O PARADIGMA DO EMPREGO (DeRose)

O PARADIGMA DO EMPREGO
DeRose

Que época rica em almas inspiradas! Alexandre Dumas, Victor Hugo, George Sand, Honoré de Balzac, Lizst… Esses e tantos outros, todos juntos numa só época e num só lugar!
Balzac já havia escrito uma carrada de livros, era o mais lido em Paris e suas obras um sucesso pelo mundo afora. A essa altura sua mãe lhe disse: “Honoré, você não nasceu para escrever. Maldita hora em que enfiou essa idéia na cabeça. Você deveria ter um emprego regular e receber um salário, ao invés de viver cheio de dívidas e ser insultado nos jornais pelos críticos que o ridicularizam com suas caricaturas!” Até a Igreja colocou o nome de Balzac na lista negra, considerando seus livros perniciosos. Balzac, o herege, o maldito.
Ah! Se Balzac tivesse ouvido sua mãe… Ah! Se eu tivesse ouvido a minha mãe… Hoje a literatura não teria La Comédie Humaine e eu seria um empregado numa empresa qualquer. Não teria escrito mais de vinte livros, não teria viajado o mundo todo tantas vezes, não teria mudado para melhor a vida de tanta gente. Teria me limitado a trabalhar para viver e viver para trabalhar como as legiões de empregados infelizes, sem motivação, que viveram e morreram sem nunca saber a que vieram ao mundo. Nesta idade, provavelmente, eu estaria velho, pobre e doente, como em geral estão os empregados nessa fase da vida, ansiando por uma aposentadoria que, longe de ser libertadora, constituiria o prenúncio do fim.
Mas, se a instituição do emprego é nociva, por que nossos pais nos aconselham a sermos empregados? Pior: eles nos doutrinam, pressionam e, muitas vezes, obrigam a esse destino desafortunado e sem perspectivas.
Conscientize-se desta realidade humilhante. Um amigo pergunta: “O que o seu filho faz?” E o pai tem que responder: “Ele é um empregado.” Numa situação assim embaraçosa, é normal que esse genitor justifique: “Mas ele está muito bem. É uma carreira de futuro. Uma grande empresa.” (Com sorte e se trabalhar direito, dentro de vinte anos ele poderá estar ganhando bem, se não for despedido antes.)
Quando escuto isso sinto como se o pai de um escravo no Império Romano estivesse respondendo: “Meu filho é escravo. Mas ele está muito bem. Trabalha para um rico senhor, muito conceituado.”
E se o filho ou filha encontra um caminho melhor, instala-se em casa um clima de tragédia e tortura psicológica. Mas os pais não querem justamente o bem dos seus filhos?
Querem. Contudo, são condicionados pelo Sistema e acham honestamente que o melhor é ser empregado.
PRIMEIRO PARADIGMA: O SISTEMA DE ESCRAVAGISMO
Os historiadores estimam que nos últimos 50.000 anos, desde o período pré-histórico até o final do século XIX, o escravagismo era um princípio aceito e praticado por quase todos os povos. Pode-se declarar, então, que a humanidade sempre explorou a escravatura e que a supressão dela no século XX foi um pequeno espasmo, um soluço na história laboral. Era considerada uma prática natural, pois, se não fossem os escravos, quem construiria as grandes obras e quem trabalharia nas residências? O trabalho escravo parecia ter todas as vantagens e sempre contou com o beneplácito da religião. Mesmo pessoas tidas como bondosas e inteligentes não viam nada demais em ter escravos.
SEGUNDO PARADIGMA: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Num dado momento, ocorreu um espasmo de transição reforçado, em grande parte, pela revolução industrial. A maior parte das nações e todos os intelectuais, repentinamente, despertaram da sua letargia e declararam-se contra a escravidão. A nova onda era o emprego! O que eles não confessaram – talvez nem se tenham dado conta – é que a legião de empregados era apenas uma leve adaptação do sistema de escravagismo. Ninguém quis reconhecer que a instituição da mão de obra descartável beneficiava a todos, menos aos empregados que eram explorados para que o Sistema se mantivesse em movimento. Sem a massa anônima de empregados, as indústrias não funcionariam; o comércio entraria em colapso; e os serviços, quem os faria? Portanto, o melhor sempre foi usar um tapa-olho e enxergar só a metade que convinha à sociedade. Nessa ótica, os empregados são como os soldados de um exército. Os generais sabem que os soldados estão ali para ser sacrificados. Antes de uma batalha são avaliadas as expectativas de baixas: 30%, 50%, 70% – mas a batalha precisa ser ganha. Para a instituição militar, se o comandante tivesse pena de enviar seus comandados para a carnificina, estaria subvertendo o Sistema e seria, ele próprio, sacrificado. Na instituição do emprego é a mesma coisa. Os empregados ganham mal, são humilhados, contraem doenças laborais e vivem na corda bamba, já que a qualquer momento podem ser demitidos. E o serão, indiscutivelmente. Todo empregado já esteve desempregado e sabe que o estará outras vezes. Então, por que cargas d’água nossos pais nos empurram para esse destino impiedoso? Porque toda a sociedade tem que ser condicionada, mediante uma verdadeira lavagem cerebral sistemática, a considerar que a única opção é ser empregado.
