Ano A – Dia: 11/02/2011 – As bodas de Caná – Jo 2,1-11

EVANGELHO DO DIA

Ano A

Dia: 11/02/2011

As bodas de Caná

Jo 2, 1-11

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
– O vinho acabou.
Jesus respondeu:
– Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.
Então ela disse aos empregados:
– Façam o que ele mandar.
Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:
– Encham de água estes potes.
E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:
– Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.
E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:
– Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

Comentário do Evangelho

O Deus de Jesus é o
Deus da vida

No evangelho de João Jesus se revela através de sinais, palavras e gestos. Tudo converge para a grande novidade que nasce no chão da experiência humana: o dom da vida eterna e divina a homens e mulheres, à humanidade.
Na festa de casamento em Caná temos o primeiro sinal, com seus significados. A presença de Jesus e sua mãe faz com que a alegria não seja frustrada. A novidade de Jesus é a transformação da água, que seria usada na ablução ritual, no vinho partilhado, que é fonte de alegria. O Deus de Jesus é o Deus da vida, na solidariedade, na alegria e na felicidade.

Oração

Senhor Jesus, que Maria me conduza sempre a ti e me leve a descobrir em ti o caminho da salvação que o Pai nos ofereceu.

Fonte:
www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 11/02/2011 – As bodas de Caná – Jo2,1-11

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 11/02/2011
As bodas de Caná
Jo2,1-11

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
– O vinho acabou.
Jesus respondeu:
– Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.
Então ela disse aos empregados:
– Façam o que ele mandar.
Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:
– Encham de água estes potes.
E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:
– Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.
E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:
– Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

Comentário do Evangelho

O Deus de Jesus é o
Deus da vida

No evangelho de João Jesus se revela através de sinais, palavras e gestos. Tudo converge para a grande novidade que nasce no chão da experiência humana: o dom da vida eterna e divina a homens e mulheres, à humanidade.
Na festa de casamento em Caná temos o primeiro sinal, com seus significados. A presença de Jesus e sua mãe faz com que a alegria não seja frustrada. A novidade de Jesus é a transformação da água, que seria usada na ablução ritual, no vinho partilhado, que é fonte de alegria. O Deus de Jesus é o Deus da vida, na solidariedade, na alegria e na felicidade.

Oração

Senhor Jesus, que Maria me conduza sempre a ti e me leve a descobrir em ti o caminho da salvação que o Pai nos ofereceu.

Fonte:
http://www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 10/02/2011 – Fé Sem Fronteiras – Mc7,24-30

EVANGELHO DO DIA

ANO A
DIA: 10/02/2011
FÉ SEM FRONTEIRAS
MC 7, 24-30

Jesus saiu dali e foi para a região que fica perto da cidade de Tiro. Ele entrou numa casa e não queria que soubessem que estava ali, mas não pôde se esconder. Certa mulher, que tinha uma filha que estava dominada por um espírito mau, ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. Era estrangeira, de nacionalidade siro-fenícia, e pediu que Jesus expulsasse da sua filha o demônio. Mas Jesus lhe disse:
– Deixe que os filhos comam primeiro. Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorros.
– Mas, senhor, – respondeu a mulher – até mesmo os cachorrinhos que ficam debaixo da mesa comem as migalhas de pão que as crianças deixam cair.
Jesus disse:
– Por causa dessa resposta você pode voltar para casa; o demônio já saiu da sua filha.
Quando a mulher voltou para casa, encontrou a criança deitada na cama; de fato, o demônio tinha saído dela.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

DEUS ACOLHE INICIATIVAS HUMILDES
A FAVOR DA VIDA

Com esta narrativa Marcos dá início a uma série de episódios em territórios gentílicos, região de Tiro, depois Decápolis e Betsáida, inserindo também uma narrativa da partilha do pão entre os gentios. Nestas regiões fica manifesta a acolhida de Jesus pelas populações locais. Fica assim bem caracterizada a dimensão universal da encarnação como a comunicação da vida divina a todos os povos e nações.
Nesta narrativa, com a linguagem e o estilo do evangelista Marcos, percebe-se como a confiança e a humildade da mulher siro-fenícia moveu Jesus a atendê-la. Jesus liberta não somente os corpos adoentados pela situação de exclusão mas também o espírito submisso às falsas ideologias dos opressores. A humanidade de Jesus é solidária e partilhada com a nossa humanidade. Deus respeita e acolhe nossas iniciativas humildes a favor da vida.

