PARA AQUELES COMPANHEIROS DE JORNADA GOSTARIA DE COMPARTILHAR O QUE DESCOBRI NOS ÚLTIMOS ANOS

Para aqueles companheiros de jornada, gostaria de compartilhar o que descobri nos últimos anos………
Como todos sabemos, uma jornada espiritual e uma viagem interna. Esta jornada pessoal começou ha muitos séculos atrás e provavelmente vai continuar por um tempo. Pessoalmente, acho esta jornada uma aventura. Adoro. Muitas vezes pode ser dolorosa, dar medo e acima de tudo requerer fe e perseverança. Mas no fim vale pena, porque a paz começa a substituir o caos interno.
Enquanto este processo vertical vai progredindo, outra coisa vai acontecendo horizontalmente. O coração vai se abrindo, a compaixão vai aumentando, o amor vai crescendo, a vontade de abrir os braços para incluir todos e tudo vai ficando cada vez maior.
Quanto mais a jornada vertical vai se aprofundando, mais aberta a pessoa fica para a vida. O medo que parecia inabalável, vai perdendo a sua forca, dando espaço para o amor universal.
Quando esta abertura horizontal começa, o processo exige que os braços sejam abertos para receber a humanidade, o universo, os planetas, as plantas, as montanhas, os animais neste abraço gigantesco. O sentimento de conexão e real e profundo.
De repente, no meio desta jornada comecei a entender que o que penso, sinto, faço, afeta a mente coletiva. Estou ciente que tenho muito que caminhar, mas sei também que esta viagem tem um fim.
Sou muito grata ao universo por esta experiência. Para aqueles que começaram a estudar o Curso, ou não, desejo que seus caminhos sejam cheios de luz e alegria.
VIA HARMONIA E PAZ

PRESO NA ILUSÃO DE SI MESMO! Caught in the prison of himself!

PRESO NA ILUSÃO DE SI MESMO!
Caught in the prison of himself!

