"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

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Recado de Jesus aos corações disponíveis…

Posted by José Eduardo Glaeser em 01/02/2011

Recado de Jesus aos corações disponíveis…

Rui Santiago
Jovens Redentoristas

Irmão, preciso de ti. Preciso de gente com coragem para levantar a voz e anunciar ao mundo, em Meu nome, alguns Segredos da Vida que andam muito esquecidos.
Diz-lhes que viver é infinitamente mais que ter uma carreira, e ter sucesso não é sinónimo de ser feliz. Porque os sucessos do mundo regem-se por tabelas que Eu, na verdade, não conheço…
Parte diante do mundo essas tabelas, esmigalha aos teus pés esses critérios que medem os homens por aquilo que têm e pelo número de outros homens sobre quem eles mandam.
Proclama que cada um vale na medida do que ama. Lembra-lhes, também, que tudo o que agora lhes enche os olhos e os corações, tudo o que desesperadamente perseguem e querem possuir,
um dia lhes será roubado para sempre, e ficarão apenas com o que realmente são.
Lembra-lhes que a morte é uma ladra invencível de tudo o que eles têm. Mas não rouba o que cada um é… Por isso, é primeiramente ao nível do ser que devemos arregaçar as mangas e construir.
Ser pessoa é construir-se pessoa, nos alicerces do amor, com os tijolos do bem-querer, o cimento do perdão, as vigas da solidariedade, as telhas da verdade…
Segreda-lhes, também, que não vale a pena correr tanto e tão depressa, se não se sabe para onde se vai… Esse é que é o verdadeiro problema. A fome mais profunda do coração dos homens é a
fome de um Sentido para a vida. E, sabes o que te digo?… Eis-me aqui!!! Deixa-me ser o Sentido da tua vida, e proclama-me como Sentido para a vida do mundo.
Em Mim, todos vós fostes assumidos como filhos muito amados do Meu Pai. Eu chamei-vos “irmãos”, pelo grande Amor que vos tenho, e ensinei-vos a chamar ao Meu Pai tal como Eu lhe chamo: “Abba!
Papá!”. E, por Mim, recebestes todos o Espírito Santo, que é como que o Sangue de Deus a correr nas vossas veias espirituais, a Vida de Deus a encher de Sentido a vossa própria vida.
E porque sois filhos muito amados, a vossa vida em construção caminha em direcção à Plenitude do Regaço do Pai. A morte é um fim, mas não é o fim. É o fim da construção, mas não é o fim da Vida!
Pelo contrário: é o parto definitivo para a Plenitude da Vida, ser eternamente em Deus, com Deus e como Deus. É a porta de entrada na Festa da Alegria Eterna, à entrada da qual a primeira imagem que terás serei Eu a caminhar na tua direcção, de braços abertos e olhar brilhante, para te abraçar e dizer ao ouvido: “Bem Vindo, irmão! Nem imaginas a Festa que te está preparada… Vem, e sê feliz para sempre!
E se, porventura, ainda vir no canto do teu olho alguma lágrima ou no teu rosto alguma marca de tristeza, Eu te beijarei e recriarei definitivamente, e acabará para sempre a dor, o sofrimento e a tristeza.

