“HÁ MUITAS MANEIRAS MEU AMIGO(A), TODAS VÁLIDAS DE SE PRATICAR A ORAÇÃO MENTAL, OU, COMO PREFIRO CHAMÁ-LA, MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS. NA PRÁTICA, VOCÊ ENCONTRARÁ A QUE FOR MELHOR PARA VOCÊ.”

“HÁ MUITAS MANEIRAS MEU AMIGO(A), TODAS VÁLIDAS DE SE PRATICAR A ORAÇÃO MENTAL, OU, COMO PREFIRO CHAMÁ-LA, MEDITAÇÃO DAS ESCRITURAS. NA PRÁTICA, VOCÊ ENCONTRARÁ A QUE FOR MELHOR PARA VOCÊ.” (Do livro “The Committed Life”: Tradução pg. 49)

A PRESENÇA DE DEUS

Há Muitas Maneiras Meu Amigo(A), Todas Válidas De Se Praticar A Oração Mental, Ou, Como Prefiro Chamá-La, Meditação Das Escrituras. Na Prática, Você Encontrará A Que For Melhor Para Você. Também É Útil Conhecer Diferentes Métodos De Modo Que Você Possa Variar Sua Prática Da Maneira Que Melhor Lhe Convier. Qualquer Método Que Você Use, O Primeiro Passo É Sempre Se Colocar Na Presença De Deus. Gostaria De Sugerir Quatro Maneiras De Se Fazer Isto.
O Primeiro Modo É Encontrado Na Resposta A Esta Pergunta Bem Básica, Frequentemente Encontrada No Catecismo Infantil: “Onde Está Deus?” A Resposta, Claro, É “Deus Está Em Toda Parte!” Como Muitas Afirmações Simples, Esta Também É Bem Profunda. Deus É Infinito E Ilimitado E Consequentemente, Deve Estar Em Todo Lugar. Em Relação A Você, Meu Amigo, É Importante Compreender Que Deus Está Especialmente Em Todo Lugar Onde Você Está. Veja Como Isto Está Expresso De Modo Tão Bonito No Salmo 138[1].
“Para Onde Irei, Longe Do Teu Espírito?
Para Onde Fugirei Da Tua Presenca?
Se Subo Ao Céu, Lá Estás,
Se Desço Ao Abismo, Aí Te Encontro.
Se Utilizo As Asas Da Aurora
Para Ir Morar Nos Confins Do Mar,
Também Lá Tua Mão Me Guia
E Me Segura Tua Mão Direita.
Se Eu Digo: “Que Ao Menos A Escuridão Me Esconda
E Que A Luz Se Faça Noite Ao Meu Redor”
Nem As Trevas São Escuras Para Ti
E A Noite É Clara Como O Dia;
Para Ti As Trevas São Como Luz.”

Notas:
[1] Ou Sl139.

VIA COMUNIDADE PADRE WILLIAM MENINGER

UMA FORMA MAIS DECISIVA E ESTÁVEL DE LIDAR COM A IRA É EXAMINAR SUAS ORIGENS E TRATAR NÃO OS SINTOMAS, MAS A CAUSA. COMEÇAMOS TENTANDO DESCOBRIR A CAUSA. QUANDO ALGUÉM OU ALGUMA COISA DESENCADEIA SUA IRA, ISSO NÃO DIZ MUITO SOBRE AQUELA PESSOA OU COISA, MAS PODE SER UM MANANCIAL DE INFORMAÇÕES ÚTEIS SOBRE VOCÊ MESMO.

Do livro de William Meninger, OCSO, “O Processo do Perdão”, pg. 76/77, ed. Santuário