POR ALSIBAR BARBOSA

Quais os perigos da autoilusão e do autoengano? Qual é a dinâmica da autoilusão? Será que apenas os autoproclamados gurus correm o risco de ficarem presos em suas autoimagens e ilusões? Como podemos evitar esse problema? Qual a importância da meditação, reflexão e autorreflexão? Vamos refletir sobre isso?
Alguns assuntos dos meus posts surgem de repente. Não sei como. Não sei de onde. “Out of the Blue”. Vem do nada, como se diz em Inglês. Este que hora vos apresento surgiu assim. Achei um título forte e verdadeiro. Embora, até este exato momento, eu ainda não tenha a mínima noção sobre o que vou escrever. Claro que conheço do assunto. Mas ele é muito vasto e amplo. Pode versar sobre vários tipos de Ilusão: a ilusão do EGO, da autoimagem, da ignorância, dos desejos, do materialismo, das crenças etc. Enfim, o título acima pode versar sobre várias coisas. E você pode estar se perguntando porque estou escrevendo desta maneira. Explico-me: se vou falar sobre reflexão, devo começar refletindo sobre o próprio ato de escrever (metalinguagem).
A Ilusão detesta reflexão. Ela sabe que a reflexão liberta. Não é à toa que em todos os casos de lavagem cerebral, a primeira coisa que se destrói é a capacidade reflexiva da vítima. São como água e óleo. Sombra e luz- simplesmente um não pode coexistir com o outro. Ambos se anulam. A ilusão se instala quando morre nossa capacidade de refletir sobre nós mesmos e o mundo. Todos os iluminados (verdadeiros) sempre insistiram na importância da capacidade reflexiva. Foi assim com os maiores filósofos clássicos, foi assim com Jesus e Buda e também com os grandes iluminares contemporâneos. Sem reflexão e autorreflexão corremos um grande risco de nos desviarmos do caminho. E ficarmos presos na própria Ilusão. Não é raro isto acontecer. Pelo contrário, é muito comum e corriqueiro. É um grande risco na jornada do autoconhecimento. O caminho da percepção de si é longo e cheio de armadilhas. Por isso, iremos tratar deste assunto, com o máximo de reflexão e cuidado. Você é o nosso convidado nesta viagem para dentro das nossas próprias Ilusões . Seja muito bem vindo e boa leitura!
Por que será que é tão fácil iludir-se? Um simples deslize, uma simples distração e, de repente, estamos lá, presos em mais uma Ilusão. Não é a toa que o grande mestre Jesus insistia tanto no “orai e vigiai”. Ele sabia o quanto é fácil ao homem “cair em tentação”. Há vários tipos de ilusão: acreditar que somos somente matéria . Acreditar que o dinheiro compra felicidade. Acreditar que somos um EGO permanente e eterno. Acreditar que a Meditação tem haver com técnicas. Seguir os gurus acreditando que eles poderão lhe dar a iluminação, paz ou felicidade. Acreditar em um monte de coisas só porque aquilo me convém. Não acreditar em nada só porque me convém também. Acreditar nas religiões e nos movimentos religiosos como caminho para Deus. Acreditar que a Felidade está nas coisas ou numa pessoa específica. Ser dominado pelo medo, desejos e pensamentos descontrolados. Enfim, o leque de Ilusões é bem variado. O mundo está dominado por ela. Maya ou Ilusão, está na raiz de todos os nossos problemas, tanto em nível coletivo quanto individual. Mas, uma das ilusões mais destrutivas e sutis, é a ilusão que nos prende a nós mesmos. E como é isso? É o que veremos no próximo parágrafo.
Ora, quem somos nós? Para respondermos a esta pergunta, temos primeiro que nos autoconhecer. Alguma vez você já se olhou sem medo? Já viu seus motivos, suas raízes, aquilo que está na base das suas ações e atitudes? Se realmente você teve a coragem de se olhar, deves ter visto que a base da maioria de nossas ações é o medo e o desejo. Em outras palavras, somos medo e desejo. É daí que se desdobra quase todas – senão todas – nossas ações, fazendo-nos ser o que somos. Tendo estes dois venenos como base do nosso ser, surgem daí uma série de reflexões : por que faço o que faço do jeito que faço? Qual é a razão? Exemplo: porque creio nos gurus e os sigo? Porque vejo neles o caminho para o Céu, o Nirvana, para a Libertação ? E por que quero isso? Será que não existe aí uma prisão? E o que me prende? Não é o desejo? O desejo de ter o que não tenho, de ser o que não sou, o desejo de alcançar a iluminação etc? Quero ter o que penso que o guru tem. Geralmente paz, felicidade e sabedoria. Mas isso se alcança através do desejo? Será mesmo que alguém poderá me dar a felicidade, a paz e a sabedoria?
Nesta busca por Iluminação, o que geralmente vemos por aí é muita Ilusão. O processo é muito simples: leio alguns livros de sabedoria, ocultismo e filosofia, visito alguns “gurus”, escolas e mosteiros. E depois de um certo tempo me sinto um “iluminado”. Leia-se : alguém livre para explorar e ser explorado. Se é de forma consciente ou não- não sei. É daí que surge a maior e mais perigosa de todas as ilusões: considerar-se Iluminado. Existe algo que o EGO mais goste, mais aprecie, mais ame? Ele deixa de ser um reles “ João-Ninguém” e de, uma hora pra outra, vira “o guru Iluminado”. Alguém acima da massa ignara. Acima dos pobres mortais. Na maioria das vezes, isso se torna um grande negócio. Funda-se uma organização em que seu rosto e nome estão sempre estampados. Que raios de iluminado é esse? Onde já se viu iluminado, ser marqueteiro de si mesmo? E porque ele tem que viver a custa dos outros? Explorando os outros? Porque não dá o exemplo a partir de si mesmo? De sua própria vida? Como alguém assim pode considerar-se liberto e, ainda, preparado para libertar os outros?
Mas a ilusão dos “autoproclamado iluminados” é algo que ainda precisar ser estudado com mais cautela. Poderia haver estudos específicos sobre as características deste fenômeno psiquíco. O problema é que muita gente embarca nessa barca furada e quem passa por isso, nunca admitirá ser ‘estudado” ou analisado. Pelo contrário, são considerados os seres psicologicamente mais “sãos” do planeta – pelos discípulos e por ele próprio- obviamente. Em geral, começam uma organização que lhes dão todo apoio e sustentáculo. E a blindagem necessária para continuarem se sentindo seres “especiais”. Inicia-se, assim, uma deplorável tradição de “cegos guiando outros cegos”. E o absurdo disso tudo, é que , mesmo quando o cego fundador morre, os cegos seguidores continuam seu trabalho. E a cegueira se gereraliza. Antes, pelo menos, o líder, que geralmente tem um pouco de inteligência, estava ali. Era uma coisa viva. E quando ele “se vai” passam a cultuá-lo como um Deus. Passam a venerar lembranças mortas e vazias de alguém que já se foi. Em pouco tempo, o movimento torna-se apenas um centro de adoração e culto à personalidade do fundador. Preciso dar exemplos? Não serei tão tolo a este ponto. Os exemplos estão aí. “Quem tem olhos para ver, que veja”.
Mas, não são só os autoproclamados iluminados que me preocupam. Nós todos corremos este risco de ficarmos presos em nossa própria autoimagem. Se você se considera inteligente, sabido ou superior a qualquer pessoa… Cuidado! Sua autoimagem está começando a dominá-lo. E que triste é a nossa sina quando caimos escravos de nossas imagens. Se você se considera sábio, iluminado, salvo, “cabeça” e isso lhe dá uma sensação de superioridade em relação aos demais… Muito cuidado nessa hora. Faça uma autorreflexão. Uma grande ilusão pode estar se instalando no seu ser. Os clássicos estão cheios de exemplos em que a autoimagem torna-se uma praga, uma maldição. Foi assim com Narciso que tornou-se preso de si mesmo. Encantado com sua própria beleza. No clássico conto de fada, da Branca de Neve, o grande vilão era a Bruxa malvada e seu espelho bajulador. O espelho é o EGO, sempre lhe dizendo que você é o melhor, e sempre atiçando a inveja, o ciúme e a disputa insana.
Isso não significa que não devemos nos amar ou cuidar de nós mesmos. O que quero dizer é muito simples. E se você tem dificuldade de entender, talvez precise de uma autorreflexão- algo o está impedindo de ver uma verdade muito simples sobre si mesmo: amar a si mesmo é algo muito diferente de sentir-se superior ou melhor do que os outros. Sentir-se “Iluminado” deveria ser o primeiro “alerta”, o primeiro “alarme” de que algo está errado. Se a pessoa sente-se assim, é porque não é. Iluminação ou sabedoria, surgem quando não há mais a sensação de “Eu sou isso, ou eu sou aquilo”. É somente quando estamos totalmente esvaziados do conteúdo de nós mesmos – que é o EGO- é que realmente algo se instalou ali. Não há luz quando há trevas. Não há Iluminação se o EGO ainda lhe prende a uma autoimagem mental. Puro desejo de querer ser algo ou alguém. E por que queremos ser algo ou alguém? Por que queremos fama e dinheiro? Porque queremos ser reconhecidos? Por que procuramos nos “dar de bem” às custas dos outros? Por que interiormente me sinto um fracassado e através da imagem do guru quero ser aplaudido, adorado e bajulado? Olha aí de novo o desejo.