É a mesma coisa com o militarismo. É melhor achar bonito um batalhão marchando ao som de hinos marciais, com seus uniformes e armas viris; é melhor louvar o heroísmo e condecorar os mortos. Porquanto, se questionássemos isso, o que poríamos no lugar? Como garantiríamos a soberania nacional? Como defenderíamos nossos lares?
Assim, mandamos nossos filhos para o sacrifício do emprego, um verdadeiro holocausto, achando que é para o bem deles. Não é. É para o bem da sociedade, que se nutre das vidas dilaceradas de tantos jovens que são obrigados a humilhar-se por um salário ofensivo, em um emprego sem segurança. Mas, se não tem segurança, por que nossos pais aplicam o chavão “a segurança de um emprego”?
É sabido que as empresas demitem. É sabido que se você for demitido com mais de trinta anos de idade será difícil conseguir outra colocação. Com mais de trinta e cinco será quase impossível. Conheço profissionais capacitados, com vários diplomas, que ficaram desempregados por vários anos. Por que ocorre isso? Primeiro, porque o Sistema educa as pessoas para ser empregadas como ideal de vida. Os cursos técnicos e as faculdades todos os anos despejam milhões recém-formados no mercado de trabalho. Isso cria uma oferta maior que a procura, o que desvaloriza o profissional e o obriga a aceitar condições indignas. Segundo, porque um recém-formado tem mais entusiasmo, dedica-se mais, exige menos regalias e aceita um salário mais modesto. Tudo isso, porque ele é jovem, cheio de esperanças, está ali para vencer e quer tomar o lugar dos mais antigos. Como vantagem adicional, tendo sido formado mais recentemente, deve estar mais atualizado. Quem você acha que o empregador vai preferir? O veterano que tem quase dez anos de casa, está mais velho, mais acomodado, já tem família, precisa ganhar mais, exige regalias e não aceita certas tarefas nem hora extra. Quem você acha que o empregador vai preferir? Isso mesmo. Qualquer um escolheria o mais novo. A tão propalada segurança do emprego é uma balela.
TERCEIRO PARADIGMA: A OBSOLESCÊNCIA DA RELAÇÃO PATRÃO/EMPREGADO
Em pleno século XXI, podemos afirmar sem margem de erro que o conceito de emprego e a relação patrão/empregado estão obsoletos. Ainda vão durar bastante, pois a mudança de paradigma demora muito para se processar. Contudo, hoje já existem plenas condições de sucesso para os jovens que optarem por carreiras não convencionais. Aliás, é onde se encontram as maiores e melhores oportunidades.
Fazer faculdade é importante, mas só para quem quer ser empregado.
Acontece que toda a sociedade está estruturada para produzir um contingente humano que constitua força de trabalho. Por isso, desde pequenos sempre escutamos: “Você tem que estudar para conseguir um bom emprego.” Tudo gira em torno disso. Emprego para o homem e casamento para a mulher. Até parece que estamos escrevendo no início do século passado! No entanto, as coisas continuam assim. É como os cadarços dos sapatos. Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lançaram os primeiros calçados sem cordão. Eram os sapatos de fivela. Tempos depois introduziram o elástico. Depois, o velcro. Depois, o zíper. E até hoje a maior parte dos sapatos continua usando os absurdamente unpractisch cadarços que dão trabalho para calçar, para descalçar e desamarram-se o tempo todo, fazendo crianças e adultos tropeçar e cair. Por que continuam usando uma coisa dessas, trabalhosa, sem praticidade e perigosa, ao invés de substituí-la por alguma das muitas alternativas mais modernas? A explicação é que o humanóide demora a incorporar as mudanças.
Com a universidade é a mesma coisa. Antigamente, poucos tinham o privilégio de estudar. O diploma era cobiçado. Os tempos mudaram, não obstante, ainda hoje é assim, especialmente para aqueles que não puderam estudar na época em que ter diploma era chique. Naquela época era um diferencial. Hoje todo o mundo tem diploma. E ele não vale mais nada. Foi banalizado. Quem cursa uma faculdade “para conseguir um bom emprego” vai ficar desempregado se não fizer uma pós-graduação no exterior, mestrado, doutorado, especializações, etc. Isso custa caro. Custa tempo. Anos verdes de vida, anos preciosos de início de carreira na juventude. Quando o brilhante e esforçado estudante consegue ingressar no mercado de trabalho terá perdido tanto tempo que jamais aprenderá a ganhar dinheiro, como o aprenderam aqueles que, sem diploma algum, começaram a trabalhar em tenra idade.
Estaríamos pregando que os jovens deixassem de estudar? De forma alguma. Mas defendemos o direito de quem quiser estudar para ser empregado numa carreira comum, que o seja; mas, por outro lado, que respeitemos a liberdade de escolha de quem quiser seguir uma carreira nova, criativa, inusitada, que o realize e gratifique mais. Ainda que seja a de saxofonista ou a de instrutor de Yôga!

