A arte em toda experiência – Robert Happé

Estamos vivendo em um tempo dinâmico no qual a mudança está afetando todos os níveis de vida. Todos nós estamos sendo estimulados a nos preparar para nos unir. Em cada setor da vida nós precisamos implementar mudanças significativas e duradouras.
O que está acontecendo é o nascimento de um novo mundo e um novo tempo que estão vindo para implementar os processos de reforma. Isto significa libertar-se da negatividade que nos tem mantido presos a laços de terceira dimensão.
Na maioria das pessoas, o desejo pela evolução pessoal é muito pequeno devido à falta de informação útil ou de compreensão de si mesmos. Nenhuma pessoa é semelhante à outra devido às diferentes experiências que vivenciou, mas, ao mesmo tempo, todos viemos da mesma fonte. Tudo o que precisamos aprender é a cooperar, trabalhar juntos e crescer a partir do compartilhar do conhecimento.
Todas as pessoas do nosso planeta, sem exceção, estão aprendendo a encontrar o equilíbrio. O dogma das estruturas de crença presente em todo o mundo tem impedido o desenvolvimento natural do processo de humanização, tendo como resultado o fato de que a maioria perdeu o verdadeiro significado da sua presença neste belo planeta.
Todos nós, em nível de alma, escolhemos estar aqui, neste período incrível, para participar desta era única de renovação espiritual e transformação global. Muitos, contudo, têm tido dificuldade de abraçar a Verdade Universal e preferem se manter apegados a suas crenças dogmáticas. Eles se recusam a aceitar que o que lhes foi dito está errado! Eles se confortam em saber que terão oportunidades em outros mundos tridimensionais, os quais lhes permitirão lembrar da sua divindade e igualdade com todos. Não há punição para ninguém, apenas oportunidades para evoluir.
Não é fácil entender por que tantas pessoas são tão diferentes. Tudo é uma questão de ter conhecimento das necessidades de auto-realização e dos vários desafios que se encontram diante de nós e que requerem maestria. Os passos a serem dados, no intuito de compreender o nosso próprio processo de desenvolvimento, foram extirpados da humanidade e substituídos por dogmas, causando insegurança e a separação do amor, permitindo que o medo se tornasse a principal força motriz.
Quando alguém está assustado, afastado do coração e do amor, não há forma dele compreender algo com o qual, conscientemente, não consegue se relacionar. Contudo, a compreensão virá quando não mais houver separação entre a mente e a alma, entre o masculino e o feminino. A alma contém em seu banco de dados o conhecimento da Unidade de todos, incluindo a ciência das leis universais. Quando esta conexão interna entre mente e alma é feita, a compreensão se faz rapidamente.
Não estamos sendo forçados a escolher entre um caminho superior que conduz para o alto na direção de ações cooperativas, ou o caminho inferior que conduz para baixo para ações de competição.
Entrementes, a infusão de luz está fortalecendo nossas consciências e elevando a nossa sensibilidade. E muitos estão se tornando conscientes das novas escolhas a serem feitas. Em algum momento, num futuro breve, será finalmente compreendido que, não importa o trabalho que se faça, todos serão lembrados pela forma como tratam os outros.
O que também precisa ser lembrado é que tudo que tem sido considerado ruim no nosso mundo, foi necessário para que todos alcançassem o equilíbrio. Nós temos jogado o jogo do mocinho e do bandido, talvez por inúmeras vidas; tudo no intuito de atingir o verdadeiro equilíbrio.
É por isso que o conselho para todos nós é não julgar ninguém. Nesta era particularmente extraordinária em que terminam as lições kármicas das três dimensões, os extremos do bem e do mal não são mais necessários, já que a intensificação da luz está reconciliando os opostos. Só existe equilíbrio na luz.
Quando a mente consciente e a alma se unem e se tornam parceiros criativos, a consciência se torna desperta e todo o panorama, que só é conhecido atualmente a nível de alma, se desdobra. Cada transformação que ocorre dentro do indivíduo flui para fora de uma maneira limpa, penetrando as famílias e as comunidades nas quais eles vivem. Muitas pessoas sentem que elas devem fazer alguma coisa significativa. No entanto, devido à pobre conexão com sua alma e com sua missão-de-alma, elas se ressentem da falta de foco e se sentem impotentes no sentido de fazer a diferença.
Quando nos sentirmos mais confortáveis acerca de quem nós verdadeiramente somos, compreenderemos que todos nós somos filhos da luz, capazes de fazer brilhar a luz da bondade que cura toda a ignorância. Bondade (Goodness) não é diferente de divindade (Godliness).
Ajudar no processo do despertar dos outros traz equilíbrio para você e para eles. E a luz gerada por estas ações flui para fora e beneficia a todos. Nosso equilíbrio é uma contribuição sem preço para difundir o amor e o cuidado mundo afora. É este movimento de estados de consciência competitiva para estados de consciência cooperativa que gera equilíbrio em todos os níveis. A Educação deve ser alinhada a este propósito. A competição consigo mesmo para fazer o melhor deveria ser encorajada.
O medo e a confusão que a maioria das pessoas vivencia, vêm do não saber o que está acontecendo. Paz e equilíbrio chegam a partir do saber o que está acontecendo. Quando a educação se torna encorajadora e apoiadora no sentido de conduzir os alunos a buscar o despertar e a compreensão espiritual do processo de desenvolvimento, nós teremos paz no nosso amado planeta em uma década.
A arte em toda a experiência é amar.

