ESPAÇO ESPIRITUAL MITCH HAM ELL – O NÃO-DUALISMO

O NÃO-DUALISMO

Nos acreditamos separados, acreditamos na existência separada de Deus, de
nós seus filhos e da Criação, todos como sendo coisas distintas, ainda que
as consideremos interdependentes, isso no entanto é dualismo.
O não- dualismo ensina que Deus, seus filhos e a Criação são uma mesma
coisa e uma mesma energia, portanto, o não-dualismo não reconhece nada
além do Um, de Deus, que também pode ser chamado de Amor.
O não- dualismo não nega a existência de várias consciências, a de Deus
e a de seus filhos, ainda assim, ele nega a existência de almas individuais, mentes
individuais e eu’s, afirmando que todas as consciências pertencem a uma mesma
Alma, Mente e Eu, portanto, o não- dualismo afirma claramente que “Todos somos Um”.
Se o não- dualismo afirma que todos somos Deus, isto significa que todos somos Amor
e Perfeição, portanto, o não- dualismo acredita na perfeição de todas as consciências,
acredita na igualdade entre Deus e seus filhos, assim como na igualdade entre
a Criação e o Criador, sendo ambas Amor, aliás, sendo ambas a mesma coisa.
Isto não significa que a consciência de Deus não seja superior à nossa,
Ela o é, pois é a única incriada, e que está além da Criação, ainda
assim ela é relativamente igual à consciência de seus filhos.
Para o não- dualismo todos somos tudo, somos a
Realidade, Deus, o Amor, a Vida, tudo é nosso Ser.
O não- dualismo considera então que todas as sensações ilusórias de
separação e falta de Amor são apenas aparentes, ilusórias, o não -dualismo
afirma que só é real aquilo que é igual ao Um, isto é, perfeito e imutável,
sendo assim, tudo que é imperfeito e impermanente é ilusório, como é o caso
do Universo e do eu humano (que são apenas fenomenologicamente reais do
jeito que se apresentam), que são ilusões e não realidade, e por trás delas
reside a realidade, respetivamente, dos Planos do Real e dos
Eu-Alma, que são, dentro do possível, iguais a Deus.
O não- dualismo afirma que tudo é uma expressão do Amor (a Realidade
Única, Deus), ainda que nem sempre este seja bem compreendido e aplicado.
O não-dualismo reconhece então o Universo e o eu humano como condições
ilusórias, pois se afastaram dos Planos do Real e do Eu-Alma, ainda assim
reconhece um propósito nisso tudo, o de desenvolvimento da personalidade
dos Eu-Alma, portanto, ainda que o não-dualismo reconheça a ilusão da
separação, a observa como uma escola divina de Deus, pois sabe que apenas
na separação ilusória a personalidade dos Eu-Alma pode ser desenvolvida.
O não- dualismo ainda assim sabe que o objetivo é superar essa condição, pois
sabe que a escola universal é temporária. Aquele ser que entende o não-dualismo
busca a cada momento trazer seu Eu-Alma para o Universo, e ver o Universo e seus
irmãos tal como eles verdadeiramente são, puro Amor, Luz e Perfeição imutáveis.
O não-dualismo afirma portanto que qualquer condição adversa no Universo
e nas personalidades humanas não passa de ilusão, ainda que reconheça que
essas condições devem ser transmutadas para que os envolvidos
possam prosseguir com suas jornadas universais.
Nossa observação e caminhada espiritual é frequentemente dualista,
mas os grandes mestres têm nos ensinado o não- dualismo, e é ele
que devemos compreender e aplicar se desejamos realmente
evoluir e ajudar nossos semelhantes a evoluirem também.