VIA BLOG CONSCIENCIA “EU SOU!”

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

Somente existe liberdade interior e simplicidade de ações se houver amor no coração; e amor como ele é: sem fingimento e praticado em verdade clara e sábia; posto que não baste amar de algum modo…, por vezes amando sem consciência de que amor é uma decisão e uma escolha, sempre em bondade, justiça e verdade/realidade; visto que o amor é sábio e sabe se portar; por isso, não se realiza sem coerência com o tempo e o modo da sabedoria.
A simples definição acima soa utópica, ou assustadora, caso não seja utópica; e isto em razão de que a maioria vive em níveis tão básicos de raiva e de ressentimento, que, a simples expressão do que seja a liberdade pela via do amor [única liberdade possível], assusta; posto que pareça se distanciar como algo que seja alcançável por nós.
Ora, que dizer então do “conhece-te a ti mesmo”…? Ou do “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”…? Ou ainda da afirmação de “aquele que controla a sua própria língua é perfeito varão”…?
Interessante é que enquanto fugimos de nós mesmos nos inscrevemos para estudar Deus, para aprender teologia, ou para conhecer a vontade de Deus por revelação mística, ou mesmo para tentar saber o que nos aguarda no futuro; e indo mais distante ainda… acho muito interessante quando dizemos saber o que Deus pensa…, ou por que Ele fez as coisas como elas são…; ou quando reclamamos por não entendermos Quem Ele é ou a razão de Seus caminhos…
O homem diz que não consegue conhecer a si mesmo e nem escolher o caminho da liberdade pelo amor que se expressa em verdade e fatos de sabedoria — enquanto se candidata a saber Deus, a dizer Deus, a explicar Deus, ou a questionar Deus…
Sim, para dentro dele, do homem…, nada; mas em relação ao Infinito, o homem quer saber tudo.
Ou seja:
O homem foge de sua tarefa interior de auto-conhecimento enquanto se candidata a entender e explicar Deus!
Na realidade a tarefa do auto-conhecimento só nos é possível em amor e confiança na Graça de Deus, em total descanso em fé; pois, do contrário, o que o homem conhecerá em si mesmo não será exatamente quem ele próprio possa ser, mas apenas o abismo labiríntico no qual o seu interior se tornou…, enquanto ele busca partes de si na escuridão do nada…
Então, quer dizer que para me conhecer eu tenho que antes conhecer a Graça e o Amor de Deus…, ao mesmo tempo em que você diz que isto não é possível pela própria condição limitada do ser humano? — você indaga.
Sim! É isto mesmo!
Para conhecer a mim mesmo eu preciso conhecer a Deus pela via da entrega em fé, e não pela razão espremida pela lógica que aleijou a racionalidade que antes sempre esteve aberta para a Graça e para o milagre do encontro com Deus.
Daí a humanidade até hoje celebrar como mestres do auto-conhecimento justamente aqueles que viveram no tempo em que razão não era sinônimo de lógica; mas sim de um sentido para além da própria lógica: a verdadeira racionalidade; que é a não limitação do entendimento às lógicas da razão anã; ao contrário, trata-se da integração de todas as variáveis da realidade, as visíveis, as invisíveis, as quantificáveis, as não quantificáveis, as sensoriais e as extra-sensoriais, as pensadas e as intuídas.
Neste mundo somente conheceu a si mesmo aquele que se entregou a Deus sem nada nas mãos além de nada nas mãos, em entrega…
Assim, até a viagem do auto-conhecimento não acontece pela lógica, mas pela entrega à serenidade que repousa na aceitação do amor de Deus por todos nós.
Isto, no entanto, só acontece acontecendo…
Sim, tem que ser o resultado de uma decisão de loucura de confiança no sentido da vida, em Deus.
Sem tal insanidade para os padrões lógicos ninguém conhece a Deus.
Na verdade Deus é Loucura.
Tudo em Deus é Loucura para a mente do homem…
Portanto, a verdadeira entrega a Deus é entrega à fé como loucura.
Ora, é quando isto acontece que se começa a andar nas mãos de Deus, em chão invisível, em caminho não visto pelos olhos…
É também aí que naturalmente começa a surgir a luz que nos faz conhecer a nós mesmos, tanto mais quanto mergulhemos em Deus como loucura de fé.
Ou alguém pensaria ou imaginaria que o encontro entre o finito e o infinito seria algo que poderia acontecer fora do ambiente da contradição e da loucura?
Afinal, afirmar que foi o Amor que criou todas as coisas nos parece ser apenas poesia, mas não fato da existência…
Entretanto, como eu dizia no início…, como a maioria crê que existe, mas não crê mesmo que Deus exista e seja… — prefere-se estudar Deus, pois as implicações não nos alcançam no nível da implicação pessoal de andar em amor e verdade a fim de que se conheça a si mesmo.
É nesse limbo que os mais piedosos entre nós ainda vivem…
Mas a verdade é uma só:
Sem entrega louca ao amor de Deus ninguém conhece a Deus, e, portanto, ninguém conhece a si mesmo!
Qualquer outra hipótese não passa de mera falácia e diletantismo sem realidade.
Pense nisso!