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Inverter a lógica

Posted by José Eduardo Glaeser em 01/02/2011

Inverter a lógica

É fundamental compreendermos que a realidade “não é simplesmente o que é”, mas acaba sempre por tornar-se o modo como olhamos para ela. As coisas tomam a cor da luz que as ilumina. Numa sala com uma lâmpada azul, todas as paredes, móveis e pessoas ficam azuis. Muda a lâmpada para verde, e tudo ficará verde. Para ver bem, é preciso escolher a “luz” certa. “Olhar” os acontecimentos significa “interpretá-los”. E é fundamental aprendermos a interpretar os acontecimentos de maneira optimista, positiva, confiante e criativa, porque isso leva-nos a dar passos concretos que nos conduzem a melhorarmos a realidade.
Um pensador espanhol muito conhecido, disse um dia uma frase que ficou famosa: “Eu sou eu e a minha circunstância”. Mas “eu” não sou a minha circunstância! Na mesma circunstância, “eu” posso optar por ser “outro”, isto é, ser diferente. Porque as circunstâncias (contextos) fazem as pessoas, mas as pessoas fazem as circunstâncias (contextos). Não somos “ratos de laboratório” numa grande “gaiola de experiências e ensaios” que é o mundo! Não somos fantoches nas mãos de qualquer destino! Temos os fios mais importantes da nossa vida nas nossas próprias mãos! As nossas posturas, atitudes e expressões (verbais, faciais, corporais, simbólicas…) são consequência das nossas experiências, mais ou menos positivas. Sim; mas o mais importante desta lógica é que pode ser invertida! As nossas experiências de vida podem ser mudadas se mudarmos as nossas posturas, atitudes e expressões!
O modo como nós lidamos com as nossas experiências, as mais antigas como as actuais, torna-as diferentes. Somos protagonistas de nós próprios, somos autores e não só resultado da nossa história, cheio de acontecimentos. Quando falamos de “história”, da nossa história, temos a tentação de olhar só para o passado, considerando-nos como resultado de tudo o que fomos, tivemos e nos aconteceu. Uma coisa te garanto: a maturidade da Fé, da Esperança e do Amor ao jeito de Jesus empurra-nos sempre a olhar para a frente, rasga-nos o futuro. “Tens que nascer de novo!”, disse Jesus a Nicodemos. “Poderei voltar ao ventre da minha mãe?!”, perguntou ele. O engano do costume… querer renascer voltando ao passado! Renascer é nascer novo para o futuro. A nossa história não é só o fio das nossas memórias e experiências. A nossa história é também o apelo ao que de nós ainda está por nascer, o mundo dos nossos projectos e das nossas ousadias a caminho da Felicidade. Não te deixes ser apenas o resultado das tuas experiências!
Sê autor da tua história, pelo modo como amadureces com as experiências do passado, enfrentas as do presente e preparas as do futuro. Não te deixes cair no marasmo dos que acham que nunca há nada a fazer para mudar… porque é mentira! Nem deixes que te enganem com os seus argumentos… Não te deixes cair na tentação de querer justificar as desistências com argumentos que parecem muito “sábios”, mas só servem para enganar os distraídos, coisas deste tipo: “Eu sou assim… é uma questão de personalidade… é a minha maneira de ser…” Essa “maneira de ser” que chamam “personalidade” não pode ser entendida como uma realidade estática, como um destino interior imutável, qualquer coisa como uma “mola interior” que impulsiona os nossos comportamentos, sempre e só num movimento “de dentro para fora”.
Sabes, a nossa personalidade manifesta-se nos nossos comportamentos, mas se quisermos amadurecer temos que começar por conscientemente mudar os nossos comportamentos! Os comportamentos também moldam a personalidade. Na prática, sabes como é que isto se faz? É assim: se queres possuir uma determinada qualidade ou maneira de ser, faz por comportar-te como se já a tivesses! Esse é o caminho para ela desabrochar em ti…

Rui Santiago
Jovens Redentoristas

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DILATAR O CORAÇÃO LOUVANDO A DEUS