VIA
Blog
“Eoluindo No Caminho”

Impregnado de Amor (Dallas Willard)

Jesus anunciou nas bem-aventuranças que mesmo as pessoas mais desprovidas de insignificantes da terra poderiam ser abençoadas por viver no reino: os pobres, os tristes, os em reputação ou crédito (os mansos), e assim por diante (Mt 5.3-10; Lc 6.20-23). A bem-aventurança não estava em sua condição de pobres, tristes ou desrespeitados. Eles eram abençoados porque podiam entrar no reino, e estar no reino significa ser abençoado não importa o que mais aconteça. Eles podem descansar nisso. Seu futuro em Deus está assegurado, e sua condição presente, redimida. Para sempre. De qualquer forma.
Assim, na visão de mundo de Jesus, ser próspero, ter a “boa vida”, não inviabiliza o ser uma pessoa verdadeiramente boa. O conflito que os moralistas têm enfrentado em vão por séculos reconciliar é reconciliado por aqueles que vivem no reino de Deus. Não tenho de entregar minha integridade para me assegurar ao que é bom para mim. Uma pessoa realmente boa, como Jesus ensina, é alguém impregnado de amor: amor pelo Deus que “nos amou primeiro” e que, em seu Filho nos ensinou o que é o amor (1 Jo 4. 9-11). E então, como resultado da abundância de tal vida no reino, levará amor a todos com quem temos contato significativo, nossos “próximos”. A riqueza da vida Shemá (Dt. 6. 4-5) naturalmente flui para dentro da cena humana.
O amor significa disposição para o bem, determinação em beneficiar o que ou quem é amado. Podemos dizer que amamos bolo de chocolate, mas não amamos. Antes, queremos comê-lo. Isso é desejo, e não amor. Em nossa cultura, temos um grande problema em distinguir entre amor e desejo, mas é essencial que façamos essa distinção. O grego do Novo Testamento tem várias palavras para “amor”. Duas são eros (de onde obtemos a palavra “erótico”) e ágape. Amor ágape, talvez a maior contribuição de Cristo à civilização humana, deseja o bem a quem quer esteja voltado. Ele não deseja consumi-lo. O ensino sobre amor que ainda permeia a civilização ocidental em seus melhores momentos entende isso. O chamado mais eleveado a seres morais é o de amar. Muito antes da vinda de Cristo isso era compreendido de maneira obscura. Sócrates observou, de acordo com Platão, que “o bem faz bem a seus vizinhos e o mal lhe faz mal”. Mas os gregos, como todo o seu fulgor, nunca conseguiram resolver o próximo problema da fila, que era como alguém se torna uma pessoa verdadeiramente boa no sentido já abordado. Como Jesus responde a essa quarta pergunta sobre visão de mundo?
Como você se torna uma pessoa verdadeiramente boa? Você coloca a sua confiança em Jesus Cristo e se torna seu aluno ou aprendiz na vida no reino. Isso equivale a, progressivamente, entrar na abundância de vida que ele nos traz. Você aprende dele como viver no reino de Deus como ele mesmo viveu. Há muito a ser aprendido depois que você entra. Passar pela porta não é necessariamente viver na casa. Nossa confiança de que Jesus é “O Único” nos leva a ir constantemente à escola com ele, levando nossa vida inteira conosco, e é em fazer isso que o amor vem impregnar nossa vida a ponto de sermos de maneira inequívoca seus alunos. Ele disse: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13.35). Ele pode impor esse desafio a si mesmo como mestre porque não conhece nenhum outro que possa produzir a transformação humana que ele tem em mente.
Como discípulo de Jesus, estou aprendendo com ele como levar minha vida como ele levaria minha vida se fosse eu. Você está aprendendo como Jesus como levar sua vida como ele levaria a sua vida se fosse você. Sim, a vida que você tem. As mulheres não precisam se preocupar com serem excluídas dessa declaração. Por razões específicas, embutidas em sua missão, sem dúvida, ele precisava ser do sexo masculino. Mas fora algumas circunstâncias localizadas, não há nenhuma pessoa nesta terra que Jesus não poderia ter sido. Ele veio de forma humilde e assim viveu (Fp 2.5-11). ELe abdicou do poder supremo. Aprendeu a viver no reino de Deus como ser humano comum. Deus também estava na vida humana comum. A “encarnação” não diz respeito apenas aos eventos de sua concepção e nascimento. Ela representou o vestir-se de “carne” em todo o seu significado humano. Ele poderia viver em suas circunstâncias agora. Poderia ser você e ainda viver no reino de Deus. Você pode ser seu aprendiz, não importa quem você é e onde você esteja. É como seus amigos pessoais, vivendo interativamente com ele, que conhecemos a verdade e temos a liberdade — o poder sobre o mal — que vem com esse conhecimento (Jo 8.31-32)
(Dallas Willard, Conhecendo a Cristo Hoje, pp. 64-67)

