"A Casa Sobre A Rocha" (Mt5:24).

“O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.” (O Livro De Mirdad)

A LEI DO AMOR

Posted by José Eduardo Glaeser em 24/11/2018

A lei da equivalência de forma determina que para nos aproximarmos do Criador no mundo espiritual, nós só precisamos ser semelhantes a Ele em nossas qualidades.
Que mundo interessante que nós vivemos! Eu e você podemos estar a um metro de distância, falar um com o outro, ver, ouvir, e talvez até cheirar um ao outro. No entanto, eu não tenho idéia sobre o que você está pensando e o que você realmente quer. Eu não sei onde você “realmente” está. Talvez neste mesmo instante você esteja pensando em alguém que vive num lugar diferente, ou mesmo num horário diferente. Talvez você esteja pensando em alguém que viveu e morreu há tempos atrás na Austrália.
É sabido que os amantes levam seu amado onde quer que vão. Sinceramente, as pessoas apaixonadas são as mais chatas para se conversar: elas podem estar com você fisicamente, mas a mente delas estará constantemente com seu amado encantador/ lindo/ maravilhoso/ inteligente (escolha ou acrescente à vontade).
Se, entretanto, você perguntasse quem estava sentado ao meu lado esta manhã, durante a minha viagem de trem para o trabalho, ou quem estava em pé ao meu lado na noite passada quando eu estava na fila para comprar ingressos para o cinema, é quase certo que eu não lembrarei. Isto porque, enquanto esperava na fila, ou viajava no trem, a minha mente vagava por outros lugares, tempos e temas.
Conclusão: A distância ou a proximidade física não significa a nossa distância ou proximidade interior. Nós temos uma vida interior, pensamos, sentimos e imaginamos o que sentimos próximo, o que realmente queremos.

EQUIVALÊNCIA NATURAL
Se olharmos para a lei da equivalência de forma tal como ela opera na natureza, veremos que o que acabo de dizer não é nada novo. Nós só conseguimos detectar o que os nossos instrumentos de percepção conseguem perceber.
Todos nós sabemos que a realidade é composta por muitas freqüências, a maioria das quais não podemos receber, embora elas afetem as nossas vidas. Pegue os raios-x, por exemplo, ou as ondas de rádio. Somente se usarmos o instrumento adequado, que traduz essas ondas com um comprimento adequado para as nossas ferramentas naturais de percepção – olhos, orelhas, nariz, etc. – seremos capazes de detectar essas ondas no ar que nos rodeia.
O que você faria se eu lhe perguntasse o que está sendo transmitido agora na sua rádio favorita? Supondo que você seja uma pessoa de mente sã, você diria que não sabe (a menos que estivesse ouvindo essa estação justamente agora). Mas se você ligar o rádio e mudar para a freqüência de sua estação favorita, você imediatamente saberá a resposta.
Como a rádio “sabe” o que está no ar em sua estação favorita? Não há nenhum rapazinho lá, cantando e conversando para tornar o nosso tempo mais agradável. Em vez disso, a rádio só se ajusta para funcionar num comprimento de onda, numa frequência que existe no ar antes que a tenhamos ligado. Isso nos ajuda a “traduzir” a mensagem que foi criada na rádio a partir de uma mensagem intangível para o comprimento de onda que nossos ouvidos podem receber.

PRÓXIMA E DISTANTE
Quando nós usamos o termo “próximo”, geralmente nos referimos à proximidade de opiniões. Nós gostaríamos de enfatizar a semelhança dos nossos pontos de vista. Se ambos acreditam que certa mudança social é necessária, então os nossos pontos de vista estão próximos. Às vezes, nós usamos esse termo para expressar a quantidade de amor entre nós. Nós pensamos sobre nós dois e queremos que ambos estejam felizes e se sintam bem. Em outras palavras, nos sentimos próximos.
Mas o que é a “proximidade espiritual”?

A EQUIVALÊNCIA DE FORMA ESPIRITUAL
A lei da equivalência de forma também é aplicada no mundo espiritual. Porém, na espiritualidade, não se trata de equivalência de frequências, mas da semelhança e diferença de intenções.
Tudo que é medido no mundo espiritual são intenções e pensamentos. Naturalmente, o homem só pensa em si mesmo e no seu próprio benefício. Mas a intenção da Força Superior, que governa toda a realidade, incluindo as nossas vidas, é só doar, dar. Ela age por amor. Portanto, no reino espiritual há uma oposição de forma entre nós e a Força que governa nossas vidas.
Acontece que, se quisermos conhecer e compreender o comando do mundo, nós também devemos adquirir a qualidade de doação. Enquanto continuarmos pensando apenas em nós mesmos e no nosso benefício pessoal, não saberemos as razões de tudo o que acontece ao nosso redor e dentro de nós, já que continuaremos opostos à Força Superior. Somente se encontrarmos o caminho para ascender à medida da equivalência de forma que devemos alcançar, encontraremos a felicidade e a paz, como dizem nossos sábios, “Como Ele é misericordioso, então vocês são misericordiosos, como Ele é bondoso, então vocês são bondosos”.

FONTE: http://www.kabbalah.info/brazilkab/lei-amor.htm

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Michael Laitman – De modo que um coração ame verdadeiramente um inimigo

Posted by José Eduardo Glaeser em 23/11/2018

Rabash, “De Acordo Com O Que É Explicado Sobre ‘Ama O Teu Amigo Como A Ti Mesmo’”: Nossos sábios disseram: “Dispersem os iníquos; melhor para eles e melhor para o mundo”. Em outras palavras, é melhor que eles não existam. No entanto, é o oposto dos justos: “Reúnam os justos; melhor para eles e melhor para o mundo”.

Inicialmente, não havia justos. Os justos são nossas qualidades corrigidas. Em todos os níveis, quando entramos em um novo grau, os antigos justos caem e os novos pecadores se levantam e os transformamos em justos novamente.