Caio
14 de agosto de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIOFABIO

PERDOAR MELHORA O DESTINO

MASAHARU TANIGUCHI

Se compreendermos que as pessoas boas ou más que aparecem em nossas vidas são atraídas pelo tipo de onda mental que irradiamos, entenderemos que não existem injustiçados. As leis mentais garantem a “atração dos semelhantes”, ou seja, conhecemos somente aqueles que possuem o mesmo padrão de subconsciente que o nosso. Portanto, julgarmos as pessoas significa julgarmos nosso próprio subconsciente: a mente que pensa em ser ladrão, que teme ladrão, que o tem sempre em foco, atrai ladrão; a mente que pensa em oferecer amor, benefícios, ajuda, atrai benfeitor.
Se temermos ladrões e assaltos, estaremos emanando esse tipo de onda mental do ladrão, pois a lei da mente não escolhe bem ou mal: ela atrai aquilo que nós próprios irradiamos.
O conhecimento deste mecanismo de ação da mente faz com que conheçamos também o motivo pelo qual o perdão é tão recomendado na maioria dos ensinamentos. O perdão melhora o nosso destino: elimina de nosso subconsciente os sentimentos negativos de mágoas e ressentimentos, evitando que ali permaneçam ocultos atraindo “coisas semelhantes” em nosso destino.
Há pessoas que se dizem incapazes de perdoar. Julgam que estarão ganhando alguma coisa com esse “amor-próprio”, mas é justamente o contrário. Por conservarem no subconsciente aquela negatividade tão fortemente arraigada, passam a vida toda colhendo frutos da mesma espécie. Se souberem que o “mal” feito pelos “outros” foi, na verdade, atraído por elas próprias, facilmente deixarão de culpá-los e se dedicarão a trabalhar efetivamente para purificar o subconsciente e torná-lo mais amoroso e positivo.
Perdoar significa desanuviar nosso subconsciente. O perdão pode ser praticado em secreto, pois atua para nós e dentro de nós. Muitos puderam comprovar a cura de doenças crônicas simplesmente após sentirem internamente o alívio produzido pela sincera prática incondicional do perdão.
MENTALIZAÇÃO PARA PERDOAR
“Neste instante, eu perdôo plenamente a todos os meus parentes e pessoas com quem tive desentendimentos no passado. Perdôo a mim mesmo por ter guardado sentimentos negativos a respeito deles. Que sejam livres! Que sejam felizes! Sempre que surgir algum deles em minha mente, afirmarei decididamente: JÁ O DEIXEI LIVRE; SEJA FELIZ! Meu subconsciente está purificado e cheio de amor. Atraio somente coisas boas.” (*Obs: mentalizar várias vezes, diariamente, até sentir o alívio interno que comprove o final deste tratamento mental)
Pontos a serem observados:
1. Melhoramos nosso destino através da saturação de nosso subconsciente com idéias positivas e eliminação das negativas.
2. Para eliminarmos o negativismo do subconsciente, podemos fazer uso do perdão. Com ele, muito negativismo oculto vem à tona e é eliminado.
3. Perdoar não significa “passar por cima do mal que nos fizeram”. Significa eliminar do subconsciente a semente negativa ali retida, por causa do nosso desconhecimento das leis mentais.
4. O perdão é entendido quando aprendemos que nossas ondas mentais traçam o nosso destino e que jamais sofremos injustiças causadas pelos outros.
5. Atraímos o bem ou o mal segundo o nosso padrão mental. A prática sincera e consciente do perdão eleva este padrão e faz com que o nosso destino se torne cada vez melhor.

VIA TEMPLO DOS ILUMINADOS