“O AMOR É A LEI DE DEUS” (O LIVRO DE MIRDAD)

“O Amor é a Lei de Deus.
Viveis para que aprendais a amar.
Amais para que aprendais a viver.
Nenhuma outra lição é exigida do homem.”
(O Livro De Mirdad)

Via http://www.sintoniasaintgermain.com.br/mdd011.htm

UM REMÉDIO SEGURO – CHARLES FILLMORE

Sente-se todas as noites, por meia hora e mentalmente perdoe cada pessoa contra quem sinta qualquer mágoa ou antipatia. Se teme ou tem prevenção, contra um animal que seja, mentalmente peça-lhe perdão por isso e irradie-lhe um pensamento de amor.
Se você acusou qualquer pessoa de injustiça, se se referiu a alguém desairosamente, se criticou ou deu ouvidos a diz-que-diz-que, sobre alguém, retire as suas palavras, pedindo-lhe perdão, em silêncio.
Se teve um mal entendido com amigos ou parentes, se está litigando ou em questão com alguém, faça tudo, em seu poder, para terminar essa desunião.
Veja todas as coisas e todas as pessoas como realmente são – Espírito puro – e irradie-lhes os seus mais poderosos pensamentos de amor.
Não vá deitar-se, à noite, sentindo ter um único inimigo, neste mundo.
Seja cuidadoso em não pensar mal ou dizer uma palavra que possa ofender a quem quer que seja.
Seja paciente, amoroso e afável sob qualquer circunstância. Você conseguirá fazer isso se for fiel à hora do silêncio, porque será auxiliado, então, a superar o sentimento carnal de egoísmo.
Há uma lei imutável sustentando esse método de cura. Deus é amor e o amor se manifesta como vida. Deus se exprime assim, em e através, de todas as Suas creações. Se fizermos qualquer coisa, para terminar com o amor de qualquer pessoa estamos bloqueando o amor de Deus; por essa forma estamos limitando a vida que flui através de todos .
Quando nos afastamos do nosso próximo, e por essa maneira cortamos os liames do amor que nos liga a todos, como homens e mulheres, nós ao mesmo tempo secionamos as artérias e veias, através das quais, flui a vida universal. Então, nos tornamos meros feixes de nervos tensos, trêmulos e agitados, com medo e fraqueza e finalmente morrendo por falta do amor de Deus.
Mas o Espírito onipresente procura sempre fluir em e através de nós e estimular cada uma de nossas faculdades. Precisamos contudo, pelas nossas palavras e atos, reconhecer essa Presença toda poderosa como um fator atuante em nossa vida, porque cada um de nós tem livre arbítrio inerente, que recebe ou rejeita tudo, não se excetuando nem mesmo Deus.
Auto-condenação é também um grande erro, que leva a conseqüências calamitosas. Se você se acusou de ignorância, tolice, medo, doença, ansiedade, pobreza, raiva, ciúme, avareza, ambição, fraqueza, ou se está melancólico ou se permite tristezas, peça perdão, por tudo, ao Pai amoroso, em cuja imagem e semelhança você tem, espiritualmente, vida perfeita.
Diga muitas vezes a esta Onipresença:
“Agora entrego essas limitações humanas a Ti, ó Pai! Sou obediente à lei do meu ser e sei que em Ti sou destemido, verdadeiro, enérgico, sábio, puro, perfeito, forte, rico e corajoso. Tu és o meu poderoso Recurso e em Ti confio inteiramente.”

http://caminhandovivendoeaprendendo.blogspot.com.br/2010/09/um-remedio-seguro-charles-fillmore.html

QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR (ÂNGELA MARCONDES JABOR)

Quantas vezes devemos perdoar?

