NEALE DONALD WALSCH, CONVERSANDO COM DEUS – LIVRO II, P.218-220

NEALE DONALD WALSCH, CONVERSANDO COM DEUS – LIVRO II, P.218-220:

XIII

Como comrçar?

Seja uma luz para o mundo, e não lhe cause danos. Tente construir, não destruir.
Traga o meu povo para casa.

Como?

Ccom o seu claro exemplo. Busque apenas a Divindade. Fale apenas a verdade. Aja apenas com amor.
Cumpra a lei do amor agora e para sempre. Dê tudo e não necessite de coisa alguma.
Evite o que é mundano.
Não aceite o inaceitável.
Ensine a todos que desejarem aprender sobre mim.
Torne cada momento de sua vida uma explosão de amor.
Use todos os momentos para ter o pensamento mais elevado, dizer a palavra mais nobre e realizar o ato superior. Com isso glorifique o seu eu sagrado e, portanto, a mim.
Traga paz para a terra trazendo paz para todas as vidas que voce toca.
Seja paz.
Sinta e expresse em todos os momentos a sua Conexão Divina com o todo, e com todas as pessoas e coisas, e todos os lugares.
Aceite todas as circunstancias, reconheça todas as falhas, partilhe todas as alegrias, contemple todos os mistérios, caminhe com os pés de todos os homens, perdoe todas as ofensas (inclusive as suas próprias) e console todos os corações. Respeite a verdade de todos, adore o Deus de todos, garanta os direitos de todos, preserve a dignidade de todos, defenda os interesses de todos, satisfaça as necessidades de todos, presuma a santidade de todos, mostre os maiores dons de todos, produza as bênçãos e anuncie o futuro de todos – seguro do amor de Deus.
Seja um exemplo vivo da Verdade Maior que ha dentro de voce.
Seja humilde, para ninguem confundir a sua Verdade Maior com vangloria.
Fale suavemente para ninguem achar que esta apenas tentando chamar atenção.
Fale gentilmente o que todos poderiam saber sobre o amor.
Fale abertamente para ninguem achar que voce tem algo a esconder.
Fale francamente para não ser malcompreendido.
Fale frequentemente para que suas palavras possam ser realmente ouvidas.
Fale respeitosamente para que ninguem seja insultado.
Fale amorosamente para que cada sílaba possa curar.
Fale de mim de todos os modos.
Torne a sua vida uma dadiva. Lembre-se sempre de que voce é a maior dadiva.
Seja uma dadiva para todos que entram em sua vida, e para todos em cuja vida voce entra. Tenha cuidado de não entrar na vida de uma pessoa se não puder ser uma dadiva para ela.
(Voce sempre pode ser uma dadiva, porque é a dadiva – contudo, as vezes não se permite saber disso.)
quando alguem entra em sua vida inesperadamente, procure a dadiva que essa pessoa veio receber de você.

Que modo extraordinario de dizer isso!

Por que outro motivo acha que outra pessoa entra em sua vida?
Eu lhe digo que todas as pessoas que já entraram em sua vida o fizeram para receber uma dadiva sua. Ao fazerem isso ofereceram uma dadiva a voce – a dadiva de experimentar Quem Voce É.
Quando voce se der conta dessa simples verdade, quando compreende-la, descobrirá a maior verdade de todas:
eu só lhe enviei anjos.

NEALE DONALD WALSCH – A PEQUENA ALMA E O SOL

– Hã? – disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
– Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, zilhões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. ‘Não seria um sol sem uma das suas velas… e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz – eis a questão’.
– Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! – disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
– Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão – disse Deus.
– O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
– É aquilo que tu não és – replicou Deus.
– Eu vou ter medo do escuro? – choramingou a Pequena Alma. – – Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
– Ah! – disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor. Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
– É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é – disse Deus – Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, – continuou Deus – quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. ‘Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!’
– Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? -perguntou a Pequena Alma.
– Claro! – Deus riu-se. – Claro que podes! Mas lembra-te de que ‘especial’ não quer dizer ‘melhor’! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
– Uau – disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.
– Posso ser tão especial quanto quiser!
– Sim, e podes começar agora mesmo – disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma
– Que parte de especial é que queres ser?
– Que parte de especial? – repetiu a Pequena Alma. – Não estou a perceber.
– Bem, – explicou Deus – ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial? A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento. – Conheço imensas maneiras de ser especial! – exclamou a Pequena Alma
– É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
– Sim! – concordou Deus – E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
– Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! – proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. – Quero ser a parte de especial chamada ‘perdão’. Não é ser especial alguém que perdoa?
– Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
– Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim – disse a Pequena Alma. – Bom, mas há uma coisa que devias saber – disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
– O que é? – suspirou a Pequena Alma.
– Não há ninguém a quem perdoar.
– Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
– Ninguém! – repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados – de todo o Reino – porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a Luz de cada uma brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
– Então, perdoar quem? – perguntou Deus.
– Bem, isto não vai ter graça nenhuma! – resmungou a Pequena Alma – Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial. E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
– Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te – disse a Alma Amiga.
– Vais? – a Pequena Alma animou-se. – Mas o que é que tu podes fazer?
– Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
– Podes?
– Claro! – disse a Alma Amiga alegremente. – Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
– Mas porquê? Porque é que farias isso? – perguntou a Pequena Alma.
– Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
– É simples – disse a Alma Amiga. – Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
– Não fiques tão espantada – disse a Alma Amiga – tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos lugares diferentes. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau – fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos. – E assim, – a Alma Amiga explicou mais um bocadinho – eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a ‘má’ desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
– Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? – perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
– Oh, havemos de pensar nalguma coisa – respondeu a Alma Amiga, piscando o olho. Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
– Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
– Sobre o quê? – perguntou a Pequena Alma. – Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
– Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres!- exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar:
– Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar! Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
– O que é? – perguntou a Pequena Alma. – O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
– Claro que esta Alma Amiga é um anjo! – interrompeu Deus, – são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
– O que é que posso fazer por ti? – perguntou novamente a Pequena Alma.
– No momento em que eu te atacar e atingir, – respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento…
– Sim? – interrompeu a Pequena Alma
– Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
– Lembra-te de Quem Realmente Sou.
– Oh, não me hei de esquecer! – gritou a Pequena Alma – Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
– Que bom, – disse a Alma Amiga – porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
– Não vamos, não! – prometeu outra vez a Pequena Alma. – Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.
E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível. E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza – principalmente se trouxesse tristeza – a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito. Lembra-te sempre, – Deus aqui tinha sorrido – não te enviei senão anjos!”