Mas, poderiam perguntar, como nos livrarmos desse engodo? Como podemos nos prevenir de tal escravidão ? A autorreflexão pode nos ajudar. Mas se não tivermos sinceridade em nossos corações não iremos muito longe, pois evitaremos refletir sobre o que realmente interessa e importa. Reflita sobre suas atitudes. Observe-as. Olhe seus motivos, suas raízes, sua base. Mas olhe com coragem e sinceridade. Será realmente que você é o “rei da cocada preta”? Será mesmo que você se “iluminou’? Mas, como pode ser, se “iluminação” nada tem a ver com a “idéia de iluminação”? Será que essa sensação de paz e felicidade que você diz sentir, vem da percepção da Verdade, ou do seu desejo de viver e sentir isso? Será mesmo que o êxtase e a Ananda que dizes sentir, provêm do Desconhecido, ou ainda está no campo do conhecido? Será que tudo o que digo sentir, não é apenas um resultado do meu desejo? Será que não estou com medo de admitir para mim mesmo e para os outros que estou me iludindo?
Mas… não! Como ficarão meus seguidores e bajuladores? O que direi para aqueles que depositaram em mim suas confianças, seu dinheiro, sua vida? Não. Não posso suportar a ideia de ser publicamente desmascarado, ridicularizado. É humilhação demais para o meu EGO. Ele não suportaria. Ou seja, tenha cuidado para não chegar até este ponto. Vigie, de modo a extirpar a raiz da Ilusão logo no começo. No comecinho, enquanto ainda estás livre das detestáveis organizações. Pois elas, as organizações, parecem um monstro que se vira contra seu dono. Elas passam a ser mais poderosas que seus fundadores e líderes. Uma organização, por natureza, precisa expandir-se, crescer e, para isso, precisa lucrar. E para lucrar muitos exageram na dose. Poucos, muito poucos tem a ética necessária para diferenciar o que é lícito, do que é ilícito. O que é razoável do que é exagero. Aí começam as velhas enganações e os velhos discursos: “ Não fazemos isso por nós, mas pela obra”. “ Estamos trabalhando por uma causa maior: libertar as massas”. “ Estamos a serviço de Deus e por isso vale tudo!” Será mesmo?
E assim, o EGO, Maya, usa de todos os artifícios para justificar para si mesmo e para os outros todo tipo de crueldade, abuso e exploração. Foi assim com as Cruzadas e os Tribunais de Inquisição. Está sendo assim agora, com todas as organizações religiosas que exploram o homem, na sua ânsia de expandir e crescer. Estão sempre se escondendo atrás da idéia de que estão à serviço de uma causa nobre, maior do que eles próprios. Mas na verdade estão a serviço de si mesmo, de sua própria manutenção e expansão. Tudo o que querem é crescer e expandir-se cada vez mais. Querem o poder e o dinheiro. Nada mais. E para isso vale tudo. O fim passa a justificar todos os meios. Por mais cruéis, abusivos, imorais e antiéticos que sejam. Por isso a corrupção se instalou no mundo. Porque ela está primeiramente dentro de nós. Porque nos consideramos muito puros, acima do bem e do mal. Mais uma vez a autoimagem nos destruindo. Mais uma vez cegamos nossos próprios olhos para não vermos o que nos salta aos olhos. E enquanto tivermos veneração por nós mesmos, enquanto não compreendermos que não somos nada e que nada, ABSOLUTAMENTE nada nos pertence, o EGO irá nos ludibriar, enganar e destruir. Mas o EGO se apossa desse discurso, fica preso a esta idéia e por isso nunca chegará a sentir um estado além de si mesmo. Pois este estado não é uma ideação. Se me sinto como “Deus” é porque ainda não me tornei. Quando realmente ultrapasso os limites da Ilusão e do EGO, não me sinto mais coisa nenhuma. Uma consciência livre é uma consciência que não afirma nada, que não diz nada, que não se apega a nada. Nem mesmo e, principalmente, a ideia de ser algo, ou alguém.
Tome um chá de autorreflexão diariamente. Ou, se possível, constantemente. Mas seja realmente sincero e sério em suas intenções. Do contrário, nada valerá ser autorreflexivo, pois suas reflexões serão limitadas. Mas quando realmente queremos crescer. Quando realmente queremos nos libertar das ilusões, então a autorreflexão se torna imprescindível. Olhar sempre para si, para seus pensamentos, intenções e sentimentos, ajuda no autoconhecimento. Se quando, em Meditação, te sentires importante, ou tiveres a sensação de que estás “evoluindo” ou se “iluminando”, reflita sobre isso com sinceridade. Veja isso e extirpe essa ideia ainda em sua gênese. Será mais fácil no começo do que no futuro -quando estiveres comprometido com seguidores, discípulos e organizações. Por isso, não deixe que ninguém o bajule, o idolatre ou o adore. Não permita que ninguém o chame de mestre. Isso é um grande risco. Muitos caíram por sentirem-se “mestres”, antes de sê-los. A coisa vai num crescendo: primeiramente sábio, depois mestre e o passo seguinte é sentir-se Iluminado, e finalmente, o Cristo. Daí por diante, a tragédia, o sofrimento e o caos se instalarão em sua vida como uma terrível maldição, uma herança maldita.
Fuja de qualquer tentativa de o endeusarem. Abomine as adorações e o culto. Isso é coisa da Índia. É algo de suas tradições e por isso, existem tantos falsos gurus lá. Todo mundo quer ser guru. Dá status. É o caminho mais fácil de se “dar bem na vida”. Não estou dizendo, com isso, que não existam os verdadeiros mestres e iluminados. Claro que existem. Mas eles não fazem propaganda de si mesmos. Não andam com uma placa dizendo: “ sou iluminado! Sigam-me”! Veja o caso de Babaji. Raramente aparece. E, quando aparece, se apresenta como um ser humano comum. Sri. Yuktéswar o viu, em um festival religioso, mas não o reconheceu. Não havia sinais externos que indicasse que ali estava um Avatar. Somente depois de um tempo, Babaji se revelou. E, assim, Sri Yuktéswar pôde perceber quem era aquela figura enigmática que lavava os pés de um monge. Veja o caso de Lahiri Mahasaya. Um simples contador. Um pai de família que ganhava sua vida honestamente, e nunca às custas dos discípulos. Durante boa parte de sua vida, ninguém desconfiou da grandeza espiritual de Lahíri Mahasaya-nem mesmo ele- de tão humilde que era. Só quando ele encontrou seu mestre Babaji em uma caverna secreta dos Himalaias, foi que ele percebeu quem ele era. Foi aí que ele lembrou-se que era um Iogue e que sua missão na Terra seria contribuir para o despertar da humanidade. Mas mesmo após essa revelação, continuou trabalhando na companhia de Trem. Nunca deixou de trabalhar, até aposentar-se. E a mesma atitude ele ensinava a seus discípulos. Entre eles, Sri. Yuktéswar o mestre de Paramahansa Yogananda. Sri. Yuktéswar era um Jnanavatar, mas quase ninguém sabia. Era uma pessoa muito discreta, não bajulava ninguém e nem gostava de bajulações. Seu sustento provinha das propriedades e negócios deixados por seus ancestrais. Yogananda dizia que seu mestre nunca “pavoneava-se” de sua sabedoria ou poderes. Pelo contrário, ocultava-os e evitava manifestá-los publicamente. A Bíblia diz que nem mesmo os irmãos de Jesus criam nele. Krishnamurti destruiu a Ordem que foi criada para endeusá-lo. Depois disso, passou a viver dos livros e da ajuda das Fundações que pagavam suas despesas. Que não eram muitas. Costumava dizer que nada possuía e nada precisava. Apenas coisas básicas como casa, roupas e comida. Enfim, percebemos que os verdadeiros iluminados, não tinham EGO. Não tinham autoimagem. Não tinham a ilusão de ser isso ou aquilo. Eles viviam em um estado de liberdade de si mesmo, que é difícil para nossa mente conceber.
Que possamos aprender com os verdadeiros sábios e iluminados, o valor da autorreflexão e que suas vidas nos inspire a vivermos honestamente do nosso trabalho, sem explorar ou enganar a ninguém- inclusive a nós mesmos. Como disse sabiamente o grande Lao Tsé:
“Quem está baseado no Tao, oferece aos outros da sua plenitude. Por isto, age o sábio: sem nada pretender para si, sem se apegar à sua obra. Sem nada QUERER SER, sem nada querer ter”. (Tao te Ching)
Que a MEDITAÇÃO a REFLEXÃO e a AUTORREFLEXÃO sejam nossos antídotos contra toda a forma de engodo, Autoenganação e Ilusão!