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com

Um dos maiores obstáculos para o nosso progresso espiritual é a dificuldade em perdoar. O perdão, sem dúvida, quando manifestado, abre portas consideráveis que nem mesmo conseguimos imaginar. O perdão é de suma importância na vida de uma pessoa. Ele é um agente milagroso de cura em tudo e em todos, portanto, perdoar é divino. Mas muitas vezes, na condição de humanos, dando poderes ao “ego”, infelizmente, por mais que queremos, não conseguimos perdoar quem nos ofendeu, feriu e magoou. A dor pela qual passamos nos impede de exercê-lo e acabamos por esquecer que há uma força poderosa dentro de nós que, se a usarmos, seremos capazes de perdoar. Os ensinamentos falam de que não podemos chegar diante do altar sem antes perdoar nossos “inimigos” – as pessoas que de uma maneira ou outra nos prejudicaram. Esta é a razão pela qual muitas pessoas, por mais que orem, não conseguem receber o que tanto desejam. Obviamente, a partir do momento em que pararem para analisar as suas vidas e descobrirem que há algumas coisas mantidas e que precisam eliminar, como o ressentimento com alguém, a mágoa profunda que guardam há anos em relação a alguém, e se, de coração trabalharem para se livrar destas bagagens pesadas que impedem de andarem livremente e de serem realmente felizes como desejam, tudo muda. Pois eliminando os entraves que impediam seu caminhar, tudo se torna mais leve, harmonioso, tranquilo e feliz.

Trecho do livro “Kuan Yin a Mãe Divina e Amorosa em nossas vidas”, Ascend Editora. http://www.ascendeditora.com.br/

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com
EU SOU O QUE EU SOU. Nem mais, nem menos, simplesmente EU SOU … Mais do que já fui, menos do que ainda serei, mas sempre: no passado, no presente, no futuro, independente do tempo, EU SOU O QUE EU SOU.
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E-mail: anngelajabor@hotmail.com
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http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=27947

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA? (CAIO FÁBIO)

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA?

Jesus disse que as Palavras Dele são espírito e são vida!
No entanto, o que Ele nos mandou obedecer como Sua Palavra se põe em oposição a tudo o que o mundo pode compreender; posto que viole as convenções da honra, da reputação, da justiça própria, da valentia que se expõe às brigas, do enfrentamento de quem deseje nos defraudar, da defesa ante a calunia, do julgamento que se tem por certo, do ódio ao que se assuma como direito em razão da ofensa; ou ainda: da antipatia que decorra dos maus tratos, ou mesmo da indiferença para conosco; e, também, dando complemento a isto, Ele fala de abrir mão do desejo de possuir, mesmo que se possa atender ao nosso capricho como poder —; e, em contrapartida a tudo, Ele recomenda a via dos otários; dos que não aceitam a provocação, dos que desviam seu caminho do enfrentamento odioso, dos que levam desaforo para casa em oração, dos que não topam o embate com o perverso, dos que dão a outra face, dos que oferecem além da capa demandada até mesmo o paletó que não foi pedido, dos que recolhem os seus direitos, os seus tesouros, as suas pérolas, por não terem nenhuma necessidade de demonstração de quem sejam ou do que pensem, especialmente quando os circunstantes tenham espirito de porco ou sejam cães raivosos.
Entretanto, mesmo sabendo que este é o espirito do ensino de Jesus para a vida, a maioria dos que se dizem Seus discípulos, odeiam tais mandatos, tal espírito e tal vida.
O interessante é que mesmo nada querendo com as palavras que são espirito e são vida segundo Jesus, esses mesmos discípulos querem que a Palavra de Jesus se torne real sem que tais realidades da Palavra — seus conteúdos —, se tornem fatos, princípios, atitudes, posturas, sentimentos, decisões e práticas de nossas vidas e cotidianos.