Uma forma mais decisiva e estável de lidar com a ira é examinar suas origens e tratar não os sintomas, mas a causa. Começamos tentando descobrir a causa. Quando alguém ou alguma coisa desencadeia sua ira, isso não diz muito sobre aquela pessoa ou coisa, mas pode ser um manancial de informações úteis sobre você mesmo. O que sua ira lhe diz sobre você mesmo? Por que essa situação particular, ou pessoa, desencadeia sua ira? A resposta não está fora de você, mas dentro. O que em sua própria vida ou formação está sendo atingido? Como Jesus ensinou: “Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro. (…) Mas o que sai da boca provém do coração e isso torna impuro o homem. Porque do coração provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, a prostituição, os roubos, os falsos testemunhos, as blasfêmias. É isso o que torna o homem impuro” (Mt 15,11.18-20).
Há uma forma especial de abordar a ira que pode ser útil. Quando reconhecemos o despertar de sentimentos de raiva, podemos atribuí-los, em geral, a uma de três causas. Naquele momento, sentimos ameaçada uma (ou mais) de três necessidades instintivas: nossa aspiração por segurança, nosso desejo de aprovação ou nossa vontade de controlar as situações e pessoas. Examine a causa interna imediata de sua ira. Geralmente, você achará que pode facilmente reconhecer como ela atinge um dos três pontos em questão: segurança, controle ou necessidade de aprovação. Essa é uma forma de nos comunicarmos com nossos ferimentos, porque, qualquer que seja o botão que está sendo pressionado, segurança, controle ou aprovação, volta para algum incidente de sua experiência antiga.
Uma vez que você determina qual botão está sendo apertado, você pode fazer uma afirmação como esta: “Estou ficando com raiva, porque meu filho esqueceu de limpar a entrada. Por que isso me deixa zangado? É porque minha segurança está ameaçada? Não. É minha necessidade de aprovação? Não. É meu desejo de controlar? Certamente!”
A próxima coisa que você se pergunta é: “Eu quero abandonar meu desejo de controlar (de aprovar, de estar seguro), neste incidente particular, que é a causa de minha ira?” Você pode fazer isso, simplesmente querendo. Não significa que você esteja deixando seu filho fugir de seus deveres. Significa que você mesmo está sendo capaz de corrigi-lo sem ira. Porque você quer que ele faça a coisa certa, e não porque ele está desencadeando em você uma mania de controle. Assim, apenas diga a você mesmo: “Estou zangado porque quero controlar esta situação. Mas minha ira realmente fará o oposto. Se eu expressá-la, perderei o controle. Então, de boa vontade e deliberadamente, recolho meu desejo de controlar esta situação.”

Outra coisa que se pode fazer é, ao detectarmos qual desses três centros de energia está sendo afetado, podemos dizer:
‘Renuncio à minha necessidade de controlar’; ‘renuncio à minha necessidade por segurança’, etc, etc.
Na verdade, esses três centros de energia que todos nós possuímos, são úteis e bons. Todos precisamos deles para sobreviver sadiamente. Mas, quando são exagerados, quando extrapolam os limites da normalidade, aí se tornam problema. Então, em certos momentos, tendo consciência dos exageros, simplesmente nos desapegamos, renunciamos. E, com a graça de Deus, vitória nossa.

VIA COMUNIDADE PADRE WILLIAM MENINGER

O PERDÃO É A LIBERTAÇÃO DE TODAS AS EMOÇÕES NEGATIVAS LIGADAS A INCIDENTES PASSADOS. ELE NOS PERMITE AFASTAR REAÇÕES ESTRANHAS E PREJUDICIAIS QUE AS OFENSAS PASSADAS DESENCADEARAM EM NOSSAS VIDAS, LEVANDO A UM CICLO DE REPETIDOS MAUS-TRATOS.

DO LIVRO: Processo do Perdão”, de William Meninger, OCSO, Ed. Santuário

O perdão é a libertação de todas as emoções negativas ligadas a incidentes passados. Ele nos permite afastar reações estranhas e prejudiciais que as ofensas passadas desencadearam em nossas vidas, levando a um ciclo de repetidos maus-tratos.
O perdão é sinal e causa de uma auto-estima positiva. Ele é mais que uma resposta ao comando cristão para amar, como um imperativo ético ou uma obrigação moral. Ele tem origem nessa auto-estima positiva e, mais adiante, a acentua. Ele nos permite amar a nós mesmos, não porque Deus nos ordena a fazer isso, mas porque reconhecemos seu valor inerente e o próprio valor que Deus nos deu. Falando de modo simples: nós somos merecedores de amor, e sabemos disso.
Finalmente, o perdão é um processo. Já dissemos que ele não é um ato da vontade frio, despersonalizado, diante do qual rangemos os dentes e o realizamos. Ele toma tempo. Mais exatamente, a cicatrização toma tempo, e o perdão resulta da cicatrização. O perdão não é algo que fazemos de modo direto, mas é alguma coisa que acontece a nós. Quando paramos de esfregar sal em nossas feridas e fazemos o que quer que seja exigido para chegar a ele, nossas feridas cicatrizam. Quando permitirmos que essa cicatrização aconteça, descobriremos que o perdão também aconteceu. Não haverá nada para perdoar ou para reprimir.”

VIA COMUNIDADE PE. WILLIAM MENINGER, OCSO

O PERDÃO É UMA FORMA DE REALISMO. ELE NOS PERMITE, TALVEZ PELA PRIMEIRA VEZ EM NOSSA VIDA, VERMOS A NÓS MESMOS, AOS OUTROS E AOS ACONTECIMENTOS DA VIDA COMO REALMENTE SÃO. ELE NÃO NEGA, IGNORA, MINIMIZA, CAMUFLA OU DESCULPA O QUE OUTROS NOS FIZERAM OU COMO SOFREMOS POR SEUS ATOS.