Posted by José Eduardo Glaeser em 11/01/2011

Deus Santo que sois três pessoas em perfeita comunhão amorosa.
O Universo fala-nos do vosso amor e do vosso poder criador.
Como as outras criaturas não vos podem louvar
nós queremos emprestar-lhes a nossa voz, a fim de vos louvar por elas:
Glória a Vós, Deus Santo, que nos chamaste à vida.
Glória a Vós que nos deste a Natureza como um livro cheio de ensinamentos.
Glória a Vós que nos revelais de tantos modos as vossas perfeições infinitas.
Glória a Vós que Sois Amor e que marcastes a Criação com o selo da Bondade.
Glória a Vós que nos concedeis tantos momentos de alegria.
Glória a Vós que nos proporcionais experiências magníficas de felicidade.
Glória a Vós que nos capacitais para transformarmos os nossos sofrimentos
em mediações de crescimento espiritual, ajudando-nos a compreender os que sofrem.
Glória Vós pelas montanhas que nos convidam a olhar
o Céu azul e a multidão incontável das estrelas.
Glória a Vós pelos mares e os lagos
que reflectem a luz brilhante do sol e o azul suave do Céu.
Glória a Vós pelos rios que vão regando a terra,
tornando-a mais generosa e fecunda.
Glória a Vós pelos animais selvagens cuja ternura pelos filhotes é admirável.
Glória a Vós pelos pais muitos dos quais
são capazes de dar o melhor de si pelos filhos.
Glória a Vós pelo canto harmonioso das aves
e os rugidos, os uivos e os balidos dos animais.
Glória a Vós pelas mães e pela sua capacidade inesgotável de comunicar ternura.
Glória a Vós que amorosamente nos revelastes o vosso rosto
como uma comunhão amorosa do Pai com o Filho e com o Espírito Santo.
Glória a Vós pelo mistério da Encarnação
através do qual o divino se enxertou no humano,
a fim de nós sermos membros da Família Divina.
Glória a Vós pela Grandiosa Festa da Vida
na qual tomam parte as plantas, os animais e os seres humanos.
Glória a Vós que sonhastes para o Homem um plano de amor admirável
fazendo coincidir a perfeição humana com a comunhão divina.
Glória a Vós pelo perfume das violetas, dos lírios e das rosas.
Glória a Deus pela multidão dos peixes que habitam os mares, os rios e os lagos.
Glória a Vós pelo sabor delicioso dos frutos e pela doçura do mel
que as abelhas produzem de modo totalmente gratuito.
Glória a Deus por tantas pessoas que, ao longo da nossa vida nos sorriram,
capacitando-nos para sorrir e amar.
Glória a Vós pela força do Espírito Santo que nos capacita
para fazermos o bem aos outros, facilitando a sua realização e felicidade.
Glória a Vós pela vida eterna que o Espírito Santo
faz crescer e germinar no nosso coração.
Glória a Vós pela luz do sol que todas as manhãs
faz emergir a multidão das cores e das formas que nos encantam.
Glória a Deus pelo carinho das pessoas que nos amaram,
capacitando-nos para amar.
Glória a Vós que revelastes a vossa ternura
através da ternura das pessoas que nos fizeram bem.
Glória a Vós pela força da ressurreição de Cristo
que nos concede a vitória sobre a morte.
Glória a Vós pelo poder criador do Espírito Santo que, no nosso íntimo,
nos vai recriando e configurando com Cristo ressuscitado.
Glória a Vós pelas crianças cuja transparência nos convida a ser verdadeiros.
Glória a Vós por nos terdes colocado nesta terra cheia de cores,
chilreios, grunhidos e declarações de amor.
Glória a Vós pelas noites serenas que nos convidam à paz e ao descanso.
Glória a Vós pela alegria que nasce no coração
dos que se deixam conduzir pela sabedoria do Espírito Santo.
Glória a Vós pelos homens e mulheres que lutam pela justiça e os direitos humanos
que são os pilares sólidos da paz.
Glória a Vós pelas pessoas que têm o dom de fazer os outros felizes.
Glória a Vós cuja morada é um campo espiritual contínuo
de interacções amorosas, o qual se situa na interioridade máxima do Universo.
Glória a Vós que vindes ao nosso encontro sempre a partir de dentro.
Glória a Vós que em cada dia nos fazeis sentir
os efeitos benéficos da vossa presença no nosso coração.
Glória a Vós que ao criar-nos à sua imagem e semelhança,
vos tornastes a meta para a qual estamos a caminhar.
Glória a Vós que nos criastes inacabados,
a fim de nos podermos realizar como pessoas livres, conscientes e responsáveis.
Glória a Vós cujo amor providencial nos protegeu em tantos momentos de perigo.
Glória a Vós pelo modo como a vossa revelação nos faz compreender
o sentido da vida, da História e do Universo.
Glória a Vós pela Nova e Eterna Aliança que fizestes connosco em Jesus Cristo.
Glória a Vós pelo Espírito Santo que é a Água Viva
e que faz brotar em nós uma fonte de Vida Eterna.
Glória a Vós que nos acolheis como membros da vossa Família.
Glória Vós, Trindade Santíssima, pelo vosso projecto de salvação
em favor de todos os seres humanos.
ALELUIA!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

http://calmeiro-matias.blogspot.com/2009/02/dilatar-o-coracao-louvando-deus.html

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O Reino de Deus tem como Lei o Amor

