A arte em toda experiência – Robert Happé

Estamos vivendo em um tempo dinâmico no qual a mudança está afetando todos os níveis de vida. Todos nós estamos sendo estimulados a nos preparar para nos unir. Em cada setor da vida nós precisamos implementar mudanças significativas e duradouras.
O que está acontecendo é o nascimento de um novo mundo e um novo tempo que estão vindo para implementar os processos de reforma. Isto significa libertar-se da negatividade que nos tem mantido presos a laços de terceira dimensão.
Na maioria das pessoas, o desejo pela evolução pessoal é muito pequeno devido à falta de informação útil ou de compreensão de si mesmos. Nenhuma pessoa é semelhante à outra devido às diferentes experiências que vivenciou, mas, ao mesmo tempo, todos viemos da mesma fonte. Tudo o que precisamos aprender é a cooperar, trabalhar juntos e crescer a partir do compartilhar do conhecimento.
Todas as pessoas do nosso planeta, sem exceção, estão aprendendo a encontrar o equilíbrio. O dogma das estruturas de crença presente em todo o mundo tem impedido o desenvolvimento natural do processo de humanização, tendo como resultado o fato de que a maioria perdeu o verdadeiro significado da sua presença neste belo planeta.
Todos nós, em nível de alma, escolhemos estar aqui, neste período incrível, para participar desta era única de renovação espiritual e transformação global. Muitos, contudo, têm tido dificuldade de abraçar a Verdade Universal e preferem se manter apegados a suas crenças dogmáticas. Eles se recusam a aceitar que o que lhes foi dito está errado! Eles se confortam em saber que terão oportunidades em outros mundos tridimensionais, os quais lhes permitirão lembrar da sua divindade e igualdade com todos. Não há punição para ninguém, apenas oportunidades para evoluir.
Não é fácil entender por que tantas pessoas são tão diferentes. Tudo é uma questão de ter conhecimento das necessidades de auto-realização e dos vários desafios que se encontram diante de nós e que requerem maestria. Os passos a serem dados, no intuito de compreender o nosso próprio processo de desenvolvimento, foram extirpados da humanidade e substituídos por dogmas, causando insegurança e a separação do amor, permitindo que o medo se tornasse a principal força motriz.
Quando alguém está assustado, afastado do coração e do amor, não há forma dele compreender algo com o qual, conscientemente, não consegue se relacionar. Contudo, a compreensão virá quando não mais houver separação entre a mente e a alma, entre o masculino e o feminino. A alma contém em seu banco de dados o conhecimento da Unidade de todos, incluindo a ciência das leis universais. Quando esta conexão interna entre mente e alma é feita, a compreensão se faz rapidamente.
Não estamos sendo forçados a escolher entre um caminho superior que conduz para o alto na direção de ações cooperativas, ou o caminho inferior que conduz para baixo para ações de competição.
Entrementes, a infusão de luz está fortalecendo nossas consciências e elevando a nossa sensibilidade. E muitos estão se tornando conscientes das novas escolhas a serem feitas. Em algum momento, num futuro breve, será finalmente compreendido que, não importa o trabalho que se faça, todos serão lembrados pela forma como tratam os outros.
O que também precisa ser lembrado é que tudo que tem sido considerado ruim no nosso mundo, foi necessário para que todos alcançassem o equilíbrio. Nós temos jogado o jogo do mocinho e do bandido, talvez por inúmeras vidas; tudo no intuito de atingir o verdadeiro equilíbrio.
É por isso que o conselho para todos nós é não julgar ninguém. Nesta era particularmente extraordinária em que terminam as lições kármicas das três dimensões, os extremos do bem e do mal não são mais necessários, já que a intensificação da luz está reconciliando os opostos. Só existe equilíbrio na luz.
Quando a mente consciente e a alma se unem e se tornam parceiros criativos, a consciência se torna desperta e todo o panorama, que só é conhecido atualmente a nível de alma, se desdobra. Cada transformação que ocorre dentro do indivíduo flui para fora de uma maneira limpa, penetrando as famílias e as comunidades nas quais eles vivem. Muitas pessoas sentem que elas devem fazer alguma coisa significativa. No entanto, devido à pobre conexão com sua alma e com sua missão-de-alma, elas se ressentem da falta de foco e se sentem impotentes no sentido de fazer a diferença.
Quando nos sentirmos mais confortáveis acerca de quem nós verdadeiramente somos, compreenderemos que todos nós somos filhos da luz, capazes de fazer brilhar a luz da bondade que cura toda a ignorância. Bondade (Goodness) não é diferente de divindade (Godliness).
Ajudar no processo do despertar dos outros traz equilíbrio para você e para eles. E a luz gerada por estas ações flui para fora e beneficia a todos. Nosso equilíbrio é uma contribuição sem preço para difundir o amor e o cuidado mundo afora. É este movimento de estados de consciência competitiva para estados de consciência cooperativa que gera equilíbrio em todos os níveis. A Educação deve ser alinhada a este propósito. A competição consigo mesmo para fazer o melhor deveria ser encorajada.
O medo e a confusão que a maioria das pessoas vivencia, vêm do não saber o que está acontecendo. Paz e equilíbrio chegam a partir do saber o que está acontecendo. Quando a educação se torna encorajadora e apoiadora no sentido de conduzir os alunos a buscar o despertar e a compreensão espiritual do processo de desenvolvimento, nós teremos paz no nosso amado planeta em uma década.
A arte em toda a experiência é amar.