VIDEO – MUSICA – “SAGRADO CORAÇÃO DA TERRA, ASAS”

Nada Que Nos Prenda
Nada Que Limite
Nada Que Acorrente
O Nosso Sonho Ao Chão.

Nada Que Escravize
Os Nossos Pensamentos.
Pois O Amor Dá Asas
E Nascemos Pra Voar.

Tudo Que Nos Solte
Tudo Que Liberte
Tudo Que Nos Faça
Saudáveis E Felizes.

Tudo Que Ilumine O Corpo
O Coração E A Mente,
Pois O Amor Dá Asas
E Queremos É Voar.

O Universo Nos Espera
E O Futuro É Agora!

“O AMOR É A LEI DE DEUS” (O LIVRO DE MIRDAD)

“O Amor é a Lei de Deus.
Viveis para que aprendais a amar.
Amais para que aprendais a viver.
Nenhuma outra lição é exigida do homem.”
(O Livro De Mirdad)

Via http://www.sintoniasaintgermain.com.br/mdd011.htm

UM REMÉDIO SEGURO – CHARLES FILLMORE

Sente-se todas as noites, por meia hora e mentalmente perdoe cada pessoa contra quem sinta qualquer mágoa ou antipatia. Se teme ou tem prevenção, contra um animal que seja, mentalmente peça-lhe perdão por isso e irradie-lhe um pensamento de amor.
Se você acusou qualquer pessoa de injustiça, se se referiu a alguém desairosamente, se criticou ou deu ouvidos a diz-que-diz-que, sobre alguém, retire as suas palavras, pedindo-lhe perdão, em silêncio.
Se teve um mal entendido com amigos ou parentes, se está litigando ou em questão com alguém, faça tudo, em seu poder, para terminar essa desunião.
Veja todas as coisas e todas as pessoas como realmente são – Espírito puro – e irradie-lhes os seus mais poderosos pensamentos de amor.
Não vá deitar-se, à noite, sentindo ter um único inimigo, neste mundo.
Seja cuidadoso em não pensar mal ou dizer uma palavra que possa ofender a quem quer que seja.
Seja paciente, amoroso e afável sob qualquer circunstância. Você conseguirá fazer isso se for fiel à hora do silêncio, porque será auxiliado, então, a superar o sentimento carnal de egoísmo.
Há uma lei imutável sustentando esse método de cura. Deus é amor e o amor se manifesta como vida. Deus se exprime assim, em e através, de todas as Suas creações. Se fizermos qualquer coisa, para terminar com o amor de qualquer pessoa estamos bloqueando o amor de Deus; por essa forma estamos limitando a vida que flui através de todos .
Quando nos afastamos do nosso próximo, e por essa maneira cortamos os liames do amor que nos liga a todos, como homens e mulheres, nós ao mesmo tempo secionamos as artérias e veias, através das quais, flui a vida universal. Então, nos tornamos meros feixes de nervos tensos, trêmulos e agitados, com medo e fraqueza e finalmente morrendo por falta do amor de Deus.
Mas o Espírito onipresente procura sempre fluir em e através de nós e estimular cada uma de nossas faculdades. Precisamos contudo, pelas nossas palavras e atos, reconhecer essa Presença toda poderosa como um fator atuante em nossa vida, porque cada um de nós tem livre arbítrio inerente, que recebe ou rejeita tudo, não se excetuando nem mesmo Deus.
Auto-condenação é também um grande erro, que leva a conseqüências calamitosas. Se você se acusou de ignorância, tolice, medo, doença, ansiedade, pobreza, raiva, ciúme, avareza, ambição, fraqueza, ou se está melancólico ou se permite tristezas, peça perdão, por tudo, ao Pai amoroso, em cuja imagem e semelhança você tem, espiritualmente, vida perfeita.
Diga muitas vezes a esta Onipresença:
“Agora entrego essas limitações humanas a Ti, ó Pai! Sou obediente à lei do meu ser e sei que em Ti sou destemido, verdadeiro, enérgico, sábio, puro, perfeito, forte, rico e corajoso. Tu és o meu poderoso Recurso e em Ti confio inteiramente.”

http://caminhandovivendoeaprendendo.blogspot.com.br/2010/09/um-remedio-seguro-charles-fillmore.html

QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR (ÂNGELA MARCONDES JABOR)

Quantas vezes devemos perdoar?

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com

Um dos maiores obstáculos para o nosso progresso espiritual é a dificuldade em perdoar. O perdão, sem dúvida, quando manifestado, abre portas consideráveis que nem mesmo conseguimos imaginar. O perdão é de suma importância na vida de uma pessoa. Ele é um agente milagroso de cura em tudo e em todos, portanto, perdoar é divino. Mas muitas vezes, na condição de humanos, dando poderes ao “ego”, infelizmente, por mais que queremos, não conseguimos perdoar quem nos ofendeu, feriu e magoou. A dor pela qual passamos nos impede de exercê-lo e acabamos por esquecer que há uma força poderosa dentro de nós que, se a usarmos, seremos capazes de perdoar. Os ensinamentos falam de que não podemos chegar diante do altar sem antes perdoar nossos “inimigos” – as pessoas que de uma maneira ou outra nos prejudicaram. Esta é a razão pela qual muitas pessoas, por mais que orem, não conseguem receber o que tanto desejam. Obviamente, a partir do momento em que pararem para analisar as suas vidas e descobrirem que há algumas coisas mantidas e que precisam eliminar, como o ressentimento com alguém, a mágoa profunda que guardam há anos em relação a alguém, e se, de coração trabalharem para se livrar destas bagagens pesadas que impedem de andarem livremente e de serem realmente felizes como desejam, tudo muda. Pois eliminando os entraves que impediam seu caminhar, tudo se torna mais leve, harmonioso, tranquilo e feliz.