VIA DLIVER BLOG

Ano A – Dia: 11/02/2011 – As bodas de Caná – Jo 2,1-11

EVANGELHO DO DIA

Ano A

Dia: 11/02/2011

As bodas de Caná

Jo 2, 1-11

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
– O vinho acabou.
Jesus respondeu:
– Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.
Então ela disse aos empregados:
– Façam o que ele mandar.
Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:
– Encham de água estes potes.
E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:
– Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.
E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:
– Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

Comentário do Evangelho

O Deus de Jesus é o
Deus da vida

No evangelho de João Jesus se revela através de sinais, palavras e gestos. Tudo converge para a grande novidade que nasce no chão da experiência humana: o dom da vida eterna e divina a homens e mulheres, à humanidade.
Na festa de casamento em Caná temos o primeiro sinal, com seus significados. A presença de Jesus e sua mãe faz com que a alegria não seja frustrada. A novidade de Jesus é a transformação da água, que seria usada na ablução ritual, no vinho partilhado, que é fonte de alegria. O Deus de Jesus é o Deus da vida, na solidariedade, na alegria e na felicidade.

Oração

Senhor Jesus, que Maria me conduza sempre a ti e me leve a descobrir em ti o caminho da salvação que o Pai nos ofereceu.

Fonte:
www.paulinas.org.br

Ano A – Dia: 11/02/2011 – As bodas de Caná – Jo2,1-11

EVANGELHO DO DIA

Ano A
Dia: 11/02/2011
As bodas de Caná
Jo2,1-11

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
– O vinho acabou.
Jesus respondeu:
– Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.
Então ela disse aos empregados:
– Façam o que ele mandar.
Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:
– Encham de água estes potes.
E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:
– Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.
E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:
– Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

Comentário do Evangelho

O Deus de Jesus é o
Deus da vida

No evangelho de João Jesus se revela através de sinais, palavras e gestos. Tudo converge para a grande novidade que nasce no chão da experiência humana: o dom da vida eterna e divina a homens e mulheres, à humanidade.
Na festa de casamento em Caná temos o primeiro sinal, com seus significados. A presença de Jesus e sua mãe faz com que a alegria não seja frustrada. A novidade de Jesus é a transformação da água, que seria usada na ablução ritual, no vinho partilhado, que é fonte de alegria. O Deus de Jesus é o Deus da vida, na solidariedade, na alegria e na felicidade.

