento com porte de desfile de feriado nacional com honras militares. Mas ela estava disposta a abrir mão daquele momento tão esperado por sua família, para realizar o grande sonho de sua vida. Conhecer o mar.
O pai não teve outra escolha, a não ser cumprir o desejo da filha. Afinal eles nunca haviam viajado para tão longe juntos, e era justo realizar o único pedido da pequena filha que estava virando moça.
Viagem preparada, passagens compradas no guichê da estação de trem. Teve até bandinha para se despedir da menina no dia do seu aniversário. Era uma longa jornada até chegar no litoral, mas a menina nem prestava atenção nas paisagens que iam aparecendo na janela do trem.
— Pai, você já viu o mar?
Perguntava a menina, tentado tirar o máximo de informações do pai para construir sua própria imagem do mar. E ele tentava descrever como podia, hora rindo, hora impaciente com a quantidade de perguntas sobre o mar.
A viagem levaria uns dois dias, mas ela não se importava, valia o sacrifício para ter o sonho realizado.
Chegando o grande dia, já estavam se aproximando do litoral. A menina eufórica nem quis passar no hotel, foi primeiro para a praia. A primeira lágrima escorreu dos olhos dela. Era lindo o que via, nada do que ela imaginou era tão grande e estonteante como o que ela estava vendo e presenciando naquele momento.
— Pai, eu posso chegar perto dele?
Perguntou a menina, ao pai, sem conseguir segurar as lágrimas misturadas com o sorriso mais radiante que ele já tinha visto nela. Antes que ele respondesse, ela já corria pela areia da praia tirando os sapatos.
Ela só queria chegar perto o suficiente para descobrir se a água era tão salgada e gelada quanto falavam. Ela já começava a sentir a areia molhada na sola dos pés e de repente, a euforia se misturou com um medo que ela nunca havia sentido antes. Todas as histórias que ela já tinha ouvido sobre o mar, até então, começaram a vir à sua mente ao mesmo tempo. A violência do barulho das ondas quebrando na areia a segurou por um momento até que, calmamente, a sobra de água de uma onda avançou pela areia e cobriu seus pés lentamente. Ela levou um susto, quis fugir, mas aqueles poucos segundos se eternizaram e a paralisaram enquanto a água escorria novamente para o mar fazendo cócegas na sola dos pés da menina.
O medo aos poucos se transformou em confiança e a menina tentou chegar mais perto do mar e o mar também se aproximava dela com ondas cada vez mais fortes. Ela teria que escolher entre não provar o mar ou molhar o único vestido que tinha ganho de aniversário. Até que, sem esperar, de repente, uma grande onda a cobriu e a molhou por completo. Pronto, já não havia mais o que escolher, a surpresa da onda a fez se entregar por definitivo àquela nova experiência.
A menina finalmente encontrou o mar e o mar a encontrou também.
Em nossas vidas também é assim: Nos relacionamos com Deus da mesma forma que esta menina se relacionava com o mar. Vivemos na sequidão e expectativa de encontrar um Deus que, às vezes, só conhecemos de ouvir falar. Ouvimos o testemunho de terceiros sobre suas experiências com a regeneração, cura e perdão experimentados em Deus. Nada do que imaginamos pode chegar perto do que Ele realmente é e significa mas, muitas vezes, quando temos a oportunidade de prová-lo e conhecê-lo de fato, temos medo de molhar nossa aparência. Perdemos, então, a oportunidade de vivenciar este poder de Deus em nossas vidas. Para experimentá-Lo precisamos nos envolver profundamente.
Conhecer Deus por inteiro é a maior experiência que alguém pode desejar e alcançar em toda a sua vida. Nada se compara ao seu poder e glória, nenhum oceano consegue ser maior ou mais profundo que o amor e perdão nEle encontrados para cada um de nós.
Buscá-lo, pode ser uma longa jornada, mas quando nos encontramos com a plenitude de Sua Glória não conseguimos deixar de tocá-lo ou ser tocados por Ele. Quando encontramos Deus, ao mesmo tempo somos achados por Ele. Algumas vezes somos pegos de surpresa por Deus e depois disto não há mais como voltar atrás.
Um dia, até mesmo o mar se rendeu à Palavra Viva de seu Criador. Quem tem poder para criar e dar ordens ao mar, tem poder para trazer abundância de água a qualquer deserto. Mais que o mar, quem o criou deseja transformar a sequidão do pecado e da morte em abundância de água viva de graça e misericórdia. Permita, hoje, que a onda do amor de Deus inunde sua alma e lhe traga vida.