É como querer habitar a profundidade dos mares sem guelras, como desejar voar sem asas, como ambicionar correr sem pernas, como pretender respirar sem pulmões, como buscar ver sem olhos, ouvir sem ouvidos; ou seja: é como quer ser sem alma e sem espírito!
O que vejo nas ambições dos crentes que querem que a Palavra se cumpra sem obediência à própria Palavra é equivalente a todas as formas de insanidade!
O argumento da maioria é que Jesus disse o que disse para nos dar referencias superiores, mas que, de um modo ou de outro, se crermos Nele, não necessariamente em Suas Palavras, mas no Seu poder, nas Suas milagrices, nos Seus dons de cura, nas Suas magias, ou, em algumas ocasiões, cremos também numa espécie de sequestro da honra de Jesus, quando se diz: “Eu sei que tu és Deus; então não me desapontes, pois estou confessando com a boca que Tu és o Maior dos maiores; não me deixes ficar, portanto, envergonhado ante aqueles a quem eu declaro o Teu poder sobre os ídolos!” — Ele fica sem saída; sendo esta uma formula mágica de uma crença muito divulgada acerca do encurralamento de Deus; crendo-se, assim, que desse modo se O põe a trabalhar em nosso favor em nome da Honra do Nome de Jesus para os outros; embora, para nós, Jesus seja apenas um nome destituído de pessoalidade, caráter, ensino, verdade e convocação à obediência; sempre esquecidos de que Ele disse: “se me amais, guardareis os meus mandamentos”; e mais: “…vós sóis meus amigos se fazeis o que eu vos mando”.
Então com esse Nome/Crença na boca […] pulamos do pináculo do templo, aventuramo-nos contra os perversos, saímos no tapa em nome da honra ou da valentia; e mais: damos pérolas aos porcos, odiamos os que nos odeiam, antipatizamos os diferentes, julgamos quem achamos que deve ser julgado, andamos no caminho largo dos caprichos, edificamos nossa casa na areia, ficamos amigos do lobo vestido de ovelha [ou até casamos com ele ou ela]; enquanto, também, pedimos misericórdia de Deus para a nossa incapacidade de obedecer, de guardar puro o coração, de perdoar sempre, de amar os nossos inimigos, de orar pelos que nos perseguem; sim, rogamos a Ele que nos perdoe o adultério do qual nunca desistiremos, que nos justifique do que sabemos e não nos dispomos a pôr em prática em relação ao que ensinamos aos outros, mas, para nós mesmos, não acolhemos como espírito e vida.
Então […] — apesar de tudo isto, reclamamos que a Palavra não nos faz bem, não realiza o prometido, não trás a paz que excede a todo entendimento, não nos faz viver em contentamento verdadeiro, não qualifica a nossa existência com a vida em abundancia.
O conceito de insanidade é fazer sempre as mesmas coisas [erradas], esperando obter resultados diferentes!
Ora, no caso das Palavras de Jesus a insanidade é ainda maior, posto que Ele tenha dito que todo aquele que ouve e conhece as Suas palavras, e não as pratica, é um tolo que constrói sua casa na areia de uma praia na qual a maré sobe todo dia; e mais: as intempéries nunca deixam de assolar.
Eu teria muito mais a dizer sobre isto, mas deixo com você a busca de aplicar na sua existência, com toda simplicidade obvia […] estes pensamentos infalíveis; posto que não seja filosofia minha, mas a pura, simples e irrebatível Palavra de Jesus.
“As minhas palavras são espírito e são vida” — ; mas apenas para os quais elas [as palavras] se tornem espírito e vida mesmo; ou seja: interioridade, pensamento, entendimento, prática, atitude e comportamento. Do contrário, creia, é loucura pensar que não sendo assim possa realizar qualquer coisa em nossa vida.
Nele, em Quem somente é […] aquilo que Ele disse que é,