“Qual é o significado de“ justo”? São aqueles que querem manter a regra: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”. A sua única intenção é sair do amor próprio e assumir uma natureza diferente de amor pelos outros. E embora seja uma Mitzva[mandamento] que deve ser mantida, e que uma pessoa pode forçar-se a manter, o amor ainda é algo que é dado ao coração, e o coração discorda dele por natureza.O que, então, uma pessoa pode fazer para que o amor aos outros toque o coração?”

É impossível. Somente a Luz superior pode fazer tal correção para nós. Isso não está em nosso poder, pois exige duas forças: uma que não é corrigida e outra que é o poder de correção, que não temos. Nem sabemos exatamente como ou o que deve ser corrigido.

É por isso que recebemos as 612 Mitzvot: elas têm o poder de induzir uma sensação no coração. No entanto, uma vez que é contra a natureza, essa sensação é pequena demais para ter a capacidade de manter de fato o amor dos amigos, mesmo que a pessoa tenha uma necessidade disso. Por isso, agora ela deve procurar conselhos sobre como realmente implementá-lo.

O conselho para que a pessoa seja capaz de aumentar sua força na regra “ama teu amigo” é pelo amor dos amigos.

Isso fala sobre o fato de que há doação e também há recepção em prol da doação.

Pergunta: O trabalho nas dezenas, nos workshops e nos estudos é dirigido apenas a uma coisa: atrair a Luz que reforma?

Resposta: Sim, não precisamos de mais nada. A Torá é a Luz superior que corrige nossos desejos egoístas e os transforma em altruísta. A correção de uma intenção egoísta em uma altruística é chamada de observar um mandamento.

De KabTV “a Última Geração”, 18/04/18

Fonte: http://laitman.com.br/2018/11/de-modo-que-o-coracao-ame-verdadeiramente-um-amigo/

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OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO A DEUS

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“Eis aqui a resposta para a tua busca de paz. Eis aqui a chave do significado em um mundo que parece não fazer sentido. Eis aqui o caminho para a segurança nos perigos aparentes que parecem ameaçar-te a cada esquina, trazendo a incerteza para todas as tuas esperanças de jamais achar a quietude e a paz. Aqui, todas as perguntas são respondidas, aqui está finalmente assegurado o fim de toda incerteza.
A mente que não perdoa é cheia de medo e não oferece espaço ao amor para ser ele mesmo, nenhum lugar onde ele possa estender as suas asas em paz e elevar-se acima do tumulto do mundo. A mente que não perdoa é triste, sem esperança de descanso e de liberar-se da dor. Ela sofre e habita na miséria, espreitando a escuridão sem ver, mas certa do perigo que lá a ronda.
A mente que não perdoa é dilacerada pela dúvida, confusa a respeito de si mesma e de tudo o que vê; medrosa e com raiva, fraca e ameaçadora, com medo de seguir adiante, com medo de ficar; com medo de acordar ou de adormecer ,com medo de qualquer som, todavia com mais medo ainda do silêncio; aterrorizada pela escuridão e no entanto mais aterrorizada ainda com a aproximação da luz. O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode a mente que não perdoa perceber, senão a sua própria perdição? O que pode contemplar, senão a prova de que todos os seus pecados são reais?
A mente que não perdoa não vê equívocos, só pecados. Olha para o mundo com olhos que não vêem e grita ao ver as suas próprias projeções erguerem-se para atacar a sua miserável paródia de vida. ela quer viver, mas deseja estar morta. Quer o perdão, mas não vê esperança alguma. Quer escapar, mas não pode conceber nenhuma saída, porque vê o pecado em toda parte.
A mente que não perdoa está em desespero, sem a perspectiva de um futuro que possa lhe oferecer alguma coisa que não seja mais desespero. No entanto, considera o seu julgamento do mundo como irreversível e não vê que ela própria se condenou a esse desespero. Pensa que não pode mudar, pois o que vê dá testemunho de que o seu julgamento é correto. Não pergunta, porque pensa que sabe. Não questiona, pois tem certeza de que está certa.
O perdão é adquirido. Não é inerente à mente que não pode pecar. Como o pecado é uma idéia que ensinaste a ti mesmo, o perdão também tem que ser aprendido por ti, mas com um Professor diferente de ti, Aquele que representa o outro Ser em ti. Através Dele, aprendes a perdoar o ser que pensas que fizeste e a deixá-lo desaparecer. Assim, devolves a tua mente unificada. Àquele Que é o teu Ser e Que jamais pode pecar.
Cada mente que não perdoa te apresenta uma oportunidade para ensinar à tua própria mente como perdoar a si mesma. Cada uma delas espera a liberação do inferno por teu intermédio e se volta para ti implorando-te o Céu aqui e agora. Ela não tem esperança, mas vens a ser a sua esperança. E sendo a sua esperança, vens a ser a tua própria. A mente que não perdoa tem que aprender através do teu perdão que foi salva do inferno. E, ao ensinares a salvação, aprenderás. No entanto, todo o teu ensino e o teu aprendizado não virão de ti, mas do Professor Que te foi dado para mostrar-te o caminho.” (E-pI.121,1-7)

“É possível que isso seja justiça? Deus nada sabe a respeito disso. Mas a justiça Ele conhece e conhece bem. Pois Ele é totalmente justo para com todas as pessoas. A vingança é alheia à Mente de Deus porque Ele conhece a justiça. Ser justo é ser capaz de eqüidade, não sendo vingativo. Eqüidade e vingança são impossíveis, pois cada uma contradiz a outra e nega que ela seja real. É impossível para ti compartilhar a justiça do Espírito Santo com uma mente que é capaz de conceber qualquer especialismo. Entretanto, como pode Ele ser justo se condena um pecador pelos crimes que ele não cometeu, mas pensa que cometeu? E onde estaria a justiça se Ele exigisse daqueles, que estão obcecados com a idéia do castigo, que a pusessem de lado sem ajuda e percebessem que ela não é verdadeira?” (T-25.VIII.5)