VIA
Blog
“Eoluindo No Caminho”

NÃO DEIS ATENÇÃO ÀS BRIGAS DAS IGREJAS. O GRANDE PORTADOR DA VERDADE, CRISTO JESUS, A CORPORIFICAÇÃO DO AMOR DIVINO, NÃO PERGUNTOU POR RELIGIÃO…

“É aqui que o ego é forçado a apelar para “mistérios”, insistindo que precisas aceitar o que não tem significado para salvar-te. Muitos tentaram fazer isso em meu nome, esquecendo que as minhas palavras fazem sentido perfeito porque vêm de Deus.”
(LT.9.IV.4:7-8)

“Não deis atenção às brigas das igrejas. O grande portador da Verdade, Cristo Jesus, a corporificação do amor divino, não perguntou por religião. O que, aliás, são hoje as confissões religiosas? Tolhimentos do espírito livre do ser humano, escravização da centelha de Deus que habita em vós; dogmas (Doutrinas de igrejas) que procuram restringir a obra do Criador e também Seu amor imenso nas formas estreitas do sentido humano, o que equivale a rebaixamento do divinal, desvalorização proposital. Todo investigador sincero é repelido por esse procedimento, pois através dele jamais poderá vivenciar a grande realidade, com o que tornar-se-á cada vez mais desesperançado seu anseio pela Verdade, fazendo-o por fim desesperar de si e do mundo! Por conseguinte, despertai! Destruí os muros dogmáticos dentro de vós, arrancai a venda para que a Luz pura do Altíssimo possa penetrar em vós. O vosso espírito lançar-se-á então, jubilando, para as alturas, sentirá, regozijando, o grande amor do Pai, que desconhece quaisquer fronteiras do intelecto terreno. Sabereis finalmente que sois uma parte dele e o compreendereis sem esforço e completamente, unir-vos-eis a ele, e assim ganhareis diariamente, hora após hora, nova força, como uma dádiva, que vos tornará evidente a ascensão para fora da confusão!”
(Abdruschin, Mensagem Do Gaal – Na Luz Da Verdade, da Dissertação 1. O QUE PROCURAIS?)

Impregnado de Amor (Dallas Willard)