Caio
21 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIO FÁBIO

MANDALA DA ABUNDÂNCIA DIVINA OU PROSPERIDADE (MÁRIAN – MARTA MAGALHÃES)

Ser próspero, na verdade, é ser feliz e abençoado. É estar conectado com a Abundância Divina recebendo todas as graças que Deus Pai e Mãe nos oferecem e das quais somos merecedores.
Quem pratica o Amor é próspero…
Aquele que é humilde e grato também…
A prosperidade financeira não é símbolo de felicidade, pois a matéria é efêmera e ilusória…
Se a pessoa não está conectada à Abundância Divina, mesmo que ela tenha tudo o que o dinheiro pode comprar, ela se sentirá vazia e insatisfeita… e estará sempre tentando preencher essa vacuidade com “coisas” e mais “coisas”…
O único bem que nos preenche verdadeiramente é o AMOR… o AMOR e seus desdobramentos como a COMPAIXÃO e a FRATERNIDADE…
Acreditem, se estivermos conectados à Abundância Divina, tudo aquilo que necessitamos para a nossa evolução nos será oferecido, inclusive o nosso sustento material…

Namastê,

Márian

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por Márian – Marta Magalhães – marian.luar@ig.com.br
Márian é Terapeuta Holística e Artista Plástica. Recebe orientações de Seres de Luz que visam o aperfeiçoamento do Ser Humano através do exercício do Silêncio, do resgate dos Princípios da LUZ e da vivificação do AMOR. Encontros de Meditação e Vivências. Mandalas Pessoais. (31) 8738-2064
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ORAÇÕES – SATSANGA COM SWAMI DAYANANDA SARASWATI


Swamiji, você pode nos dizer como a oração funciona e como a oração feita por alguém pode afetar particularmente esta pessoa?

