“O AMOR É A LEI DE DEUS” (O LIVRO DE MIRDAD)

“O Amor é a Lei de Deus.
Viveis para que aprendais a amar.
Amais para que aprendais a viver.
Nenhuma outra lição é exigida do homem.”
(O Livro De Mirdad)

Via http://www.sintoniasaintgermain.com.br/mdd011.htm

UM REMÉDIO SEGURO – CHARLES FILLMORE

Sente-se todas as noites, por meia hora e mentalmente perdoe cada pessoa contra quem sinta qualquer mágoa ou antipatia. Se teme ou tem prevenção, contra um animal que seja, mentalmente peça-lhe perdão por isso e irradie-lhe um pensamento de amor.
Se você acusou qualquer pessoa de injustiça, se se referiu a alguém desairosamente, se criticou ou deu ouvidos a diz-que-diz-que, sobre alguém, retire as suas palavras, pedindo-lhe perdão, em silêncio.
Se teve um mal entendido com amigos ou parentes, se está litigando ou em questão com alguém, faça tudo, em seu poder, para terminar essa desunião.
Veja todas as coisas e todas as pessoas como realmente são – Espírito puro – e irradie-lhes os seus mais poderosos pensamentos de amor.
Não vá deitar-se, à noite, sentindo ter um único inimigo, neste mundo.
Seja cuidadoso em não pensar mal ou dizer uma palavra que possa ofender a quem quer que seja.
Seja paciente, amoroso e afável sob qualquer circunstância. Você conseguirá fazer isso se for fiel à hora do silêncio, porque será auxiliado, então, a superar o sentimento carnal de egoísmo.
Há uma lei imutável sustentando esse método de cura. Deus é amor e o amor se manifesta como vida. Deus se exprime assim, em e através, de todas as Suas creações. Se fizermos qualquer coisa, para terminar com o amor de qualquer pessoa estamos bloqueando o amor de Deus; por essa forma estamos limitando a vida que flui através de todos .
Quando nos afastamos do nosso próximo, e por essa maneira cortamos os liames do amor que nos liga a todos, como homens e mulheres, nós ao mesmo tempo secionamos as artérias e veias, através das quais, flui a vida universal. Então, nos tornamos meros feixes de nervos tensos, trêmulos e agitados, com medo e fraqueza e finalmente morrendo por falta do amor de Deus.
Mas o Espírito onipresente procura sempre fluir em e através de nós e estimular cada uma de nossas faculdades. Precisamos contudo, pelas nossas palavras e atos, reconhecer essa Presença toda poderosa como um fator atuante em nossa vida, porque cada um de nós tem livre arbítrio inerente, que recebe ou rejeita tudo, não se excetuando nem mesmo Deus.
Auto-condenação é também um grande erro, que leva a conseqüências calamitosas. Se você se acusou de ignorância, tolice, medo, doença, ansiedade, pobreza, raiva, ciúme, avareza, ambição, fraqueza, ou se está melancólico ou se permite tristezas, peça perdão, por tudo, ao Pai amoroso, em cuja imagem e semelhança você tem, espiritualmente, vida perfeita.
Diga muitas vezes a esta Onipresença:
“Agora entrego essas limitações humanas a Ti, ó Pai! Sou obediente à lei do meu ser e sei que em Ti sou destemido, verdadeiro, enérgico, sábio, puro, perfeito, forte, rico e corajoso. Tu és o meu poderoso Recurso e em Ti confio inteiramente.”

http://caminhandovivendoeaprendendo.blogspot.com.br/2010/09/um-remedio-seguro-charles-fillmore.html

QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR (ÂNGELA MARCONDES JABOR)

Quantas vezes devemos perdoar?

