PORQUE ATUALMENTE EXISTEM TANTOS INIMIGOS DA FÉ? (01/02/2012) – AIKAO VIRTAA

by Aikao Virtaa

Os inimigos da fé nada querem saber da divindade, entretanto esses tais estão convictos da inexorabilidade das leis que governam a natureza, inclusive podem observar isso no dia a dia mundano. Por exemplo, um automóvel em bom estado começa a funcionar quando se aciona a ignição. O carro, com suas milhares de peças, funciona perfeitamente logo que o motor inicia seu funcionamento. Quem pode duvidar disso? A certeza é tanta que a maioria diz ter total convicção disso.
Com certeza não pode haver nem fé nem convicção no íntimo das almas ao ouvir predicas dominicais cheias de dogmas e afirmações ilógicas, sem nenhuma sustentação. As leis que a ciência descobriu, seja em cada fenômeno elétrico, químico, físico ou biológico presentes na natureza, são as mesmas leis que também atuam em seus próprios corpos de carne e osso. As leis naturais não falham. Haveria, por exemplo, como se esquivar da morte natural? Isso é impossível justamente por causa da imutabilidade das leis que imperam na natureza.
Na maioria dos casos os atuais inimigos da fé não cogitam que a mesma força que atua na natureza e que reconhecem sem constrangimento, é a mesmíssima que provém indiretamente da divindade, mas sob este aspecto não tem nenhuma fé. Existem até pessoas que afirmam acreditar em um Ser Superior, mas dizem que Jesus foi simplesmente um revolucionário de sua época que combatia a religião dos Judeus e chegam a duvidar que ele tenha sido um enviado da Luz, de tanto que as religiões ligaram seu nome com suas mentiras, seus marketings interesseiros, seus ilícitos escancarados, etc. Estudiosos honestos consigo mesmos, sejam cientistas ou não, são obrigados a afirmar que existe uma força desconhecida que atua sempre em todos os fenômenos naturais até agora estudados e compreendidos.
Muitos que não querem saber da fé religiosa não percebem a razão desse conflito. A fé, conforme é apresentada pelas religiões ou seitas, se choca com o conceito correto que algumas pessoas ainda tem dentro de si, um conceito elevado do Criador. Simplesmente se afastam sem aceitar aquilo que é ensinado ou exigido pelas Igrejas. Podem até frequentá-las eventualmente, mas sempre como sendo uma obrigação para não constranger aqueles familiares que tem a fé cega e que de vez em quando acompanham socialmente.
As forças da natureza sempre foram reconhecidas por diversos povos da antiguidade como potestades que se manifestam em toda a natureza como um reflexo da Força do Criador. A fé em Deus deveria se tornar convicção caso aplicassem a mesma fé que atualmente tem nos fenômenos naturais, basta admitir que ambas as convicções provém da mesma Força que atua inflexivelmente, em seguida devem passar a se aprofundar nesse assunto que é espiritual, até que encontrem as respostas às suas perguntas após um estudo mais profundo (Ver Mensagem do Graal, de Abdruschin).
As religiões atuais disseminam seus dogmas apenas a quem consente em se submeter voluntariamente pela fé cega, a exemplo da salvação gratuita, pregada durante milênios. Isso não quer dizer que não haja ensinamentos verdadeiros nas palavras de Jesus e outros valiosos ensinamentos constantes da Bíblia, desde que tais passagens não tenham sido modificadas por conveniência de seus respectivos mentores. O poder político-religioso que os mandatários das religiões exerceram por séculos e séculos manteve sua influência sempre através de dogmas e manipulação política para controlar seus interesses materiais e manter seu poderio terreno. Com isso cunharam tal conflito no íntimo de cada um que percebe todas as incoerências e passam a tomar a palavra fé como algo danoso, se afastando desse assunto e deixando de se espiritualizar.
Portanto quem fala em não ter nenhuma fé pode, sem dúvida, se sentir mais valioso do que aqueles que abraçaram a fé cega das Igrejas. Geralmente esses tais amam a natureza, as florestas, os animais e sempre os protegem com unhas e dentes, quando veem o homem materialista os ameaçar e destruir. E esses que ainda tem esse algo mais forte no seu íntimo devem buscar progresso nesses assuntos mais elevados para poder transformar a verdadeira fé que dormita dentro de si em plena convicção.

Aikao Virtaa, autor do livro O Calendário de Pedra da Grande Pirâmide do Egito – O Milenar Mistério Decifrado.