ORAÇÃO

Pai, cria em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele.

Fonte:
www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 09/02/2011 – Jesus Fala Sobre A Impureza – Mc 7,14-23

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 09/02/2011
JESUS FALA SOBRE A IMPUREZA
Mc7,14-23

Jesus chamou outra vez a multidão e disse:
– Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura. [Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.]
Quando Jesus se afastou da multidão e entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram o que queria dizer essa comparação. Então ele disse:
– Vocês são como os outros; não entendem nada! Aquilo que entra pela boca da pessoa não pode fazê-la ficar impura, porque não vai para o coração, mas para o estômago, e depois sai do corpo.
Com isso Jesus quis dizer que todos os tipos de alimento podem ser comidos.
Ele continuou:
– O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

JESUS VEM AFIRMAR A BONDADE

A partir do fato de seus discípulos comerem sem praticar as lavagens rituais das mãos e braços, até o cotovelo, Jesus é censurado pelos escribas e fariseus. Em resposta Jesus os chama de hipócritas, apegados a suas tradições que vão contra a vontade de Deus. Então Jesus dirige-se à multidão e aos discípulos explicando: não é o que está fora que torna a pessoa impura, mas sim o que sai da pessoa. O choque se dá entre o dualismo, “sagrado” e “profano”, criado pelas religiões, e muito presente na tradição do judaísmo. O mundo não se divide em duas zonas, uma, sagrada, onde se encontra tudo que goza do favor de Deus, e outra, profana, da qual Deus está ausente. Jesus vem afirmar a bondade fundamental da criação e o amor universal de Deus. Não é o espaço exterior que define a presença de Deus, mas sim nossas ações. Onde há o amor, Deus aí está.

Oração

Pai, cria, no meu coração, a pureza verdadeira que me permite estar na tua presença, seguro de que minha vida te agrada.

Fonte:
www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 08/02/2011 – Jesus E A Tradição Dos Judeus – Mc7,1-13

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 08/02/2011
Jesus e a tradição dos judeus
Mc 7,1-13

Alguns fariseus e alguns mestres da Lei que tinham vindo de Jerusalém reuniram-se em volta de Jesus. Eles viram que alguns dos discípulos dele estavam comendo com mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer.
(Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.)
Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus:
– Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos?
Jesus respondeu:
– Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim:
“Deus disse:
Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim.
A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus.”
E continuou:
– Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos.
E Jesus terminou, dizendo:
– Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus, para seguir os seus próprios ensinamentos. Pois Moisés ordenou: “Respeite o seu pai e a sua mãe.” E disse também: “Que seja morto aquele que amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe!” Mas vocês ensinam que, se alguém tem alguma coisa que poderia usar para ajudar os seus pais, mas diz: “Eu dediquei isto a Deus”, então ele não precisa ajudar os seus pais. Assim vocês desprezam a palavra de Deus, trocando-a por ensinamentos que passam de pais para filhos. E vocês fazem muitas outras coisas como esta.

Comentário do Evangelho

Tradição

Jesus está diante de “inquisidores” enviados por Jerusalém. Jesus revela a hipocrisia deles, pois se apegam às tradições humanas e abandonam o mandamento do amor de Deus. O povo humilde, em estado de carências várias, não tinha condições de observar os mais de seiscentos preceitos da Lei e, assim, eram taxados de “pecadores” pelos chefes religiosos de Israel. Jesus cita o exemplo do dever natural e querido por Deus, de prestar assistência aos pais em suas necessidades, particularmente na velhice. Contudo a tradição dos líderes religiosos do Templo e da sinagoga induz seus devotos a entregarem seus bens como “oferta” (corban) ao Templo, dispensando-os de atenderem às necessidades de seus pais. A tradição torna-se assim instrumento de acumulação de riqueza para os chefes religiosos, em sacrifício da vida.