Como você não pode se alimentar por outra pessoa, pode parecer, no entanto, que a oração não possa ser feita para uma outra pessoa. Mas orar não é como se alimentar. Não é como aquele que tem fome e que precisa ser satisfeito. Orar é uma ação, um karma, como tomar banho. Não apenas você pode banhar o seu próprio corpo, mas você pode dar banho no corpo da sua criança. Orar, então, não é como se alimentar; é mais como tomar banho. Ou seja, orar é um processo de pensar, um tipo particular de pensar.
Numa oração, há alguém que ora e um altar em que a pessoa oferece a sua oração. Há também uma maneira de se orar envolvida, a qual difere de pessoa para pessoa. Uma oração pode ser feita com palavras simples ou pode ser elaborado um ritual altamente tradicional que é aprovado pelas escrituras. Ela pode ser puramente oral ou mental. 
Ramana Maharishi, na Upadesa Saram, descreve a oração como uma ação que envolve três atos ou Karma: físico (kayikam), oral (vasikam) e mental (manasam). O ritual é uma forma física de orar. Cantar em louvor ao Senhor, (bhajans) é uma forma oral de orar e cantar um mantra mentalmente é uma forma mental de orar.
Junto ao sujeito que ora e o altar, a oração sempre tem um propósito como qualquer ação. Você sempre ora porque quer alguma coisa. Sem um objeto de desejo não há uma oração. Você pode querer alguma coisa específica ou você pode querer clareza mental (antahkarana suddhi). Ou você pode orar “Permita que o senhor fique contente com a minha oração”, porque você quer fazer parte da lista dos bonzinhos do Senhor. Você quer que ele olhe por você agora e depois.
Ainda que o Senhor tenha olhos que escaneam a todos, você pode sentir, de algum modo, que é sempre inspecionado. Ele parece olhar para os outros o tempo todo, mas quando se dirige a você, algo acontece – Ele pisca ou fecha os olhos ao mesmo tempo. Você pode não pedir por um olhar direto, ma apenas por uma olhadinha.
Mesmo que eu ore com o fim de alcançar algo para mim ou para alguém e até mesmo quando eu ore em benefício de uma outra pessoa, a oração ainda é a minha oração. Quando eu noto alguém que está infeliz, que está sofrendo, eu também sofro porque eu sou humano.
Eu sou afetado pela condição daquela pessoa e eu não posso suportar isso. Eu quero que a pessoa seja feliz, o que verdadeiramente significa que eu quero ser feliz. Portanto, uma oração feita para os outros é também feita em interesse da minha própria felicidade.
Tudo está centrado apenas em mim. E, então, eu não sou, deste modo, uma pessoa embotada, insensível, que fica feliz quando alguém por perto se sente infeliz. Portanto, toda vez que eu oro por alguém, eu estou orando pela minha própria felicidade. Até mesmo quando eu sou culturalmente maduro o suficiente para orar, “Permita que o mundo todo seja feliz”, isto é porque eu não posso ficar em um mundo que seja infeliz.
Eu estou falando aqui, certamente, em nível empírico. Eu gosto de ver os outros felizes e então eu posso ser feliz. Então, toda oração é apenas para o meu bem. Quando eu oro para a minha esposa ou minha criança, quando eu digo, “Permita que minha família esteja protegida”, há um prolongamento de mim, que eu edito o tempo todo.
Não é preciso ser americano, por exemplo, para ser influenciado pelo fato de um americano ter sido feito refém. Qualquer ser humano será influenciado, uma vez que ele ou ela saiba sobre as possíveis conseqüências de tal ação. Assim, orar pelos outros é eficaz, mas a oração é para você mesmo.
Para ver como uma determinada oração é eficaz, como produz resultados, nós temos que analisar a natureza daquele que ora. Duas coisas acontecem quando você ora. Pois, orar é importante. Não é fácil sentar e orar, mas quando você o faz, um tipo de ação acontece. Por outro lado, você não poderia apenas sentar e orar, pois o ego não iria permitir.
Alguns oram porque acreditam que Deus vai ficar zangado se você não orar. Elas são pessoas simples que não tem entendimento de si mesmas ou do Senhor, mas elas oram. Há outros que não podem orar ou que acham muito difícil orar. Mas, você pode orar e produzir um resultado que é imediato (drstaphalam). Portanto, você já fez alguma coisa.
Quando a oração é para ter clareza mental, “Permita que minha mente fique limpa”, a oração por si só é uma auto-sugestão. E pedindo por algo, você está aceitando um outro poder, um poder mais elevado do que você mesmo, um poder que é absoluto. Você também está aceitando a limitação do seu próprio conhecimento. Isso é um simples pragmatismo. Geralmente você tende a esquecer as limitações do seu próprio poder e conhecimento e então a oração por si só faz você se lembrar deles. Se uma pessoa tem que ser objetiva, ele ou ela deve conhecer as suas limitações.