(SRC: LIBRARY)

PARA AQUELES COMPANHEIROS DE JORNADA GOSTARIA DE COMPARTILHAR O QUE DESCOBRI NOS ÚLTIMOS ANOS

Para aqueles companheiros de jornada, gostaria de compartilhar o que descobri nos últimos anos………
Como todos sabemos, uma jornada espiritual e uma viagem interna. Esta jornada pessoal começou ha muitos séculos atrás e provavelmente vai continuar por um tempo. Pessoalmente, acho esta jornada uma aventura. Adoro. Muitas vezes pode ser dolorosa, dar medo e acima de tudo requerer fe e perseverança. Mas no fim vale pena, porque a paz começa a substituir o caos interno.
Enquanto este processo vertical vai progredindo, outra coisa vai acontecendo horizontalmente. O coração vai se abrindo, a compaixão vai aumentando, o amor vai crescendo, a vontade de abrir os braços para incluir todos e tudo vai ficando cada vez maior.
Quanto mais a jornada vertical vai se aprofundando, mais aberta a pessoa fica para a vida. O medo que parecia inabalável, vai perdendo a sua forca, dando espaço para o amor universal.
Quando esta abertura horizontal começa, o processo exige que os braços sejam abertos para receber a humanidade, o universo, os planetas, as plantas, as montanhas, os animais neste abraço gigantesco. O sentimento de conexão e real e profundo.
De repente, no meio desta jornada comecei a entender que o que penso, sinto, faço, afeta a mente coletiva. Estou ciente que tenho muito que caminhar, mas sei também que esta viagem tem um fim.
Sou muito grata ao universo por esta experiência. Para aqueles que começaram a estudar o Curso, ou não, desejo que seus caminhos sejam cheios de luz e alegria.
VIA HARMONIA E PAZ

OS MILAGRES CONTRA O AMOR…

O que diferencia as coisas de Deus das coisas dos deuses entre os homens, não são milagres, nem poderes, nem demonstrações, nem sinais, nem prodígios, nem coisas extraordinárias, posto que todas essas coisas sempre tenham se manifestado entre todos os povos da terra.
Línguas estranhas, profecias, sonhos e visões, curas, sinais prodigiosos, etc… — estão presentes em todos os registros de quase todos os povos primitivos.
Portanto, o que diferencia as coisas de Deus das coisas dos deuses não são fenômenos, mas um único fenômeno: o amor…
Não é o nome de um deus ou de “Deus” é o que faz a diferença, mas exclusivamente o amor…
Onde o diferencial é amor, não importa a cultura, o ambiente religioso, a ignorância, whatever…
Se há amor, aí há Deus…
Se não há amor, pode haver o nome de Deus, as doutrinas de “Deus”, culto a Deus, tudo a Deus — mas não haverá Deus aí…
Milagres sem Deus são comuns…
O incomum é o milagre de Deus…
O sobrenatural não é a marca de Deus…
A marca de Deus é o amor…
O mundo está cheio de milagres e de sobrenatural…, mas vazio de Deus!
Jesus fez muitos milagres, mais milagres do que qualquer outro ser humano…
No entanto, a leitura do Evangelho nos mostra que Jesus faz milagres como um gesto de amor pela fraqueza e pela dor humana, mas não como um recurso da revelação de Deus…
Ao contrário, Jesus denuncia a relação adoecida das multidões com os Seus próprios milagres; e diz: “Não foi por mim e nem pela Palavra que vocês voltaram, mas porque vocês comeram pão de graça”…
Jesus fez e aconteceu… até que “os judeus” começaram a “pedir sinais”…
Então Ele foi diminuindo…
A esta geração não será dado outro sinal senão o do profeta Jonas! — disse Jesus nessa hora.
Milagres do amor curam e não adoecem a alma…
Mas os milagres dos fenômenos, esses matam o espírito…; pois criam fé no milagre e não em Deus, e dão ao que busca o milagre a sensação errada de que o milagre valida a experiência da pessoa com Deus; e não é o caso…
Por isto é que no Evangelho o único milagre a ser sempre celebrado é o da conversão, é o do arrependimento, é o da novidade de vida, é o novo nascimento!…
Ora, esse milagre que o Evangelho busca e celebra, só acontece mediante o amor; pois, sem amor, todo milagre é apenas manifestação de um fenômeno…
“Ainda que tudo…” — sem amor nada aproveitará.
O problema é que os crentes, à semelhança dos judeus dos dias de Jesus, buscam sinais, mas não querem a Palavra!
Assim, buscando sinais não crêem no amor e na fé como sinais que superam todos os demais…
Ao final, o que acontece é que um milagreiro lê este meu texto e ri de mim, desse coitado, desse romântico, desse otário, desse bobo que fica aí falando de amor…
Eu, todavia, creio tanto nisto quanto em tudo o mais…, mas quero apenas ser discípulo dos milagres do amor de Deus, e não tenho desejo por nenhum poder que não nasça exclusivamente do amor.

Nele, de Quem aprendi que se não for assim […] de Deus não é,

Caio, 23 de setembro de 2009

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