Oração

Senhor Jesus, que Maria me conduza sempre a ti e me leve a descobrir em ti o caminho da salvação que o Pai nos ofereceu.

Fonte:
http://www.paulinas.org.br

MENSAGEM DE JEAN YVES LELOUP

A linguagem do poeta, a linguagem da arte, é , talvez uma das linguagens que poderia ser utilizada para ousarmos falar a respeito de Deus porque trata-se de uma linguagem que não nos confina, não conceitualiza,, não distribui rótulos, mas nos deixa livres e nos convida a fazer uma experiência, a empreender uma transformação.
A imagem que me ocorre, é a de alguém que escava em busca de uma nascente que jorra; não basta falar de nascente, não basta falar de água, é também necessário escavar seu poço, avançar em direção à água viva que está no fundo, assim como em direção à água viva que jorra. Não basta escavar para que apareça a água viva , mas o fato de escavar irá permitir que reencontre a água viva que jorre. Além de nossa tentativa, de nossa busca em direção às profundezas, temos que reconhecer que não é o fato de escavarmos, não são nossas enxadas que irão criar a água. Do mesmo modo que não é o despertador que fará o dia nascer… No entanto, convém tomarmos consciência de que o dia está aí!
Trata-se de despertarmos, de escavarmos, de avançarmos em direção à nascente e de sabermos que essa não é nossa propriedade: ela jorra, ela nos é oferecida. Nesse momento surge a palavra graça. independentemente de seguirmos uma via zen ou de ioga, o autêntico mestre ou discípulo sabe perfeitamente que não é esse exercício que irá provocar a iluminação. O exercício, a meditação, o método, todas as técnicas utilizadas tornam-se somente disponíveis à experiência.
Aqui identificamo-nos com a tradição antiga dos Padres do deserto que dizia: “Existe o trabalho do homem, a ascese, a liberdade do homem, e , ao mesmo tempo, a graça.“ E´como um pássaro que para voar, tem necessidade de duas asas, ou seja, de sua liberdade, de seu trabalho, interior e, ao mesmo tempo, da graça, isto é, da nascente que jorra em direção ao seu esforço, ao ato de escavar. Por um lado, o trabalho do homem procura Deus; por outro, como uma fonte de água viva, Deus empenha-se unicamente em comunicar-se e manifestar-se a cada um de nós.

A ORAÇÃO CONTEMPLATIVA ABORDA A CONDIÇÃO HUMANA EXATAMENTE ONDE ELA ESTÁ. ESSA ORAÇÃO CURA AS FERIDAS EMOCIONAIS DE TODA UMA VIDA. ELA INAUGURA A POSSIBILIDADE DE EXPERIENCIAR NESTE MUNDO A TRANSFORMAÇÃO EM CRISTO À QUAL O EVANGELHO NOS CONVIDA.

DO LIVRO “CONVITE AO AMOR (ED. LOYOLA)”

A oração contemplativa aborda a condição humana exatamente onde ela está. Essa oração cura as feridas emocionais de toda uma vida. Ela inaugura a possibilidade de experienciar neste mundo a transformação em Cristo à qual o Evangelho nos convida.
Deus quer compartilhar conosco até mesmo nesta vida o máximo de vida divina que podemos encerrar em nós. O chamado do Evangelho, “Segui-me”, é para qualquer pessoa batizada. Temos em nós, em virtude de nosso batismo, todos os poderes dados pela graça de que precisamos para seguir Cristo no seio do Pai. A tentativa de fazer isso – de ir mais fundo em direção do amor de Cristo dentro de nós e manifestá-lo mais plenamente no mundo – constitui o núcleo da jornada espiritual.
A jornada é apresentada na tradição cristã como uma subida. Imagens de escadas e jornadas ascendentes não são poucas. Mas para a maioria de nós que realiza a jornada hoje, numa época em que a psicologia desenvolvimental e uma compreensão maior do inconsciente estão difundidas, a jornada pode ser vista mais adequadamente como uma descida. A direção, pelo menos no início, é rumo a uma confrontação com nossas motivações, nossos programas e nossas respostas emocionais inconscientes. Nossa jornada espiritual não começa com uma “ficha limpa”. Carregamos conosco um conjunto pronto de valores e idéias preconcebidas que, se não for confrontado e redirecionado, estragará nossa viagem ou então a transformará em farisaísmo, um problema para pessoas religiosas e espirituais.”