Muito obrigado por sua atenção e até a próxima!

Alsibar (inspirado)
http://alsibar.blosgspot.com
msn: alsibar1@hotmail.com

MAGIA, PODER E PERIGO NO CAMINHO DO MEDITADOR (MAGIC, POWER AND DANGER ON THE MEDITATOR’S WAY)

Você sabe como funciona a magia? Sabia que usamos esse poder naturalmente em nosso dia-a-a ? Qual a relação entre poder e meditação? Faça conosco uma viagem rumo ao universo da magia e do poder, refletindo sobre estas e outras questões.

O MAGO
A magia negra esteve, durante muito tempo, relacionada à idéia de rituais macabros, feitiços, porções, maldições, sacrifícios de animais etc. Mas, o que pouca gente sabe é que a magia trabalha com o domínio de forças da natureza, invisíveis , imperceptíveis e ignoradas pela grande massa. O mago aprende a identificar e dominar conscientemente essas energias, direcionando-as conforme sua vontade e desejo. A diferença entre um mago e uma pessoa comum é que enquanto o primeiro manipula essas forças de modo consciente, o segundo não tem consciência de como estas forças atuam em suas vidas. Assim, além de não saberem direcionar essas forças para benefício próprio, tornam-se vítimas delas sendo, inclusive, usadas por elas. Essas forças atuam constantemente em nosso dia-a-dia e , muitas vezes não percebemos o estrago que elas nos causam. São muitas vezes responsáveis por discórdias, brigas, desentendimentos, separações e até tragédias, refletindo também sobre nosso campo mental, espiritual e físico.

AS FORÇAS
Deixando um pouco de lado o clima de mistério, muitas dessas forças são bem conhecidas de todos nós pois são comuns em nossa vida. Pensamentos, desejos, intenções, emoções e vontades- são poderosas forças do Universo. Elas influenciam nossa vida, as pessoas e o meio em que vivemos. Pensamentos e sentimentos de ódio, fúria ou inveja são verdadeiras bombas energéticas que, quando detonadas, causam danos a si mesmo e aos outros-incluindo o ambiente. Quem nunca se sentiu mal ao chegar em um local com atmosfera “pesada”? Ou não suportou a “energia” de uma pessoa? Estamos continuamente usando ou manipulando essas energias em nossa vida diária.Por isso que a vigilância é tão importante. Aqueles que se vigiam protegem tanto a si mesmo, quanto aos outros. Além disso, vigiar-se é uma forma eficaz de se autoproteger contra os ataques energéticos dos outros. É assim que em nossa vida diária atuamos como verdadeiros magos, manipulando forças ou sendo manipulados por elas, mesmo que não saibamos ou não estejamos conscientes disto.

OS PODERES E A CONSCIÊNCIA PARCIAL
Todavia, há poderes que só tem eficácia quando usados de forma consciente e proposital. São os poderes da mente, da vontade direcionada, do desejo intenso , da visualização, da palavra intencional, do pensamento controlado e da “mentalização”. Neste tipo de poder, a pessoa está em um nível mais elevado de consciência mas ela ainda é limitada e parcial. Daí o grande perigo. O problema é que, mesmo usando esses poderes de forma consciente o indivíduo ainda não está livre da ILUSÃO do EGO. Isso me lembra aquelas cenas em que os super-vilões vibram quando tem em mãos armas superpotentes prontos para dominar o mundo. Assim também é o EGO quando descobre o grande poder que ele tem em mãos. Poder que pode controlar quase tudo. Ainda bem que é “quase”, já imaginou o estrago que um EGO superpoderoso causar às pessoas, ao ambiente, ao mundo? A história está cheia de exemplos desses.

OS PERIGOS DO USO DOS PODERES
Devemos ter cautela ao usar estes poderes para realização de sonhos, objetivos e planos. Muitas pessoas, por imaturidade, ingenuidade ou maldade mesmo, usam desses poderes para influenciar fatos, manipular, e prejudicar as pessoas. Obviamente, nem sempre são bem sucedidas . Mas, uma coisa é certa, a força que movemos para o bem ou para o mal retornam para nós com muito mais força. Mas mesmo aqueles que movem essas forças apenas para alcançar objetivos e realizar sonhos, que não estão causando mal a ninguém, correm um sério risco . Quando você se dedica a algo com bastante intensidade e energia, a chance de alcançá-lo é grande. O problema é quando nos tornamos excessivamente ambiciosos, materialistas, ou tiranos. O indivíduo torna-se totalmente cego, o que leva ao enfraquecimento das dimensões emocional, social, espiritual de sua vida. Quando se dá conta da gravidade da situação, muitas vezes já é tarde demais. É quando vem a doença, as tragédias ou até mesmo a morte. O filme “ O Advogado do Diabo” com Keanu Reeves e Al Pacino ilustra com maestria esse processo . Por isso que a meditação é tão necessária. Sem ela o homem caminha num limbo, perdido em meio à escuridão, sujeito às surpresas, ataques e perigos de seu próprio EGO.

OS SIDHIS OU PODERES IÓGUICOS
Outro tipo de poder são os do iogues, místicos e santos. A tradição cristã tem vários casos e exemplos deste tipo em sua história, Francisco de Assis, Santo Expedito, Santo Antonio e muitos outros. A tradição hindu, ao longo dos séculos e milênios, produziu grandes iogues em sua história. Por isso, a tradição iogue reconhece os poderes como eventos naturais no processo de evolução e desenvolvimento do ser. Os sidhis – como são conhecidos – são tratados por Patanjali, no Yoga Sutras, como resultado natural da meditação profunda ou Samadhi. No livro Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda, há vários relatos desse poderes fantásticos, tais como: telepatia, bilocação, materializações, curas, premonições, ressuscitamento, dentre outros. Mas o que pouca gente sabe é que mesmo um iogue pode se tornar um mago negro. Basta, para isso, que ele use seus poderes – geralmente alcançado após anos de prática de alguma técnica- passe a usá-los para fins unicamente pessoais e egoístas.

O IOGUE LADRÃO
Sri Yuktéswar, o mestre de Yogananda, contou que conheceu “um muçulmano autor de prodígios”. Este muçulmano, chamado Afizal Khan, aprendera uma técnica com um mestre iogue que lhe dava domínio sobre um dos reinos invisíveis. Após anos e anos de prática, ele finalmente alcançou o domínio completo do poder de materialização e teletransporte de objetos. Mas, lamentavelmente, passou a usá-lo para roubar as pessoas. Sri. Yukteswar contou que o viu fazer várias materializações. Não eram jóias pequenas, nem cinzas, nem objetos produzidos num palco de fundo preto. Ele viu um banquete inteiro ser produzido na sua frente saído do “nada”. Mas então porque ele roubava? A explicação dada foi a seguinte: os objetos astralmente produzidos tem pouca durabilidade, ou seja, desmaterializam-se rapidamente. Ao contrário dos objetos do mundo material cuja durabilidade e consistência é bem maior. Por isso, ele ambicionava as coisas produzidas pelo processo natural, por serem mais duráveis e, portanto , mais valiosas. Não contarei detalhes, nem o final desta história fascinante descrita no Autobiografia. Citei esse caso aqui, apenas para mostrar que mesmo um iogue, ou meditador corre também o risco de se perder ao longo do caminho- talvez até mais do que os outros .