Posted by José Eduardo Glaeser em 17/12/2010

O Reino de Deus tem como Lei o Amor

O Reino de Deus é uma comunhão de grandeza humano-divina cuja dinâmica é o amor. Quando a lei de um reino é o amor, todos reinam, pois as relações são de comunhão.
Jesus é um rei que fez de nós seus irmãos e amigos: ele ensinou-nos que o Reino de Deus não é uma realidade distante. Como comunhão orgânica e dinâmica de grandeza humano-divina, o Reino de Deus começou a emergir no interior de Jesus de Nazaré, graças à dinâmica da Encarnação. No momento da sua morte e ressurreição, Jesus Cristo entra nas coordenadas da universalidade, tornando-se presente a tudo e a todos a partir de dentro. Neste momento, o Reino de Deus passa para o interior das pessoas. Eis o que Jesus diz a este respeito no evangelho de São João: “Se alguém me tem amor guardará a minha palavra e meu Pai o amará. Então nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada” (Jo 14, 23).
O que delimita a nossa participação na plenitude do Reino de Deus é a nossa realização espiritual como pessoas livres, conscientes, responsáveis e capazes de comunhão amorosa. Uma vez inseridos na Comunhão do Reino de Deus dançaremos eternamente o ritmo do amor com o jeito que tivermos treinado aqui na terra.
Felizes dos que sabem dar conteúdo ao seu futuro, construindo-se como pessoas no presente. Com efeito seremos assumidos e incorporados na Festa do Reino de Deus na medida em que nos tenhamos construído como pessoas capazes de relações de amor e reciprocidade comunitária.
Por outro lado, a interioridade pessoal-espiritual emerge progressivamente mediante opções, atitudes e relações de amor. Jesus tinha consciência de ser um homem a viver uma condição original face a Deus. Isto era notado pelo modo como falava da sua relação com Deus. Jesus sabia que a génese do Reino de Deus estava em processo no seu íntimo. São Lucas exprime esta consciência que Jesus tinha da sua originalidade face a Deus dizendo: “JESUS VEIO A NAZARÉ, ONDE SE TINHA CRIADO. SEGUNDO O SEU COSTUME, ENTROU EM DIA DE SÁBADO NA SINAGOGA E LEVANTOU-SE PARA LER. ENTREGARAM-LHE O LIVRO DO PROFETA ISAÍAS E, DESENROLANDO-O, DEPAROU COM A PASSAGEM EM QUE ESTÁ ESCRITO:
“O ESPÍRITO DO SENHOR ESTÁ SOBRE MIM,
POIS UNGIU-ME PARA ANUNCIAR A BOA NOVA AOS POBRES.
ENVIOU-ME A PROCLAMAR A LIBERTAÇÃO AOS CATIVOS,
A RECUPERAÇÃO DA VISTA AOS CEGOS,
A MANDAR EM LIBERDADE OS OPRIMIDOS
E A PROCLAMAR O ANO DA GRAÇA.”
DEPOIS, ENROLOU O LIVRO, ENTREGOU-O AO RESPONSÁVEL E SENTOU-SE. TODOS OS QUE ESTAVAM NA SINAGOGA TINHAM OS OLHOS FIXOS NELE. DEPOIS, JESUS DIRIGE-LHES A PALAVRA, DIZENDO: “CUMPRIU-SE HOJE ESTA PASSAGEM DA ESCRITURA QUE ACABAIS DE OUVIR” (Lc 4, 16-21).
Os evangelhos insistem na proximidade do Reino de Deus. Eis o que diz São Marcos: “DEPOIS DE JOÃO TER SIDO PRESO, JESUS FOI PARA A GALILEIA, E PROCLAMAVA A PALAVRA DE DEUS, DIZENDO: “COMPLETOU-SE O TEMPO E O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO. ARREPENDEI-VOS E ACREDITAI NO EVANGELHO” (Mc 1, 14-15).
No evangelho de São João, o tema central é a Hora de Jesus, isto é, o momento da sua morte e ressurreição. É este o momento da Salvação, pois o Senhor, ao ressuscitar, dá-nos a Água Viva, isto é, o Espírito Santo que faz jorrar no nosso coração rios de Vida Eterna (Jo 7, 37-39; 4, 14).
Como vimos acima, enquanto Jesus vivia na História, o Reino de Deus estava a emergir no interior de Jesus. Esta emergência era a dinâmica da Encarnação, isto é, o enxerto do divino no humano a acontecer. Esta interacção humano-divina era tanto mais forte quanto mais Jesus crescia como interioridade espiritual humana. Por outras palavras, antes da ressurreição de Jesus, o Reino de Deus, estava entre os homens. No momento da sua ressurreição, Jesus passa das coordenadas exteriores da raça, da língua, do espaço e do tempo para as coordenadas da interioridade total: equidistância a tudo e a todos.
Nesse momento, Jesus torna-se a cabeça da comunhão orgânica que incorpora a Humanidade na comunhão da Santíssima Trindade. Nesse momento, o Reino de Deus deixa de estar no meio dos homens para estar no interior das pessoas.