VIA COMUNIDADE D. THOMAS KEATING

A REFORMA DO EU – C. S. LEWIS

“Imagine-se como se fosse uma casa, Deus chega para reconstruir esta casa. No início, talvez, você compreenda o que Ele está fazendo. Está consertando os vazamentos e eliminando as goteiras do telhado e assim por diante: Você sabia que estes trabalhos precisavam ser feitos, portanto não ficou surpreso. Mas logo depois, ele começa a bater repetidamente na casa, danificando-a de modo terrível e que não faz sentido. O que é que Ele pretende? A explicação é que Ele está construindo uma casa completamente diferente daquela que você imaginou, colocando uma nova ala aqui, construindo um novo andar ali, levantando torres, fazendo pátios. Você pensou que iria se transformar num lindo e pequeno chalé: Ele, porém, está construindo uma Mansão.
(C. S. Lewis)

Via Amando O Próximo

BUDDHA DISSE:

Buda disse:

Não acredite em nada, porque uma pessoa sábia disse,
Não acredite em nada, porque é geralmente realizada.
Não acredite em nada, porque está escrito.
Não acredite em nada, porque é dito ser divino.
Não acredite em nada, porque alguém acredita.
Mas acredite que apenas o que você julgar para a si mesmo em ser a verdade.

SUA FÉ É REGIDA PELO AMOR OU É SÓ UM PUNHADO DE DOUTRINAS, PROIBIÇÕES (cf. Cl2:20-23) E RITUAIS SISTEMATIZADOS?