O CASO FAMOSO DE UM SUPOSTO “ IOGUE” DO MAL
É importante registrar que a literatura espiritualista já registra vários casos de iogues que passaram para o “outro lado”. Tudo indica que não resistiram à tentação dos poderes e passaram a usá-los de forma incorreta e egoísta. Se há egoísmo é porque ainda há EGO. O que demonstra que existe sim possibilidade dos poderes se desenvolverem mesmo que a pessoa não esteja ainda totalmente livre das ilusões. Quando isso acontece, o estrago é grande. Joyce Collin Smith, prestigiada escritora e pesquisadora britânica, no livro, “NÃO CHAME NINGUÉM DE MESTRE”*, cita o caso de um conhecido “iogue e guru” espiritual que fez muito sucesso nos anos 60. Por ter sido sua secretária particular durante muito tempo, ela testemunhou vários absurdos cometidos por este senhor e como ele usava seus poderes de telepatia e hipnotismo para alcançar seus objetivos. Segundo seu relato em primeira mão, este homem foi tornando-se cada vez mais estranho e arrogante, até trasnformar-se num completo e perigoso “bruxo do mal”. Estes casos alertam-nos para os perigos ao longo do caminho do meditador . Todavia, não são apenas os meditadores e iogues que podem tornar-se magos negro. Qualquer pessoa que não se vigie, pode, mesmo inconscientemente, atuar como um mago das trevas.

VIGILÂNCIA SEMPRE!
Por isso que a vigilãncia é tão importante. Àqueles que buscam apenas realizar seus objetivos através das famosas técnicas de desenvolvimento dos poderes da mente, tais como, mentalização, visualização, força de vontade etc. Cuidem-se ! Pois enquato o EGO ainda estiver atuando, se ainda houver qualquer vestígio de desejo e ambição, o risco de problemas no presente e no futuro é grande. Para aqueles que meditam e buscam a libertação ou despertar, o cuidado deve ser redobrado, pois quando os poderes despertam, a tentação de usá-los para fins pessoais é maior ainda. É bom lembrar que ao longo da nossa vida, movemos e manipulamos forças desconhecidas e por isso devemos ter cautela, para não nos tornarmos presas fáceis de forças e energias negativas. Para que isso não aconteça, e não venhamos a sofrer as consequências do uso errado dessas forças, temos que vigiar nossos pensamentos, emoções e ações. Como se processa essa vigilância? Para que não haja mal entendidos vamos explicar melhor. Para as pessoas que não são meditadoras ou buscadoras, mas apenas querem ter uma vida “normal”, é importante vigiarem seus pensamentos , sentimentos, ações, palavras e emoções negativos, para que não atraiam coisas ruins para suas vidas. Lembrem-se o quanto essas coisas são poderosas e perigosas.Para aqueles que usam esses poderes conscientemente para realização de objetivos, devem cuidar ou vigiar, para não serem tragados pela ambição, autoritarismo, egoísmo, orgulho ou materialismo exacerbado. Faça autorreflexões periódicas, reze, ore ou medite, procure sempre manter o equilíbrio entre as diversas dimensões da vida.

A VIGILÂNCIA NÃO-DUAL DO MEDITADOR
Por último, se você é um buscador ou meditador, fica uma importante advertência: tenham mais cuidado pois “ a quem mais foi dado, mais será pedido”. Todavia, esta vigilância do buscador não se dá de forma dualística, como normalmente acontece com as outras pessoas. A vigilância do meditador ocorre na Unidade, quando não há observador e objeto observado. Nesse estado de pura e simples observação, sem interferência ou qualquer tipo de ação direta por parte do meditador é que a verdadeira vigilância acontece. Não há alguém vigiando, nem nada para ser vigiado. Há apenas o estado de VIGILÂNCIA ou ALERTA. Nesse estado de Unidade, Tranquilidade e Paz, o meditador não precisa temer o despertar dos poderes – contanto que permaneça um simples expectador dos mesmos. Aconteça o que acontecer deve continuar fixo na Unidade da Meditação ou Consciência Passiva, sem que o Ego interfira ou se utilize dos mesmos para seus propósitos egoístas. Esta é, normalmente, a orientação de todos os sábios, iogues e iluminados, é o “movimento em repouso”- citado por Jesus no quinto evangelho.

“CHORO E RANGER DE DENTES”
Este é o caminho mais seguro para evitar que o meditador transforme-se num perigoso Mago Negro. É bom lembrar que todo aquele que usar seus poderes, ocultos ou não, terá que prestar contas ao Universo. Caso tenha feito bom uso dos mesmos, terá sua recompensa , caso contrário, pagará caro pela inconsequência e irresponsabilidade de seus atos. E aí “haverá choro e ranger de dentes”- como disse o grande mestre nazareno.

AUTOR: ALSIBAR (inspirado)
http://alsibar.blogspot.com
MSN: alsibar1@hotmail.com
*O livro Não Chame Ninguém de Mestre de Joyce Collin Smith pode ser baixado gratuitamente no link abaixo:
http://www.4shared.com/document/umXCtaOe/Joyce_Collin-Smith_-_No_Chame_.htm