Então, Pedro chegou perto de Jesus e lhe perguntou: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu tenha de perdoá-lo? Até sete vezes?” E Jesus lhe respondeu: “Não te direi até sete vezes; mas, sim, até setenta vezes sete”. A parábola do servo que não perdoou “Portanto, o Reino dos céus pode ser comparado a certo rei, que decidiu acertar contas com seus servos. Quando teve início o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia dez mil talentos. Porém, não tendo o devedor como saldar tal importância, ordenou o seu senhor que fosse vendido ele, sua mulher, seus filhos e tudo quanto possuía, para que a dívida fosse paga. O servo, então, com toda a reverência, prostrou-se diante do rei e lhe implorou: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei!’ E o senhor daquele servo, teve compaixão dele, perdoou-lhe a dívida e o deixou ir embora livre. Entretanto, saindo aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe estava devendo cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, esbravejando: ‘Paga-me o que me deves!’ Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe suplicava: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei’. Mas, ele não queria acordo. Ao contrário, foi e mandou lançar seu conservo devedor na prisão, até que toda a dívida fosse saldada. Quando os demais conservos, companheiros dele, viram o que havia ocorrido, ficaram indignados, e foram contar ao rei tudo o que acontecera. Então o rei, chamando aquele servo lhe disse: ‘Servo perverso, perdoei-te de toda aquela dívida atendendo às tuas súplicas. Não devias tu, da mesma maneira, compadecer-te do teu conservo, assim como eu me compadeci de ti?’ E, sentindo-se insultado, o rei entregou aquele servo impiedoso aos carrascos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também o meu Pai celestial vos fará, a cada um, se de todo o coração não perdoardes cada um a seu irmão.” (Mt18:21-35)

O perdão é a única forma que temos de podermos nos abrirmos para a pratica fluente do Grande Mandamento de Jesus (cf. Mt22:34-40; Rm13:8-10) pois a nossa consciência está contaminada pelo sistema de pensamento do ego, onde Paulo em 2Co4:4 fala que é o deus deste presnte século ou era, esse sistema de pensamento baseado em vingança, condenação, julgamento, roubo, destruição, e outros é aquilo que os apóstolos chamam de ‘mundo’ com a qual nós não devemos ter participação. O perdão vai limpando nosso interior e com isso passaremos a ter um entendimento das recomendações de Deus e elas começarão a fazer sentido em nossas vidas, e com essa prática o véu que nos dificulta de ver Deus nas Escrituras, no nosso próximo começam a ser gradualmente removidos, purificando nosso coração (interior) e assim começaremos a viver a bem-aventurança que diz que os puros de coração verão a Deus (Mt5:8), e assim os outros frutos do Espírito agirão em nossa vida, provando para nós mesmos que realmente somos nova criatura em Cristo Jesus.

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NELE HABITA CORPORALMENTE A PLENITUDE DA DIVINDADE

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

“Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, então, se assentará em seu trono na glória nos céus. Todas as nações serão reunidas diante dele, e Ele irá separar umas das outras, como o pastor separa os bodes das ovelhas. E posicionará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me’. Então, os justos desejarão saber: ‘Mas, Senhor! Quando foi que te encontramos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te saciamos? E quando te recebemos como estrangeiro e te hospedamos? Ou necessitado de roupas e te vestimos? Ou ainda, quando estiveste doente ou encarcerado e fomos ver-te?’. Então o Rei, esclarecendo-lhes responderá: ‘Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o fizestes para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o fizestes’. Mas o Rei ordenará aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos! Apartai-vos de mim. Ide para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. Porquanto tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e nada me destes de beber. Sendo estrangeiro, não me hospedastes; estando necessitado de roupas, não me vestistes; encontrando-me enfermo e aprisionado, não fostes visitar-me’. E eles também perguntarão: ‘Mas Senhor! Quando foi que te vimos com fome, sedento, estrangeiro, necessitado de roupas, doente ou preso e não te auxiliamos?’ Então o Rei lhes sentenciará: ‘Com toda a certeza vos asseguro que, sempre que o deixastes de fazer para algum destes meus irmãos, mesmo que ao menor deles, a mim o deixastes de fazer'” (Mt25:31-45)

“Entretanto, durante sua viagem, quando se aproximava de Damasco, subitamente uma intensa luz, vinda do céu, resplandeceu ao seu redor. Então, ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe afirmava: ‘Saul, Saul, por que me persegues?’ Ao que ele inquiriu: ‘Quem és, Senhor?’ E Ele disse: ‘Eu Sou Jesus, a quem tu persegues.” (At9:3-5)

“Pois somente em Cristo habita corporalmente toda a plenitude de Deus.” (Cl2:9)

Hoje aprendo a lei do amor: o que dou
ao meu irmão é a minha dádiva para mim.
Essa é a Tua lei, meu Pai, e não a minha. Eu não compreendia o que significava dar e pensava guardar o que desejava só para mim. E, ao olhar para o tesouro que pensei ter, achei um vazio onde não há nada, jamais houve e jamais haverá. Quem pode compartilhar um sonho? E o que uma ilusão pode me oferecer? No entanto, aquele que eu perdôo me dará dádivas muito além do valor de tudo na terra. que os meus irmãos perdoados encham as minhas reservas com os tesouros do Céu, os únicos que são reais. Assim é cumprida a lei do amor. E assim o Teu Filho se ergue e retorna a Ti.
Como estamos próximos um do outro ao caminharmos para Deus! Como Ele está perto de nós! Como estão próximos o fim do sonho do pecado e a redenção do Filho de Deus!” (E-pII.344)

“Ao aproximar-te de um irmão, tu te aproximas de mim e ao afastar-te dele, eu venho a estar distante para ti. A salvação é um empreendimento de colaboração. Não pode ser empreendida com sucesso por aqueles que se desengajam da Filiação, porque estão se desengajando de mim. Deus só virá a ti na proporção em que tu O deres a teus irmãos. Aprende primeiro com eles e estarás pronto para ouvir a Deus. Isso é assim porque a função do Amor é una.” (T-4.VI.8)