Espaço Espiritual Mitch Ham Ell- 08/10/10

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VIA ESPAÇO ESPIRITUAL MITCH HAM ELL

A arte em toda experiência – Robert Happé

Estamos vivendo em um tempo dinâmico no qual a mudança está afetando todos os níveis de vida. Todos nós estamos sendo estimulados a nos preparar para nos unir. Em cada setor da vida nós precisamos implementar mudanças significativas e duradouras.
O que está acontecendo é o nascimento de um novo mundo e um novo tempo que estão vindo para implementar os processos de reforma. Isto significa libertar-se da negatividade que nos tem mantido presos a laços de terceira dimensão.
Na maioria das pessoas, o desejo pela evolução pessoal é muito pequeno devido à falta de informação útil ou de compreensão de si mesmos. Nenhuma pessoa é semelhante à outra devido às diferentes experiências que vivenciou, mas, ao mesmo tempo, todos viemos da mesma fonte. Tudo o que precisamos aprender é a cooperar, trabalhar juntos e crescer a partir do compartilhar do conhecimento.
Todas as pessoas do nosso planeta, sem exceção, estão aprendendo a encontrar o equilíbrio. O dogma das estruturas de crença presente em todo o mundo tem impedido o desenvolvimento natural do processo de humanização, tendo como resultado o fato de que a maioria perdeu o verdadeiro significado da sua presença neste belo planeta.
Todos nós, em nível de alma, escolhemos estar aqui, neste período incrível, para participar desta era única de renovação espiritual e transformação global. Muitos, contudo, têm tido dificuldade de abraçar a Verdade Universal e preferem se manter apegados a suas crenças dogmáticas. Eles se recusam a aceitar que o que lhes foi dito está errado! Eles se confortam em saber que terão oportunidades em outros mundos tridimensionais, os quais lhes permitirão lembrar da sua divindade e igualdade com todos. Não há punição para ninguém, apenas oportunidades para evoluir.
Não é fácil entender por que tantas pessoas são tão diferentes. Tudo é uma questão de ter conhecimento das necessidades de auto-realização e dos vários desafios que se encontram diante de nós e que requerem maestria. Os passos a serem dados, no intuito de compreender o nosso próprio processo de desenvolvimento, foram extirpados da humanidade e substituídos por dogmas, causando insegurança e a separação do amor, permitindo que o medo se tornasse a principal força motriz.
Quando alguém está assustado, afastado do coração e do amor, não há forma dele compreender algo com o qual, conscientemente, não consegue se relacionar. Contudo, a compreensão virá quando não mais houver separação entre a mente e a alma, entre o masculino e o feminino. A alma contém em seu banco de dados o conhecimento da Unidade de todos, incluindo a ciência das leis universais. Quando esta conexão interna entre mente e alma é feita, a compreensão se faz rapidamente.
Não estamos sendo forçados a escolher entre um caminho superior que conduz para o alto na direção de ações cooperativas, ou o caminho inferior que conduz para baixo para ações de competição.
Entrementes, a infusão de luz está fortalecendo nossas consciências e elevando a nossa sensibilidade. E muitos estão se tornando conscientes das novas escolhas a serem feitas. Em algum momento, num futuro breve, será finalmente compreendido que, não importa o trabalho que se faça, todos serão lembrados pela forma como tratam os outros.
O que também precisa ser lembrado é que tudo que tem sido considerado ruim no nosso mundo, foi necessário para que todos alcançassem o equilíbrio. Nós temos jogado o jogo do mocinho e do bandido, talvez por inúmeras vidas; tudo no intuito de atingir o verdadeiro equilíbrio.
É por isso que o conselho para todos nós é não julgar ninguém. Nesta era particularmente extraordinária em que terminam as lições kármicas das três dimensões, os extremos do bem e do mal não são mais necessários, já que a intensificação da luz está reconciliando os opostos. Só existe equilíbrio na luz.
Quando a mente consciente e a alma se unem e se tornam parceiros criativos, a consciência se torna desperta e todo o panorama, que só é conhecido atualmente a nível de alma, se desdobra. Cada transformação que ocorre dentro do indivíduo flui para fora de uma maneira limpa, penetrando as famílias e as comunidades nas quais eles vivem. Muitas pessoas sentem que elas devem fazer alguma coisa significativa. No entanto, devido à pobre conexão com sua alma e com sua missão-de-alma, elas se ressentem da falta de foco e se sentem impotentes no sentido de fazer a diferença.
Quando nos sentirmos mais confortáveis acerca de quem nós verdadeiramente somos, compreenderemos que todos nós somos filhos da luz, capazes de fazer brilhar a luz da bondade que cura toda a ignorância. Bondade (Goodness) não é diferente de divindade (Godliness).
Ajudar no processo do despertar dos outros traz equilíbrio para você e para eles. E a luz gerada por estas ações flui para fora e beneficia a todos. Nosso equilíbrio é uma contribuição sem preço para difundir o amor e o cuidado mundo afora. É este movimento de estados de consciência competitiva para estados de consciência cooperativa que gera equilíbrio em todos os níveis. A Educação deve ser alinhada a este propósito. A competição consigo mesmo para fazer o melhor deveria ser encorajada.
O medo e a confusão que a maioria das pessoas vivencia, vêm do não saber o que está acontecendo. Paz e equilíbrio chegam a partir do saber o que está acontecendo. Quando a educação se torna encorajadora e apoiadora no sentido de conduzir os alunos a buscar o despertar e a compreensão espiritual do processo de desenvolvimento, nós teremos paz no nosso amado planeta em uma década.
A arte em toda a experiência é amar.