(do livro do padre William Meninger, “O Processo do Perdão”, ed. Santuário, pg. 76)

“O perdão é uma forma de realismo. Ele nos permite, talvez pela primeira vez em nossa vida, vermos a nós mesmos, aos outros e aos acontecimentos da vida como realmente são. Ele não nega, ignora, minimiza, camufla ou desculpa o que outros nos fizeram ou como sofremos por seus atos. Quando perdoamos, capacitamo-nos a olhar de forma direta para nossas dores e suas cicatrizes. Podemos ver quanta energia desperdiçamos por não perdoar, e começamos a perceber o quanto temos a ganhar seguindo adiante com nossas vidas.
O perdão significa que não queremos mais vingar-nos de nossos ofensores. Frequentemente, isso é impossível, de qualquer forma, mas agora a energia gasta em revidar está livre para melhores coisas, para formas mais positivas de aperfeiçoar nossas próprias vidas. Percebemos que podemos até, realmente, nunca chegar a um acerto de contas. Tomar olho por olho não recupera nossa própria perda. O perdão ns permite aceitar a paz interior que chega, quando nos permitimos parar nossos esforços frustrantes de punir os ofensores. Gandhi diz, em algum lugar, que, se todos vivessem pelo “olho por olho”, o mundo inteiro seria cego!
O perdão nos permite perceber que somos mais do que simples vítimas de abuso e injustiça. Não necessitamos de nossos ódios, ressentimentos ou de remoer as afrontas. Reconhecemos que essas coisas não têm valor, não só como armas para punir os outros, mas também como defesas para manter as pessoas longe de nós o bastante para que não sejam capazes de nos ferir outra vez.
O perdão nos dá tanto poder como liberdade sobre nós mesmos e sobre os outros:
“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’ Pois eu vos digo: não resistais ao malvado. Se alguém te esbofetear na face direita, oferece também a outra. E, se alguém quiser fazer demanda contigo para tirar-se a túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a andar uma milha, caminha ele duas” (Mt 5,38-41).

VIA COMUNIDADE Pe. WILLIAM MENINGER, OCSO

O PERDÃO É A DECISÃO DE QUE JÁ ESTAMOS FARTOS DE NOS ESCONDER, SOFRER, ODIAR E IMAGINAR VINGANÇA INUTILMENTE. ELA É A CONSCIENTIZAÇAO DE QUE AS COISAS QUE FIZEMOS A NÓS MESMOS NÃO AFETAM NOSSOS OFENSORES, E QUE ESTAMOS FERINDO UNICAMENTE A NÓS. ESTAMOS DEIXANDO DE SER A CRIANÇA QUE DESOBEDECE PARA DESFORRAR-SE DE SEUS PAIS [do livro: “O Processo do Perdão”, padre William Meninger, OCSO, ed. Santuário, pg 39].

do livro: “O Processo do Perdão”, padre William Meninger, OCSO, ed. Santuário, pg 39.
(Primeiro livro do padre William traduzido para o português, à venda nas boas livrarias):

“O perdão é a decisão de que já estamos fartos de nos esconder, sofrer, odiar e imaginar vingança inutilmente. Ela é a conscientizaçao de que as coisas que fizemos a nós mesmos não afetam nossos ofensores, e que estamos ferindo unicamente a nós. Estamos deixando de ser a criança que desobedece para desforrar-se de seus pais.
O perdão é a verdadeira liberdade. Ele nos livra de ficarmos presos a um acontecimento cruel do passado, que interrompeu o desenvolvimento de nossa vida e nos levou à dor e à tristeza. Ficamos livres para buscar um caminho melhor para o real crescimento e maturidade, para nos tornarmos o que deveríamos ser, em vez de permanecermos crianças subdesenvolvidas e amedrontadas, presas ao horror de uma ofensa passada.
O perdão liberta nossa vida. Ela se torna cheia de surpresas, e reconhecemos aquela “pitada de boas notícias” que aguarda a aceitação de cada um de nós, como nos lembra o filósofo Unamuno. Uma vida nova nos espera, uma vez que optamos pelo perdão e pelas liberdades que ele propicia. Nossos sofrimentos, nossas feridas e cicatrizes transformam-se em um maravilhoso e inesperado presente: a liberdade de recomeçar. Como o Livro de Sirac (ou Eclesiástico) declara:
“A alegria do coração é a vida do homem e o contentamento lhe multiplica os dias. Engana a ti mesmo e consola o coração: expulsa a tristeza para longe de ti. Pois tristeza já causou a perdição de muitos e não traz proveito algum. A inveja e a raiva abreviam os dias e as preocupações trazem a velhice antes do tempo” (Eclo 30,22-24).