Porque o mandamento do amor a Deus e ao próximo cumpre toda lei e os profetas (as Escrituras Sagradas). Pois a humanidade é toda uma criação de Deus, portanto portadora da mesma essência, embora maculada por ilusões, impulsos falsos, erros, mas ainda assim é algo que Deus dedica todo seu amor. Por isso que o amor é a unica régua que podemos usar para medir o quanto alguém está próximo ou não de Deus. Os líderes religiosos que que mandaram matar Jesus, conheciam toda a lei de ponta a ponta, mas como não tinham o amor em seus corações, não O reconheceram, pois estavam cegos em suas interpretações da lei que era usada como uma ferramenta de controle e poder. enquanto que os humildes e até mesmo pagãos se deixaram tocar por sua vida e mensagem. Pois o homem é uma extensão de Deus em seu espírito, em sua parte mais interior pois a Bíblia diz na genealogia de Jesus de Lucas que Jesus é “filho de Sete, filho de Adão, filho de Deus.” (Lc3:38). Se vê aqui que está dito que Adão (e por tabela, a humanidade toda) é filho de Deus. Quando Paulo estava indo para Damasco para prender mais cristãos Jesus aparece a ele e não que Paulo está perseguindo seus seguidores, mas diz que uma perseguição a seus seguidores é uma preseguição a Ele mesmo, o que demonstra mais uma vez o ensino de que o homem é uma extensão de Deus, sendo em tese o corpo de Cristo, e se praticarmos as verdades do amor que Jesus nos legou, poderemos ver a divindade (através do Espírito Santo), habitando plenamente em nós.

 

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JOEL SOLOMON GOLDSMITH – AME O TEU PRÓXIMO