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com

Um dos maiores obstáculos para o nosso progresso espiritual é a dificuldade em perdoar. O perdão, sem dúvida, quando manifestado, abre portas consideráveis que nem mesmo conseguimos imaginar. O perdão é de suma importância na vida de uma pessoa. Ele é um agente milagroso de cura em tudo e em todos, portanto, perdoar é divino. Mas muitas vezes, na condição de humanos, dando poderes ao “ego”, infelizmente, por mais que queremos, não conseguimos perdoar quem nos ofendeu, feriu e magoou. A dor pela qual passamos nos impede de exercê-lo e acabamos por esquecer que há uma força poderosa dentro de nós que, se a usarmos, seremos capazes de perdoar. Os ensinamentos falam de que não podemos chegar diante do altar sem antes perdoar nossos “inimigos” – as pessoas que de uma maneira ou outra nos prejudicaram. Esta é a razão pela qual muitas pessoas, por mais que orem, não conseguem receber o que tanto desejam. Obviamente, a partir do momento em que pararem para analisar as suas vidas e descobrirem que há algumas coisas mantidas e que precisam eliminar, como o ressentimento com alguém, a mágoa profunda que guardam há anos em relação a alguém, e se, de coração trabalharem para se livrar destas bagagens pesadas que impedem de andarem livremente e de serem realmente felizes como desejam, tudo muda. Pois eliminando os entraves que impediam seu caminhar, tudo se torna mais leve, harmonioso, tranquilo e feliz.

Trecho do livro “Kuan Yin a Mãe Divina e Amorosa em nossas vidas”, Ascend Editora. http://www.ascendeditora.com.br/

por Angela Jabor – anngelajabor@hotmail.com
EU SOU O QUE EU SOU. Nem mais, nem menos, simplesmente EU SOU … Mais do que já fui, menos do que ainda serei, mas sempre: no passado, no presente, no futuro, independente do tempo, EU SOU O QUE EU SOU.
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E-mail: anngelajabor@hotmail.com
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http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=27947

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA? (CAIO FÁBIO)

POR QUE O EVANGELHO NÃO SE CUMPRE NA SUA VIDA?