VIA COMUNIDADE PE. WILLIAM MENINGER, OCSO

Pe. William Meninger, OCSO – O Processo Do Perdão

O PROCESSO DO PERDÃO
Padre William Meninger, OCSO, monge trapista, americano, esteve entre nós recentemente, dando retiro sobre a oração centrante e palestras sobre o ‘Processo do Perdão’. Ensinou-nos nas palestras sobre o processo do perdão, entre outras coisas, que, se temos alguma coisa para perdoar, devemos fazê-lo e que sem dúvida, o maior beneficiado nesses casos é quem consegue perdoar. Que em casos de termos uma grande dificuldade em perdoar, e ele contou vários casos sobre isso, se pelos menos formos capazes de rezarmos por nós mesmos, já teremos dado um grande passo. Se fizermos isso diariamente, com o passar do tempo seremos capazes de perdoar. Perdoar não é esquecer. Não se pode esquecer uma ferida. Jesus se orgulha de suas chagas e não quer se esquecer delas, pois é sua prova de amor por nós. Releiam os textos da Ressurreição! Que nós também devemos nos orgulhar de nossas chagas, pois é nossa parte na Redenção. A pessoa que nos magoou, feriu, nem precisa saber que a perdoamos. Não precisamos nos relacionar com ela, como em casos em que a pessoa foi molestada sexualmente, ou de grandes traumas. Mesmo que a pessoa a quem devemos perdoar já tenha falecido, ainda assim podemos e devemos perdoar. Muitas curas acontecem em nossa saúde quando perdoamos de verdade. Ensinou o exercício abaixo, que deveríamos fazer sempre:
Oração ou Meditação da Compaixão
1. Traga à mente – o mais viva e realisticamente que puder – alguém (vivo ou morto) que ame você ou a quem você ame. Torne a captar e até intensifique o seu sentimento por essa pessoa. Diga-lhe o quanto a(o) ama, o quanto deseja que ela seja feliz, o quanto você é grato(a) a ela, por tudo. Faça a Oração da Compaixão por ela (texto abaixo).
2. Escolha uma pessoa que lhe seja indiferente – estranha, ou até desconhecida. Peça permissão à primeira pessoa acima, mentalmente, para partilhar seu amor com essa segunda pessoa, que lhe é indiferente. A pessoa, viva ou morta, concordará porque se trata de uma coisa boa. E também porque cremos na ‘Comunhão dos Santos’, não é? Partilhe com essa pessoa o sentimento e a qualidade do amor que você tem pela pessoa amada, acima. Fale-lhe desse amor, envolva-a nesse amor, etc. Em seguida, faça a Oração da Compaixão por ela.
3. Escolha um “inimigo” (vivo ou morto). Peça permissão em pensamento às outras duas pessoas, de dividir seu amor com esse ‘inimigo’. Eles sempre irão concordar porque se trata de uma coisa boa, não é? Transfira ao “inimigo” o mesmo amor que você deu às duas pessoas anteriores. Fale-lhe do seu desejo de partilhar o amor, o perdão, etc. Faça a Oração da Compaixão por ela.
Texto da Oração ou Meditação da Compaixão:

(Acrescente o que desejar. Reze com intensidade e muita sinceridade.)
Que você seja feliz.
Que você seja livre.
Que você seja amoroso.
Que você seja amado.
Que o Senhor o(a) leve à mais completa perfeição a que seu amor o chama.
Que você seja bem-sucedido em todos os seus esforços.
Que você experimente a satisfação da paz no corpo e na alma.
Que você conheça o Senhor em toda a sua bondade.
Que você tenha perdoadas todas as transgressões.
Eu perdôo a você de todo o meu coração e alma.
Que você saiba o que significa ser filho de Deus.
Que você experimente a glória de possuir o Reino de Deus.
Que você viva e caminhe em paz e amizade com todas as criaturas de Deus.
Que todas as bênçãos sejam suas.
Que a bondade e o amor mostrem-se em todas as coisas que você fizer e em tudo o que for feito a você.
Que você seja um, com toda a criação de Deus.
Que você experimente as bênçãos da graça de Deus por toda a eternidade!”

Mesmo que voce nao consiga perdoar na primeira vez, vá repetindo o exercício outras vezes, até conseguir perdoar. Que possamos rezar o Pai Nosso, como Ele nos pede: “Pai, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos têm ofendido!”

O primeiro livro do padre William Meninger traduzido para o português, ‘O Processo do Perdão’, que trata desse tema em mais profundidade, acaba de ser lançado pela editora Santuário, e se encontra à venda nas Paulinas/Paulus, etc.
http://www.oracaocentrante.org/perdao.htm