Jesus anunciou nas bem-aventuranças que mesmo as pessoas mais desprovidas de insignificantes da terra poderiam ser abençoadas por viver no reino: os pobres, os tristes, os em reputação ou crédito (os mansos), e assim por diante (Mt 5.3-10; Lc 6.20-23). A bem-aventurança não estava em sua condição de pobres, tristes ou desrespeitados. Eles eram abençoados porque podiam entrar no reino, e estar no reino significa ser abençoado não importa o que mais aconteça. Eles podem descansar nisso. Seu futuro em Deus está assegurado, e sua condição presente, redimida. Para sempre. De qualquer forma.
Assim, na visão de mundo de Jesus, ser próspero, ter a “boa vida”, não inviabiliza o ser uma pessoa verdadeiramente boa. O conflito que os moralistas têm enfrentado em vão por séculos reconciliar é reconciliado por aqueles que vivem no reino de Deus. Não tenho de entregar minha integridade para me assegurar ao que é bom para mim. Uma pessoa realmente boa, como Jesus ensina, é alguém impregnado de amor: amor pelo Deus que “nos amou primeiro” e que, em seu Filho nos ensinou o que é o amor (1 Jo 4. 9-11). E então, como resultado da abundância de tal vida no reino, levará amor a todos com quem temos contato significativo, nossos “próximos”. A riqueza da vida Shemá (Dt. 6. 4-5) naturalmente flui para dentro da cena humana.
O amor significa disposição para o bem, determinação em beneficiar o que ou quem é amado. Podemos dizer que amamos bolo de chocolate, mas não amamos. Antes, queremos comê-lo. Isso é desejo, e não amor. Em nossa cultura, temos um grande problema em distinguir entre amor e desejo, mas é essencial que façamos essa distinção. O grego do Novo Testamento tem várias palavras para “amor”. Duas são eros (de onde obtemos a palavra “erótico”) e ágape. Amor ágape, talvez a maior contribuição de Cristo à civilização humana, deseja o bem a quem quer esteja voltado. Ele não deseja consumi-lo. O ensino sobre amor que ainda permeia a civilização ocidental em seus melhores momentos entende isso. O chamado mais eleveado a seres morais é o de amar. Muito antes da vinda de Cristo isso era compreendido de maneira obscura. Sócrates observou, de acordo com Platão, que “o bem faz bem a seus vizinhos e o mal lhe faz mal”. Mas os gregos, como todo o seu fulgor, nunca conseguiram resolver o próximo problema da fila, que era como alguém se torna uma pessoa verdadeiramente boa no sentido já abordado. Como Jesus responde a essa quarta pergunta sobre visão de mundo?
Como você se torna uma pessoa verdadeiramente boa? Você coloca a sua confiança em Jesus Cristo e se torna seu aluno ou aprendiz na vida no reino. Isso equivale a, progressivamente, entrar na abundância de vida que ele nos traz. Você aprende dele como viver no reino de Deus como ele mesmo viveu. Há muito a ser aprendido depois que você entra. Passar pela porta não é necessariamente viver na casa. Nossa confiança de que Jesus é “O Único” nos leva a ir constantemente à escola com ele, levando nossa vida inteira conosco, e é em fazer isso que o amor vem impregnar nossa vida a ponto de sermos de maneira inequívoca seus alunos. Ele disse: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13.35). Ele pode impor esse desafio a si mesmo como mestre porque não conhece nenhum outro que possa produzir a transformação humana que ele tem em mente.
Como discípulo de Jesus, estou aprendendo com ele como levar minha vida como ele levaria minha vida se fosse eu. Você está aprendendo como Jesus como levar sua vida como ele levaria a sua vida se fosse você. Sim, a vida que você tem. As mulheres não precisam se preocupar com serem excluídas dessa declaração. Por razões específicas, embutidas em sua missão, sem dúvida, ele precisava ser do sexo masculino. Mas fora algumas circunstâncias localizadas, não há nenhuma pessoa nesta terra que Jesus não poderia ter sido. Ele veio de forma humilde e assim viveu (Fp 2.5-11). ELe abdicou do poder supremo. Aprendeu a viver no reino de Deus como ser humano comum. Deus também estava na vida humana comum. A “encarnação” não diz respeito apenas aos eventos de sua concepção e nascimento. Ela representou o vestir-se de “carne” em todo o seu significado humano. Ele poderia viver em suas circunstâncias agora. Poderia ser você e ainda viver no reino de Deus. Você pode ser seu aprendiz, não importa quem você é e onde você esteja. É como seus amigos pessoais, vivendo interativamente com ele, que conhecemos a verdade e temos a liberdade — o poder sobre o mal — que vem com esse conhecimento (Jo 8.31-32)
(Dallas Willard, Conhecendo a Cristo Hoje, pp. 64-67)