O Deus que pairava sobre as águas te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

VIA
OVELHA MAGRA (Pr. Pablo Massolar).

A COMPREENSÃO ESPIRITUAL É O SIGNIFICADO DO DESENVOLVIMENTO

A COMPREENSÃO ESPIRITUAL É O SIGNIFICADO DO DESENVOLVIMENTO

Já esta mais do que na hora da humanidade descobrir o lado espiritual do seu ser, e dar uma boa olhada nos valores que criamos em nossas sociedades.
Medo e amor vão de certa forma de mãos dadas junto com nossa compreensão e consciência.
Nossa sociedade esta negando o amor, porque se alimenta de medo. Medo de ser rejeitado, abandonado ou punido, e assim por diante.
Quando finalmente aprendemos a nos amar e a respeitar a raça humana como uma família, nos tornamos eficazes, com poder para começar a reconstrução de nossas vidas como uma raça indivisível dos seres humanos.
Muitos perderam a conexão com seus sentimentos de amor em sua procura por poder e controle.
Basicamente, eles precisam de ajuda para restaurar os sentimentos de amor que perderam.
Todos nós humanos em evolução, somos filhos de um só deus que é luz. E luz é conhecimento.
A razão pela qual tantas pessoas estão adormecidas e sem saber quem são, é por causa da programação de seu tipo particular de religião.
Há centenas de religiões e sistemas de crenças, todos cheios de regras e ameaças para o caso você não cumprir com essas regras inventadas.
Claro que isso cria muito medo e incerteza, que é claramente refletida em nossas sociedades.
Uma escolha deve ser feita, juntar-se aos religiosos e, portanto ficar com medo, ou unir-se ao espiritual e simplesmente ser livre e amoroso.
Espiritualidade é sobre amor, e aqueles que estão em contato com esta energia amorosa que orienta a partir de dentro, mostram como exemplo o que essa verdade, tão ignorada, é de fato.
Esses são os filhos da luz despertando.
Eles não precisam de regras, porque estão ligados ao poder do amor em seus corações. Eles não podem ferir ninguém, eles são honestos para amar e questionar tudo.
O motivo pelo qual a espiritualidade é pouco compreendida é porque a religião exige obediência às suas regras sem questionar.
Aqueles que estão em contato com seu coração e com seu espírito questionam tudo.
Todo relacionamento que temos é uma relacionamento com o divino, isto é, quando você sabe que somos iguais.
Conhecimento é útil para reconhecer a verdade.
Quando finalmente nos fundimos com a parte espiritual de nosso ser, nos conectamos com essa energia amorosa, que penetra o corpo, as emoções e a mente, causando uma sensação de paz, um estado divino de êxtase.
Isso pode ser experimentado em uma relação com outro ser igual, ou através da meditação, ou numa caminhada na mãe natureza.
A experiência de sentir-se unido com todos, é a sua conectividade com a inteligência mais elevada.
Depois disso, tudo fica claro. Isto é desenvolvimento espiritual.
As mudanças feitas na atitude atrairão como conseqüência, experiências superiores. É ciência.
As oportunidades para amar aparecem no seu caminho o tempo todo, pois o amor é a porta para a consciência superior.
Portanto, é recomendável não mais sentir medo do desconhecido, mas amar saber sobre tudo.
As lições de vida e amor são muitas, e geralmente confusas devido às diferenças religiosas, fica difícil ver o quadro inteiro de uma só vez.
Mas quando você aprende a confiar em si mesmo, uma orientação sutil dos níveis superiores do seu ser, através dos sentimentos vai orientá-lo.
As energias aquarianas irão nos estimular para interiorização, e a equilibrar as emoções, a separação entre mente e sentimentos, masculino e feminino, e mente consciente e subconsciente.
Criar harmonia é exatamente isso, curar todas as partes negadas do seu ser.
Isso só é possível quando o amor está presente em todos os doze aspectos da consciência.

