AMOR SEM LIMITES – 6. O amor sem limites

AMOR SEM LIMITES
6. O amor sem limites

Filho meu, viste a sarça ardente que não se consumia. Reconheceste o amor que é um fogo devorador, que te quer todo inteiro. A “grande visão” da sarça ardente pode ajudar-te a me dar um nome, de algum modo, novo. Esse novo nome não vai abolir aquele ou aqueles dos quais me tenho servido até o presente e… no entanto, como um relâmpago durante a noite, pode, com a sua viva luz, renovar toda a paisagem.
Muitas vezes, me chamaste por um nome que não era meu. Ou melhor, esse nome era certamente o meu, mas não expressava claramente o que a vida divina manifesta em sua maior intensidade, nem traduzia o que eu quis te revelar de mim mesmo no momento da tua oração… esse aspecto particular de meu ser a partir do qual deverias dirigir-te a mim.
Tu me chamas Deus. Este nome tradicional foi adorado e bendito por inúmeras almas. Este nome lhes deu, e não cessa de lhes dar, emoção e força. É um insensato quem pretende depreciá-lo. Ímpio o que quer eliminá-lo. Adora-me como a teu Deus. Venera este nome que me designa.
Porém, não diminuirás esta veneração quando perceberes que, no que diz respeito à linguagem, este nome não tem um conteúdo evidentemente certo. Ele carece de precisão. Os que lhe foram dados mais tarde, não estavam unidos a mesma palavra. Palavra tão vasta, suscetível de uma extensão tal que poderia, por vezes, pela fraqueza humana, parecer algo vazio… Então passou-se a fazer um uso mecânico, rotineiro de meu nome. Muitos conservaram a fórmula, mas não sabem dar-lhe sentido.
Tu dizes: Deus, Deus meu, Tu que és Deus, Senhor Deus. Na antiga fonte, no vocábulo consagrado, podes certamente extrair força nova. Mas, querendo particularizar o meu nome segundo o instante ou a necessidade presente, podes encontrar um estimulante real. Poderás, então, voltar para aqueles, de meus aspectos, cujas circunstâncias concretas os revela a ti. Tu me dirás então, conforme o caso: Tu és a beleza; Tu és a verdade; Tu és a minha pureza; Tu és a minha luz; Tu és a minha força. Poderás ainda dizer: Tu és o meu Amor.
Esta última expressão irá aproximar mais estreitamente do meu coração a tua linguagem. Poderás dizer-me: Senhor-amor. Ou, ainda mais simplesmente: o Amor.
E aqui colocaria para a tua consideração, a tua piedade, um termo que, se quiseres, se converterá no sol, o sol sem ocaso de tua vida. Meus queridos, Eu sou o Amor sem limites. O Amor sem limites… Eu estou além, acima de todos os nomes. Pois, justamente o qualificativo “sem limites” expressa que a minha pessoa e o meu amor ultrapassam todas as categorias com as quais o pensamento humano está habituado. Eu sou o Amor supremo, o Amor universal, o Amor absoluto, o Amor infinito.
Se neste momento eu insisto sobre as palavras sem limites é para evocar, em teu espírito, a imagem visual das fronteiras derrubadas. É para que possas alcançar a percepção do “ilimitado”, de um amor que, como um vento impetuoso, como um furacão, derruba todos os obstáculos. Eu sou o Amor que nada pode parar, que nada pode conter, que nada pode deter.
O inimigo a ser vencido não é a morte, mas a negação que o homem pode opor ao meu amor. Nada, porém, pode destruir ou diminuir a intenção e a ação de amar do Deus Forte.
Amados meus, eu não estou aqui a ensinar nada de novo. Não vos proponho uma definição ou uma doutrina. Não faço mais do que repetir o que foi dito desde o princípio. Indico um caminho de acesso. São bons todos os caminhos que levam ao mesmo fim.

FONTE: ECCLESIA

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