Posted by José Eduardo Glaeser em 16/11/2018

Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o primeiro e grande mandamento.E o segundo é como isto, Tu deverás amar o teu próximo como a ti mesmo. (Mateus 22: 37-39)
Os dois grandes mandamentos do Mestre formam a base do nosso trabalho do Caminho Infinito. No primeiro e grande mandamento, somos ensinados que não há poder separado de Deus. Nossa percepção deve ser sempre que o PAI dentro de nós, o Infinito Invisível, é a nossa vida, a nossa Alma, o nosso Suprimento, a nossa Fortaleza e a nossa Torre Alta . Em seguida, em importância, está o mandamento de “amar o próximo como a si mesmo”, e seu corolário que devemos fazer aos outros como gostaríamos que os outros fizessem a nós.
O que é amor no sentido espiritual?
Qual é o amor que é Deus?
Quando nos lembramos de como Deus estava com Abraão, com Moisés no deserto, com Jesus, João e Paulo, ministrando a eles, a palavra “amor” ganha um novo significado. Nós vemos que esse amor não é algo distante, nem é algo que possa vir até nós. Já faz parte do nosso ser, já estabelecido dentro de nós; e mais do que isso, é universal e impessoal. À medida que esse amor universal e impessoal flui de nós, começamos a amar o próximo, porque é impossível sentir esse amor por Deus dentro de nós e não amar o próximo.
“Se alguém disser que ama a Deus, e se aborrece com seu irmão, é mentiroso; porque aquele que não ama a seu irmão, a quem ele viu como pode amar a Deus a quem não viu?” (I João 4:20)
Deus e o homem são um, e não há como amar a Deus sem que parte desse amor flua para o próximo.
Vamos entender que qualquer coisa da qual possamos nos tornar conscientes é um próximo, seja como pessoa, lugar ou coisa. Toda ideia na consciência é um próximo. Podemos amar o próximo como o vemos, ou não possuindo poder, exceto o que vem de Deus. Quando vemos Deus como a causa e nosso próximo como aquilo que está “Em” e “De” Deus, então estamos amando nosso próximo, quer esse próximo pareça um amigo, parente, inimigo, animal, flor ou pedra. Em tal amor, que entende que todos os vizinhos são de Deus, derivados da substância de Deus, descobrimos que toda ideia na consciência toma seu lugar de direito. Os vizinhos que fazem parte da nossa experiência encontram o caminho para nós e os que não são, estes serão removidos.
Vamos resolver amar o nosso próximo em uma atividade espiritual, vendo o amor como a substância de tudo o que é, não importa qual seja a forma. À medida que nos elevamos acima de nosso estado de humano para uma dimensão mais elevada da vida, na qual entendemos que nosso próximo é um ser espiritual puro, governado por Deus, nem bom nem mau, somos verdadeiramente amorosos.
O amor é a Lei de Deus. Quando estamos em sintonia com o Amor Divino, amando seja amigo ou inimigo, então o amor é uma coisa gentil trazendo paz. Mas é gentil apenas enquanto estamos em sintonia com ela. É como eletricidade. A eletricidade é muito gentil e cordial dando luz, calor e energia, desde que as leis da eletricidade sejam obedecidas. No minuto em que eles são violadas ou trocadas, a eletricidade se torna uma faca de dois gumes. A lei do amor é tão inexorável quanto a lei da eletricidade.
Agora, vamos ser muito claros em um ponto:
Não podemos prejudicar ninguém, e ninguém pode nos prejudicar. Ninguém pode nos ferir, mas podemos nos prejudicar por uma violação da Lei do amor. A penalidade é sempre sobre aquele que está fazendo o mal, nunca sobre aquele a quem é feito. A injustiça que fazemos ao outro reage sobre nós mesmos; o roubo de outro nos rouba. A Lei do Amor torna inevitável que a pessoa que parece ter sido prejudicada seja realmente abençoada. Ele tem uma oportunidade maior de se levantar do que nunca, e geralmente algum benefício maior vem a ele do que jamais sonhou ser possível. A prova completa de que isso é verdade está na única palavra “Eu”. Deus é nossa individualidade. Deus é meu “Eu” e Deus é o seu “Eu”. Deus constitui meu ser, pois Deus é minha vida, minha alma, meu espírito, minha mente e minha atividade. Deus é meu “Eu”. Esse “Eu” é o único “Eu” que existe – o meu “Eu” e o seu “Eu”. Se eu roubar o seu “Eu”, a quem estou roubando?
Eu mesmo.
Se eu mentir sobre o seu eu, sobre quem eu estou mentindo?
Eu mesmo.
Se Eu enganar seu Eu, Qual Eu trapaceio?
Eu mesmo.
Existe apenas um Eu, e o que eu faço para outro, eu faço para o meu Eu.
O Mestre ensinou essa lição no vigésimo quinto capítulo de Mateus, quando Ele disse: “Visto que fizestes a um destes meus irmãos, fizestes a mim”.
O que faço de bom para você, Eu não estou fazendo nada por você; é para o meu benefício. O que eu faço de mal para você, não vai machucá-lo, pois você encontrará uma maneira de se recuperar dele; a reação de fato ocorrerá em mim. Devemos chegar ao lugar onde realmente acreditamos e podemos dizer com todo o nosso coração:
“Existe apenas um Eu. A injustiça que estou fazendo a outro, estou fazendo comigo mesmo. A falta de consideração que mostro a outra pessoa, estou mostrando a mim mesmo”.
Nesse reconhecimento, o verdadeiro significado de fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós é revelado.
Deus é um ser individual, o que significa que Deus é o único Ser, e não há como ferir ou o mal entrar para contaminar a infinita pureza da Alma de Deus, nem nada que o mal possa atingir ou ao qual possa se ligar. Quando o Mestre repetiu a antiga sabedoria: “Portanto, tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, assim também façam a eles, porque esta é a lei e dos profetas”.
Ele estava nos dando UM PRINCÍPIO. A menos que façamos aos outros o que gostaríamos que os outros fizessem a nós, prejudicamos não os outros, mas a nós mesmos. Neste estado atual da consciência humana, é verdade que os maus pensamentos, atos desonestos e palavras impensadas que infligimos a outros, os prejudicam temporariamente, mas sempre no final, descobriremos que o dano não era tão grande para eles como foi para nós mesmos.
Nos dias que se seguirão, quando os homens reconhecerem a grande verdade de que Deus é a individualidade de cada indivíduo, o mal que se dirige a nós de outro nunca nos tocará, mas se voltará imediatamente sobre aquele que o envia. Na medida em que reconhecemos Deus como nosso ser individual, percebemos que nenhuma arma que é forjada contra nós pode prosperar porque o único “Eu” é Deus. Não haverá medo do que o homem pode fazer para nós, já que nosso Ser é Deus e não pode ser ferido. Tão logo a primeira realização desta verdade nos chega, não nos preocupamos mais com o que nosso próximo faz para nós. De manhã, meio dia e a noite devemos vigiar nossos pensamentos, nossas palavras e nossos atos para assegurar que nós mesmos não somos responsáveis por qualquer coisa de natureza negativa, que teria repercussões indesejáveis.