Robert Happé
Autor do livro “Consciência é a resposta”
Fundador do Centro de Educação Espiritual
www.roberthappe.net

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

Somente existe liberdade interior e simplicidade de ações se houver amor no coração; e amor como ele é: sem fingimento e praticado em verdade clara e sábia; posto que não baste amar de algum modo…, por vezes amando sem consciência de que amor é uma decisão e uma escolha, sempre em bondade, justiça e verdade/realidade; visto que o amor é sábio e sabe se portar; por isso, não se realiza sem coerência com o tempo e o modo da sabedoria.
A simples definição acima soa utópica, ou assustadora, caso não seja utópica; e isto em razão de que a maioria vive em níveis tão básicos de raiva e de ressentimento, que, a simples expressão do que seja a liberdade pela via do amor [única liberdade possível], assusta; posto que pareça se distanciar como algo que seja alcançável por nós.
Ora, que dizer então do “conhece-te a ti mesmo”…? Ou do “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”…? Ou ainda da afirmação de “aquele que controla a sua própria língua é perfeito varão”…?
Interessante é que enquanto fugimos de nós mesmos nos inscrevemos para estudar Deus, para aprender teologia, ou para conhecer a vontade de Deus por revelação mística, ou mesmo para tentar saber o que nos aguarda no futuro; e indo mais distante ainda… acho muito interessante quando dizemos saber o que Deus pensa…, ou por que Ele fez as coisas como elas são…; ou quando reclamamos por não entendermos Quem Ele é ou a razão de Seus caminhos…
O homem diz que não consegue conhecer a si mesmo e nem escolher o caminho da liberdade pelo amor que se expressa em verdade e fatos de sabedoria — enquanto se candidata a saber Deus, a dizer Deus, a explicar Deus, ou a questionar Deus…
Sim, para dentro dele, do homem…, nada; mas em relação ao Infinito, o homem quer saber tudo.
Ou seja:
O homem foge de sua tarefa interior de auto-conhecimento enquanto se candidata a entender e explicar Deus!
Na realidade a tarefa do auto-conhecimento só nos é possível em amor e confiança na Graça de Deus, em total descanso em fé; pois, do contrário, o que o homem conhecerá em si mesmo não será exatamente quem ele próprio possa ser, mas apenas o abismo labiríntico no qual o seu interior se tornou…, enquanto ele busca partes de si na escuridão do nada…
Então, quer dizer que para me conhecer eu tenho que antes conhecer a Graça e o Amor de Deus…, ao mesmo tempo em que você diz que isto não é possível pela própria condição limitada do ser humano? — você indaga.
Sim! É isto mesmo!
Para conhecer a mim mesmo eu preciso conhecer a Deus pela via da entrega em fé, e não pela razão espremida pela lógica que aleijou a racionalidade que antes sempre esteve aberta para a Graça e para o milagre do encontro com Deus.
Daí a humanidade até hoje celebrar como mestres do auto-conhecimento justamente aqueles que viveram no tempo em que razão não era sinônimo de lógica; mas sim de um sentido para além da própria lógica: a verdadeira racionalidade; que é a não limitação do entendimento às lógicas da razão anã; ao contrário, trata-se da integração de todas as variáveis da realidade, as visíveis, as invisíveis, as quantificáveis, as não quantificáveis, as sensoriais e as extra-sensoriais, as pensadas e as intuídas.
Neste mundo somente conheceu a si mesmo aquele que se entregou a Deus sem nada nas mãos além de nada nas mãos, em entrega…
Assim, até a viagem do auto-conhecimento não acontece pela lógica, mas pela entrega à serenidade que repousa na aceitação do amor de Deus por todos nós.
Isto, no entanto, só acontece acontecendo…
Sim, tem que ser o resultado de uma decisão de loucura de confiança no sentido da vida, em Deus.
Sem tal insanidade para os padrões lógicos ninguém conhece a Deus.
Na verdade Deus é Loucura.
Tudo em Deus é Loucura para a mente do homem…
Portanto, a verdadeira entrega a Deus é entrega à fé como loucura.
Ora, é quando isto acontece que se começa a andar nas mãos de Deus, em chão invisível, em caminho não visto pelos olhos…
É também aí que naturalmente começa a surgir a luz que nos faz conhecer a nós mesmos, tanto mais quanto mergulhemos em Deus como loucura de fé.
Ou alguém pensaria ou imaginaria que o encontro entre o finito e o infinito seria algo que poderia acontecer fora do ambiente da contradição e da loucura?
Afinal, afirmar que foi o Amor que criou todas as coisas nos parece ser apenas poesia, mas não fato da existência…
Entretanto, como eu dizia no início…, como a maioria crê que existe, mas não crê mesmo que Deus exista e seja… — prefere-se estudar Deus, pois as implicações não nos alcançam no nível da implicação pessoal de andar em amor e verdade a fim de que se conheça a si mesmo.
É nesse limbo que os mais piedosos entre nós ainda vivem…
Mas a verdade é uma só:
Sem entrega louca ao amor de Deus ninguém conhece a Deus, e, portanto, ninguém conhece a si mesmo!
Qualquer outra hipótese não passa de mera falácia e diletantismo sem realidade.
Pense nisso!