VIA
Blog
“Eoluindo No Caminho”

PARA AQUELES COMPANHEIROS DE JORNADA GOSTARIA DE COMPARTILHAR O QUE DESCOBRI NOS ÚLTIMOS ANOS

Para aqueles companheiros de jornada, gostaria de compartilhar o que descobri nos últimos anos………
Como todos sabemos, uma jornada espiritual e uma viagem interna. Esta jornada pessoal começou ha muitos séculos atrás e provavelmente vai continuar por um tempo. Pessoalmente, acho esta jornada uma aventura. Adoro. Muitas vezes pode ser dolorosa, dar medo e acima de tudo requerer fe e perseverança. Mas no fim vale pena, porque a paz começa a substituir o caos interno.
Enquanto este processo vertical vai progredindo, outra coisa vai acontecendo horizontalmente. O coração vai se abrindo, a compaixão vai aumentando, o amor vai crescendo, a vontade de abrir os braços para incluir todos e tudo vai ficando cada vez maior.
Quanto mais a jornada vertical vai se aprofundando, mais aberta a pessoa fica para a vida. O medo que parecia inabalável, vai perdendo a sua forca, dando espaço para o amor universal.
Quando esta abertura horizontal começa, o processo exige que os braços sejam abertos para receber a humanidade, o universo, os planetas, as plantas, as montanhas, os animais neste abraço gigantesco. O sentimento de conexão e real e profundo.
De repente, no meio desta jornada comecei a entender que o que penso, sinto, faço, afeta a mente coletiva. Estou ciente que tenho muito que caminhar, mas sei também que esta viagem tem um fim.
Sou muito grata ao universo por esta experiência. Para aqueles que começaram a estudar o Curso, ou não, desejo que seus caminhos sejam cheios de luz e alegria.
VIA HARMONIA E PAZ

A MISSA SOBRE O MUNDO – Teilhad Chardin

A MISSA SOBRE O MUNDO Teilhad Chardin 28/09/2007

de: Francisco para:
Mario Palumbo
Repassando: Este texto tem uma profundidade e uma ressonância profunda sobre nosso eu.
A abrangência leva a uma modificação profundas da cosmovisão individual e à compreensão do mistério da encarnação de Cristo. F. Resende From: Carlos Roberto Carvalho
To: Aamigos Sent: Tuesday, September 25, 2007 7:57
PM Subject: A Missa sobre o Mundo – De Teillard de Chardin