Jesus disse que as Palavras Dele são espírito e são vida!
No entanto, o que Ele nos mandou obedecer como Sua Palavra se põe em oposição a tudo o que o mundo pode compreender; posto que viole as convenções da honra, da reputação, da justiça própria, da valentia que se expõe às brigas, do enfrentamento de quem deseje nos defraudar, da defesa ante a calunia, do julgamento que se tem por certo, do ódio ao que se assuma como direito em razão da ofensa; ou ainda: da antipatia que decorra dos maus tratos, ou mesmo da indiferença para conosco; e, também, dando complemento a isto, Ele fala de abrir mão do desejo de possuir, mesmo que se possa atender ao nosso capricho como poder —; e, em contrapartida a tudo, Ele recomenda a via dos otários; dos que não aceitam a provocação, dos que desviam seu caminho do enfrentamento odioso, dos que levam desaforo para casa em oração, dos que não topam o embate com o perverso, dos que dão a outra face, dos que oferecem além da capa demandada até mesmo o paletó que não foi pedido, dos que recolhem os seus direitos, os seus tesouros, as suas pérolas, por não terem nenhuma necessidade de demonstração de quem sejam ou do que pensem, especialmente quando os circunstantes tenham espirito de porco ou sejam cães raivosos.
Entretanto, mesmo sabendo que este é o espirito do ensino de Jesus para a vida, a maioria dos que se dizem Seus discípulos, odeiam tais mandatos, tal espírito e tal vida.
O interessante é que mesmo nada querendo com as palavras que são espirito e são vida segundo Jesus, esses mesmos discípulos querem que a Palavra de Jesus se torne real sem que tais realidades da Palavra — seus conteúdos —, se tornem fatos, princípios, atitudes, posturas, sentimentos, decisões e práticas de nossas vidas e cotidianos.
É como querer habitar a profundidade dos mares sem guelras, como desejar voar sem asas, como ambicionar correr sem pernas, como pretender respirar sem pulmões, como buscar ver sem olhos, ouvir sem ouvidos; ou seja: é como quer ser sem alma e sem espírito!
O que vejo nas ambições dos crentes que querem que a Palavra se cumpra sem obediência à própria Palavra é equivalente a todas as formas de insanidade!
O argumento da maioria é que Jesus disse o que disse para nos dar referencias superiores, mas que, de um modo ou de outro, se crermos Nele, não necessariamente em Suas Palavras, mas no Seu poder, nas Suas milagrices, nos Seus dons de cura, nas Suas magias, ou, em algumas ocasiões, cremos também numa espécie de sequestro da honra de Jesus, quando se diz: “Eu sei que tu és Deus; então não me desapontes, pois estou confessando com a boca que Tu és o Maior dos maiores; não me deixes ficar, portanto, envergonhado ante aqueles a quem eu declaro o Teu poder sobre os ídolos!” — Ele fica sem saída; sendo esta uma formula mágica de uma crença muito divulgada acerca do encurralamento de Deus; crendo-se, assim, que desse modo se O põe a trabalhar em nosso favor em nome da Honra do Nome de Jesus para os outros; embora, para nós, Jesus seja apenas um nome destituído de pessoalidade, caráter, ensino, verdade e convocação à obediência; sempre esquecidos de que Ele disse: “se me amais, guardareis os meus mandamentos”; e mais: “…vós sóis meus amigos se fazeis o que eu vos mando”.
Então com esse Nome/Crença na boca […] pulamos do pináculo do templo, aventuramo-nos contra os perversos, saímos no tapa em nome da honra ou da valentia; e mais: damos pérolas aos porcos, odiamos os que nos odeiam, antipatizamos os diferentes, julgamos quem achamos que deve ser julgado, andamos no caminho largo dos caprichos, edificamos nossa casa na areia, ficamos amigos do lobo vestido de ovelha [ou até casamos com ele ou ela]; enquanto, também, pedimos misericórdia de Deus para a nossa incapacidade de obedecer, de guardar puro o coração, de perdoar sempre, de amar os nossos inimigos, de orar pelos que nos perseguem; sim, rogamos a Ele que nos perdoe o adultério do qual nunca desistiremos, que nos justifique do que sabemos e não nos dispomos a pôr em prática em relação ao que ensinamos aos outros, mas, para nós mesmos, não acolhemos como espírito e vida.
Então […] — apesar de tudo isto, reclamamos que a Palavra não nos faz bem, não realiza o prometido, não trás a paz que excede a todo entendimento, não nos faz viver em contentamento verdadeiro, não qualifica a nossa existência com a vida em abundancia.
O conceito de insanidade é fazer sempre as mesmas coisas [erradas], esperando obter resultados diferentes!
Ora, no caso das Palavras de Jesus a insanidade é ainda maior, posto que Ele tenha dito que todo aquele que ouve e conhece as Suas palavras, e não as pratica, é um tolo que constrói sua casa na areia de uma praia na qual a maré sobe todo dia; e mais: as intempéries nunca deixam de assolar.
Eu teria muito mais a dizer sobre isto, mas deixo com você a busca de aplicar na sua existência, com toda simplicidade obvia […] estes pensamentos infalíveis; posto que não seja filosofia minha, mas a pura, simples e irrebatível Palavra de Jesus.
“As minhas palavras são espírito e são vida” — ; mas apenas para os quais elas [as palavras] se tornem espírito e vida mesmo; ou seja: interioridade, pensamento, entendimento, prática, atitude e comportamento. Do contrário, creia, é loucura pensar que não sendo assim possa realizar qualquer coisa em nossa vida.
Nele, em Quem somente é […] aquilo que Ele disse que é,

Caio
21 de janeiro de 2012
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIO FÁBIO

MANDALA DA ABUNDÂNCIA DIVINA OU PROSPERIDADE (MÁRIAN – MARTA MAGALHÃES)

Ser próspero, na verdade, é ser feliz e abençoado. É estar conectado com a Abundância Divina recebendo todas as graças que Deus Pai e Mãe nos oferecem e das quais somos merecedores.
Quem pratica o Amor é próspero…
Aquele que é humilde e grato também…
A prosperidade financeira não é símbolo de felicidade, pois a matéria é efêmera e ilusória…
Se a pessoa não está conectada à Abundância Divina, mesmo que ela tenha tudo o que o dinheiro pode comprar, ela se sentirá vazia e insatisfeita… e estará sempre tentando preencher essa vacuidade com “coisas” e mais “coisas”…
O único bem que nos preenche verdadeiramente é o AMOR… o AMOR e seus desdobramentos como a COMPAIXÃO e a FRATERNIDADE…
Acreditem, se estivermos conectados à Abundância Divina, tudo aquilo que necessitamos para a nossa evolução nos será oferecido, inclusive o nosso sustento material…