Caio
14 de agosto de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIOFABIO

O CAMINHO DA ALEGRIA É PAVIMENTADO DE AMOR…

CAMINHO DA ALEGRIA É PAVIMENTADO DE AMOR

Tanta luz foi agora lançada ao mundo por causa de vocês. Existe muita alegria onde antes havia tristeza, amor onde antes havia medo, e luz onde havia escuridão. Vocês estão fazendo isso e eu os aplaudo e agradeço por sua consistente coragem diante do desafio. O amor está ganhando muitos corações hoje. Falemos agora do caminho que se estende diante de vocês. O que lhes peço é que abandonem todo o medo. Enfrentem-no e liberem-no. Vão para um espaço onde sua fé seja tão forte que nada possa atingi-los, um amor dentro de vocês chamado amor próprio. Esse é um espaço que nada mais pode validar, e muitos de seu mundo clamam por isso, e eles serão ouvidos e terão as respostas.
O amor próprio é a resposta. Sua fé os circunda. Muitos de vocês estão prontos para criar ainda mais amor incondicional para si mesmos. Nunca foi seu ofício amar aos outros mais do que a si mesmos. É quase como se o amor por si mesmo definisse quem vocês são. Quando vocês se movem para o centro disso e permitem a si mesmos serem banhados por sua luz, vocês tornam-se aquele amor e ensinam os outros a amarem a si mesmos, também. Vocês já estão fazendo isso, e muitos são atraídos por seu brilho. Usando apenas sua fé para se validarem, confiem em que o que está dentro de vocês é bom, puro e amoroso. Confiem em que aquilo que já fizeram e o que continuarão a fazer também é bom.
É tempo de mudar-se de sua zona de segurança, do conforto de sua mente lógica. Está na hora de dar um salto muito grande na fé!
Essa é a sagrada viagem que os espera. Ela é feita com auto-aceitação. Deixem que o amor-próprio seja seu guia, e a auto-aceitação sua companheira. Ao abraçarem sua própria beleza e perfeição, (certamente, a perfeição de serem imperfeitos!) receberão a companhia de muitos outros. Juntos veremos como Deus nos vê, e isso será sua nova força. Abandonem o auto-valor que o mundo lhes deu. É o julgamento que lhes diz que serão bons se tiverem sucesso, se impressionarem os outros e ganharem o jogo da vida. É o amor que lhes diz que vocês são belos por tentarem, por perderem, por serem humanos. Sempre será assim. Confiem em si mesmos, em sua fé e, sim, também em sua intuição. Todos vocês têm muito a partilhar com o mundo. Está na hora. Experimentar o que desejam no amor e na alegria é dar um salto em seu caminho de fé, sem tentar validá-lo seu pensamento.
Há mais um ensinamento que quero passar, e é o do espírito gentil. Existe um amor e uma alegria que o coração pode dar ao mundo quando vocês se permitem ser gentis. Vocês já se permitiram receber essa gentileza dos outros? Assim, muitos de vocês, ocupados em serem os guerreiros, ocupados em serem fortes, não se permitiram receber com espírito de bondade de coração. É importante que façam isso agora. Como irão mostrar ao mundo seu coração gentil, se não receberam dessa maneira? Por favor, recebam isso de mim agora – tenho muito a lhes dar. Tenho muito a partilhar com vocês agora que seus corações estão abertos. Permitam que seus corações se suavizem e que recebam os cuidados. A batalha do amor foi vencida!