A MISSA SOBRE O MUNDO

Teilhad Chardin

O texto místico mais importante de Teilhard é “A Missa sobre e o mundo” que Teilhard fez quando estava no deserto de Ordos (China), numa expedição científica e não tinha condições de celebrar a missa na festa da Transfiguração que ele particularmente amava. Para ele, a presença de Cristo na Eucaristia transbordava da hóstia sobre o mundo.
“Para além da hóstia transubstanciada, a operação sacerdotal se estende ao cosmo inteiro”.
“A transubstanciação se expande em uma divinização real, embora atenuada, de todo o universo. Do elemento cósmico onde está inserido, o Verbo age para subjugar e assimilar a si todo o universo”.
“A Eucaristia opera, além da transubstanciação do pão, o crescimento do Corpo místico, e a Consagração de todo o cosmo”.
O texto é de grande vibração mística e de muita beleza literária. Vejamos seu começo:
“Senhor, já que uma vez ainda, não mais nas florestas da França, mas nas estepes da Ásia, não tenho pão, nem vinho, nem altar, eu me elevarei acima dos símbolos até à pura majestade do Real, e vos oferecerei, eu, vosso sacerdote, sobre o altar da terra inteira, o trabalho e o sofrimento do mundo”.
“O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro oriente. Mais uma vez, sob a toalha móvel de seus fogos, a superfície viva da Terra desperta, freme, e recomeça seu espantoso trabalho. Colocarei sobre minha patena, meu Deus, a messe esperada desse novo esforço. Derramarei no meu cálice a seiva de todos os frutos que hoje serão esmagados.”
“Meu cálice e minha patena, são as profundezas de uma alma largamente aberta a todas as forças que, em um instante, vão elevar-se de todos os pontos do Globo e convergir para o Espírito”.
“Outrora, carregava-se para vosso Templo as primícias das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que esperais agora, aquela de que tendes misteriosamente necessidade cada dia, para aplacar vossa fome, para acalmar vossa sede, não é nada menos do que o crescimento do mundo impelido pelo devir universal”.
“Recebei. Senhor, essa hóstia total que a criação, movida por vossa atração, vos apresenta na nova aurora”.
O texto continua, sempre comovente, mas é muito longo para ser lido na totalidade. Vem em seguida a passagem do fogo, certamente uma“visão” de Teilhard, seja como for entendida. Entendo-a como aquelas visões de Ezequiel, ou como as epifanias do Apocalipse. Sua visão era a do fogo que descia sobre a terra e a penetrava toda, fazendo-a capaz de produzir a vida por todos os seus poros. O livro do Gênesis descreve que o Espírito (o vento de Javé) pairava sobre as águas para que delas brotasse a vida. Aqui, no registro dos dois outros elementos, (fogo e Terra) é a mesma visão: o fogo de Deus penetra na Terra para que ele se torne a Mãe de todos os viventes. “Irmão Sol, Irmã Lua”, dizia Francisco. Teilhard diz a “Mãe Terra” que ama como se fosse seu filho. Para ele, estava esse mundo material totalmente impregnado de Deus, e na verdade, trabalhado em todos seus elementos pela presença de Cristo, como se fosse um prolongamento de seu próprio corpo, ou como se tendo assumido um corpo humano, por irradiação tivesse atingido todo o mundo material, que se tornou seu grande corpo cósmico. Pois Cristo tinha a missão de fazer convergir tudo para o Pai, e para isso se inseria em tudo, dando-lhe esse impulso a Deus a quem iria tudo entregar como também a si mesmo, no final dos tempos. A mística de Teilhard era, como toda a autêntica mística cristã, cristocêntrica. Só que, à diferença dos outros místicos, sentia a Cristo no palpitar da vida, na deriva e borbulhar da evolução.
“Calai-vos florinhas, pois já sei que é de Deus que me falais” dizia S. Inácio. Teilhard teria uma linguagem diferente: “crescei e subi criaturas todas, abri-vos em diversidade e convergi para a unidade, pois é em Cristo que está no mais íntimo de tudo, e em que tudo encontra sua consistência, sinto que confluis para Deus”. Para terminar vejamos mais alguns textos da “Missa sobre o mundo” (p.53ss).
“Cristo glorioso, influência secretamente difusa no seio da Matéria e Centro deslumbrante em que se ligam todas as fibras inúmeras do Múltiplo; Potência implacável como o Mundo e quente como a Vida; Vós que tendes a fronte de neve, os olhos de fogo, os pés mais irradiantes que o ouro em fusão; Vos cujas mãos aprisionam as estrelas, Vós que sois o primeiro e o último, o vivo, o morto e o ressuscitado: Vós que reunis em vossa unidade todos os encantos, todos os gostos, todas as forças, todos os estados: é por Vós que meu ser chamava com um desejo mais vasto do que o universo: Vós sois verdadeiramente meu Senhor e meu Deus!”
“Encerrai-me em Vós, Senhor!”
“Toda minha alegria e meu êxito, toda a minha razão de ser e meu gosto de viver, meu Deus, estão suspensos a essa visão fundamental de vossa conjunção com o Universo. Que outros anunciem os esplendores de vosso puro Espírito! Para mim, dominado por uma vocação que penetra até ás últimas fibras de minha natureza, eu não quero, eu não posso dizer outra coisa que os inúmeros prolongamentos de vosso Ser encarnado através da matéria: jamais poderia pregar senão o mistério de vossa Carne, ó Alma que transpareceis em tudo o que nos rodeia!”
“Ao vosso Corpo em toda sua extensão, isto é, ao Mundo tornado por vosso poder e por minha fé o crisol magnífico e vivo em que tudo aparece para renascer, eu me entrego para dele viver e dele morrer, ó Jesus”.