Oração

Pai, coloca-me no caminho da verdadeira piedade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia contigo, realizando aquilo que, de fato, é do teu agrado.

Fonte: www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 07/02/2011 – O povo logo reconheceu Jesus – Mc6,53-56

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 07/02/2011
O povo logo reconheceu Jesus
Mc 6,53-56

Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré, onde amarraram o barco na praia. Quando desceram do barco, o povo logo reconheceu Jesus. Então, eles saíram correndo por toda aquela região, começaram a trazer os doentes em camas e os levavam para o lugar onde sabiam que Jesus estava. Em todos os lugares aonde ele ia, isto é, nos povoados, nas cidades e nas fazendas, punham os doentes nas praças e pediam a Jesus que os deixasse pelo menos tocar na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.

Comentário do Evangelho

Jesus vem para libertar
e restaurar a vida

Marcos nos apresenta um segundo “sumário” do ministério de Jesus (cf. 20 jan.) em plena atividade na Galiléia. A narrativa de Marcos coloca Jesus em relação com pessoas e locais não identificados, nomeando apenas o ponto onde atracaram, Genesaré, uma fértil planície ao sul de Cafarnaum. O sumário é apresentado após a partilha dos pães e a travessia do mar agitado. No início da narrativa da partilha dos pães é destacado o ensino dos apóstolos e de Jesus (cf. 4 dez). Agora o sumário destaca a “salvação” dos que o tocavam. “Salvar” (sôzô, no grego) significa libertar de um perigo e restaurar uma situação anterior de bem estar. Jesus vem para libertar e restaurar a vida.
Durante a travessia do mar agitado os discípulos não reconhecem Jesus ao se aproximar sobre as águas (cf. Mc 6,49). Agora, em contraste, os habitantes de Genesaré o reconhecem logo ao desembarcar. Neste sumário percebemos que Jesus vem para conviver com todo o povo e não apenas para um pequeno resto de um povo eleito. É também notável a menção ao “toque” em Jesus, o que realça a sua presença física de Jesus, fator importante para a comunicação vital.

Oração

Pai, que a misericórdia seja o traço característico do meu modo de ser no trato com os meus semelhantes, de maneira que eu possa atrair, como Jesus, muitas pessoas para ti.

Fonte:
www.paulinas.org.br

EAQ – EVANGELHO QUOTIDIANO – JOÃO 6:68 – 07.02.2011

EAQ

EVANGELHO QUOTIDIANO

JOÃO 6:68

07.02.2011

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

Segunda-feira, dia 07 de Fevereiro de 2011
Segunda-feira da 5ª semana do Tempo Comum
Hoje a Igreja celebra : Beata Eugénia Smet (Madre Maria da Providência), religiosa. +1871, Beata Rosália Rendu, religiosa, +1856, Santa Coleta, virgem, +1447
Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Santo Agostinho : “Quantos O tocavam ficavam curados”

Livro de Génesis 1,1-19.

No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas. Deus disse: “Faça-se a luz.” E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia. Deus disse: “Haja um firmamento entre as águas, para as manter separadas umas das outras.” E assim aconteceu. Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam sob o firmamento das que estavam por cima do firmamento. Deus chamou céus ao firmamento. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o segundo dia. Deus disse: “Reúnam-se as águas que estão debaixo dos céus, num único lugar, a fim de aparecer a terra seca.” E assim aconteceu. Deus chamou terra à parte sólida, e mar, ao conjunto das águas. E Deus viu que isto era bom. Deus disse: “Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo as suas espécies, e contendo semente.” E assim aconteceu. A terra produziu verdura, erva com semente, segundo a sua espécie, e árvores de fruto, segundo as suas espécies, com a respectiva semente. Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o terceiro dia. Deus disse: “Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os anos; servirão também de luzeiros no firmamento dos céus, para iluminarem a Terra.” E assim aconteceu. Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a Terra, para presidirem ao dia e à noite, e para separarem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o quarto dia.