Isso não resultará em sermos bons porque tememos consequências maléficas. A revelação do único “Eu” vai muito além disso. Permite-nos ver que Deus é nossa individualidade, e que qualquer coisa de natureza errônea ou negativa que emana de qualquer indivíduo tem poder apenas no grau em que nós mesmos lhe damos poder. Assim, o que quer que seja do bem ou do mal que fazemos aos outros, fazemos ao Cristo do nosso próprio ser. “Na medida em que o fizestes a um dos menores destes meus irmãos, tendes feito a mim.” Naquele entendimento, veremos que esta é a verdade sobre todos os homens, e que o único caminho para um sucesso e satisfazer a vida é entender o próximo como nosso Ser.
O Mestre nos instruiu especificamente sobre as maneiras pelas quais podemos servir nossos semelhantes. Ele enfatizou a ideia de serviço. Sua missão inteira era curar os enfermos, ressuscitar os mortos e alimentar os pobres.
No momento em que fazemos-nos de “canais” para a saída do Amor Divino, a partir desse momento, começamos a servir uns aos outros, expressando amor, devoção e partilha, tudo em nome do Pai.
Vamos seguir o exemplo do Mestre e não buscar glória para nós mesmos. Com ele sempre foi o PAI quem faz as obras. Nunca há espaço para autojustificação, justiça própria ou auto-glorificação no desempenho de qualquer tipo de serviço. Compartilhar uns com os outros não deve ser reduzido a mera filantropia. Algumas pessoas se perguntam por que se vêem sem nada quando sempre foram tão caridosas. Eles se enxergam em dias difíceis porque acreditam ter dado de suas próprias posses; enquanto a verdade é que “a Terra é do Senhor e toda a sua plenitude”. Se expressamos nosso amor por nossos semelhantes, percebendo que não estamos dando nada de nós mesmos, mas tudo é do PAI, de quem todo dom bom e perfeito vem, então poderemos dar livremente e descobrir que, com toda a nossa doação, ainda restam doze cestos cheios. Acreditar que estamos dando nossa propriedade, nosso tempo ou nossa força reduz tal doação à filantropia e não traz recompensa. A entrega verdadeira vem quando dar é um reconhecimento de que “a Terra é do Senhor”, e que, se doamos nosso tempo ou esforço, não estamos dando do nosso, mas a do Senhor. Então estamos expressando o amor que é de Deus.
Quando perdoamos, o amor Divino está fluindo de nós. Ao orarmos por nossos inimigos, estamos amando Divinamente. Orar por nossos amigos não há proveito nenhum. As maiores recompensas da oração irão surgir quando aprendemos a separar períodos específicos todos os dias para orar por aqueles que nos usam inoportunamente, orar por aqueles que nos perseguem, orar por aqueles que são nossos inimigos – não apenas inimigos pessoais, porque há algumas pessoas que não têm inimigos pessoais, mas inimigos religiosos, raciais ou nacionais. Aprendemos a orar: “Pai, perdoa-lhes; porque eles não sabem o que fazem”. Quando oramos pelos nossos inimigos, quando oramos para que os seus olhos se abram à Verdade, muitas vezes estes inimigos se tornam nossos amigos.
Começamos essa Prática com nossos relacionamentos pessoais: Se há indivíduos com os quais não estamos em termos de harmonia, descobrimos, quando nos voltamos para dentro e oramos para que o amor fraternal e a harmonia sejam estabelecidos entre nós, que em vez de inimigos, entramos em um relacionamento de fraternidade espiritual com eles. Nosso relacionamento com todos então assume uma harmonia e uma alegria desconhecida.
Isso não é possível enquanto sentirmos antagonismo em relação a alguém. Se estamos abrigando em nós animosidade pessoal, ou se estamos nos entregando a ódio nacional ou religioso, preconceito ou fanatismo, nossas orações são inúteis.
Devemos ir a Deus com as mãos limpas para orar e nos aproximar de Deus com as mãos limpas, devemos abandonar nossas animosidades. Dentro de nós mesmos, devemos antes de tudo rezar a oração de perdão para aqueles que nos ofenderam, uma vez que eles não sabem o que fazem; e em segundo lugar, reconhecer em nós mesmos:
“Eu tenho um relacionamento com Deus como um filho e, portanto, eu me relaciono com todo homem como um irmão.”
Quando estabelecemos esse estado de pureza dentro de nós mesmos, então podemos pedir ao Pai:
Dá-me graça; dá-me entendimento; Me dê paz; Dá-me hoje meu pão diário – dá-me este dia pão espiritual, entendimento espiritual. Dá-me perdão, mesmo por essas transgressões inofensivas, que inadvertidamente cometi.
A pessoa que procura por luz, graça, compreensão e perdão nunca falha em suas orações.
A Lei de Deus é a Lei do Amor, a Lei de amar nossos inimigos – não temê-los, não odiá-los, mas amá-los. Não importa o que um indivíduo faça conosco, não devemos revidar. Resistir ao mal, retaliar ou até mesmo buscar vingança porque isso é reconhecer o mal como realidade. Se resistirmos ao mal, se o refutamos, se nos vingarmos, ou se atacarmos, não estamos orando por eles, que nos usam inoportunamente e nos perseguem.
Como podemos dizer que reconhecemos o bem somente Deus como o único poder, se odiamos o próximo ou fazemos mal a alguém?
Cristo é a verdadeira identidade e reconhecer uma identidade diferente de Cristo é retirar-se da consciência de Cristo.
Amai os vossos inimigos, abençoe os que te amaldiçoam, faze o bem aos que te odeiam e ore por aqueles que te maltratam e perseguem. Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz o sol se levantar contra os maus e os bons, e faz chover sobre os justos e os injustos. (Mateus 5:44, 45)
Não há outro caminho para ser o Cristo, o Filho de Deus. A mente de Cristo não tem crítica, nem julgamento, nem condenação, mas contempla o Cristo de Deus como a atividade do ser individual, como a sua Alma e a minha. Os olhos humanos não compreendem isso porque, como seres humanos, somos bons e maus; mas, espiritualmente, somos os Filhos de Deus e, através da consciência espiritual, podemos discernir o bem espiritual um do outro. Não há espaço na vida espiritual por perseguição, ódio, julgamento ou condenação de qualquer pessoa ou grupo de pessoas.
Não é apenas inconsistente, mas hipocrisia, falar sobre o Cristo e nosso grande amor a Deus uma vez, e, no segundo momento, falar depreciativamente de um próximo de raça, credo, nacionalidade, filiação política ou econômica de diferente status. Não se pode ser filho de Deus enquanto ele persegue e odeia alguém ou alguma coisa, mas apenas conforme se vive em uma consciência de nenhum julgamento ou condenação.
A interpretação usual de “não julgar” é que não devemos julgar o mal de ninguém. Temos que ir muito além disso; não ousamos julgar bem a ninguém. Devemos ter o cuidado de não chamar ninguém de bom, pois não devemos chamar mal a ninguém. Nós não devemos rotular ninguém ou qualquer coisa como mal, mas da mesma forma, não devemos rotular ninguém ou algo tão bom. O Mestre disse: “Por que me chamas bom? Não há bom senão um, que é Deus.”
É o cúmulo do egoísmo dizer: “Eu sou bom; Eu tenho entendimento; Sou moral; Sou generoso; Eu sou benevolente.” Se quaisquer qualidades do bem estão se manifestando através de nós, não nos chamemos de bons, mas reconhecemos essas qualidades como a atividade de Deus. “Filho, tu és sempre comigo, e tudo o que eu tenho é teu.” Todo o bem do Pai é expresso através de mim.