Por outras palavras, no momento da ressurreição de Jesus Cristo, o Reino de Deus passa da face exterior para a face interior da realidade. Esta passagem do Reino para a interioridade máxima do real significa a sua universalização. É neste momento que se dá a comunicação universal do Espírito Santo, tornando-se a fonte da Vida Eterna no coração dos seres humanos: “NO ÚLTIMO DIA, O MAIS SOLENE DA FESTA, JESUS, DE PÉ, BRADOU: “SE ALGUÉM TEM SEDE VENHA A MIM E O QUE ACREDITA EM MIM QUE SACIE A SUA SEDE! COMO DIZ A ESCRITURA HÃO-DE CORRER DO SEU CORAÇÃO RIOS DE ÁGUA VIA”. ORA, JESUS DISSE ISTO, REFERINDO-SE AO ESPÍRITO SANTO QUE IAM RECEBER OS QUE NELE CRESSEM. NA VERDADE, O ESPÍRITO SANTO AINDA NÃO TINHA VINDO POR JESUS AINDA NÃO TER SIDO GLORIFICADO” (Jo 7, 37-39).
Jesus foi-se apercebendo gradual e progressivamente de que, com a sua morte, o Reino de Deus atingiria um alcance universal, como diz o evangelho de São João: “NESSE DIA COMPREENDEREIS QUE EU ESTOU NO MEU PAI, VÓS EM MIM, E EU EM VÓS” (Jo14, 20).
Jesus acreditava que o Reino de Deus já estava a emergir em si e que, com a sua morte e ressurreição começaria a génese universal do Reino de Deus. Por isso, no Pai-Nosso ele ensina os discípulos a pedir ao Pai que o Reino venha e que a vontade do Pai se faça (Mt 6,9-13; Lc 11, 2-4).
No início do seu evangelho, São Marcos convida as pessoas a converterem-se em virtude da proximidade do Reino de Deus. (Mc 1, 15). E nós podemos acrescentar o seguinte: através da acção libertadora de Jesus as pessoas experimentavam a proximidade do Reino em forma de uma acção transformadora. Por outras palavras, os milagres de Jesus exprimiam a dinâmica da libertação do Reino a acontecer entre as pessoas. Na verdade, as pessoas experimentavam os efeitos libertadores da presença do Reino através da actividade de Jesus. Referindo-se ao resultado libertador da sua palavra e dos seus gestos, Jesus disse aos fariseus que o facto de ele expulsar os demónios pelo Espírito Santo é o sinal de que o Reino de Deus chegou até eles (Lc 11, 20; Mt 12, 28).
O evangelho de São João diz que o Reino de Deus é a Comunhão Universal da Humanidade com a Divindade. O Reino de Deus diz Jesus, é a morada de Deus com o Homem. Neste Reino as pessoas humanas são divinizadas mediante a incorporação na Família Divina: “NÃO SE PERTURBE O VOSSO CORAÇÃO. ASSIM COMO ACREDITAIS EM DEUS, ACREDITAI TAMBÉM EM MIM. NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS. SE ASSIM NÃO FOSSE EU NÃO VOS TERIA DITO QUE IA PREPARAR-VOS UM LUGAR. QUANDO EU TIVER IDO E VOS TIVER PREPARADO UM LUGAR, VIREI NOVAMENTE A VÓS E HEI-DE LEVAR-VOS PARA JUNTO DE MIM, A FIM DE QUE, ONDE EU ESTOU VÓS ESTEJAIS TAMBÉM” (Jo 14, 2-3).
No Reino de Deus cada pessoa é um ponto de encontro e uma mediação para acontecer a Comunhão humano-divina. São Paulo diz que o Reino de Deus não é uma questão de comida ou bebida, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14, 17).
Como mediações de introdução na Comunhão Universal, as pessoas são uma concretização única, original e irrepetível do património da Comunhão Universal. Na verdade, o Reino de Deus é constituído apenas por pessoas que se encontram em perfeita reciprocidade amorosa.
O Reino de Deus, portanto, é a esfera da Comunhão e da novidade permanente. Na Festa da Vida Eterna os seres humanos dançam o ritmo do amor, mas cada qual com o jeito com que treinou durante a sua génese pessoal na História. Por outras palavras, os ressuscitados continuam com a identidade resultante da sua realização pessoal na história.
Somos pessoas em construção. A nossa identidade espiritual é precisamente o jeito de interagir e comungar com as pessoas humanas e as divinas. É com este jeito que nós tomaremos parte na Comunhão Universal da Família de Deus. O Reino de Deus é a esfera do amor, essa dinâmica universal de bem-querer que tem como origem a pessoa e como meta a comunhão. A universalização do Reino de Deus aconteceu com o acontecimento da morte e ressurreição de Jesus.