VIA ALSIBAR

A MENINA E O MAR

Conta uma lenda que, muito antigamente, no tempo quando nem existia televisão ainda. Quando viajar era de trem e para poucos, e a vida era ganha com muita dificuldade. Era um tempo onde as crianças brincavam de jogar bola de gude nas calçadas de barro, empinar pipa e pique-pega. A vida passava tão lentamente que crescer durava uma eternidade. Telefone e farmácia se escrevia com “ph” e para ligar para uma pessoa, em outra cidade, era preciso pedir à telefonista, que se conhecia pelo nome, para completar a chamada.
Havia uma pequena menina que morava no interior, numa cidadezinha cujo nome, até hoje, nem consta nos mapas. Um lugar no meio do nada, longe de tudo, na verdade, chamar de “cidade” poderia ser considerado um exagero. Estava mais para um pedaço de estrada, com um pequeno conglomerado de casas humildes que eram utilizadas como armazéns, bares e uma pequena pousada para quem passava por ali de viagem. Mas tudo bem. Deixa como está! Vamos chamar de cidade assim mesmo.
Esta menina observava os viajantes chegarem à sua casa e falar sobre os lugares por onde passavam, contavam histórias da cidade grande, mas havia algo que sempre a deixou intrigada. Eles falavam de uma coisa chamada “mar”. Para uma menina acostumada com a poeira da estrada de chão e a sequidão do sertão, onde água, quando tinha, só na torneira ou na bica. Tentar conceber a imagem de um lugar cheio de água que cobria todo o horizonte, até onde os olhos podiam alcançar, era um misto de curiosidade, incredulidade e temor.
Aos poucos, dentro daquele pequeno universo, a pequena menina foi crescendo. Um dia brincar de boneca já não era tão interessante e a vida naquele bucólico vilarejo ficava chata demais com o passar dos dias. Seu único desejo era poder sair daquele lugar para conhecer o tal do mar. Ela sempre ouviu falar sobre o barulho que ele fazia quando quebrava suas ondas nas rochas, de como conseguia engolir embarcações gigantescas e até mesmo o sol todos os dias. Ela ouvia histórias dos tesouros que o mar escondia e dos peixes que poderiam ser maiores do que a sua própria casa. A menina ficava curiosa, tentando imaginar como as pessoas conseguiam atravessar de um país para outro através das suas águas. Era uma imagem grande demais para sua pequena mente alcançar, mas mesmo assim ela se apaixonava cada vez mais por aquele sentimento. Chegava até sonhar com o que poderia ser o mar ou, pelo menos, com o que ela achava que seria o mar.
Seu aniversário de 15 anos se aproximava e ela pediu ao pai para não fazer festa. Queria uma viagem de presente. Naquela época, uma moça fazer 15 anos, era um acontecimento com porte de desfile de feriado nacional com honras militares. Mas ela estava disposta a abrir mão daquele momento tão esperado por sua família, para realizar o grande sonho de sua vida. Conhecer o mar.
O pai não teve outra escolha, a não ser cumprir o desejo da filha. Afinal eles nunca haviam viajado para tão longe juntos, e era justo realizar o único pedido da pequena filha que estava virando moça.
Viagem preparada, passagens compradas no guichê da estação de trem. Teve até bandinha para se despedir da menina no dia do seu aniversário. Era uma longa jornada até chegar no litoral, mas a menina nem prestava atenção nas paisagens que iam aparecendo na janela do trem.
— Pai, você já viu o mar?
Perguntava a menina, tentado tirar o máximo de informações do pai para construir sua própria imagem do mar. E ele tentava descrever como podia, hora rindo, hora impaciente com a quantidade de perguntas sobre o mar.
A viagem levaria uns dois dias, mas ela não se importava, valia o sacrifício para ter o sonho realizado.
Chegando o grande dia, já estavam se aproximando do litoral. A menina eufórica nem quis passar no hotel, foi primeiro para a praia. A primeira lágrima escorreu dos olhos dela. Era lindo o que via, nada do que ela imaginou era tão grande e estonteante como o que ela estava vendo e presenciando naquele momento.
— Pai, eu posso chegar perto dele?
Perguntou a menina, ao pai, sem conseguir segurar as lágrimas misturadas com o sorriso mais radiante que ele já tinha visto nela. Antes que ele respondesse, ela já corria pela areia da praia tirando os sapatos.
Ela só queria chegar perto o suficiente para descobrir se a água era tão salgada e gelada quanto falavam. Ela já começava a sentir a areia molhada na sola dos pés e de repente, a euforia se misturou com um medo que ela nunca havia sentido antes. Todas as histórias que ela já tinha ouvido sobre o mar, até então, começaram a vir à sua mente ao mesmo tempo. A violência do barulho das ondas quebrando na areia a segurou por um momento até que, calmamente, a sobra de água de uma onda avançou pela areia e cobriu seus pés lentamente. Ela levou um susto, quis fugir, mas aqueles poucos segundos se eternizaram e a paralisaram enquanto a água escorria novamente para o mar fazendo cócegas na sola dos pés da menina.
O medo aos poucos se transformou em confiança e a menina tentou chegar mais perto do mar e o mar também se aproximava dela com ondas cada vez mais fortes. Ela teria que escolher entre não provar o mar ou molhar o único vestido que tinha ganho de aniversário. Até que, sem esperar, de repente, uma grande onda a cobriu e a molhou por completo. Pronto, já não havia mais o que escolher, a surpresa da onda a fez se entregar por definitivo àquela nova experiência.
A menina finalmente encontrou o mar e o mar a encontrou também.
Em nossas vidas também é assim: Nos relacionamos com Deus da mesma forma que esta menina se relacionava com o mar. Vivemos na sequidão e expectativa de encontrar um Deus que, às vezes, só conhecemos de ouvir falar. Ouvimos o testemunho de terceiros sobre suas experiências com a regeneração, cura e perdão experimentados em Deus. Nada do que imaginamos pode chegar perto do que Ele realmente é e significa mas, muitas vezes, quando temos a oportunidade de prová-lo e conhecê-lo de fato, temos medo de molhar nossa aparência. Perdemos, então, a oportunidade de vivenciar este poder de Deus em nossas vidas. Para experimentá-Lo precisamos nos envolver profundamente.
Conhecer Deus por inteiro é a maior experiência que alguém pode desejar e alcançar em toda a sua vida. Nada se compara ao seu poder e glória, nenhum oceano consegue ser maior ou mais profundo que o amor e perdão nEle encontrados para cada um de nós.
Buscá-lo, pode ser uma longa jornada, mas quando nos encontramos com a plenitude de Sua Glória não conseguimos deixar de tocá-lo ou ser tocados por Ele. Quando encontramos Deus, ao mesmo tempo somos achados por Ele. Algumas vezes somos pegos de surpresa por Deus e depois disto não há mais como voltar atrás.
Um dia, até mesmo o mar se rendeu à Palavra Viva de seu Criador. Quem tem poder para criar e dar ordens ao mar, tem poder para trazer abundância de água a qualquer deserto. Mais que o mar, quem o criou deseja transformar a sequidão do pecado e da morte em abundância de água viva de graça e misericórdia. Permita, hoje, que a onda do amor de Deus inunde sua alma e lhe traga vida.

O Deus que pairava sobre as águas te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

VIA
OVELHA MAGRA (Pr. Pablo Massolar).

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

POR QUE VOCÊ FOGE TANTO DE VOCÊ MESMO?