Um dos princípios básicos de O Caminho Infinito é que um estado de ser humano bom não é suficiente para garantir nossa entrada no Reino Espiritual, nem para nos levar à unidade com a Lei cósmica. É sem dúvida, melhor ser um bom ser humano do que um mau, assim como é melhor ser um ser humano saudável do que doente; mas atingir a saúde ou alcançar a bondade, em si e por si, não é a vida espiritual. A vida espiritual vem somente quando nos elevamos acima do bem humano e do mal humano e percebemos: “Não existem bons seres humanos ou maus seres humanos. Cristo é a única identidade.”
Então olhamos para o mundo e não vemos nem homens e mulheres bons, nem homens e mulheres maus, mas reconhecemos Cristo como a realidade do ser.
Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e lembre-se de que o teu irmão tem contra ti; Deixa ali a tua oferta diante do altar e segue-te; primeiro reconcilia-te com teu irmão e depois vem e oferece teu presente. (Mateus 5:23, 24)
Se estivermos mantendo alguém em condenação como ser humano, bom ou mau, justo ou injusto e não fizemos as pazes com nosso irmão então não estamos prontos para a oração de comunhão com o Infinito Invisível. Nós nos elevamos acima da justiça dos escribas e fariseus somente quando paramos de ver o bem e o mal, e paramos de nos gabar sobre a bondade como se qualquer um de nós pudesse ser bom.
A bondade é uma qualidade e atividade de Deus somente, e porque é Universal.
Nunca aceitemos um ser humano em nossa consciência que precise de cura, emprego ou enriquecimento, porque, se o fizermos, seremos seu inimigo em vez de seu amigo. Se houver algum homem, mulher ou criança que acreditamos estar doente, pecando ou morrendo, não oremos até que tenhamos feito as pazes com esse irmão.
A paz que devemos fazer com esse irmão é pedir perdão por cometer o erro de julgar qualquer indivíduo, porque todo mundo é Deus em expressão. Tudo é Deus manifestado. Somente Deus constitui este Universo; Deus constitui a vida, a mente e a alma de todo indivíduo.
“Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” tem uma conotação muito mais ampla do que simplesmente não espalhar rumores ou ceder às fofocas sobre o nosso próximo. Não devemos manter nosso próximo no estado de ser humano. Se dissermos: “Eu tenho um bom vizinho”, estamos dando falso testemunho contra ele, tanto quanto se disséssemos: “Eu tenho um vizinho ruim”, porque estamos reconhecendo um estado de ser humano, às vezes bom e às vezes ruim. mas nunca Espiritual. Dar falso testemunho contra o nosso próximo é declarar que ele é humano, que ele é finito, que ele tem falhas, que ele é algo menos que o próprio Filho de Deus. Toda vez que reconhecemos a humanidade, violamos a Lei Cósmica. Toda vez que reconhecemos nosso próximo como pecaminoso, pobre, doente ou morto, toda vez que reconhecemos que ele é diferente do Filho de Deus, estamos dando falso testemunho contra nosso próximo.
Na violação dessa Lei Cósmica, nós trazemos nosso próprio castigo. Deus não nos pune. Nós nos punimos porque se eu disser que você é pobre, eu praticamente digo que sou pobre. Existe apenas um “Eu” e um “Eu”; qualquer verdade que eu saiba sobre você é a verdade sobre mim. Se eu aceito a crença da pobreza no mundo, isso reage sobre mim. Se digo que você está doente ou que não é gentil, estou aceitando uma qualidade à parte de Deus, uma atividade à parte de Deus, e dessa forma estou me condenando porque existe apenas um “Eu”. Em última análise, eu me convenço dando falso testemunho contra o meu vizinho, e sou eu quem sofre as conseqüências.
A única maneira de evitar dar falso testemunho contra o próximo é perceber que o Cristo é nosso próximo, que o nosso próximo é um Ser Espiritual, o Filho de Deus, assim como nós. Ele pode não saber disso; podemos não saber disso; mas a verdade é: Eu sou Espírito; Eu sou alma; Eu sou consciência; Eu sou expresso por Deus – e ele também é bom ou mau, amigo ou inimigo, ao lado ou através dos mares.
No Sermão da Montanha, o Mestre nos deu um guia e um código de conduta humana para seguir enquanto vamos desenvolvendo a Consciência Espiritual. O Caminho Infinito enfatiza os valores espirituais, um código espiritual que resulta automaticamente em um bom estado humano. O bom estado humano é uma conseqüência natural da identificação espiritual. Seria difícil entender que o Cristo é a Alma e a vida do ser individual, e então brigar com o nosso próximo ou difamar ele.
Colocamos nossa fé, confiança e garantia no Infinito Invisível, e não levamos em consideração as circunstâncias ou condições humanas; nós os vemos em seu relacionamento verdadeiro. Quando dizemos: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, não estamos falando de amor, afeição ou amizade humanos; estamos mantendo nosso próximo na identidade espiritual, e então vemos o efeito dessa identificação correta na imagem humana.
Muitas vezes achamos difícil amar o próximo porque acreditamos que nosso vizinho está entre nós e o nosso bem. Deixe-me assegurar-lhe que isso está longe de ser verdade. Nenhuma influência externa para o bem ou o mal pode agir sobre nós. Nós mesmos liberamos o nosso bem. Entender o significado completo disso requer uma transição na consciência. Como seres humanos, pensamos que existem aqueles indivíduos no mundo que podem, se quiserem, ser bom para nós; ou pensamos que existem alguns que são uma influência para o mal, dano ou destruição. Como isso pode ser verdade se Deus é a única influência em nossa vida – Deus, que é “mais próximo. . . do que respirar, e mais perto que mãos ou pés?
“A única influência é a do PAI interior, que é sempre bom. “Não poderias ter poder algum contra mim, a não ser que te fosse dado do Alto.”
Quando percebemos que a nossa vida está se desdobrando de dentro do nosso próprio ser, chegamos à conclusão de que ninguém na Terra jamais nos feriu, e ninguém na Terra jamais nos ajudou. Toda mágoa que já chegou à nossa experiência tem sido o resultado direto de nossa incapacidade de contemplar esse Universo como Espiritual. Nós olhamos para ele com louvor ou condenação, e não importa qual foi, nós trouxemos uma penalidade sobre nós mesmos. Se olharmos para trás ao longo dos anos, poderíamos quase esboçar as razões de toda a discórdia que entrou em nossa experiência. Em todos os casos, é a mesma coisa – sempre porque vimos alguém ou algo que não era espiritual.
Ninguém pode nos beneficiar; ninguém pode nos prejudicar. É o que sai de nós que retorna para abençoar ou nos condenar. Criamos o bem e criamos o mal. Criamos o nosso próprio bem e criamos o nosso próprio mal. Deus também não faz; Deus É. Deus É um princípio de Amor.
Se estamos de acordo com esse princípio, então trazemos o bem para a nossa experiência; mas se não estamos de acordo com esse princípio, então trazemos o mal para nossa experiência. O que quer que esteja fluindo de nossa consciência, aquilo que está saindo em segredo, está sendo mostrado ao mundo em manifestação externa.