Livro de Salmos 104(103),1-2.5-6.10.12.24.35.

Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! SENHOR, meu Deus, como Tu és grande! Estás revestido de esplendor e majestade!
Estás envolto num manto de luz e estendeste os céus como um véu.
Fundaste a terra sobre bases sólidas, ela mantém-se inabalável para sempre.
Tu a cobriste com o manto do abismo e as águas cobriram as montanhas;
Transformas as fontes em rios, que serpenteiam entre as montanhas.
Os pássaros do céu vêm morar nas suas margens; ali chilreiam entre a folhagem.
SENHOR, como são grandes as tuas obras! Todas elas são fruto da tua sabedoria! A terra está cheia das tuas criaturas!
Desapareçam da terra os pecadores! Os ímpios deixem de existir! Bendiz, ó minha alma, o SENHOR! Aleluia!

Evangelho segundo S. Marcos 6,53-56.

Finda a travessia, aproximaram-se de Genesaré e aportaram. Assim que saíram do barco, reconheceram-no. Acorreram de toda aquela região e começaram a levar os doentes nos catres para o lugar onde sabiam que Ele se encontrava. Nas aldeias, cidades ou campos, onde quer que entrasse, colocavam os doentes nas praças e rogavam-lhe que os deixasse tocar pelo menos as franjas das suas vestes. E quantos o tocavam ficavam curados.

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 306, passim
“Quantos O tocavam ficavam curados”

Todos os homens querem ser felizes; não há ninguém que não o queira, e com tanta intensidade que o deseja acima de tudo. Melhor ainda: tudo o que querem para além disso querem-no para isso. Os homens perseguem paixões diferentes, um esta, outro aquela; também existem muitas maneiras de ganhar a vida neste mundo: cada um escolhe a sua profissão e exerce-a. Mas quer adoptem este ou aquele género de vida, todos os homens agem nesta vida para serem felizes. […] O que há então nesta vida capaz de nos fazer felizes, que todos desejam mas que nem todos alcançam? Procuremo-lo. […]
Se eu perguntar a alguém: “Queres viver?”, ninguém se sentiria tentado a responder-me: “Não quero”. […] Do mesmo modo, se eu perguntar: “Queres ser saudável?”, ninguém me responderá: “Não quero”. A saúde é um bem precioso aos olhos do rico e, para o pobre, ela é muitas vezes o único bem que ele possui. […] Todos concordam no amor pela vida e pela saúde. Ora quando o homem desfruta da vida e é saudável, poderá contentar-se com isso? […]
Um homem rico perguntou ao Senhor: “Mestre, que devo fazer para ter a vida eterna?” (Mc 10, 17) Ele temia morrer e era forçado a morrer. […] Ele sabia que uma vida de dor e de tormentos não é vida, e que se lhe deveria antes dar o nome de morte. […] Apenas a vida eterna pode ser feliz. A saúde e a vida neste mundo não a garantem, tememos demasiado perdê-las: chamai a isto “temer sempre” e não “viver sempre”. […] Se a nossa vida não é eterna, se não satisfaz eternamente os nossos desejos, não pode ser feliz, nem sequer é vida. […] Quando entrarmos nessa vida, teremos a certeza de aí ficar para sempre. Teremos a certeza de possuir eternamente a verdadeira vida sem qualquer temor, pois encontrar-nos-emos naquele Reino sobre o qual se diz: “E o Seu reino não terá fim” (Lc 1, 33).

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Ano A – Dia: 06/02/2011 – Gastar A Vida Como Sal Da Terra E Luz Do Mundo – Mt5,13-16

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 06/02/2011
Gastar A Vida Como Sal Da Terra E Luz Do Mundo
Mt5,13-16

– Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.
– Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu.