Em Comunhão Convosco,
Calmeiro Matias

VIA BLOG DERROTAR MONTANHAS (Rui Santiago, CSSR)

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JOVENS REDENTORISTAS – JESUS NUNCA CASTIGOU NINGUÉM, NEM DEU PENITÊNCIAS A CUMPRIR

Posted by José Eduardo Glaeser em 11/12/2010

– com a samaritana, mulher de cinco maridos… (Jo 4, 1-42)
– à mulher adúltera, levada a Jesus prestes a ser apedrejada… (Jo 8, 1-11)
– à prostituta que lhe lavou os pés e os beijou: “Muito amou, muito lhe será perdoado”… (Lc 7, 36-48)
– ao paralítico, a quem apenas disse : “Os teus pecados estão perdoados; levanta-te e vai para casa”… (Mc 2, 1-12)
– a Pedro, depois das três negações… (Jo 21, 15-17)
– ao ladrão companheiro na morte: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!” (Lc 23, 43)
JESUS REVELA
UM DEUS DE PERDÃO INCONDICIONAL,
AMOR-GRAÇA E DE GRAÇA PARA TODOS.
Deus “não enviou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar!” (Jo 3, 17). Deus é incapaz de castigar porque é Amor em plenitude. O castigo é sempre uma forma de chantagem (ou seja, uma imposição de reciprocidade), e é também sempre uma revelação de impotência; duas realidades ausentes em Deus. Fala-se muitas vezes dos “castigos de Deus”, e justifica-se isso dizendo que os pais também castigam os seus filhos, porque os amam. Sim, é verdade, mas o nosso amor é imperfeito e em permanente construção! Deus é Amor em plenitude, e o Seu jeito de actuar e transformar é “a partir de dentro”, pela acção livremente acolhida do Espírito Santo. Temos que ter muito cuidado para não falarmos de Deus “à nossa imagem e semelhança”, porque essa costuma ser a fonte de todos os equívocos,enganos e deformações do Rosto de Deus…
O jeito como Jesus perdoava e enviava as pessoas pelo Caminho da Liberdade, revela-nos um Deus cujo Perdão é mais que uma declaração de inocência ou uma barrela. O perdão de Deus não é uma declaração, mas um acontecimento em nós que nos recria. O pecado é uma espiral de Descriação; O PERDÃO DE DEUS É UMA DINÂMICA DE RECRIAÇÃO em nós por parte de Deus. Por isso os evangelhos nos apresentam este poder libertador do Perdão com o sinal das curas das doenças, que naquele tempo eram consideradas como manifestações de espíritos impuros que possuíam o interior das pessoas, ou castigos de Deus por algum pecado grave. Em Jesus de Nazaré ESTE PERDÃO LIBERTADOR É O TRAÇO MAIS VISÍVEL DA GRAÇA DE DEUS: “Os teus pecados estão perdoados, disse ao paralítico, levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa” (Mc 2, 5-11). Onde está a condição para o perdão? Onde está a penitência? Onde está a moeda de troca?