Trecho do livro “Kuan Yin a Mãe Divina e Amorosa em nossas vidas”, Ascend Editora. http://www.ascendeditora.com.br/

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com
EU SOU O QUE EU SOU. Nem mais, nem menos, simplesmente EU SOU … Mais do que já fui, menos do que ainda serei, mas sempre: no passado, no presente, no futuro, independente do tempo, EU SOU O QUE EU SOU.
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E-mail: anngelajabor@hotmail.com
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http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=27947

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA? (CAIO FÁBIO)

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA?

Jesus disse que as Palavras Dele são espírito e são vida!
No entanto, o que Ele nos mandou obedecer como Sua Palavra se põe em oposição a tudo o que o mundo pode compreender; posto que viole as convenções da honra, da reputação, da justiça própria, da valentia que se expõe às brigas, do enfrentamento de quem deseje nos defraudar, da defesa ante a calunia, do julgamento que se tem por certo, do ódio ao que se assuma como direito em razão da ofensa; ou ainda: da antipatia que decorra dos maus tratos, ou mesmo da indiferença para conosco; e, também, dando complemento a isto, Ele fala de abrir mão do desejo de possuir, mesmo que se possa atender ao nosso capricho como poder —; e, em contrapartida a tudo, Ele recomenda a via dos otários; dos que não aceitam a provocação, dos que desviam seu caminho do enfrentamento odioso, dos que levam desaforo para casa em oração, dos que não topam o embate com o perverso, dos que dão a outra face, dos que oferecem além da capa demandada até mesmo o paletó que não foi pedido, dos que recolhem os seus direitos, os seus tesouros, as suas pérolas, por não terem nenhuma necessidade de demonstração de quem sejam ou do que pensem, especialmente quando os circunstantes tenham espirito de porco ou sejam cães raivosos.
Entretanto, mesmo sabendo que este é o espirito do ensino de Jesus para a vida, a maioria dos que se dizem Seus discípulos, odeiam tais mandatos, tal espírito e tal vida.
O interessante é que mesmo nada querendo com as palavras que são espirito e são vida segundo Jesus, esses mesmos discípulos querem que a Palavra de Jesus se torne real sem que tais realidades da Palavra — seus conteúdos —, se tornem fatos, princípios, atitudes, posturas, sentimentos, decisões e práticas de nossas vidas e cotidianos.
É como querer habitar a profundidade dos mares sem guelras, como desejar voar sem asas, como ambicionar correr sem pernas, como pretender respirar sem pulmões, como buscar ver sem olhos, ouvir sem ouvidos; ou seja: é como quer ser sem alma e sem espírito!
O que vejo nas ambições dos crentes que querem que a Palavra se cumpra sem obediência à própria Palavra é equivalente a todas as formas de insanidade!
O argumento da maioria é que Jesus disse o que disse para nos dar referencias superiores, mas que, de um modo ou de outro, se crermos Nele, não necessariamente em Suas Palavras, mas no Seu poder, nas Suas milagrices, nos Seus dons de cura, nas Suas magias, ou, em algumas ocasiões, cremos também numa espécie de sequestro da honra de Jesus, quando se diz: “Eu sei que tu és Deus; então não me desapontes, pois estou confessando com a boca que Tu és o Maior dos maiores; não me deixes ficar, portanto, envergonhado ante aqueles a quem eu declaro o Teu poder sobre os ídolos!” — Ele fica sem saída; sendo esta uma formula mágica de uma crença muito divulgada acerca do encurralamento de Deus; crendo-se, assim, que desse modo se O põe a trabalhar em nosso favor em nome da Honra do Nome de Jesus para os outros; embora, para nós, Jesus seja apenas um nome destituído de pessoalidade, caráter, ensino, verdade e convocação à obediência; sempre esquecidos de que Ele disse: “se me amais, guardareis os meus mandamentos”; e mais: “…vós sóis meus amigos se fazeis o que eu vos mando”.
Então com esse Nome/Crença na boca […] pulamos do pináculo do templo, aventuramo-nos contra os perversos, saímos no tapa em nome da honra ou da valentia; e mais: damos pérolas aos porcos, odiamos os que nos odeiam, antipatizamos os diferentes, julgamos quem achamos que deve ser julgado, andamos no caminho largo dos caprichos, edificamos nossa casa na areia, ficamos amigos do lobo vestido de ovelha [ou até casamos com ele ou ela]; enquanto, também, pedimos misericórdia de Deus para a nossa incapacidade de obedecer, de guardar puro o coração, de perdoar sempre, de amar os nossos inimigos, de orar pelos que nos perseguem; sim, rogamos a Ele que nos perdoe o adultério do qual nunca desistiremos, que nos justifique do que sabemos e não nos dispomos a pôr em prática em relação ao que ensinamos aos outros, mas, para nós mesmos, não acolhemos como espírito e vida.
Então […] — apesar de tudo isto, reclamamos que a Palavra não nos faz bem, não realiza o prometido, não trás a paz que excede a todo entendimento, não nos faz viver em contentamento verdadeiro, não qualifica a nossa existência com a vida em abundancia.
O conceito de insanidade é fazer sempre as mesmas coisas [erradas], esperando obter resultados diferentes!
Ora, no caso das Palavras de Jesus a insanidade é ainda maior, posto que Ele tenha dito que todo aquele que ouve e conhece as Suas palavras, e não as pratica, é um tolo que constrói sua casa na areia de uma praia na qual a maré sobe todo dia; e mais: as intempéries nunca deixam de assolar.
Eu teria muito mais a dizer sobre isto, mas deixo com você a busca de aplicar na sua existência, com toda simplicidade obvia […] estes pensamentos infalíveis; posto que não seja filosofia minha, mas a pura, simples e irrebatível Palavra de Jesus.
“As minhas palavras são espírito e são vida” — ; mas apenas para os quais elas [as palavras] se tornem espírito e vida mesmo; ou seja: interioridade, pensamento, entendimento, prática, atitude e comportamento. Do contrário, creia, é loucura pensar que não sendo assim possa realizar qualquer coisa em nossa vida.
Nele, em Quem somente é […] aquilo que Ele disse que é,