Quando tentamos mudar somente na parte exterior (legalismo) é como se fosse a seguinte situação:
Imaginamos um computador que deu pane e que quando ligamos e vemos que o Sistema Operacional não apareceu, ou algum periferico (“teclado, mouse, caixa de som, etc…”) não responde. A Primeira coisa que fazemos é trocar justamente o monitor e os perifericos e descobrimos que ainda não funcionou e tentamos mais algumas e se continuarmos assim nos frustaremos com certeza e só gastaremos tempo e dinheiro. Paulo parece ter compreendido isso em sua epístola aos Romanos:
“Antes eu vivia sem a Lei; mas, quando veio o mandamento, o pecado reviveu, e eu morri. O mandamento que devia dar a vida tornou-se para mim motivo de morte. Porque o pecado aproveitou a ocasião do mandamento, me seduziu e, através dele, me matou” [Rm7:9-11].
E aos Hebreus é dito que:
“Por isso, mesmo oferecendo sacrifícios continuamente, ano após ano, a Lei não tem poder de conduzir à perfeição aqueles que participam de tais sacrifícios. Caso contrário, será que não se teria parado de oferecer esses sacrifícios? De fato, os fiéis, purificados uma vez por todas, doravante não teriam mais nenhuma consciência dos pecados. Contudo, por meio desses sacrifícios, a lembrança dos pecados é renovada ano após ano, uma vez que é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes” [Hb10:1-4].
Os sacrifícios antigos apenas serviam como paliativos – aliviando somente os sintomas – e não indo até a raiz do problema que esta no intimo e com isso aquilo que está no intimo fica reprimido e se retroalimentando provocando desequilibrios e enfermidades nos casos mais graves. E as leis do Evangelho não exigem praticas exteriores, mas apenas medidas interiores como perdão, amor ao proximo, parar de julgar, orar pelos inimigos, coisas que vão realmente até a raiz do problema dando cura, liberdade, consciencia da presença de Deus.
Agora, se formos seguir o espírito do Evangelho que é renovação interior a situação muda, pois ele é como uma pequena semente lançada no intimo da pessoa sendo como “O Reino do Céu é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado” [Mt13:33], ou como “O Reino do Céu é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que os pássaros do céu vêm e fazem ninhos em seus ramos” [Mt13:31-32] agindo de onde o problema está – que é no coração, no íntimo da pessoa, como que no caso do computador seria ver o problema na CPU e na placa de BIOS (onde o problema realmente está) – e assim se elimina realmente a causa do problema em ambos os casos.
1. Uma fé que não tenha perdão e amor como pressupostos básicos pode do nada e de forma bem sutil virar mágica ou encantamento e você nem sequer perceber. Pois todo o relacionamento com Deus é na esfera do AMOR, pois DEUS É AMOR [cf. 1Jo4:8].
1.A. Esse isso pode dar consequencias desastrosas como por exemplo, fanatismo, cegueira espiritual, foi daí que Paulo teve a inspiração ao dizer que nao é maravilha que o inimigo se transfigura em anjo de luz e ministro da justiça [cf. 2Co11:14-15].
1.B. Nessa situação os aparatos humanos começarão a ficar acima do que realmente tem valor – que é o amor, perdão, misericórdia – e as coisas que serviriam para ajudar as pessoas em sua relação com Deus acabariam criando leis e estatutos que ferem a dignidade humana como o caso das expulsoes de esposas estrangeiras e filhos contraidos por esses casamentos sem mais nem menos ordenadas por Esdras após o exílio da Babiônia (cf. Esd9-10), – tudo isso em nome da tal “pureza doutrinária” e da “ortodoxia” – e provocando injustiças como abandonos e fome (“Para entender melhor esse drama leia o livro de Rute e com isso descobrirá que Davi e seu descendente Jesus possuem um pouco de sangue moabita não sendo daquilo que chamamos de ‘raça pura'”).
1.C. A Morte de Jesus tramada pelos fariseus e doutores da lei tambem tinha esse pressuposto, para o sumo-sacerdote as doutrinas e rituais valiam mais que a própria pessoa!
2. Já quando estamos em uma fé com amor e perdão como bases estamos seguros de que estamos nos dirigindo a Deus.
3. O Amor, o Perdão, a misericórdia são os unicos requisitos para um discipulo de Jesus e são as unicas coisas que importam no Reino. Tudo o que está fora disso é “outro evangelho”.
4. O Amor é Maior que a fé e que a esperança (cf. 1Co13:13), como se fosse uma locomotiva deles.
5. O Amor (“tanto a Deus como ao próximo pois ambos estão interligados”) é a linguagem de Deus sendo que é a unica garantia de que estamos de fato fazendo a vontade de Deus. Como diz São Marcos:
“Um doutor da Lei estava aí, e ouviu a discussão. Vendo que Jesus tinha respondido bem, aproximou-se dele e perguntou: ‘Qual é o primeiro de todos os mandamentos?’ Jesus respondeu: ‘O primeiro mandamento é este: Ouça, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor! E ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento e com toda a sua força. O segundo mandamento é este: Ame ao seu próximo como a si mesmo. Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.’
O doutor da Lei disse a Jesus: ‘Muito bem, Mestre! Como disseste, ele é, na verdade, o único Deus, e não existe outro além dele. E amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, é melhor do que todos os holocaustos e do que todos os sacrifícios.’ Jesus viu que o doutor da Lei tinha respondido com inteligência, e disse: ‘Você não está longe do Reino de Deus.’ E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus” [Mc12:28-34].

“Enquanto eu viver, louvarei Iahweh [=Deus],
tocarei ao meu Deus, enquanto existir! (…)
Ele mantém para sempre a verdade:
fazendo justiça aos oprimidos,
dando pão aos famintos;
Iahweh liberta os prisioneiros,
Iahweh abre os olhos dos cegos,
Iahweh protege o estrangeiro,
sustenta o órfão e a viúva;
Iahweh reina para sempre,
teu Deus, ó Sião, de geração em geração!
Aleluia!”
(Salmo 146:2,6-10)