Comentário do Evangelho
Sermão da Montanha

Após a narrativa do anúncio das bem-aventuranças por Jesus, Mateus reúne uma grande coleção de sentenças de estilo sapiencial, associadas a Jesus. Ele reuniu, de modo didático, para doutrinação, ditos e sentenças esparsas, originários de palavras de Jesus, que circulavam livremente como tradição entre os cristãos. Vários destes ditos e sentenças aparecem dispersos ao longo dos outros evangelhos sinóticos, Marcos e Lucas. O conjunto forma o que se costuma denominar “o Sermão da Montanha”. Mateus redige sua obra em um momento em que o judaísmo, após a destruição do Templo de Jerusalém no ano 70, busca sua identidade na estrita e rigorosa observância da Lei. Sob esta decisão de estrita observância, os fariseus expulsaram das sinagogas os judeus convertidos ao cristianismo que, embota ameaçados, perseveraram em sua fé cristã. Com a coletânea de sentenças do Sermão da Montanha, Mateus procura identificar, para suas comunidades oriundas do judaísmo, as características do Reino dos Céus, diferenciando-as dos estreitos critérios de identidade exigidos pelos fariseus. Daí vem a freqüente repetição da expressão: “…foi dito aos antigos… Eu porém vos digo…”, ao longo do Sermão. O texto de Mateus adquire o caráter de um discurso programático interpretando o projeto de Jesus, apresentando-o como aquele que responde às autênticas esperanças suscitadas pela fé fundada no Primeiro Testamento. No texto de hoje, de início, temos as duas sentenças proclamatórias que identificam o compromisso dos discípulos: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo…”. Sal e luz, duas realidades perenes do dia a dia, adotadas por metáfora, também pelos profetas. Porém, na Bíblia, esta é a única passagem em que o sal é usado em uma metáfora aplicada a pessoas. Ao sal associa-se a propriedade de preservação da corrupção que proporciona a durabilidade. É antiga a prática de salgar alimentos para garantir sua durabilidade. Assim o faziam, certamente, os pescadores da Galiléia. Além do mais, é o sal que dá o sabor aos alimentos, proporcionando mais prazer no seu consumo. A “aliança no sal” é também uma expressão que indica a fidelidade a um compromisso. É partilhar com outrem, pouco a pouco, o sal do alimento de cada dia, ao longo de longos dias. Os discípulos são chamados ao compromisso da fidelidade ao projeto de Deus, pelo que a alegria brota nos corações. A luz é o admirável fenômeno físico que nos revela a natureza das coisas materiais. No âmbito das realidades espirituais a luz identifica-se com a verdade. É pela verdade que alcançamos a realidade dos fatos e da vida, os quais são ocultados pela falsidade e pela mentira. Se a palavra do discípulo deve ser agradável ela também não deixará de ser uma luz que revela a vontade de Deus denunciando a falácia dos valores e das ofertas de um mercado globalizado a serviço do dinheiro e do lucro. A alegria e a verdade são manifestações do amor que une os discípulos em comunidades e que irradiam transformando o mundo. Na humildade e na confiança em Deus (primeira leitura), os discípulos são chamados a serem a luz que ilumina os caminhos e revela a verdade de Jesus.
Ser o sal da terra e a luz do mundo é comprometer-se com o Reino dos Céus encarnado na história, no dia a dia. É partilhar com quem tem fome, acolher os pobres, vestir os nus. É praticar a justiça e a paz que demovem os poderosos injustos e violentos. “Assim, qual novo amanhecer,… tua luz brilhará nas trevas”.

Oração

Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do teu Reino.

Fonte:
www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 05/02/2011 – Ovelhas sem Pastor – Mc 6,30-34

Ano A
Dia: 05/02/2011
Ovelhas sem Pastor
Mc 6, 30-34

Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado. Havia ali tanta gente, chegando e saindo, que Jesus e os apóstolos não tinham tempo nem para comer. Então ele lhes disse:
– Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco.
Então foram sozinhos de barco para um lugar deserto. Porém muitas pessoas os viram sair e os reconheceram. De todos os povoados, muitos correram pela margem e chegaram lá antes deles. Quando Jesus desceu do barco, viu a multidão e teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor. E começou a ensinar muitas coisas.