VIA DLIVER BLOG

SOBRE MEDITAÇÃO

“Temos alguma idéia a respeito do significado da oração; mas, o que é meditação? Esta é uma boa pergunta, pois a meditação é uma arte esquecida hoje em dia, e o povo cristão sofre dolorosamente por ignorar sua prática. Meditação é o ato de trazer à mente as várias coisas que se conhece sobre as atividades, os modos, os propósitos e as promessas de Deus; pensar em tudo isso, refletir sobre estas coisas e aplicá-las à própria vida. É a atividade de um pensamento santo, conscienciosamente apresentado diante de Deus, sob os seus olhos, com seu auxílio e como meio de comunicação com Ele.
Seu propósito é esclarecer nossa visão mental e espiritual de Deus, e deixar que sua verdade produza um impacto total na mente e no coração do indivíduo. É o modo de falar consigo mesmo a respeito de Deus e de si próprio; é, na realidade, um meio de raciocinar consigo mesmo em ocasiões de dúvida e apreensão até chegar ao claro entendimento do poder e da graça de Deus.
Essa meditação nos torna humildes, ao contemplarmos a grandeza e a glória de Deus e nossa insignificância e pecaminosidade, e nos dá coragem e segurança, confortando-nos, no velho e forte sentido bíblico do termo, enquanto contemplamos as riquezas insondáveis da divina misericórida manifestada no Senhor Jesus Cristo”.
(PACKER, J. I. “O conhecimento de Deus”. Ed. Mundo Cristão, p. 15)

O cristão deve atentar para, em nenhum momento, desviar a sua atenção e o seu pensamento daquilo que, de algum modo, agrada a Deus. Mesmo em suas atividades corriqueiras, cumpre manter o pensamento na presença do Senhor, buscando eliminar qualquer foco de resistência a Deus. O pecado em nossas mentes é o que nos afasta de pensar no Deus vivo, e obscurece a bendita comunhão divina, abrindo-se espaço para o pecar. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8)

Via Blog Do Seino

A Fé Da Ressurreição

“Tudo o que desejo é conhecer a Cristo, e experimentar o poder que foi manifesto quando Ele ressuscitou dos mortos.”
(Filipenses 3:10, NTFL)
“A Escritura apresenta somente duas alternativas: ou você crê na ressurreição e crê em Jesus de Nazaré, ou não crê na ressurreição nem crê em Jesus de Nazaré.”
(Brennan Manning)

O que confere poder ao ensino de Jesus? O que o distingue dos ensinos do Alcorão, de Buda, de Confúcio? O Cristo ressurreto. Por exemplo: se Jesus não ressuscitou, podemos com segurança elogiar o Sermão do Monte como um tratado extraordinário de ética. Se, porém, ressuscitou, tal elogio não faz a menor diferença. O sermão torna-se o retrato de nosso destino final. O poder transformador da Palavra reside no Senhor ressurreto, que sustenta esse poder. Permita-me dizer outra vez: o poder dinâmico do evangelho flui da ressurreição. Quando pela fé aceitamos plenamente que Jesus é quem afirma ser, experimentamos o Cristo ressurreto. A Escritura apresenta somente duas alternativas: ou você crê na ressurreição e crê em Jesus de Nazaré, ou não crê na ressurreição nem crê em Jesus de Nazaré.
Para mim, a exigência mais radical da fé cristã reside em criar coragem para dizer “sim” ao caráter ressurreto de Jesus Cristo. Sou cristão por quase cinqüenta anos. Vivi tempo suficiente para saber que o cristianismo é vivido mais no vale que nos picos, que a fé jamais é livre de dúvidas e que, embora Deus se tenha revelado na criação e na história, o meio mais seguro de conhecer a Deus é, nas palavras de Tomás de Aquino, conhecê-lo como tamquam ignotum, como totalmente incognoscível. Nenhum pensamento pode contê-lo, nenhuma palavra pode expressá-lo. Ele está além de tudo o que possamos racionalizar ou imaginar.
Meu “sim” para a plenitude da divindade corporificada no atual estado ressurreto de Cristo é assustador por ser tão pessoal. Sim é uma palavra ousada que não pode ser tomada levianamente nem proferida frivolamente. Esse “sim” é um ato de fé, uma resposta decisiva e sincera de todo o meu ser ao Jesus ressurreto, presente ao meu lado, diante de mim, ao meu redor e dentro de mim; um grito de confiança de que minha fé em Jesus fornece segurança não somente na morte, mas diante de uma ameaça pior, a da minha própria malignidade; uma palavra que deve ser repetida milhares de vezes no cenário em constante transformação da minha vida.

(Brennan Manning em “O Obstinado Amor De Deus”)