Namastê,

Márian

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por Márian – Marta Magalhães – marian.luar@ig.com.br
Márian é Terapeuta Holística e Artista Plástica. Recebe orientações de Seres de Luz que visam o aperfeiçoamento do Ser Humano através do exercício do Silêncio, do resgate dos Princípios da LUZ e da vivificação do AMOR. Encontros de Meditação e Vivências. Mandalas Pessoais. (31) 8738-2064
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JESUS (ucembrasil.blogspot.com)

“Enquanto oro, observo em minha mente o encontro com um Jesus de pele escura, feições fortes e másculas, típicas da região onde viveu. Seus olhos são cristalinos e serenos. Sinto cheiro de rosas e, na boca, sabor de mel. Quando fala, sua voz é firme e amorosa. Um calor materno me envolve o coração, agora totalmente livre de medo ou dúvida. Sei que esta é apenas uma percepção particular – aquela que me é útil agora. Formas mudam o tempo inteiro. Cristo nem mesmo é um corpo (e, ao mesmo tempo, pode refletir qualquer um). Não importa. Aquilo que sinto diante dele me faz lembrar que há um jeito diferente de viver: mais suave e doce. Através dele, compreendo profundamente que o amor é a maior força que existe. Que tesouro mais rico poderia haver do que sentar à mesa com ele e todos os outros num banquete de iguais? Poucos minutos de disponibilidade, Jesus se comunica comigo através da maneira que eu possa entender, em sua majestosa generosidade e compaixão. Sua fé em mim me comove: acredita em mim mais do que eu. Sabe que todos nós, cedo ou tarde, nos reconheceremos Cristo. Este é o nosso destino. E, enquanto ainda existe desejo por sonhar, ele nos aparece do exato jeito que precisamos naquele instante. Então, o comum se revela divino.”

VIA UCEM BRASIL

O PARADIGMA DO EMPREGO (DeRose)