Comentário do Evangelho
O sentimento de compaixão
de Jesus

Jesus havia escolhido os doze apóstolos e os enviara em missão. Agora retornam e contam a Jesus o seu desempenho. Na missão o ensino é acompanhado da ação libertadora e vivificante, o que é simbolizado pelas curas e exorcismos. Já cercados pela multidão, “não tinham nem tempo para comer”, isto é, para se alimentarem do pão, da palavra e da oração. Jesus chama os apóstolos e, em um barco, partem para um lugar retirado a fim de repousarem. Porém a multidão os acompanha pela margem do lago, vindo de vários lugares, chegando antes deles. São pessoas empobrecidas, excluídas das sinagogas e das elites sociais. Marcos, como lhe é próprio, destaca o sentimento de compaixão de Jesus pelas multidões. Jesus passa então a ensinar-lhes muitas coisas. O ensino de Jesus é a revelação da vontade de Deus sobre nós, restaurando a vida onde ela é ameaçada. Com esta narrativa Marcos prepara a narrativa da partilha do pão com a multidão, que vem em seguida.

Oração

Pai, dá-me as disposições necessárias para eu realizar bem a missão recebida de Jesus, tendo-o sempre como modelo.

Fonte: www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 04/02/2011 – Execução De João Batista – Mc6,14-29

Ano A
Dia: 04/02/2011
Execução de João Batista
Mc6,14-29

O rei Herodes ouviu falar de tudo isso porque a fama de Jesus se havia espalhado por toda parte. Alguns diziam:
– Esse homem é João Batista, que foi ressuscitado! Por isso esse homem tem poder para fazer milagres.
Outros diziam que ele era Elias. Mas alguns afirmavam:
– Ele é profeta, como um daqueles profetas antigos.
Quando Herodes ouviu isso, disse:
– Ele é João Batista! Eu mandei cortar a cabeça dele, e agora ele foi ressuscitado!
Pois tinha sido Herodes mesmo quem havia mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodias, com quem havia casado, embora ela fosse esposa do seu irmão Filipe. Por isso João tinha dito muitas vezes a Herodes: “Pela nossa Lei você é proibido de casar com a esposa do seu irmão!”
Herodias estava furiosa com João e queria matá-lo. Mas não podia porque Herodes tinha medo dele, pois sabia que ele era um homem bom e dedicado a Deus. Por isso Herodes protegia João. E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo.
Porém no dia do aniversário de Herodes apareceu a ocasião que Herodias estava esperando. Nesse dia Herodes deu um banquete para as pessoas importantes do seu governo: altos funcionários, chefes militares e autoridades da Galiléia. Durante o banquete a filha de Herodias entrou no salão e dançou. Herodes e os seus convidados gostaram muito da dança. Então o rei disse à moça:
– Peça o que quiser, e eu lhe darei.
E jurou:
– Prometo que darei o que você pedir, mesmo que seja a metade do meu reino!
Ela foi perguntar à sua mãe o que devia pedir. E a mãe respondeu:
– Peça a cabeça de João Batista.
No mesmo instante a moça voltou depressa aonde estava o rei e pediu:
– Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!
Herodes ficou muito triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, não pôde deixar de atender o pedido da moça. Mandou imediatamente um soldado da guarda trazer a cabeça de João. O soldado foi à cadeia, cortou a cabeça de João, pôs num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João souberam disso, vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram.

Comentário do Evangelho:
A identificação de Jesus com
João Batista

A identificação de Jesus com João Batista mostra como a prática de Jesus se aproximava da prática do Batista, que permanecera viva na memória popular. Na narrativa do banquete de aniversário de Herodes percebe-se uma ironia sobre o ridículo das motivações de Herodes e dos grupos de poder que o cercam. Em forte contraste, um banquete de aniversário para comemorar a vida termina com a morte: uma cabeça degolada servida em um prato. Marcos faz também um contraste entre este banquete de Herodes com os poderosos e a partilha do pão de Jesus com o povo, que vem narrada a seguir. Pode-se ver aqui, também, uma prefiguração do julgamento e execução de Jesus.

Oração

Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de seguir adiante, cumprindo minha missão de evangelizador.

Fonte: www.paulinas.org.br