Somente existe liberdade interior e simplicidade de ações se houver amor no coração; e amor como ele é: sem fingimento e praticado em verdade clara e sábia; posto que não baste amar de algum modo…, por vezes amando sem consciência de que amor é uma decisão e uma escolha, sempre em bondade, justiça e verdade/realidade; visto que o amor é sábio e sabe se portar; por isso, não se realiza sem coerência com o tempo e o modo da sabedoria.
A simples definição acima soa utópica, ou assustadora, caso não seja utópica; e isto em razão de que a maioria vive em níveis tão básicos de raiva e de ressentimento, que, a simples expressão do que seja a liberdade pela via do amor [única liberdade possível], assusta; posto que pareça se distanciar como algo que seja alcançável por nós.
Ora, que dizer então do “conhece-te a ti mesmo”…? Ou do “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”…? Ou ainda da afirmação de “aquele que controla a sua própria língua é perfeito varão”…?
Interessante é que enquanto fugimos de nós mesmos nos inscrevemos para estudar Deus, para aprender teologia, ou para conhecer a vontade de Deus por revelação mística, ou mesmo para tentar saber o que nos aguarda no futuro; e indo mais distante ainda… acho muito interessante quando dizemos saber o que Deus pensa…, ou por que Ele fez as coisas como elas são…; ou quando reclamamos por não entendermos Quem Ele é ou a razão de Seus caminhos…
O homem diz que não consegue conhecer a si mesmo e nem escolher o caminho da liberdade pelo amor que se expressa em verdade e fatos de sabedoria — enquanto se candidata a saber Deus, a dizer Deus, a explicar Deus, ou a questionar Deus…
Sim, para dentro dele, do homem…, nada; mas em relação ao Infinito, o homem quer saber tudo.
Ou seja:
O homem foge de sua tarefa interior de auto-conhecimento enquanto se candidata a entender e explicar Deus!
Na realidade a tarefa do auto-conhecimento só nos é possível em amor e confiança na Graça de Deus, em total descanso em fé; pois, do contrário, o que o homem conhecerá em si mesmo não será exatamente quem ele próprio possa ser, mas apenas o abismo labiríntico no qual o seu interior se tornou…, enquanto ele busca partes de si na escuridão do nada…
Então, quer dizer que para me conhecer eu tenho que antes conhecer a Graça e o Amor de Deus…, ao mesmo tempo em que você diz que isto não é possível pela própria condição limitada do ser humano? — você indaga.
Sim! É isto mesmo!
Para conhecer a mim mesmo eu preciso conhecer a Deus pela via da entrega em fé, e não pela razão espremida pela lógica que aleijou a racionalidade que antes sempre esteve aberta para a Graça e para o milagre do encontro com Deus.
Daí a humanidade até hoje celebrar como mestres do auto-conhecimento justamente aqueles que viveram no tempo em que razão não era sinônimo de lógica; mas sim de um sentido para além da própria lógica: a verdadeira racionalidade; que é a não limitação do entendimento às lógicas da razão anã; ao contrário, trata-se da integração de todas as variáveis da realidade, as visíveis, as invisíveis, as quantificáveis, as não quantificáveis, as sensoriais e as extra-sensoriais, as pensadas e as intuídas.
Neste mundo somente conheceu a si mesmo aquele que se entregou a Deus sem nada nas mãos além de nada nas mãos, em entrega…
Assim, até a viagem do auto-conhecimento não acontece pela lógica, mas pela entrega à serenidade que repousa na aceitação do amor de Deus por todos nós.
Isto, no entanto, só acontece acontecendo…
Sim, tem que ser o resultado de uma decisão de loucura de confiança no sentido da vida, em Deus.
Sem tal insanidade para os padrões lógicos ninguém conhece a Deus.
Na verdade Deus é Loucura.
Tudo em Deus é Loucura para a mente do homem…
Portanto, a verdadeira entrega a Deus é entrega à fé como loucura.
Ora, é quando isto acontece que se começa a andar nas mãos de Deus, em chão invisível, em caminho não visto pelos olhos…
É também aí que naturalmente começa a surgir a luz que nos faz conhecer a nós mesmos, tanto mais quanto mergulhemos em Deus como loucura de fé.
Ou alguém pensaria ou imaginaria que o encontro entre o finito e o infinito seria algo que poderia acontecer fora do ambiente da contradição e da loucura?
Afinal, afirmar que foi o Amor que criou todas as coisas nos parece ser apenas poesia, mas não fato da existência…
Entretanto, como eu dizia no início…, como a maioria crê que existe, mas não crê mesmo que Deus exista e seja… — prefere-se estudar Deus, pois as implicações não nos alcançam no nível da implicação pessoal de andar em amor e verdade a fim de que se conheça a si mesmo.
É nesse limbo que os mais piedosos entre nós ainda vivem…
Mas a verdade é uma só:
Sem entrega louca ao amor de Deus ninguém conhece a Deus, e, portanto, ninguém conhece a si mesmo!
Qualquer outra hipótese não passa de mera falácia e diletantismo sem realidade.
Pense nisso!