Caio
21 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIO FÁBIO

MANDALA DA ABUNDÂNCIA DIVINA OU PROSPERIDADE (MÁRIAN – MARTA MAGALHÃES)

Ser próspero, na verdade, é ser feliz e abençoado. É estar conectado com a Abundância Divina recebendo todas as graças que Deus Pai e Mãe nos oferecem e das quais somos merecedores.
Quem pratica o Amor é próspero…
Aquele que é humilde e grato também…
A prosperidade financeira não é símbolo de felicidade, pois a matéria é efêmera e ilusória…
Se a pessoa não está conectada à Abundância Divina, mesmo que ela tenha tudo o que o dinheiro pode comprar, ela se sentirá vazia e insatisfeita… e estará sempre tentando preencher essa vacuidade com “coisas” e mais “coisas”…
O único bem que nos preenche verdadeiramente é o AMOR… o AMOR e seus desdobramentos como a COMPAIXÃO e a FRATERNIDADE…
Acreditem, se estivermos conectados à Abundância Divina, tudo aquilo que necessitamos para a nossa evolução nos será oferecido, inclusive o nosso sustento material…

Namastê,

Márian

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por Márian – Marta Magalhães – marian.luar@ig.com.br
Márian é Terapeuta Holística e Artista Plástica. Recebe orientações de Seres de Luz que visam o aperfeiçoamento do Ser Humano através do exercício do Silêncio, do resgate dos Princípios da LUZ e da vivificação do AMOR. Encontros de Meditação e Vivências. Mandalas Pessoais. (31) 8738-2064
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XENON – O MENTALISTA – NÃO HÁ RELIGIÃO EFICAZ SEM UMA MENTE EFICAZ

NÃO HÁ RELIGIÃO EFICAZ SEM UMA MENTE EFICAZ

Bem aventurados os homens de boa vontade, o Mestre aconselha
O reino dos céus é como semente em boa terra que tudo produz
A cada passo para Deus há dois Dele para ti, em amor e espera
Por que clamas a Mim? Dize ao povo que marche, ouviu Moisés

O milagre da religião se faz em tua mente, não fora de ti
Cabe a ti abrandar o teu coração com lenitivo de amor
Aplainar caminhos às Suas veredas – na divindade compartir –
E em canal transformar-te para do bem o fruto circular

Caminha livre em ti e respira tua pureza de pensamento e ação
Teu Rei, teu Deus, teu Mestre, tua Deusa cheia de graça?
Quer tua Fonte em ti Se ligue, quer Nela te ligues em mutação,
Não há religião sem uma mente eficaz; pois aquela nesta se expressa.

Xenon – o Mentalista

VIA WWW.MENTALISMO.NET

O LEGADO DA MENTE INDIANA – POR PEDRO KUPFER

O LEGADO DA MENTE INDIANA
POR PEDRO KUPFER

Muito se fala sobre a mente indiana. Algumas pessoas tendem a ver a sociedade, a cultura e a civilização indianas como algo exótico e muito diferente do que é familiar para nós, e que chamamos de cultura ou civilização ocidental. Este texto tem o objetivo de descrever e ajudar na compreensão do que seria a mente indiana, bem como demonstrar que aquilo que parece exótico à primeira vista, talvez não seja tão diferente do que consideramos nosso.
Se formos levar em consideração a opinião do filósofo suíço Jean Gebser, a mente humana não variou significativamente nos últimos 100.000 anos. Tampouco haveria motivos para pensar que o psiquismo dos orientais seja diferente do dos ocidentais. Não obstante, a civilização indiana tem fascinado os estrangeiros, dos gregos aos persas, dos chineses aos afegãos, dos portugueses aos ingleses e demais povos asiáticos e ocidentais que ao longo da história, visitaram ou invadiram o subcontinente. Por outro lado, a influência cultural da grande civilização indiana se fez sentir no mundo antigo em lugares tão distantes como o Golfo Pérsico, o Sudeste Asiático e o Extremo Oriente.
Entretanto, pode surgir também um sentimento de espanto ou repulsa pelo desconhecido em algumas pessoas que olham para a cultura indiana. Esse estranhamento que esta cultura possa provocar é mais oriundo da sua sofisticação do que do seu exotismo. Por momentos, esse requinte desorientou visitantes ou estudiosos desavisados que, sem suspeitar a complexidade subjacente na aparente simplicidade das expressões culturais da Índia, julgaram estar diante de um povo primitivo, preguiçoso e dominado por superstições. Uma dessas pessoas foi o conhecido indólogo alemão Max Müller que, sem pejo da própria ignorância, declarou serem os indianos védicos, “uma raça de gente simplória”. Cabe anotar que Max Müller nunca esteve pessoalmente no subcontinente.
Já Mark Twain, o impagável e perspicaz escritor estadunidense declarou, durante uma prolongada visita à Índia que fez junto com sua família: “Índia é o berço da raça humana, o lugar do nascimento do discurso humano, a mãe da História, a avó da lenda, e a bisavó da tradição. Os mais valiosos e instrutivos materiais na História do homem estão entesourados apenas na Índia”. Romain Rolland, o grande escritor francês, disse, por sua vez: “Se há um lugar na face da terra onde todos os sonhos da humanidade encontraram um lar desde os primórdios, quando os homens começaram a sonhar com a existência, esse lugar é a Índia”. Somos da opinião de que Twain e Rolland acertaram onde Müller se equivocou. Procuraremos demonstrar isso nas próximas paginas.

A mente indiana e o nascimento da civilização.