O PARADIGMA DO EMPREGO
DeRose

Que época rica em almas inspiradas! Alexandre Dumas, Victor Hugo, George Sand, Honoré de Balzac, Lizst… Esses e tantos outros, todos juntos numa só época e num só lugar!
Balzac já havia escrito uma carrada de livros, era o mais lido em Paris e suas obras um sucesso pelo mundo afora. A essa altura sua mãe lhe disse: “Honoré, você não nasceu para escrever. Maldita hora em que enfiou essa idéia na cabeça. Você deveria ter um emprego regular e receber um salário, ao invés de viver cheio de dívidas e ser insultado nos jornais pelos críticos que o ridicularizam com suas caricaturas!” Até a Igreja colocou o nome de Balzac na lista negra, considerando seus livros perniciosos. Balzac, o herege, o maldito.
Ah! Se Balzac tivesse ouvido sua mãe… Ah! Se eu tivesse ouvido a minha mãe… Hoje a literatura não teria La Comédie Humaine e eu seria um empregado numa empresa qualquer. Não teria escrito mais de vinte livros, não teria viajado o mundo todo tantas vezes, não teria mudado para melhor a vida de tanta gente. Teria me limitado a trabalhar para viver e viver para trabalhar como as legiões de empregados infelizes, sem motivação, que viveram e morreram sem nunca saber a que vieram ao mundo. Nesta idade, provavelmente, eu estaria velho, pobre e doente, como em geral estão os empregados nessa fase da vida, ansiando por uma aposentadoria que, longe de ser libertadora, constituiria o prenúncio do fim.
Mas, se a instituição do emprego é nociva, por que nossos pais nos aconselham a sermos empregados? Pior: eles nos doutrinam, pressionam e, muitas vezes, obrigam a esse destino desafortunado e sem perspectivas.
Conscientize-se desta realidade humilhante. Um amigo pergunta: “O que o seu filho faz?” E o pai tem que responder: “Ele é um empregado.” Numa situação assim embaraçosa, é normal que esse genitor justifique: “Mas ele está muito bem. É uma carreira de futuro. Uma grande empresa.” (Com sorte e se trabalhar direito, dentro de vinte anos ele poderá estar ganhando bem, se não for despedido antes.)
Quando escuto isso sinto como se o pai de um escravo no Império Romano estivesse respondendo: “Meu filho é escravo. Mas ele está muito bem. Trabalha para um rico senhor, muito conceituado.”
E se o filho ou filha encontra um caminho melhor, instala-se em casa um clima de tragédia e tortura psicológica. Mas os pais não querem justamente o bem dos seus filhos?
Querem. Contudo, são condicionados pelo Sistema e acham honestamente que o melhor é ser empregado.
PRIMEIRO PARADIGMA: O SISTEMA DE ESCRAVAGISMO
Os historiadores estimam que nos últimos 50.000 anos, desde o período pré-histórico até o final do século XIX, o escravagismo era um princípio aceito e praticado por quase todos os povos. Pode-se declarar, então, que a humanidade sempre explorou a escravatura e que a supressão dela no século XX foi um pequeno espasmo, um soluço na história laboral. Era considerada uma prática natural, pois, se não fossem os escravos, quem construiria as grandes obras e quem trabalharia nas residências? O trabalho escravo parecia ter todas as vantagens e sempre contou com o beneplácito da religião. Mesmo pessoas tidas como bondosas e inteligentes não viam nada demais em ter escravos.
SEGUNDO PARADIGMA: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Num dado momento, ocorreu um espasmo de transição reforçado, em grande parte, pela revolução industrial. A maior parte das nações e todos os intelectuais, repentinamente, despertaram da sua letargia e declararam-se contra a escravidão. A nova onda era o emprego! O que eles não confessaram – talvez nem se tenham dado conta – é que a legião de empregados era apenas uma leve adaptação do sistema de escravagismo. Ninguém quis reconhecer que a instituição da mão de obra descartável beneficiava a todos, menos aos empregados que eram explorados para que o Sistema se mantivesse em movimento. Sem a massa anônima de empregados, as indústrias não funcionariam; o comércio entraria em colapso; e os serviços, quem os faria? Portanto, o melhor sempre foi usar um tapa-olho e enxergar só a metade que convinha à sociedade. Nessa ótica, os empregados são como os soldados de um exército. Os generais sabem que os soldados estão ali para ser sacrificados. Antes de uma batalha são avaliadas as expectativas de baixas: 30%, 50%, 70% – mas a batalha precisa ser ganha. Para a instituição militar, se o comandante tivesse pena de enviar seus comandados para a carnificina, estaria subvertendo o Sistema e seria, ele próprio, sacrificado. Na instituição do emprego é a mesma coisa. Os empregados ganham mal, são humilhados, contraem doenças laborais e vivem na corda bamba, já que a qualquer momento podem ser demitidos. E o serão, indiscutivelmente. Todo empregado já esteve desempregado e sabe que o estará outras vezes. Então, por que cargas d’água nossos pais nos empurram para esse destino impiedoso? Porque toda a sociedade tem que ser condicionada, mediante uma verdadeira lavagem cerebral sistemática, a considerar que a única opção é ser empregado.