Caio
14 de agosto de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

VIA CAIOFABIO

O CAMINHO DA ALEGRIA É PAVIMENTADO DE AMOR…

CAMINHO DA ALEGRIA É PAVIMENTADO DE AMOR

Tanta luz foi agora lançada ao mundo por causa de vocês. Existe muita alegria onde antes havia tristeza, amor onde antes havia medo, e luz onde havia escuridão. Vocês estão fazendo isso e eu os aplaudo e agradeço por sua consistente coragem diante do desafio. O amor está ganhando muitos corações hoje. Falemos agora do caminho que se estende diante de vocês. O que lhes peço é que abandonem todo o medo. Enfrentem-no e liberem-no. Vão para um espaço onde sua fé seja tão forte que nada possa atingi-los, um amor dentro de vocês chamado amor próprio. Esse é um espaço que nada mais pode validar, e muitos de seu mundo clamam por isso, e eles serão ouvidos e terão as respostas.
O amor próprio é a resposta. Sua fé os circunda. Muitos de vocês estão prontos para criar ainda mais amor incondicional para si mesmos. Nunca foi seu ofício amar aos outros mais do que a si mesmos. É quase como se o amor por si mesmo definisse quem vocês são. Quando vocês se movem para o centro disso e permitem a si mesmos serem banhados por sua luz, vocês tornam-se aquele amor e ensinam os outros a amarem a si mesmos, também. Vocês já estão fazendo isso, e muitos são atraídos por seu brilho. Usando apenas sua fé para se validarem, confiem em que o que está dentro de vocês é bom, puro e amoroso. Confiem em que aquilo que já fizeram e o que continuarão a fazer também é bom.
É tempo de mudar-se de sua zona de segurança, do conforto de sua mente lógica. Está na hora de dar um salto muito grande na fé!
Essa é a sagrada viagem que os espera. Ela é feita com auto-aceitação. Deixem que o amor-próprio seja seu guia, e a auto-aceitação sua companheira. Ao abraçarem sua própria beleza e perfeição, (certamente, a perfeição de serem imperfeitos!) receberão a companhia de muitos outros. Juntos veremos como Deus nos vê, e isso será sua nova força. Abandonem o auto-valor que o mundo lhes deu. É o julgamento que lhes diz que serão bons se tiverem sucesso, se impressionarem os outros e ganharem o jogo da vida. É o amor que lhes diz que vocês são belos por tentarem, por perderem, por serem humanos. Sempre será assim. Confiem em si mesmos, em sua fé e, sim, também em sua intuição. Todos vocês têm muito a partilhar com o mundo. Está na hora. Experimentar o que desejam no amor e na alegria é dar um salto em seu caminho de fé, sem tentar validá-lo seu pensamento.
Há mais um ensinamento que quero passar, e é o do espírito gentil. Existe um amor e uma alegria que o coração pode dar ao mundo quando vocês se permitem ser gentis. Vocês já se permitiram receber essa gentileza dos outros? Assim, muitos de vocês, ocupados em serem os guerreiros, ocupados em serem fortes, não se permitiram receber com espírito de bondade de coração. É importante que façam isso agora. Como irão mostrar ao mundo seu coração gentil, se não receberam dessa maneira? Por favor, recebam isso de mim agora – tenho muito a lhes dar. Tenho muito a partilhar com vocês agora que seus corações estão abertos. Permitam que seus corações se suavizem e que recebam os cuidados. A batalha do amor foi vencida!
Abram a porta e entrem em conexão com seus guias e com o divino. Este é o portal para o amor-próprio. Quando estiverem dispostos a abrir a porta, simplesmente girem o trinco, abram um pouquinho e deixem que uma pequena luz penetre. Uma brisa morna entrará com ela e suavemente empurrará a porta para que vejam o que há na frente. É a jornada mágica de sua vida. Começa agora e os está despertando para a felicidade que já antecipavam.
Essa é a sagrada viagem que os espera. Ela é feita com auto-aceitação. Deixem que o amor-próprio seja seu guia, e a auto-aceitação sua companheira. Ao abraçarem sua própria beleza e perfeição, (certamente, a perfeição de serem imperfeitos!) receberão a companhia de muitos outros. Juntos veremos como Deus nos vê, e isso será sua nova força. Abandonem o auto-valor que o mundo lhes deu. É o julgamento que lhes diz que serão bons se tiverem sucesso, se impressionarem os outros e ganharem o jogo da vida. É o amor que lhes diz que vocês são belos por tentarem, por perderem, por serem humanos. Sempre será assim. Confiem em si mesmos, em sua fé e, sim, também em sua intuição. Todos vocês têm muito a partilhar com o mundo. Está na hora. Experimentar o que desejam no amor e na alegria é dar um salto em seu caminho de fé, sem tentar validá-lo seu pensamento.
Há mais um ensinamento que quero passar, e é o do espírito gentil. Existe um amor e uma alegria que o coração pode dar ao mundo quando vocês se permitem ser gentis. Vocês já se permitiram receber essa gentileza dos outros? Assim, muitos de vocês, ocupados em serem os guerreiros, ocupados em serem fortes, não se permitiram receber com espírito de bondade de coração. É importante que façam isso agora. Como irão mostrar ao mundo seu coração gentil, se não receberam dessa maneira? Por favor, recebam isso de mim agora – tenho muito a lhes dar. Tenho muito a partilhar com vocês agora que seus corações estão abertos. Permitam que seus corações se suavizem e que recebam os cuidados. A batalha do amor foi vencida!
Abram a porta e entrem em conexão com seus guias e com o divino. Este é o portal para o amor-próprio. Quando estiverem dispostos a abrir a porta, simplesmente girem o trinco, abram um pouquinho e deixem que uma pequena luz penetre. Uma brisa morna entrará com ela e suavemente empurrará a porta para que vejam o que há na frente. É a jornada mágica de sua vida. Começa agora e os está despertando para a felicidade que já antecipavam.
Sim, haverá outras tristezas e sofrimentos para serem liberados ao longo do caminho, mas é tempo de esperança, tempo de partilhar com os outros essa grande jornada do coração aberto. É tempo de partilhar quem vocês são e encontrar companheirismo nessa jornada de alegria. Ao embarcarem nessa viagem, vocês estão sendo solicitados a trilhar esse caminho recebendo amor.
O caminho para a felicidade suprema e para a própria vida, é pavimentado pelo amor. Este é o amor para o qual eu os levo, o amor que recebem dos outros. É uma coisa sagrada receber amor dos outros, porque seu coração está se abrindo. Quando seu coração estiver aberto, vocês estarão protegidos. Sua jornada para a frente está povoada de guias, anjos e outros no caminho em torno de vocês, para iluminar quem vocês são e também para que aprendam a amar-se e a descobrir-se. Deste momento em diante, interajam com aquilo que o Universo lhes dá e abram-se para receber mais amor do que nunca. Em cada escolha que lhes for oferecida, escolham a que lhes oferecer mais amor, paz e alegria. Este é o caminho do amor e da magia, a jornada mágica da vida. Cada dia é um passo sagrado dessa viagem. Em cada passo que derem, lembrem-se: vocês são amados!
Muitos medos surgirão: O que farei? O que verei que sou? Lembrem-se de que são perfeitos, vocês são puros. Tudo o que está dentro de vocês é belo. Se tentarem ver adiante sem abrir a porta ao amor, vocês vacilarão. Estarão vendo a si mesmos através dos olhos do julgamento. Foi isso que os manteve para trás, antes. O salto da fé é um salto para além da mente, além do julgamento. É, está claro, para além da terceira dimensão, porque o amor está além da terceira dimensão. O amor é o que nos atrai para as pessoas melhores, não aos olhos do mundo, mas aos olhos do amor. Ele nos chama para sermos melhores no receber, para sermos vulneráveis e abertos, a fim de ver nossa perfeição inata por meio dos olhos de Deus, dos olhos do amor.
Quando virem a si mesmos por meio dos olhos do amor, vocês não mais se importarão com a maneira pela qual o mundo os vê. É então que oferecerão ao mundo seus óculos cor-de-rosa para que eles vejam a si mesmos. Isso é feito através do receber amor para vocês. Mas é um risco, não é mesmo? Abrir-se para o mundo é arriscar-se a ser julgado, arriscar-se a parecer bobo. Abrir-se para o amor é arriscar-se a ser vulnerável e a ter toda sua pureza mostrada ao mundo. Abrir-se para o amor é arriscar-se a receber de outro. A verdade é que quando vocês verdadeiramente abrem seu coração para receber amor, ele jamais é negado. Quando vocês se abrem para receber amor, o próprio universo revela amor por vocês e os abastece. É só seu medo que lhes diz o contrário.
Portanto, a porta está diante de vocês e a jornada os espera – a jornada mágica do coração aberto. Deixem que meu coração os ajude e lhes mostre o caminho do amor. O amor-próprio é a coisa mais grandiosa que possam imaginar, melhor do que tudo o que tenham visto ou experimentado até aqui. Ele os levará de volta à alegria infantil do jogo não consciente do eu. Devolverá a vocês a gentileza. O puro conhecimento de que são amados os espera. Permitam que este seja um salto que os levará para fora da mente, e para os braços do amor, que os espera.

(Maria – Carol Sydney)