CONSIDERE ESSA PASSAGEM DE “UM CURSO DE AMOR”

Considere esta passagem do Curso:

Cada dia é a tua criação, mantida pelo sistema de pensamento que a originou. Observar isso é ver sua realidade. Ver essa realidade é ver a imagem de Deus que tu criaste à semelhança de Deus. Essa imagem se baseia em tua memória da verdade da criação de Deus, e em teu desejo de criar como teu Pai. Em teu esquecimento, é o melhor que poderias fazer, mas, ainda assim, te diz muito. (C:8.24)

A passagem aqui sugere que a realidade física como a conhecemos é apenas um fac-símile da criação de Deus. Essa passagem surge relativamente cedo no UCDA, quando as ideias centrais do UCEM são oferecidas por meio da linguagem do coração. Nesta passagem, Jesus está falando sobre o mundo como a mente separada o concebeu. Mais tarde, no UCDA, passamos a compreender que o mundo que vivenciamos é o produto de nossas ideias, crenças e percepções – uma ideia consistente com os ensinamentos do UCEM. À medida que nossas ideias e crenças mudam, o mundo de nossa experiência será transformado e o Novo será criado.
A dificuldade aqui está em desejar compreender a experiência de um mundo físico como sendo uma coisa ou outra – como sendo puramente falsa e uma negação da criação de Deus, ou como sendo a essência da criação de Deus e a imagem do próprio Deus. Nenhum dos dois está totalmente correto, porque a realidade física é neutra. UCDA diz que a forma a serviço da ilusão revela e se torna ilusão, enquanto a forma a serviço da verdade revela e se torna verdade.

– Sérgio Condé

Meu comentário ao texto acima:

Realmente, considero essa passagem do Curso (e essa explicação) muito importante. Durante anos, ao estudar ensinamentos metafísicos, deparei-me com ideias dizendo que “o mundo visível é um fenômeno abominável, porque é imperfeito, porque não foi criado por Deus, e deve portanto ser rejeitado”. Alguns ensinamentos chegam a pregar que esta existência fenomênica é uma maldição da “mente carnal” que foi colocada sobre a humanidade e que os seres humanos devem aprender a negar a sua existência. Em princípio, errado não está. Mas ensinamentos assim podem ser perigosos, porque podem levar a pessoa a desenvolver uma ideia e sentimento completos desgosto pela vida e também por si mesma. A ideia de culpa e ódio fica sendo retroalimentada na mente, já que nos vemos existindo num mundo onde supostamente não deveríamos existir. E, pensando assim, as pessoas que acreditam nesses ensinamentos buscam enxergar ou alcançar um mundo superior e perfeito criado por Deus.
Durante um bom tempo eu me deparei com esses dilemas. Nunca acreditei que o mundo fenomênico fosse “essência ou imagem do próprio Deus”, mas tive de fazer um grande esforço (e muita ter paciência) para compreender e aceitar como este mundo pode ser capaz de expressar Deus e ser um lugar bonito e digno de se viver. Hoje já estou completamente resolvido com essa questão. O mundo fenomênico por si é nada. Ele pode expressar/revelar a realidade separada do ego ou a realidade divina (unidade). Tudo depende da forma como o estamos percebendo.

Namastê!

UCDA/TELEGRAM

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