É a mesma coisa com o militarismo. É melhor achar bonito um batalhão marchando ao som de hinos marciais, com seus uniformes e armas viris; é melhor louvar o heroísmo e condecorar os mortos. Porquanto, se questionássemos isso, o que poríamos no lugar? Como garantiríamos a soberania nacional? Como defenderíamos nossos lares?
Assim, mandamos nossos filhos para o sacrifício do emprego, um verdadeiro holocausto, achando que é para o bem deles. Não é. É para o bem da sociedade, que se nutre das vidas dilaceradas de tantos jovens que são obrigados a humilhar-se por um salário ofensivo, em um emprego sem segurança. Mas, se não tem segurança, por que nossos pais aplicam o chavão “a segurança de um emprego”?
É sabido que as empresas demitem. É sabido que se você for demitido com mais de trinta anos de idade será difícil conseguir outra colocação. Com mais de trinta e cinco será quase impossível. Conheço profissionais capacitados, com vários diplomas, que ficaram desempregados por vários anos. Por que ocorre isso? Primeiro, porque o Sistema educa as pessoas para ser empregadas como ideal de vida. Os cursos técnicos e as faculdades todos os anos despejam milhões recém-formados no mercado de trabalho. Isso cria uma oferta maior que a procura, o que desvaloriza o profissional e o obriga a aceitar condições indignas. Segundo, porque um recém-formado tem mais entusiasmo, dedica-se mais, exige menos regalias e aceita um salário mais modesto. Tudo isso, porque ele é jovem, cheio de esperanças, está ali para vencer e quer tomar o lugar dos mais antigos. Como vantagem adicional, tendo sido formado mais recentemente, deve estar mais atualizado. Quem você acha que o empregador vai preferir? O veterano que tem quase dez anos de casa, está mais velho, mais acomodado, já tem família, precisa ganhar mais, exige regalias e não aceita certas tarefas nem hora extra. Quem você acha que o empregador vai preferir? Isso mesmo. Qualquer um escolheria o mais novo. A tão propalada segurança do emprego é uma balela.
TERCEIRO PARADIGMA: A OBSOLESCÊNCIA DA RELAÇÃO PATRÃO/EMPREGADO
Em pleno século XXI, podemos afirmar sem margem de erro que o conceito de emprego e a relação patrão/empregado estão obsoletos. Ainda vão durar bastante, pois a mudança de paradigma demora muito para se processar. Contudo, hoje já existem plenas condições de sucesso para os jovens que optarem por carreiras não convencionais. Aliás, é onde se encontram as maiores e melhores oportunidades.
Fazer faculdade é importante, mas só para quem quer ser empregado.
Acontece que toda a sociedade está estruturada para produzir um contingente humano que constitua força de trabalho. Por isso, desde pequenos sempre escutamos: “Você tem que estudar para conseguir um bom emprego.” Tudo gira em torno disso. Emprego para o homem e casamento para a mulher. Até parece que estamos escrevendo no início do século passado! No entanto, as coisas continuam assim. É como os cadarços dos sapatos. Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lançaram os primeiros calçados sem cordão. Eram os sapatos de fivela. Tempos depois introduziram o elástico. Depois, o velcro. Depois, o zíper. E até hoje a maior parte dos sapatos continua usando os absurdamente unpractisch cadarços que dão trabalho para calçar, para descalçar e desamarram-se o tempo todo, fazendo crianças e adultos tropeçar e cair. Por que continuam usando uma coisa dessas, trabalhosa, sem praticidade e perigosa, ao invés de substituí-la por alguma das muitas alternativas mais modernas? A explicação é que o humanóide demora a incorporar as mudanças.
Com a universidade é a mesma coisa. Antigamente, poucos tinham o privilégio de estudar. O diploma era cobiçado. Os tempos mudaram, não obstante, ainda hoje é assim, especialmente para aqueles que não puderam estudar na época em que ter diploma era chique. Naquela época era um diferencial. Hoje todo o mundo tem diploma. E ele não vale mais nada. Foi banalizado. Quem cursa uma faculdade “para conseguir um bom emprego” vai ficar desempregado se não fizer uma pós-graduação no exterior, mestrado, doutorado, especializações, etc. Isso custa caro. Custa tempo. Anos verdes de vida, anos preciosos de início de carreira na juventude. Quando o brilhante e esforçado estudante consegue ingressar no mercado de trabalho terá perdido tanto tempo que jamais aprenderá a ganhar dinheiro, como o aprenderam aqueles que, sem diploma algum, começaram a trabalhar em tenra idade.
Estaríamos pregando que os jovens deixassem de estudar? De forma alguma. Mas defendemos o direito de quem quiser estudar para ser empregado numa carreira comum, que o seja; mas, por outro lado, que respeitemos a liberdade de escolha de quem quiser seguir uma carreira nova, criativa, inusitada, que o realize e gratifique mais. Ainda que seja a de saxofonista ou a de instrutor de Yôga!

VIA BLOG CONSCIENCIA “EU SOU!”