VIA ORAE ET LABORA

Ano A – Dia: 10/02/2011 – Fé Sem Fronteiras – Mc7,24-30

EVANGELHO DO DIA

ANO A
DIA: 10/02/2011
FÉ SEM FRONTEIRAS
MC 7, 24-30

Jesus saiu dali e foi para a região que fica perto da cidade de Tiro. Ele entrou numa casa e não queria que soubessem que estava ali, mas não pôde se esconder. Certa mulher, que tinha uma filha que estava dominada por um espírito mau, ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. Era estrangeira, de nacionalidade siro-fenícia, e pediu que Jesus expulsasse da sua filha o demônio. Mas Jesus lhe disse:
– Deixe que os filhos comam primeiro. Não está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorros.
– Mas, senhor, – respondeu a mulher – até mesmo os cachorrinhos que ficam debaixo da mesa comem as migalhas de pão que as crianças deixam cair.
Jesus disse:
– Por causa dessa resposta você pode voltar para casa; o demônio já saiu da sua filha.
Quando a mulher voltou para casa, encontrou a criança deitada na cama; de fato, o demônio tinha saído dela.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

DEUS ACOLHE INICIATIVAS HUMILDES
A FAVOR DA VIDA

Com esta narrativa Marcos dá início a uma série de episódios em territórios gentílicos, região de Tiro, depois Decápolis e Betsáida, inserindo também uma narrativa da partilha do pão entre os gentios. Nestas regiões fica manifesta a acolhida de Jesus pelas populações locais. Fica assim bem caracterizada a dimensão universal da encarnação como a comunicação da vida divina a todos os povos e nações.
Nesta narrativa, com a linguagem e o estilo do evangelista Marcos, percebe-se como a confiança e a humildade da mulher siro-fenícia moveu Jesus a atendê-la. Jesus liberta não somente os corpos adoentados pela situação de exclusão mas também o espírito submisso às falsas ideologias dos opressores. A humanidade de Jesus é solidária e partilhada com a nossa humanidade. Deus respeita e acolhe nossas iniciativas humildes a favor da vida.

ORAÇÃO

Pai, cria em meu coração uma fé profunda como a da mulher pagã que demonstrou total confiança em Jesus. Por isso, foi atendida por ele.

Fonte:
www.paulinas.org.br