NELE, QUE É A ENCARNAÇÃO DIVINA DO VERBO AMAR…

Aqui, Um Texto do Pastor Márcio Rosa (Igreja Betesda-RR) Sobre o assunto para refletir tambem:
Se todas as pessoas que declaram cristãs tentassem viver imitando o estilo de vida que Jesus teve quando andou entre nós, o mundo já teria se transformado num paraíso. O cárater de Jesus é revolucionário e suas virtudes transformadoras.
O problema é que há pessoas que vivem num ambiente religioso mas nunca experimentaram qualquer transformação. São rudes, cruéis, grosseiras, maldosas, maledicentes, egoístas, arrogantes, mesmo ostentando o título de cristão, evangélico, católico ou coisa parecida. Implacáveis no cumprimento de regramentos religiosos vazios, mas sem qualquer misericórdia com a dor humana. Preferem uma religiosidade cosmética destrutiva e opressora a uma proposta que traga vida plena, que é o que propõe o Reino de Deus.
Quem diz que ama a Deus, tem de tentar imitá-lo, tentar viver conforme os valores e o caráter de Deus. Dizer que ama a Deus e não ter um caráter transformado é uma farsa, uma mentira. Não é à toa que Jesus fala da necessidade de um novo nascimento, que é, depois de uma experiência de conversão, ter um novo coração, uma nova mente, uma nova concepção do mundo e do Reino de Deus. Em outras palavras, ser uma pessoa diferente, que mudou para melhor.
Então, caro leitor, quero convidá-lo a uma reflexão, e para tanto gostaria que você respondesse às seguintes questões: Sua fé, seu cristianismo, tem feito de você uma pessoa melhor? Será que realmente você é nascido de Deus? Se é nascido de Deus, em que criatura você se transformou? Em que tipo de pessoa você se transformou?
Todo o tempo que você tem professado sua fé, todo o tempo em que você tem ido à igreja, lido a bíblia, levantado as mãos em louvor a Deus, tudo isso transformou você em que tipo de pessoa?
Você é hoje uma pessoa mais amável do que era antes? É uma pessoa mais verdadeira do que era antes? É mais constante? É mais amoroso, misericordioso e cheio de compaixão? É mais compreensivo com os erros e inconstâncias dos outros?
Tiago e João eram dois discípulos de Jesus, que conviviam com ele o tempo todo. Entretanto, quando foram rejeitados pelos samaritanos, pediram autorização de Jesus para orar e fazer cair fogo do céu para consumí-los. Jesus os repreendeu duramente, dizendo que ele tinha vindo para salvar as pessoas e não para destruí-las. Ora, eles estavam cansados de ouvir Jesus, mas ainda não tinham se convertido a verdadeiros discípulos de Jesus. Tinham um coração cheio de vingança, ódio, orgulho e soberba. Tinham fé suficiente para fazer cair fogo do céu, mas ainda não eram imitadores de Jesus.
E você, será que é uma pessoa mais educada, mais polida, mais doce, mais gentil do que antes de tornar um cristão?
O evangelho, tal qual anunciado por Jesus, deve produzir pessoas mais bonitas em seu caráter, mais educadas, íntegras, mais polidas, mais amáveis, doces e misericordiosas, cheias de graça e de bondade. E isso em todas as dimensões da vida, em casa, no trabalho, na igreja, na rua, no trânsito, em tudo.
E então, a fé que você professa tem feito de você uma pessoa melhor? Se não, está na hora de voltar-se para Jesus e sua mensagem, ansiando por transformação e novo nascimento.
Márcio Rosa da Silva
http://marciorosa.wordpress.com/2008/08/30/sua-fe-tem-feito-de-voce-uma-pessoa-melhor/

Pergunta (deixe a resposta no comentário):
1) O Que DEUS É para você?
2) Desde que aderiu a fé, os frutos do espírito (cf. Gl5:22, em especial o AMOR) tem ficado mais fortes em você?
3) Todo o tempo que você tem professado sua fé, todo o tempo em que você tem ido à igreja, lido a bíblia, levantado as mãos em louvor a Deus, tudo isso transformou você em que tipo de pessoa?
Você é hoje uma pessoa mais amável do que era antes? É uma pessoa mais verdadeira do que era antes? É mais constante? É mais amoroso, misericordioso e cheio de compaixão? É mais compreensivo com os erros e inconstâncias dos outros?