A civilização dos vales dos rios Indo e do Sarasvati é uma das três primeiras da Humanidade, e a mais extensa e evoluída delas. Os Puranas, antigos textos hindus, incluem relatos sobre o início da civilização, que narram o domínio do fogo, o dilúvio, dentre outros fatos históricos, junto com instruções sobre espiritualidade e religião. Igualmente, esses textos nos permitem apreciar os conhecimentos técnicos sobre medicina, arquitetura e arte da época.
Observamos nesta civilização uma sofisticada planificação urbana, com ruas rigorosamente traçadas, casas com vastos pátios interiores, celeiros, piscinas públicas, água corrente, drenagens, diques e canalizações para irrigação artificial. É surpreendente nesta civilização a sua “alta adaptabilidade”, como afirma o arqueólogo indiano S. P. Gupta, aos mais variados terrenos: as costas do Oceano Índico, o deserto do Rajastão e Ásia Central, as neves do Hindu Kush e as planícies e vales dos rios no Afeganistão, Paquistão e Índia. Isto evidencia, entre outras coisas, o altíssimo nível da engenharia urbana aliada à uma grande capacidade de planejamento e administração.
Os antigos indianos vendiam e intercambiavam mercadorias com a Suméria, a Síria, as ilhas do Golfo Pérsico e regiões costeiras da Mesopotâmia, o Irã, a Turkmênia, o Uzbequistão, o Paquistão e o noroeste da Índia. Exportavam algodão, marfim, contas de pedra e madeira para fazer colares, cachorros de caça, pássaros e animais raros, pedras semipreciosas, madeiras de lei, entalhes em concha, balanças e pesos de quartzo, machados de cobre e outras ferramentas. Eram tão organizados que, quando os navios voltavam do Golfo Pérsico e da Suméria, aproveitavam a viagem de retorno para encher seus porões nas costas do Afeganistão e Turkmênia com turquesas, lápis-lazúli, chumbo e latão. Possuíam um completo e preciso sistema de pesagem, que hoje pode ser apreciado nos museus da Índia.
Há pelo menos quatorze maneiras diferentes de referir-se às casas no Rig Veda, indicando que esta civilização era notoriamente urbana. Ainda nesta mesma obra, encontramos fartas referências ao mar (samudra), rios (sindhi), barcos, navegação, movimento de comerciantes, transações em moeda, empréstimos, recursos minerais, domesticação do cavalo e indústria, que nos mostram um pouco da vida cotidiana deste povo.

A mente indiana na cultura.

Poucos países no mundo possuem uma diversidade cultural semelhante à indiana. Essa diversidade não se estende apenas pelo amplo território, mas também se expande no tempo, ao longo de milênios de cultura e civilização contínuas. Essa cultura foi enriquecida por sucessivas ondas migratórias que foram absorvidas pelo povo indiano, num belo exemplo de tolerância e respeito pelo outro. A variedade étnica do povo indiano é tão fascinante como suas manifestações religiosas, artísticas ou lingüísticas. À Índia antiga apresentava uma diversidade na sua unidade que poderia servir como modelo e inspiração para pautar as relações entre os povos.
Os valores essenciais sobre os quais estão construídas a civilização e a cultura indiana são certamente familiares para o amigo leitor. O mais conhecido sem dúvida é a não-violência, ahimsa, cujas manifestações são a tolerância, a flexibilidade, a unidade e a solidariedade. Outra característica desta cultura é o imenso valor que é dado à família. O sistema social está baseado no conceito da família estendida, que abrange não apenas pais, irmãos e filhos do núcleo familiar, mas toda uma intrincada rede de relacionamentos políticos com outros núcleos dentro do mesmo estrato social.
A história da arte da Índia é igualmente a história da mais flexível das culturas antigas. Ela é uma interessante amálgama de influências nativas e forâneas ao longo do tempo, que possui uma identidade própria muito característica. Por exemplo, as formas artísticas do oeste da Índia, têm um inegável sabor de Oriente Médio, enquanto que as do norte se assemelham bastante às das culturas tibetana e chinesa. No entanto, todas elas preservam um sabor indiscutivelmente indiano. As formas da arte indiana são tão fortemente influenciadas pela espiritualidade que todas essas expressões poderiam ser consideradas arte sagrada. Isso vale tanto para a escultura e a pintura, quanto para a música, a arte dramática e a literatura.
Existe uma teoria estética que permeia todas essas formas de arte, chamada rasa, palavra sânscrita que significa “essência”, e define as emoções básicas com as quais o artista irá trabalhar. Os rasas são nove: hasya (felicidade), krodha (raiva), bhibasta (desgosto), bhaya (medo), shoka (sofrimento), vira (coragem), karuna (compaixão), vismaya (surpresa) e shantah (serenidade). Quando o artista completa sua obra, seja um poema, uma dança ou uma peça musical, ele provocou todas as nove emoções no leitor ou espectador, e sempre conclui com shantah, um sentimento de tranqüila paz, que é para a arte o que moksha, a libertação, significa para o Yoga.
Quem já foi para a Índia fica curioso sobre o quanto a dança e a música permeiam o cotidiano das pessoas, trazendo alegria e cor a todos os momentos. A música indiana, chamada sangitam, abrange uma enorme série de expressões folclóricas, religiosas, populares e clássicas. As formas musicais mais antigas encontram-se no Sama Veda, o “Veda das Melodias”, que é uma seleção de hinos musicados do Rig Veda. Até hoje, alguns sacerdotes ainda guardam essa antiga ciência. Tive o privilégio de ouvir um deles ano passado em Rishikesh; foi uma das experiências mais marcantes que tive escutando música.
A música clássica é sempre de câmara, tocada com poucos instrumentos e, tradicionalmente, para audiências pequenas. Ela é dividida em dois tipos: a da Karnataka, no sul, que tem uma estrutura mais solta, parecida com os improvisos do jazz, e a do norte, chamada Hindustani. Esta, por sua vez, é dividida em dois estilos: o dhrupad e o kayal. O dhrupad é a música clássica antiga, dedicada ao deus Shiva, que tem como objetivo despertar no ouvinte o estado meditativo. Assim sendo, ela é mais lenta e explora os registros mais graves. O kayal é a música das cortes reais, mais leve e ornamentada. Geralmente, quando os ocidentais se referem à música clássica indiana, estão em verdade apontando para este sub-gênero, popularizado por artistas como Ravi Shankar, Hariprasad Chaurasia e Pandit Jasraj. A música folclórica abrange tanto poemas devocionais de bhaktas como Mirabhai ou Kabir, quanto temas profanos, mas ela está sempre muito próxima da música clássica, embora seja tocada com outros instrumentos. Dela nasceu a conhecida música dos filmes indianos.
A dança, chamada natya, é um capítulo aparte. Existem muitas formas de dança, associadas com os lugares onde elas nasceram e se desenvolveram. Cada uma dessas modalidades preserva o modo peculiar da sua região. Assim, encontramos estilos de dança clássica no sul, como o Bharata Natyam, o Odissi e o Kathakali, outros oriundos do norte, como o Bhangra e o Kathak, outros no oeste, como o Dandi e o Garba, e outros no leste, como o Manipuri e o Sattriya. A raiz comum a todas estas formas artísticas é um texto chamado Natya Shastra, do século II, atribuído ao sábio patriarca Bh€rata.
O interessante do natya é que desta forma de arte dramática não é apenas dança. Em primeiro lugar, natya é dança, sim, mas sagrada. Originalmente, dançava-se nos templos, para os deuses. O natya incorpora e transmite uma linguagem gestual (mudra) muito característica, que influenciou enormemente as outras manifestações artísticas do Sudeste Asiático, como as danças gestuais da Indonésia, da Tailândia e da China. Além do mais, natya é teatro: o dançarino conta uma história, narra os mitos do Ramayana ou dos Puranas. Essa história é contada não apenas através da expressão das mãos, mas igualmente de gestos feitos com a fisionomia e o olhar. O dançarino usa o corpo como um veículo para expressar sua devoção e celebrar as grandes verdades universais: o amor, a glória, a paz. Não obstante a complexidade da dança indiana, ela é extremamente fácil de se compreender, pois fala ao coração e não à mente.
Agora, cabe uma palavra sobre a vasta literatura indiana. O gênero literário mais antigo é o dos Vedas, uma ampla coleção de hinos e fórmulas rituais em forma de poemas, que evidencia uma visão da criação, do mundo e da vida humana. Esses textos surpreendem pela profundidade e beleza. Embora de temática aparentemente limitada, eles revelam-se obras primas do ponto de vista literário, dando-nos uma visão global da cultura, dos valores e da forma de vida do povo védico. Existem quatro Vedas: Rig, Sama, Yajur e Atharva.
O famoso poeta e dramaturgo Kalidasa, que já foi comparado a Shakespeare, escreveu, dentre outras obras, dois épicos inesquecíveis: o Raghuvamsa (“A Dinastia dos Raghus”) e o Kumaras?ambhava (“O Nascimento de Kumara”) e duas obras de teatro que são encenadas até hoje: Shakuntala and Meghaduta. Talvez o mais marcante poeta posterior a Kalidasa seja Jayadeva, que compôs a famosa Gita Govinda (“Canção de Govinda”). Outros autores relevantes são Chanakya, que escreveu o Arthashastra (“Ciência da Prosperidade”) e Vatsyayana, conhecido pelo Kamasutra. Afora a literatura clássica sânscrita, e tendo surgido a a partir do século XVI, existe ainda uma imensa literatura em línguas vernáculas, tais como prâcrito, tâmil, pali, bhojpuri, hindi, kannada, gujarati, bengali, kashmiri, marathi, oriya, punjabi, malayalam, telugu e urdu, entre outras.
Ainda no âmbito cultural, nasceram na Índia atividades como o boxe e as artes marciais. Dentre as mais de 4.200 esculturas de terracota achadas nos sítios arqueológicos do Vale do Indo, tem uma que representa um lutador em posição de defesa, com mãos e punhos enfaixados, da mesma maneira que os boxeadores da atualidade. O kalarippayatu (“luta do campo de batalha”), o vajramushti (“punho de diamante”) e outras artes marciais, da mesma maneira, tiveram sua origem na Índia. Essas artes marciais foram levadas para o Sudeste Asiático e, posteriormente, para o Extremo Oriente, pelo monje budista Bodhidharma. Na área da recreação, cabe lembrar que também jogos como o ludo (chaturanga) e o xadrez, (sh?atrañj ou ashtapada) são também criações da mente indiana.