Não ser capaz de aceitar uma derrota, por exemplo, significa que nós não conhecemos os nossos limites e aqui está o problema. Mesmo que eles sejam conhecidos, nós não queremos aceitar as nossas limitações. Na verdade, não há derrotas, por causa de nossas limitações, pois nós achamos que nós temos sido um sucesso. Em todas as áreas da vida, nós encontramos algum sucesso. Toda vez que nós cruzamos a estrada, nós somos um sucesso, se nós fizermos isso! Quando nós dirigimos um carro e chegamos a nosso destino, nós somos bem sucedidos. Esses sucessos requerem muita graça. Se você pode orar, isto é uma grande coisa, porque isto implica uma aceitação da sua parte, não apenas das suas limitações, mas também a aceitação de uma fonte ilimitada, que pode trazer algumas mudanças. Isto por si só é muito belo e é o que significa ser um resultado imediato (drstaphalam) da oração. Você pode chamar isso de efeito psicológico ou o que quer que seja, mas o resultado é visível. Há também um resultado não visto (adrstaphalam) da oração, que está onde a fé aparece. O fazedor, o agente da ação de orar diz “Isto é o que eu quero”. A ação e o que foi expresso traz um resultado o qual é puramente sutil em espécie, não percebido. Este resultado não percebido manifestará no tempo e é o que nós chamamos de graça. Ele é produzido pela ação e provém do agente da ação, aquele que ora.
Se você aceita a lei do karma, você pode vir a perceber que a maioria dos problemas são trazidos por um karma passado, desta vida ou de vidas passadas. Um problema no estomago ou câncer, por exemplo, pode ser o resultado de uma karma do passado; ou você diz que o problema é hereditário ou genético, o que é apenas um jeito diferente para explicar isso. No mesmo sentido, isto é a mesma coisa. Indo mais longe, você poderia perguntar por que nasceu com esses genes particulares. Por que você deveria estar nesta situação? Por que você não teve pais diferentes? Se você fizer estas perguntas a um biólogo, ele ou ela desistirá de responder e dirá “Vá e pergunte a um Swami, este não é meu campo.”
Nós dizemos que há uma seleção natural de país que acontece de acordo com certas leis. Se há esta tal coisa como a uma alma sobrevivendo à morte, deve haver leis que governam uma grande gama de combinações possíveis. Muitos aspectos tem que ser organizados – tempo, lugar, ascendência, a posição dos pais, significando as condições pelas quais eles estão casados – tudo o que afeta, de algum modo, a criança que vai nascer. Desse modo, cada pessoa tem um tipo particular de karma. 
Karma é uma grande rede e é puramente mecânico. Do ponto de vista do Karma, sua dor no estomago pode ser um resultado tanto de um karma do passado ou de um karma do presente. Isto pode ser devido a algumas inúmeras razões: excesso de comida, álcool ou a condição da sua mente, as quais podem ser vistas em termos de tanto do imediato ou do passado remoto. Se você se preocupa com isso, você apenas adiciona mais a seu passado. Portanto, afligir-se é inútil. O passado já aconteceu e não pode ser mudado. Eu aceito isto e então eu oro. Certos danos podem ter sido feitos ao meu estomago por causa de eventos passados. E, então, há alguma coisa que eu possa fazer quanto a isso agora? Sim, eu posso orar “Permita que esta oração produza resultados que poderão neutralizar o karma passado.”
A lei do karma é sutil. Nós não sabemos o que é o karma passado. Nós apenas nos damos conta disso quando alguma coisa ocorre e isto pode ser devido a um karma passado. Talvez você ganhe na loteria e chame isso de sorte ou perca alguma coisa e chame isso de má sorte. Tudo isso é karma do passado. Ao invés de todos os esforços e planos, situações que nós chamamos de má sorte continuam acontecendo. Não apenas acontecimentos extraordinários são considerados pelo karma. O karma está se revelando todos os dias. 
O que você está fazendo neste exato momento pode ser devido a um karma passado. Você pode nem vê-lo. Quando acontecimentos extraordinários ocorrem e nós não podemos imediatamente nos dar conta por essas causas, nós recorremos a algum karma do passado para explicá-los.
Se o resultado é favorável você chama isso de sorte. Até um sério e não doutrinado ateísta explica tal evento em termos de sorte sempre que ele ou ela pega um ônibus, por exemplo. O ônibus parte tão logo que a pessoa entra, deixando outras pessoas para trás. Olhando de volta, ele ou ela diz “Que maravilhoso! Que sorte! Da mesma forma, quando a pessoa perde o ônibus, ele ou ela chama isso de má sorte. Pessoas perdem ônibus na vida e há muitos ônibus. Não importando como cuidadosamente nós nos planejamos, no último minuto alguma coisa pode acontecer o que nos faz pensar em má sorte. Esses acontecimentos são puramente sutis, indicadores da existência de alguma coisa em que nós não somos capazes colocar o nosso dedo. Nós não sabemos onde isso existe, o que é, ou como se desenrola. Nós apenas sabemos que continua acontecendo e há algum padrão nisso.
