"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

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GITANJALI Nº3

Posted by José Eduardo Glaeser em 22/01/2011

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Não sei como cantas, ó mestre! Escuto sempre em silencioso deslumbramento.
A luz da tua música ilumina o mundo. O sopro de vida da tua música voa de céu em céu. A torrente santa da tua música rompe qualquer obstáculo de pedra — e jorra.
O meu coração anseia por juntar-se ao teu cântico, mas em vão se esforça por ter voz. Eu poderia falar, mas a linguagem não se transforma em cântico, e, confundindo, choro em voz alta. Ah! Tu fizeste o meu coração prisioneiro nas malhas sem fim da tua música, ó meu mestre!

(Rabindranath Tagore) Tradução: Guilherme De Almeida

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GITANJALI Nº2

Posted by José Eduardo Glaeser em 21/01/2011

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Quando me ordenas que cante, parece que o meu coração vai estalar de orgulho;
E eu olho para o teu rosto, e vêm lagrimas aos meus olhos.
Tudo que em minha vida é às pero e dissonante confunde-se numa harmonia única e suave – e a minha adoração solta as asas como pássaro feliz no seu vôo sobre o mar.
Sei que gostas do meu cântico. Sei que é só como um cantor que posso estar diante de ti.
Com a ponta da asa largamente aberta do meu cântico eu roço os teus pés que nunca esperei poder alcançar.
Bêbado de Alegria de Cantar, esqueço-me de mim mesmo e chamo-te amigo, a ti que és o meu Senhor.

(Rabindranath Tagore) Tradução: Guilherme De Almeida

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GITANJALI Nº1

Posted by José Eduardo Glaeser em 21/01/2011

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Fizeste-me sem fim, pois esse é o teu prazer. Vives esgotando esta taça frágil e enchendo-a sempre de vida fresca.
Levaste por montes e vales esta pequena flauta de cana e soprando-a, atravessaste-a de melodias sempre novas.
Ao toque imortal das tuas mãos, o meu pequeno coração esquece os limites da alegria e cria
inexprimíveis expressões.
Teus dons infindos vêm a mim apenas sobre estas minhas tão exíguas mãos. Passam os tempos, vais vertendo sempre, e vai havendo sempre o que encher.

(Rabindranath Tagore) Tradução: Guilherme De Almeida

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