O que quer que emana de Deus na consciência do homem, individual ou coletivamente, é poder. O que é que emana de Deus e opera na consciência do homem, porém o amor, a verdade, a perfeição, a totalidade – todas as qualidades de Cristo?
Porque existe apenas um Deus, um Poder infinito, o amor deve ser a emoção controladora nos corações e almas de cada pessoa na face da Terra.
Agora, em contraste com isso, estão aqueles outros pensamentos de medo, dúvida, ódio, ciúme, inveja e animalidade, que são provavelmente os mais importantes na consciência de muitas das pessoas do mundo. Nós, como buscadores da verdade, pertencemos a uma pequena minoria daqueles que receberam a comunicação de que os maus pensamentos dos homens não são poder; eles não têm controle sobre nós. Nem todo o mal ou pensamento falso na Terra tem qualquer poder sobre você ou sobre mim quando entendemos que o amor é o único poder. Não há poder no ódio; não há poder na animosidade; não há poder no ressentimento, luxúria, ganância ou ciúme.
Há poucas pessoas no mundo que são capazes de aceitar o Ensinamento de que o Amor é o único poder e que estão dispostos a “se tornarem uma criança pequena”. Aqueles que aceitam este ensinamento básico do Mestre, no entanto, são aqueles a quem Ele disse:
… Eu te agradeço, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que tu tens escondidos estas coisas dos sábios e prudentes, e as revelou aos meninos: assim também Pai; pois assim parecia bom aos teus olhos…. Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vedes: Pois eu digo que muitos profetas e reis desejaram ver as coisas que vedes, e não as vestes; e ouvir as coisas que ouvistes e não as ouviste. Lucas 10:21, 23, 24
Uma vez que aceitamos esse importantíssimo ensinamento do Mestre e nossos olhos enxergam além da aparência, conscientemente perceberemos diariamente que todas as pessoas no mundo estão capacitadas com o amor do Alto, e que o amor em sua consciência é o único poder, poder do bem para vós, para mim e para si próprio; mas que o mal no pensamento humano, se toma a forma de cobiça, ciúme, luxúria ou louca ambição, não é poder, não deve ser temido ou muito menos odiado.
Nosso método de amar nosso irmão como a nós mesmos está nessa percepção:
O bem em nosso irmão é de Deus e é poder; o mal em nosso irmão não é poder, não poder contra nós e, em última análise, nem mesmo poder contra ele, uma vez que ele desperta para a verdade. Amar nosso irmão significa conhecer a verdade sobre nosso irmão; saber que nele, que é de Deus, é poder, e que nele, que não é de Deus, não é poder.
Então estamos amando verdadeiramente nosso irmão?
Séculos de ensino ortodoxo instilaram em todos os povos do mundo uma sensação de separação, de modo que eles desenvolveram interesses separados e apartados uns dos outros e também separados do mundo em geral. Quando dominamos o princípio da Unidade, porém esse princípio se torna uma convicção profunda dentro de nós, nessa unidade o leão e o cordeiro podem se deitar juntos.
Isto é provado ser verdade através de uma compreensão do significado correto da palavra “Eu”. Uma vez que percebemos a primeira percepção da verdade de que o Eu de mim é o “Eu” de vocês, o “Eu” de mim é o “Eu” de vocês, então veremos porque não temos interesses separados uns dos outros. Não haveria guerras, conflitos de espécie alguma, se pudesse ficar claro que o ser real de todos no Universo é o único Deus, o único Cristo, a única Alma e o único Espírito. Tais benefícios ajudam um e o outro por causa dessa Unidade.
Nessa união espiritual, encontramos nossa paz um com o outro. Se experimentarmos isso, veremos rapidamente como isso é verdade. Quando vamos ao mercado, percebemos que todos que encontramos são o mesmo que somos, que a mesma vida o anima, a mesma Alma, o mesmo amor, a mesma alegria, a mesma paz, o mesmo desejo pelo bem. Em outras palavras, o mesmo Deus está entronizado em todos aqueles com quem entramos em contato. Eles não podem, no momento, estar conscientes desta Presença Divina dentro de seu ser, mas eles responderão como nós a reconhecemos neles. No mundo dos negócios, seja entre nossos colegas de trabalho, nossos empregadores ou nossos funcionários, seja entre concorrentes, seja em relacionamentos administrativos e trabalhistas, mantemos essa atitude de reconhecimento:
Eu sou você. Meu interesse é seu interesse; seu interesse é meu, pois a vida única anima o nosso ser, a única Alma, o único Espírito de Deus. Tudo o que fazemos um pelo outro, fazemos por causa do Princípio que nos une.
Uma diferença é imediatamente perceptível em nossos relacionamentos comerciais, em nossos relacionamentos com comerciantes e em nossos relacionamentos com a comunidade – em última análise, em relacionamentos nacionais e internacionais. O momento em que desistimos do nosso senso humano de separação, este princípio torna-se operativo em nossa experiência. Nunca falhou e nunca deixará de produzir frutos ricos.
Todos estão aqui na Terra, mas com um propósito, e esse propósito é mostrar a Glória de Deus, a Divindade e a plenitude de Deus. Nessa compreensão, seremos colocados em contato apenas com aqueles que são uma bênção para nós, pois somos uma bênção para eles.
No momento em que olhamos para uma pessoa para o nosso bem, podemos encontrar hoje o bem e, o mal amanhã. O bem espiritual pode vir através de você para mim do PAI, mas não vem de você. Você não pode ser a Fonte de qualquer bem para mim, mas o PAI pode usar você como um instrumento para o Seu bem fluir através de você para mim. Então, quando olhamos para nossos amigos ou nossa família a essa Luz, eles se tornam instrumentos de Deus, do bem de Deus, alcançando-nos através deles. Estamos sob a Graça, assumindo a posição de que todo o bem emana do PAI interior. Pode parecer que vem através de inúmeras pessoas diferentes, mas é uma emanação do bem, de Deus de dentro de nós.
Qual é o princípio?
“Ama o teu próximo como a ti mesmo.”
Ao obedecer a este mandamento, amamos amigos e inimigos; oramos pelos nossos inimigos; perdoamos, embora seja 70×7; não damos falso testemunho contra o nosso próximo, mantendo-o em condenação; nós julgamos não como bons ou maus, mas vemos através de toda aparência a identidade de Cristo – o Eu Único que é o seu Eu e o meu Eu. Então pode ser dito de nós:
… Vem, abençoado de meu Pai, herde o Reino preparado para você desde a fundação do mundo: Porque tive fome, e me deste alimento; estava com sede e me deste de beber; eu era um forasteiro, e me acolhestes; nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estive na prisão, e viestes a mim. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro e te acolhemos? Ou nu, e te vesti? Ou quando te vimos doente, ou na prisão, e viemos a ti? E o Rei responderá e dirá a eles: Em verdade vos digo que, na medida em que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, o fizestes comigo.
Mateus 25: 34-40

Do livro Praticando a Presença

Joel S. Goldsmith (1892-1964)

Fonte:
EU NO CAMINHO INFINITO

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