PARA AQUELES COMPANHEIROS DE JORNADA GOSTARIA DE COMPARTILHAR O QUE DESCOBRI NOS ÚLTIMOS ANOS

Para aqueles companheiros de jornada, gostaria de compartilhar o que descobri nos últimos anos………
Como todos sabemos, uma jornada espiritual e uma viagem interna. Esta jornada pessoal começou ha muitos séculos atrás e provavelmente vai continuar por um tempo. Pessoalmente, acho esta jornada uma aventura. Adoro. Muitas vezes pode ser dolorosa, dar medo e acima de tudo requerer fe e perseverança. Mas no fim vale pena, porque a paz começa a substituir o caos interno.
Enquanto este processo vertical vai progredindo, outra coisa vai acontecendo horizontalmente. O coração vai se abrindo, a compaixão vai aumentando, o amor vai crescendo, a vontade de abrir os braços para incluir todos e tudo vai ficando cada vez maior.
Quanto mais a jornada vertical vai se aprofundando, mais aberta a pessoa fica para a vida. O medo que parecia inabalável, vai perdendo a sua forca, dando espaço para o amor universal.
Quando esta abertura horizontal começa, o processo exige que os braços sejam abertos para receber a humanidade, o universo, os planetas, as plantas, as montanhas, os animais neste abraço gigantesco. O sentimento de conexão e real e profundo.
De repente, no meio desta jornada comecei a entender que o que penso, sinto, faço, afeta a mente coletiva. Estou ciente que tenho muito que caminhar, mas sei também que esta viagem tem um fim.
Sou muito grata ao universo por esta experiência. Para aqueles que começaram a estudar o Curso, ou não, desejo que seus caminhos sejam cheios de luz e alegria.
VIA HARMONIA E PAZ

ESPIRITUALIDADE – POR ESDRAS COSTA BENTHO

Não quero fazer parte de uma espiritualidade que negue ao homem a condição humana.
Não quero fazer parte de uma espiritualidade que ignore as tragédias e o sofrimento alheio.
Uma espiritualidade mais humana do que religiosa.
Penso numa espiritualidade bíblica sem ser bibliólatra.
Penso numa espiritualidade teologal sem os entraves do teologismo.
Uma espiritualidade mais cristocêntrica do que evangélica.
Quero viver uma espiritualidade que conviva com a Terra sem devastá-la.
Quero viver uma espiritualidade que encontre na arte, música e cultura a Beleza Divina.
Uma espiritualidade fincada na mundanidade, mas afastada do mundanismo.
Nego-me a aceitar uma espiritualidade espoliadora, motivada pelo lucro fácil e vil.
Nego-me a aceitar uma espiritualidade que para ser eficaz precisa ser rica.
Uma espiritualidade sem a ideologia do lucro.
Não acredito numa espiritualidade que se afasta dos pobres.
Não acredito numa espiritualidade que se aproxima dos ricos.
Uma espiritualidade comprometida com a coletividade.
Quero uma espiritualidade que, próxima de Deus, não me afaste dos homens.
Quero uma espiritualidade que, próxima dos homens, não me afaste de Deus.
Uma espiritualidade integral, como integral deve ser a vida no Espírito.

Por Esdras Costa Bentho
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