O judaísmo também reconhecia que Deus era capaz de perdoar. A dificuldade era entender que pudesse ser “de Graça”! Tinham oferendas para apresentar no Templo consoante a “gravidade dos pecados”, tinham locais para banhos rituais purificadores, tinham dias de celebrações especiais com ritos de perdão… Mas nunca o perdão era proclamado como um Dom Gratuito de Deus! O Perdão merecia-se ou comprava-se! Mas Deus ultrapassa toda a Lei e toda a mesquinhez humana… Em Jesus de Nazaré revela-se o Deus-Graça, o Deus Livre de todas as “Meritocracias”, que não ama e perdoa os “bons”, mas ama e perdoa porque Ele é Bom!
O castigo e a penitência surgem nas relações humanas quando se quer levar o outro a uma transformação que ele, por si só, não leva a cabo. Então, quer-se actuar ou provocar a transformação “de fora para dentro”. Ora, Deus não age assim. Actua a transformação “a partir de dentro”, na medida em que a pessoa a acolhe na sua interioridade. Se a pessoa não acolhe, Deus também não pode actuar “de fora”, por coacção. Na linguagem bíblia, este é o “pecado contra o Espírito Santo”, o que “não tem perdão” (Mt 12, 31), exactamente porque a pessoa se fecha a que o Espírito Santo actue em si o perdão como acontecimento recriador. Da parte de Deus, este é sem limites nem condições… Mas corre o risco de Se ver deixado à porta por aqueles que lha quiserem fechar… (Ap 3, 20)
Esta linguagem da “IMPOTÊNCIA DE DEUS” não era compreendida pelos contemporâneos de Jesus, sobretudo pelos fariseus, doutores da Lei e sacerdotes do Templo. Passados dois mil anos, a maior parte dos cristãos ainda não a compreende!
Exigem de Deus “poderes” que Ele não tem: o “poder” de Se impor às situações ou às pessoas, o “poder” de nos substituir para solucionar os acontecimentos, o “poder” de limitar a nossa liberdade, o “poder” de não nos deixar ser responsáveis na construção de nós próprios, da nossa história e do nosso mundo…

BOM DEUS,
muito obrigado
por não seres um “deus teórico”
ou um “deus bem-intencionado”…

Nenhum dos Teus dons
pertence ao mundo das “teorias”
ou das “boas-intenções”,
mas sim das Acções!

Obrigado
porque o Teu Perdão é a Acção Recriadora
do Espírito Santo no meu Coração,
reconfigurando em mim
a Tua imagem e semelhança
que o meu pecado sempre desfigura.

Obrigado, BOM DEUS,
por estares comprometido comigo
a ponto de não desistires nunca
de juntares os meus cacos
e me fazeres de novo…

Ou Baixe: JESUS NUNCA CASTIGOU NINGUÉM, NEM DEU PENITÊNCIAS A CUMPRIR.pdf

Jovens Redentoristas

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