CHEGA DE FUNDAMENTALISMO

Por Julio Zamparetti

Até quando viveremos sob a tensão das acusações teológicas? Até quando a Bíblia que trás a maior história de amor, compreensão, compaixão e misericórdia será razão de inimizades e intolerância? Será que ninguém percebe que algo está muito errado?
A Bíblia não pode ser interpretada sem se compreender o contexto histórico e cultural sob o qual foi escrita. Caso contrário, reteremos, apenas, sua letra mortal e lançaremos fora todo seu Espírito vivificante. E essa é exatamente a causa da bagunça religiosa de nossos dias.
A verdade é que qualquer forma de interpretação que não seja permeada de amor, tolerância e respeito ao próximo, independentemente de sua cor, CREDO e raça, deve ser extirpada de nossa vida.
A história já nos mostrou o suficiente para entendermos que o fundamentalismo jamais demonstrou o caráter de Cristo, o Príncipe da Paz.
CHEGA! Paradoxalmente não consigo mais tolerar a intolerância!
Quero paz! Quero adorar a Deus e rezar com meu irmão católico; Cantar louvores com meu irmão evangélico; fazer o bem e caminhar com meu irmão espírita; aprender com a sabedoria de meu irmão oriental; proclamar a glória de Deus com meu irmão Sol e minha irmã Lua.; e ter minha religiosidade respeitada por todos. Não importa se somos diferentes, se pensamos diferentes. Se o amor de Cristo não cobrir a medida de nossas diferenças, religiosidade alguma faz sentido.
O mundo conhecerá a Deus, disse Jesus, quando formos um, não disse quando formos iguais.
Diz a liturgia: “O amor de Cristo nos uniu”…
… quem sabe, um dia!

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Ano A – Dia: 10/02/2011 – Fé Sem Fronteiras – Mc7,24-30

EVANGELHO DO DIA

ANO A
DIA: 10/02/2011
FÉ SEM FRONTEIRAS
MC 7, 24-30

Jesus saiu dali e foi para a região que fica perto da cidade de Tiro. Ele entrou numa casa e não queria que soubessem que estava ali, mas não pôde se esconder. Certa mulher, que tinha uma filha que estava dominada por um espírito mau, ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. Era estrangeira, de nacionalidade siro-fenícia, e pediu que Jesus expulsasse da sua filha o demônio. Mas Jesus lhe disse:
– Deixe que os filhos comam primeiro. Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorros.
– Mas, senhor, – respondeu a mulher – até mesmo os cachorrinhos que ficam debaixo da mesa comem as migalhas de pão que as crianças deixam cair.
Jesus disse:
– Por causa dessa resposta você pode voltar para casa; o demônio já saiu da sua filha.
Quando a mulher voltou para casa, encontrou a criança deitada na cama; de fato, o demônio tinha saído dela.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

DEUS ACOLHE INICIATIVAS HUMILDES
A FAVOR DA VIDA

Com esta narrativa Marcos dá início a uma série de episódios em territórios gentílicos, região de Tiro, depois Decápolis e Betsáida, inserindo também uma narrativa da partilha do pão entre os gentios. Nestas regiões fica manifesta a acolhida de Jesus pelas populações locais. Fica assim bem caracterizada a dimensão universal da encarnação como a comunicação da vida divina a todos os povos e nações.
Nesta narrativa, com a linguagem e o estilo do evangelista Marcos, percebe-se como a confiança e a humildade da mulher siro-fenícia moveu Jesus a atendê-la. Jesus liberta não somente os corpos adoentados pela situação de exclusão mas também o espírito submisso às falsas ideologias dos opressores. A humanidade de Jesus é solidária e partilhada com a nossa humanidade. Deus respeita e acolhe nossas iniciativas humildes a favor da vida.

ORAÇÃO

Pai, cria em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele.

Fonte:
www.paulinas.org.br