A mente indiana na ciência.

Os árabes aprenderam as ciências exatas dos indianos. Eles chamaram as matemáticas hindse, que significa “da Índia”. Não sabemos quando o homem começou a contar, mas o conceito do zero (shunya, em sânscrito) é indubitavelmente uma criação do ??i Aryabhatta. Da mesma forma, são indianos o sistema decimal e a numeração que hoje se conhece como arábiga. Este conhecimento foi levado pelos árabes para o Oriente Próximo no século XII, de onde, através das cruzadas, atingiu a Europa, onde foi massivamente adotado, por ser muito mais lógico e fácil de usar que o desconfortável sistema romano. Uma vez, Albert Einstein disse: “devemos muito aos indianos, que nos ensinaram a contar, sem o que nenhuma descoberta científica válida teria sido feita.” O grande matemático La Place, por seu lado, afirmou: “foi a Índia quem nos deu o engenhoso método de expressar todos os números com dez símbolos. A enorme facilidade que isso deu a todos os cálculos coloca a aritmética no topo das invenções úteis, e deveríamos apreciar ainda mais a dimensão destas conquistas se lembrarmos que elas escaparam ao gênio de Arquimedes e Apolônio.”
Seria impossível construir as imensas estruturas de Harappa e Mohenjo Daro sem um conhecimento detalhado de engenharia, arquitetura e geometria. A ciência nasceu a partir do ritual: a arte de construir altares deu origem à arte de construir cidades. Num estudo que consumiu mais de vinte anos, o matemático e historiador da ciência A. Siedenberg demonstrou que os sistemas matemáticos egípcio e babilônico foram inspirados no Shulba Sutra. Os textos egípcios baseados nesta obra são anteriores ao ano 2000 a.C., o que prova que o conhecimento de matemática na Índia é bem antigo. Isto reforça ainda o ponto de vista que afirma que o movimento civilizatório se deu desde a Índia para Oriente Próximo e que Mesopotâmia e Egito são tributários da cultura índica.
No campo da medicina, o sistema de saúde chamado Ayurveda (“ciência da vida”), nasceu em solo indiano e foi ensinada na Universidade de Taxila, fundada em 700 a.C., que chegou a reunir mais de 10.000 estudantes. Esse sistema de medicina foi preservado através da obra de sábios como Charvaka e Su?ruta, que viveram há mais de 2.500 anos.
A astronomia também nasceu em solo indiano. O erudito estadunidense Ebenezer Burguess afirmou, mais de um século atrás, que as astronomias indiana, egípcia e grega, pareciam possuir a mesma base, e que sua origem deveria procurar-se na Índia antiga. Alguns hinos do Rig Veda e outros shastras começam ou terminam com a descrição da localização do sol em relação aos planetas e constelações. Os primeiros estudiosos ocidentais dos séculos XVIII e XIX desestimaram esse detalhe, pois não acharam possível que esses fossem dados astronômicos concretos.
A navegação e, igualmente, um feito que parece ter sido empreendido primeiramente pelos antigos indianos. O historiador R. K. Mookerjee disse: “a arte da navegação nasceu no rio Indus mais de 6000 anos atrás. A própria palavra navigation, em inglês, deriva do sânscrito navi gatih.” A palavra nave deriva igualmente do sânscrito nava. Por seu lado, os antropólogos Geldern e Ekholm afirmaram: “mil anos antes do nascimento de Colombo, os barcos indianos eram em muito superiores a qualquer um feito na Europa no século XVIII.” A bússola, maccha yantra em sânscrito, foi também criada por estes navegantes.
Considerando esses antecedentes, e a importância que sempre se deu nesta cultura à busca por uma expressão numérica da unidade que permeia todas as coisas, não surpreende que hoje a Índia seja o país que aporta mais cientistas ao mundo no campo das ciências exatas, pois os indianos levam no seu inconsciente coletivo uma cosmovisão completa, expressada por meio de números.