Como eu posso neutralizar o passado imediato e o remoto? Há certas coisas que eu posso fazer. O que eu tenho que fazer, eu faço, usando o meu esforço. Junto com o esforço eu necessito de entusiasmo, coragem, conhecimento, recursos, disposição e capacidade para enfrentar os obstáculos. E, com tudo isso, eu posso ainda perder o ônibus e é por isso que eu necessito orar. Se estas seis qualidades estiverem presentes, o Senhor pode ajudar, se eu orar. Todas as seis devem estar lá. Eu não posso simplesmente sentar e orar. O senhor oferece a sua ajuda para nós quando oramos. Isto é porque, a ação de orar é prescrita três vezes ao dia, ao nascer do Sol, ao meio dia e novamente ao por do Sol.
O propósito da oração é agradar ao Senhor e eliminar ou neutralizar as ações equivocadas de alguém. Mesmo que você não esteja compromissado às ações que não são equivocadas, naquele dia, sempre há uma pendência do passado que está se revelando a cada dia.
Todo ser humano é uma mistura de boas ações (punya) e ações equivocadas (papa). Não existe exceções. Punya significa, aquela situação conducente que se revelará e papa significa aquela não conducente ou a dolorosa situação que se revelará. Algumas vezes você verá tanto punya ou papa virem em ondas num período de tempo, em alguns anos, em alguns meses ou em algumas semanas, uma após a outra. Pode não haver nada, mas papa por um período de tempo e então, posteriormente, você percebe que tudo vai indo bem, em termos gerais. Mas, num certo dia, você perceberá que há sempre uma combinação dos dois, punya e papa.
A manhã pode ser maravilhosa, mas porque o Sol está brilhando, você sai para jogar tênis e torce seu tornozelo. Por quatro dias você não pode fazer nada. E é assim que funciona. A vida nada mais é do que uma mistura de punya e papa porque o corpo nasceu disso. Portanto, nós encontramos acontecimentos que nos agradam e que não nos agradam o tempo todo. Todos sabemos disso. Nós bem sabemos o que nós não ditamos os desígnios da vida. Nós até temos uma filosofia pessoal para enfrentarmos isso, como essa: “É assim que a vida é! O bom e o mau estão prontos a acontecer.”
Nós precisamos de uma filosofia pessoal para lidar com as situações agradáveis e desagradáveis que sempre estão lá. Tudo pode estar indo bem, mas o carro não pega. Ou o carro pega, mas para no meio da via expressa, nas altas horas da noite, a seis milhas do posto de gasolina. Teria sido melhor se não tivesse funcionado logo no início. Tais situações podem ser devido a omissões e ordens de um passado imediato ou talvez devido a papas antigos os quais você tem que neutralizar ou diminuí-los. E isto é o que se entende por resultado invisível da oração. Um resultado invisível é neutralizado por um outro resultado invisível.
Suponha que enquanto você está dormindo, seus bolsos estão cheios de dinheiro e cartões de créditos e você sonha que está faminto e que não tem nada para comer por três dias e que você não tem dinheiro. Que utilidade tem o dinheiro no seu bolso? Eu nem posso comprar uma coca-cola no sonho. Para comprar uma coca-cola sonhada você precisa de um dinheiro sonhado. Similarmente para encontrar punya e papa que estão se revelando diariamente, minuto a minuto, você tem que continuar reunindo anticorpos neutralizadores. Orar faz isso. Orar não é apenas para a clareza mental. Ao produzir resultados que não são vistos, estes resultados também podem cuidar previamente das ações que são erradas. Assim, orar é eficaz. Então você pode dizer; “Eu tenho orado, mas nada acontece.” E para isso eu digo: “ Se você não orar. Muitas outras coisas podem acontecer.” Como nós podemos saber que elas não iriam acontecer?
Havia uma senhora idosa que recitava mantra (japa) com seu rosário o dia todo. Mesmo que ela fizesse isso religiosamente, ainda ela criava problemas para a sua nora. Ela somente parava o tempo suficiente para lhe dizer: “O leite está fervendo,” ou “Faça isso, faça aquilo.”
Assim, ela atrapalhou a vida da pobre garota que era uma recém chegada aos serviços domésticos. Após vários anos de convivência na mesma casa, a nora me disse que mesmo que a sogra tivesse feito muito japa, ela não notou qualquer mudança nela. “Ao passar de dez anos, eu apenas tenho visto as contas do rosário se tornarem mais finas, desgastadas, enquanto que a mente dela e comportamento continuavam tão áspero como eram antes. Apenas as contas do rosário é que perderam a aspereza.”
Minha resposta foi: “Suponha que ela não tivesse feito japa, imagine o que ela poderia ter feito no lugar disso.” Teria sido impossível viver na mesma casa com ela. Como você sabe que isto não teria sido pior? A idosa que orou na forma de japa produziu resultados, talvez não muitos, porque há um longo caminho a percorrer; mas, definitivamente, isto produziu algum resultado.
Há leis que tomam conta de tudo isso e então tudo o que temos a fazer é orar, pois orar é uma parte inteligente de um esforço inteligente que uma pessoa faz. Uma pessoa inteligente é aquela que leva vários fatores em conta antes de fazer algo. E, nós desconsideramos as nossas limitações e oferecemos uma oração, assim mesmo; então, as leis cuidam dos resultados.