Abram a porta e entrem em conexão com seus guias e com o divino. Este é o portal para o amor-próprio. Quando estiverem dispostos a abrir a porta, simplesmente girem o trinco, abram um pouquinho e deixem que uma pequena luz penetre. Uma brisa morna entrará com ela e suavemente empurrará a porta para que vejam o que há na frente. É a jornada mágica de sua vida. Começa agora e os está despertando para a felicidade que já antecipavam.
Essa é a sagrada viagem que os espera. Ela é feita com auto-aceitação. Deixem que o amor-próprio seja seu guia, e a auto-aceitação sua companheira. Ao abraçarem sua própria beleza e perfeição, (certamente, a perfeição de serem imperfeitos!) receberão a companhia de muitos outros. Juntos veremos como Deus nos vê, e isso será sua nova força. Abandonem o auto-valor que o mundo lhes deu. É o julgamento que lhes diz que serão bons se tiverem sucesso, se impressionarem os outros e ganharem o jogo da vida. É o amor que lhes diz que vocês são belos por tentarem, por perderem, por serem humanos. Sempre será assim. Confiem em si mesmos, em sua fé e, sim, também em sua intuição. Todos vocês têm muito a partilhar com o mundo. Está na hora. Experimentar o que desejam no amor e na alegria é dar um salto em seu caminho de fé, sem tentar validá-lo seu pensamento.
Há mais um ensinamento que quero passar, e é o do espírito gentil. Existe um amor e uma alegria que o coração pode dar ao mundo quando vocês se permitem ser gentis. Vocês já se permitiram receber essa gentileza dos outros? Assim, muitos de vocês, ocupados em serem os guerreiros, ocupados em serem fortes, não se permitiram receber com espírito de bondade de coração. É importante que façam isso agora. Como irão mostrar ao mundo seu coração gentil, se não receberam dessa maneira? Por favor, recebam isso de mim agora – tenho muito a lhes dar. Tenho muito a partilhar com vocês agora que seus corações estão abertos. Permitam que seus corações se suavizem e que recebam os cuidados. A batalha do amor foi vencida!
Abram a porta e entrem em conexão com seus guias e com o divino. Este é o portal para o amor-próprio. Quando estiverem dispostos a abrir a porta, simplesmente girem o trinco, abram um pouquinho e deixem que uma pequena luz penetre. Uma brisa morna entrará com ela e suavemente empurrará a porta para que vejam o que há na frente. É a jornada mágica de sua vida. Começa agora e os está despertando para a felicidade que já antecipavam.
Sim, haverá outras tristezas e sofrimentos para serem liberados ao longo do caminho, mas é tempo de esperança, tempo de partilhar com os outros essa grande jornada do coração aberto. É tempo de partilhar quem vocês são e encontrar companheirismo ne