A mente indiana na espiritualidade.

Usamos aqui a palavra espiritualidade para abranger tanto as expressões religiosas quanto as filosóficas. Na Índia, não há separação entre vida e religião, entre arte e espiritualidade. Esse fato é um dos primeiros que impressiona o visitante. O povo indiano, seja hindu, muçulmano, budista, sikh ou parsi, parece viver o tempo todo com a devoção à flor da pele. Essa atitude do indiano faz parte de uma tradição maior, que remonta aos tempos védicos e permeia todas as formas desta cultura. Nesse sentido, poderíamos dizer que o indiano vivencia a espiritualidade de uma forma mais natural e intensa que outros povos. Isso é evidente no extenso calendário de atividades religiosas, festivais, celebrações e peregrinações, de todas as formas religiosas, hindus e não hindus.
Também é evidente no cotidiano desse povo que, apesar das agruras inerentes à vida daqueles que nasceram num país do Terceiro Mundo, mantém sempre um sorriso estampado no rosto. Cada povo tem sua idiossincrasia. Assim, costumamos ouvir e dizer que os japoneses são disciplinados, que os alemães são sérios, que os brasileiros somos alegres. Na mesma linha, os indianos consideram a si mesmos o povo mais khush do planeta. Mas, o que significa khush? Esta é uma palavra urdu que quer dizer intensa alegria, felicidade. Essa alegria nasce na natural devoção do povo que, por sua vez, parece derivar de uma confiança inata na vida. Essa confiança deriva do ensinamento do dharma.
Talvez o exemplo mais acabado dessa integração entre espiritualidade e cotidiano seja o conceito de dharma. Este termo, que significa literalmente “aquilo que mantém unido”, designa tanto a vocação individual e os meios para realizá-la, como o princípio da harmonia e justiça universais. Todas as filosofias e religiões da Índia outorgam um papel central à vida no dharma, que é uma vida centrada na correta compreensão da realidade e na percepção do Eu em tudo e em todos. Nesse sentido, podemos dizer que o dharma, tanto do ponto de vista hindu quanto do budista, parsi, sikh ou jaina, não é um esquema exclusivo, que rejeita pessoas desde dentro de um sistema fechado. Ele é inclusivo: todos têm um lugar, um papel para representar ou realizar na estrutura do dharma. Vi?e?a dharma é o dharma específico para um indivíduo numa determinada situação. Já samanya dharma é o universal, aplicável a todos e a tudo.
Tudo o que está aqui é uma manifestação da Consciência, que se manifesta na forma do dharma, da ordem universal. Todos os humanos sabem disso, embora a noção dentro de cada cultura possa variar bastante. A essência do ensinamento do sanatana dharma , o dharma eterno, é que o indivíduo é idêntico ao Ser ilimitado. Isto deve ser bem compreendido, e aceito, se quisermos uma vida tranqüila, apesar as dificuldades inerentes a qualquer existência humana. Essa não-dualidade existe e é um fato, apesar da distinção sujeito-objeto. A distinção sujeito-objeto não contradiz a não-dualidade. Este é o conhecimento do Veda. Está ao longo do Rig Veda e, especialmente, no fim dele, condensado nas Upani?ads. Esse ensinamento está presente ao longo de todos os textos sagrados, que são cheios de histórias e mitos que têm como objetivo transmitir o ensinamento da maneira mais clara para as diferentes gerações.
O propósito deste texto, como foi colocado no início, foi apresentar as contribuições da mente indiana ao pensamento humano. A civilização da Índia, como toda civilização tem seu lado B. O amigo leitor saberá nos perdoar por omitir esse aspecto. Namaste!

Pedro é praticante e professor de Yoga.