OM TAT SAT.

VIA YOGA.PRO.BR

A arte em toda experiência – Robert Happé

Estamos vivendo em um tempo dinâmico no qual a mudança está afetando todos os níveis de vida. Todos nós estamos sendo estimulados a nos preparar para nos unir. Em cada setor da vida nós precisamos implementar mudanças significativas e duradouras.
O que está acontecendo é o nascimento de um novo mundo e um novo tempo que estão vindo para implementar os processos de reforma. Isto significa libertar-se da negatividade que nos tem mantido presos a laços de terceira dimensão.
Na maioria das pessoas, o desejo pela evolução pessoal é muito pequeno devido à falta de informação útil ou de compreensão de si mesmos. Nenhuma pessoa é semelhante à outra devido às diferentes experiências que vivenciou, mas, ao mesmo tempo, todos viemos da mesma fonte. Tudo o que precisamos aprender é a cooperar, trabalhar juntos e crescer a partir do compartilhar do conhecimento.
Todas as pessoas do nosso planeta, sem exceção, estão aprendendo a encontrar o equilíbrio. O dogma das estruturas de crença presente em todo o mundo tem impedido o desenvolvimento natural do processo de humanização, tendo como resultado o fato de que a maioria perdeu o verdadeiro significado da sua presença neste belo planeta.
Todos nós, em nível de alma, escolhemos estar aqui, neste período incrível, para participar desta era única de renovação espiritual e transformação global. Muitos, contudo, têm tido dificuldade de abraçar a Verdade Universal e preferem se manter apegados a suas crenças dogmáticas. Eles se recusam a aceitar que o que lhes foi dito está errado! Eles se confortam em saber que terão oportunidades em outros mundos tridimensionais, os quais lhes permitirão lembrar da sua divindade e igualdade com todos. Não há punição para ninguém, apenas oportunidades para evoluir.
Não é fácil entender por que tantas pessoas são tão diferentes. Tudo é uma questão de ter conhecimento das necessidades de auto-realização e dos vários desafios que se encontram diante de nós e que requerem maestria. Os passos a serem dados, no intuito de compreender o nosso próprio processo de desenvolvimento, foram extirpados da humanidade e substituídos por dogmas, causando insegurança e a separação do amor, permitindo que o medo se tornasse a principal força motriz.
Quando alguém está assustado, afastado do coração e do amor, não há forma dele compreender algo com o qual, conscientemente, não consegue se relacionar. Contudo, a compreensão virá quando não mais houver separação entre a mente e a alma, entre o masculino e o feminino. A alma contém em seu banco de dados o conhecimento da Unidade de todos, incluindo a ciência das leis universais. Quando esta conexão interna entre mente e alma é feita, a compreensão se faz rapidamente.
Não estamos sendo forçados a escolher entre um caminho superior que conduz para o alto na direção de ações cooperativas, ou o caminho inferior que conduz para baixo para ações de competição.
Entrementes, a infusão de luz está fortalecendo nossas consciências e elevando a nossa sensibilidade. E muitos estão se tornando conscientes das novas escolhas a serem feitas. Em algum momento, num futuro breve, será finalmente compreendido que, não importa o trabalho que se faça, todos serão lembrados pela forma como tratam os outros.
O que também precisa ser lembrado é que tudo que tem sido considerado ruim no nosso mundo, foi necessário para que todos alcançassem o equilíbrio. Nós temos jogado o jogo do mocinho e do bandido, talvez por inúmeras vidas; tudo no intuito de atingir o verdadeiro equilíbrio.
É por isso que o conselho para todos nós é não julgar ninguém. Nesta era particularmente extraordinária em que terminam as lições kármicas das três dimensões, os extremos do bem e do mal não são mais necessários, já que a intensificação da luz está reconciliando os opostos. Só existe equilíbrio na luz.
Quando a mente consciente e a alma se unem e se tornam parceiros criativos, a consciência se torna desperta e todo o panorama, que só é conhecido atualmente a nível de alma, se desdobra. Cada transformação que ocorre dentro do indivíduo flui para fora de uma maneira limpa, penetrando as famílias e as comunidades nas quais eles vivem. Muitas pessoas sentem que elas devem fazer alguma coisa significativa. No entanto, devido à pobre conexão com sua alma e com sua missão-de-alma, elas se ressentem da falta de foco e se sentem impotentes no sentido de fazer a diferença.
Quando nos sentirmos mais confortáveis acerca de quem nós verdadeiramente somos, compreenderemos que todos nós somos filhos da luz, capazes de fazer brilhar a luz da bondade que cura toda a ignorância. Bondade (Goodness) não é diferente de divindade (Godliness).
Ajudar no processo do despertar dos outros traz equilíbrio para você e para eles. E a luz gerada por estas ações flui para fora e beneficia a todos. Nosso equilíbrio é uma contribuição sem preço para difundir o amor e o cuidado mundo afora. É este movimento de estados de consciência competitiva para estados de consciência cooperativa que gera equilíbrio em todos os níveis. A Educação deve ser alinhada a este propósito. A competição consigo mesmo para fazer o melhor deveria ser encorajada.
O medo e a confusão que a maioria das pessoas vivencia, vêm do não saber o que está acontecendo. Paz e equilíbrio chegam a partir do saber o que está acontecendo. Quando a educação se torna encorajadora e apoiadora no sentido de conduzir os alunos a buscar o despertar e a compreensão espiritual do processo de desenvolvimento, nós teremos paz no nosso amado planeta em uma década.
A arte em toda a experiência é amar.

VIA
Blog
“Eoluindo No Caminho”