VIA YOGA.PRO.BR

COMO É AMARGA A AMARGURA! (OLIVEIRA FIDELIS FILHO)

COMO É AMARGA A AMARGURA!
Por Oliveira Fidelis Filho

O disparador foi o silêncio!
O barulho daquele silêncio foi suficientemente alto para acordar minhas fraquezas, projetar minhas sombras e atiçar minha agressividade.
No discurso psicanalítico, o silêncio e a imagem falam mais do que mil palavras. O que geralmente me remete à poética declaração do Rei Davi quando em alusão a Criação declara: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento à outra noite. Não há linguagem nem palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a Terra se faz ouvir a Sua voz…”. No silêncio, a Natureza – interna e externa – revela sua essência divina e nos fala do Criador.
O silêncio ao qual me refiro, entretanto, não veio da Criação ou de um espaço no qual o inconsciente se revela no discurso de um cliente em uma sessão analítica. Antes fosse! Refiro-me ao silêncio de um próximo que, embora geograficamente distante, foi capaz de impor a rendição do amor em mim, abrir os portões dos porões do ego, soltar os bichos que pensava não mais existirem. Emergindo do profundo oceano de meu inconsciente, eles atracaram e tomaram de assalto as praias até então tranqüilas de minha consciência.
Faço alusão ao silêncio que me permitiu enxergar em mim, com clareza solar, os monstros que se escondem sob a sombra dos vales da inconsciência, que me fez ficar cara a cara com os meus próprios demônios e percebê-los vivos e atuantes, não no planeta terra, mas nos estreitos espaços de minha existência. Enfim, um silêncio que muito mais do que revelar o Outro no outro, revelou o Outro em mim.
Que angustiantes foram as sensações! O estômago sentiu-se como se atingido simultaneamente por um cruzado de direita e outro de esquerda, por um boxeador peso pesado. Senti-o comprimir e contorcer; fui tomado por náuseas e por pouco não vomitei. Meus sentimentos eram uma mistura indigesta de orgulho ferido, impotência, ultraje, injustiça, ira, ódio e ressentimento. Mergulhado em autocomiseração, desci às profundezas do inferno.
Os pensamentos entraram em colapso, a luz se apagou, o discernimento tirou férias, e foi imposto o toque de recolher à racionalidade. A sensibilidade e flexibilidade deram lugar ao embrutecimento enquanto a reatividade, de posse da procuração outorgada pelo orgulho e pela vaidade, portava-se inquestionável em seus direitos. Tal qual a seiva, que jorrando de um pinheiro ferido se transforma em âmbar petrificado, mumificando a vida que nele há, semelhantemente senti enrijecer meu peito e meu coração.
Talvez nenhum de meus leitores experimente tais provas de falta de expansão de consciência e de espiritualidade… Quem sabe sejam todos seres amorosos, harmonizados, banhados de luz e movidos por amor… Podem jamais ter experimentado tal descompensaçao… Podem, entretanto, ter algum amigo que já passou ou passe por esta experiência…
Brincadeiras à parte, quanto a mim, deixando-me agredir por um estrondoso silêncio, projetando meu mapa interpretativo e alucinações na pessoa que simplesmente silenciou, sucumbi ao poder da amargura. Felizmente, percebi rápido o que estava acontecendo; buscando no meu próprio silencio o apaziguamento dos conflitantes pensamentos e sentimentos, repovoando de Amor e Luz minha consciência com a ajuda da meditação orei ao meu Deus movido por gratidão e devolvi a alma o seu bem mais precioso, a Paz.
No meu livro RENASCENDO DAS CINZAS, nas primeiras páginas do capítulo dois, busco descrever os estragos oriundos da amargura. Entre outras ponderações, afirmo que a amargura é um veneno caríssimo porque é feito do nosso sangue, de nossa saúde, de nosso sono; implacavelmente ela consome quem dela se alimenta. É o câncer da alma com potencial para se converter na “alma” do câncer.
Na Bíblia, há dois textos que descrevem didaticamente a amargura. O livro de Hebreus traz a seguinte narrativa: “… Nem haja alguma raiz de amargura que brotando vos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados”. No livro de Salmos, o poeta e músico Asafe declara: “Quando o coração se me amargou, e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante, era como um irracional a tua presença.” Estas citações bíblicas deixam evidentes as perturbações psicossomáticas que possuem na amargura sua raiz.
A defesa imunológica está estreitamente vinculada ao perfil emocional. Quando a Bíblia adverte para não deixarmos o Sol se por sobre nossa ira, alertando que devemos manter um coração perdoador, e que devemos eliminar toda a raiz de amargura, o objetivo nos é por a salvo dos prejuízos que os sentimentos negativos impõem às mais variadas áreas da existência.
Encontramos, ainda, no livro de Salmos, a abençoadora recomendação: “Não fique com raiva, não fique furioso. Não se aborreça, pois isso será pior para você” e o sábio rei Salomão adverte: “controle sempre seu gênio; é tolice alimentar o ódio”.
Podemos argumentar exaustivamente que temos razões de sobra para alimentar a mágoa, o ressentimento e o ódio. É perfeitamente possível que tenhamos sido vítimas de injustiça, traição, ingratidão, rejeição, violências verbais ou físicas terríveis. Entretanto, com ou sem razão, a amargura é uma brutalidade a mais que infligimos a nós mesmos.
As raízes da amargura fecham as cortinas da alma impedindo que o Sol da Justiça ilumine e aqueça o coração. Elas obstruem as tubulações da existência, impedindo que a brisa refrescante da graça de Deus refrigere nosso interior. A amargura descolore a vida e poda as asas dos sonhos. Aprisiona-nos na areia movediça da murmuração e do ressentimento, roubando, matando e destruindo a alegria de viver. A amargura aprisiona nossos olhos no passado, deixando-nos paralisados.
Manter, de forma continuada, sentimentos de ira, ressentimentos, mágoa, enfim, manter a alma cativa pela amargura é bloquear as fontes da alegria, da paz, da vida plena e abundante.
É necessário compreender que não são as ações ou omissões sofridas, silêncio ou palavras ouvidas, ou mesmo ações praticadas contra nós, que geram amargura. Ela é produzida em nossos corações e é fruto de nossa reação, esvaziada de amor, àquilo que nos acontece.
Ao coração infectado pela amargura, o perdão é imprescindível. O perdão produz assepsia mental e emocional. Quem perdoa investe em si mesmo, faz opção pela vida. “Nós precisamos começar a amar para não adoecer”, afirmou Sigmund Freud e onde existir amor existira perdão.

Oliveira Fidelis Filho
Teólogo Espiritualista, Psicanalista Integrativo, Administrador,
Escritor e Conferencista, Compositor e Cantor.

VIA ESPIRITUALIDADE TERAPÊUTICA